A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão encaminhou nesta segunda-feira (20/1) à Procuradoria Geral da República, no Distrito Federal, uma representação com pedido de responsabilização administrativa e criminal do ex-secretário especial de Cultura Roberto Alvim, demitido na última sexta (17).

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O texto tem como base representação enviada à PFDC que pede a adoção de medidas diante da publicação, do então secretário especial de Cultura, de um vídeo que emula elementos estéticos e narrativos inspirados na atuação do ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels.
O documento também defende a nulidade total de todos os atos administrativos do ex-secretário durante o período em que esteve no comando do órgão público.
"O agente público em questão tem, pelo menos, admiração pela perspectiva de arte do nazismo. E como sob o seu cargo se desenvolviam todas as medidas relativas à cultura, não é demasiado concluir que, no período em que o ocupou, levou para essa área a compreensão estética que tão desabridamente revelou no vídeo", diz trecho do documento.
Clique aqui para ler a representação da PFDC na íntegra
É provável e nada surpreendente que o Ministério Público também requeira o cancelamento da certidão de nascimento do ex-ministro com fundamento na premissa de que, se alimenta tais ideias hoje, já as trazia desde o berço. Concomitante, poderá requerer também a anulação do nascimento dos pais do ex ministro, com base na hipótese de que, se o acusado trazia tais ideias "do berço", é certo que as obteve de seus genitores. Nestes termos, pedirão deferimento.
Basta surgir um fato catalizador dos holofotes para que o mpf se coloque à frente das luzes para aparecer. Marqueting é sua especialidade, como já se disse algures. Querer erigir a patetada do infeliz a crime de racismo e ato de improbidade é hilariante sob o ponto de vista jurídico. Mas, fazer o quê... são os holofotes, estúpido.
O comentário do colega "olho vivo" não poderia ser mais acertado.
O estrelismo do MP, em recorrentes situações, beira o ridículo.
Pergunto-lhes: é para propor este tipo de ação que eles recebem seus polpudos e pontuais salários ?. Se eles propõem tal barbárie em face de um ex-ministro de estado é fácil imaginar o que pode vir acontecer com um simples cidadão. Lamentável. Sem dúvidas são servidores inteligentes que lograram êxito em um concurso público de grande concorrência, mas acredito, que provaram que estão desperdiçando-a com ações desta natureza. Vamos aguardar o desfecho disto tudo.
Atitudes como esta denigrem a imagem de uma instituição de crucial importância para o país. Dada a aberração jurídica de que se trata não vejo como classificar o fato de outro modo que não seja desvio funcional.
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