A Advocacia Geral da União enviou nesta quinta-feira (26/11) petição ao Supremo Tribunal Federal informando que o presidente Jair Bolsonaro "declina do meio de defesa" de prestar depoimento às autoridades e dar sua versão sobre as acusações de que teria tentado interferir na Polícia Federal.

Segundo o documento, a divulgação da reunião ministerial do dia 22 de abril deste ano — tornada pública pelo então ministro Celso de Mello — demonstrou que as acusações de que o presidente tentou interferir na PF são infundadas.
"Assim, o peticionante vem, respeitosamente, à presença de V. Exa., declinar do meio de defesa que lhe foi oportunizado unicamente por meio presencial no referido despacho, aliás, como admitido pelo próprio despacho, e roga pronto encaminhamento dos autos à Polícia Federal para elaboração de relatório final a ser submetido, ato contínuo, ainda dentro da prorrogação em curso, ao Ministério Público Federal", anotou a AGU.
A determinação do depoimento presencial de Bolsonaro também foi decidida por Celso De Mello, que era o relator do Inquérito 4.831. Nesta decisão, o ministro aposentado também autorizava que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro — que acusa Bolsonaro — acompanhasse pessoalmente o interrogatório, podendo inclusive fazer perguntas.
Em setembro deste ano, Celso retirou do Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal o julgamento colegiado sobre a possibilidade de Bolsonaro prestar depoimento por escrito no inquérito que investiga as acusações de interferência na cúpula da PF.
Clique aqui para ler a petição da AGU
Inquérito 4.831
O paralelo real entre as atitudes do Trump e as do presidente Bolsonaro, remete-nos ao anúncio da Vodka, "eu sou você amanhã". Essa negação de depor na presença do Moro não é a atitude do cara em que votei. Tornou-se uma cebola descascada, veio despindo-se casca por casca até chegar a um nada absoluto e então mostra a que veio ao vivo e a cores. Uma espécie de chefe mafioso que se apoia na instituição de que foi expulso para lhe dar força física e do outro obedece ao gabinete que se convencionou chamar-se gabinete do ódio, com implicações milicianas. Só que as FFAA são uma instituição que tem uma imagem própria a zelar que nada tem a ver com o capitão. Apenas o aturam. Mas agora que o Trump foi derrotado ele e seus ministros do exterior e meio ambiente sofreram uma acachapante derrota e ele não está percebendo para que lado o rio corre. Não sobrou nada do candidato eleito em 2018. Daí é que para 2020 vale qualquer um que recupere a estatura do Itamaraty e um comportamento ambiental condizente com a riqueza do país, levando-se em conta a preservação ambiental. Hoje ele perde até do Dória.
É tão bonito quando o Supremo se esvai nas contradições de suas próprias decisões. Quando o constrangimento imposto a quem quer que seja, quase sempre seletivo, vira um constrangimento para o próprio Tribunal... não sou bolsonarista, mas tenho certa proximidade com o estado de direito.
Se aceito o argumento qualquer ladrão de galinhas ou coisa pior poderá assumir a presunção de que o depoimento de investigado e/ou acariação seria mera oportunidade de defesa do investigado.
A Constituição não deixa dúvida: "todos os cidadãos são iguais perante a lei.." e a meu ver não é prerrogativa do investigado ""declinar"" daquilo que é ordem judicial mesmo porque estaria lá exposto a responder questões colocadas pelo outro intimado, já admitida a forma de acariação.
Boa marmelada se faz com marmelo, não se podendo adicionar chuchu.
Se o Nhonho não fizesse lenga lenga o protagonista do circo já estaria sob júdice e mudaria seus temas e atos. Como nada acontece seu herdeiro também continua falando asneiras patrocinando poderio monopolista estrangeiro.
Gostei da lembrança do comercial da vodka pois veste bem como uma luva.
Fraquejou, brochou.
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