Município de SC move execução contra si próprio, mas não se localiza

O município de Palhoça (SC) moveu execução fiscal contra si, mas não conseguiu localizar o devedor (o próprio ente) nem seus bens. Nesta segunda-feira (15/6), a Justiça catarinense negou pedido para suspender o processo e manteve sentença que extinguiu o feito.

Divulgação/TJ-SC

TJ-SC julgará apelação de município de Palhoça contra si próprio
Reprodução

Em 2018, o município moveu execução fiscal contra si próprio por uma dívida de R$ 100 mil de IPTU. Em dezembro de 2019, a Justiça extinguiu a execução fiscal por confusão entre credor e devedor — que são o mesmo ente.

A Prefeitura de Palhoça apresentou embargos de declaração afirmando que o juiz deveria ter suspendido, e não extinguido o processo, uma vez que não conseguiu citar o executado (o município).

A Justiça, em fevereiro de 2020, negou o pedido, ressaltando que ele deveria ter sido feito por recurso próprio, não embargos de declaração. O município então interpôs apelação ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com o mesmo argumento.

Em 11 de junho, o município afirmou que, apesar de diversas tentativas, não conseguiu localizar o devedor (ele mesmo), nem bens a serem bloqueados. Dessa maneira, pediu a suspensão o processo por um ano.

Nesta segunda (15/6), a Justiça negou o pedido de suspensão do feito, uma vez que já há sentença extinguindo o processo.

Clique aqui para ler as petições e decisões
0902255-92.2018.8.24.0045

Sérgio Rodas

é editor da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Eric Vinicius Galhardo Lopes disse:
19 de junho de 2020 às 20:05

(Desculpa.)

Joao Antonio Motta disse:
19 de junho de 2020 às 20:50

Stanislaw Ponte Preta tinha razão. Ou: Stella Awards perde fácil.

S. Queiroz disse:
20 de junho de 2020 às 05:17

Condenação em HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA.
.
Risível.
.<br/>Pura incompetência e falta de leitura

José C. de Oliveira disse:
20 de junho de 2020 às 13:30

Como disse bem um grande amigo, Guilherme L. Bandeira.
"O Brasil é surreal em todos os sentidos imagináveis".
E o processo ainda se prolongou...

Antonio Carlos Kersting Roque disse:
22 de junho de 2020 às 05:11

O colega que promoveu a ação é um "jênio".

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