Paridade de gênero modifica cenário das eleições da OAB

Os efeitos da aprovação da paridade de gêneros para registro de chapa nas eleições da OAB em dezembro do ano passado já podem ser sentidos no pleito deste ano. Conforme o novo regramento, as chapas só serão registradas se alcançarem a cota de 50% de mulheres, tanto para titulares como para suplentes. Até o momento, 24 advogadas se apresentaram como candidatas à presidência de seccionais. As informações são do perfil "Paridade de verdade".

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Dora Cavalcanti e Lazara Carvalho lideram primeira chapa 100% feminina a disputar o comando da seccional paulista da OAB
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Uma das candidatas é a autora da proposta, Valentina Jungmann, que disputa a cadeira da presidência da OAB-GO. Em entrevista à ConJur, em janeiro deste ano, a advogada afirmou que a aprovação da paridade de gêneros e da equidade racial para registro na chapa iria fazer com que a entidade ganhasse mais legitimidade para participar ativamente no debate nacional.

Outra advogada que disputa o comando de uma seccional é a advogada Maria Cristina Santiago que inscreveu a chapa "Por você. Pela OAB" na última sexta-feira (16/10), data em que a OAB-PB completou 90 anos de existência.

A OAB-BA terá pela primeira vez duas mulheres disputando a presidência da entidade com as candidaturas das advogadas Ana Patrícia Dantas Leão e Daniela Borges.

Dora Cavalcanti e Lazara Carvalho lideram a primeira chapa 100% feminina a disputar a presidência da OAB de São Paulo. Além delas, a advogada Patrícia Vanzolini também disputa o comando da maior seccional da Ordem do país.

Veja abaixo a lista completa:
Sandra Alcântara — OAB-AP
Daniela Borges — OAB-BA
Ana Patrícia Dantas Leão — OAB-BA
Erica Neves – OAB-ES
Valentina Jungmann — OAB-GO
Gisela Cardoso — OAB-MT
Rachel Magrini — OAB-MS
Giselle Marques — OAB-MS
Carla Silene — OAB-MG
Helena Delamonica — OAB-MG
Maria Cristina Santiago — OAB-PB
Marilena Winter — OAB-PR
Élida Fabrícia — OAB-PI
Nara Letícia — OAB-PI
Sylvia Drummond — OAB-RJ
Magna Letícia — OAB-RN
Zenia Cernov — OAB-RO
Patrícia Vanzolini — OAB-SP
Dora Cavalcanti — OAB-SP
Ester Nogueira — OAB-TO
Rita Rocha — OAB-TO
Alinne Marques — OAB-DF
Renata Amaral — OAB-DF
Thais Riedel — OAB-DF

Rafa Santos

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Eduardo de Castilhos Fritz disse:
20 de outubro de 2021 às 13:04

Cade a cota dos LGBTQI+ , negros, idosos, deficientes ?????

LunaLuchetta disse:
20 de outubro de 2021 às 15:54

Paridade é essencial. Deve ser perseguida incansavelmente, mas não podemos esquecer que, ao escolher o candidato (seja mulher; seja homem; seja o que for) deve-se examinar sua competência e, ainda mais, sua vocação para o cargo que irá ocupar.
Vi, agora, no pedido de registro de uma das chapas, no rol dos que pretendem ser conselheiros, pessoa que não tem a mínima condição sequer de advogar, pois não tem noções básicas, como, por exemplo (mas não só) a diferença entre "capaz" e "incapaz", civilmente. Como pode alguém assim almejar tal cargo ? Pior, como pôde o organizador da chapa lá coloca-la ?

Joro disse:
20 de outubro de 2021 às 19:24

E os donos originários desta Terra de Vera Cruz, os indígenas? Nada!
Queremos cotas para os Índios já!

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