Moro negociou duas palestras a R$ 77 mil para discutir campanha

O ex-juiz e pré-candidato à presidência Sergio Moro negociou R$ 77 mil para participar de duas palestras com gestores do mercado financeira no Rio de Janeiro e em São Paulo, organizadas pela empresa Ativa Investimentos, para discutir a campanha eleitoral de 2022, como viabilidade financeira e programa de governo.

José Cruz/Agência Brasil

Agência BrasilMoro negociou duas palestras a R$ 77 mil para discutir campanha presidencial

Os encontros foram a portas fechadas e não constam da agenda oficial de Moro. A informação foi revelada pelo portal The Intercept Brasil, que teve acesso ao contratoSegundo a reportagem, Moro negociou R$ 110 mil para falar aos gestores financeiros. Desse total, R$ 77 mil seriam destinados a empresa do ex-juiz, a Moro Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial de Riscos LTDA.

"Os pagamentos serão feitos em duas parcelas iguais e sucessivas de R$ 38.500,00 cada, com vencimento no dia 10 de fevereiro de 2022 e 28 de fevereiro de 2022, respectivamente, mediante emissão de nota fiscal e depósito em conta bancária de titularidade desta, a ser oportunamente informada", diz o contrato.

Os outros R$ 33 mil seriam destinados à empresa Delos Produções Culturais Ltda, um braço do grupo DC Set Participações, controlado por Jorge Sirena, marqueteiro escolhido pelo ex-juiz para sua campanha. No contrato, a Delos é citada como "interveniente anuente", ou seja, empresa "apta a agenciar e administrar os interesses e atividades" da consultoria de Moro. 

Além disso, o Intercept Brasil diz que o contrato possui cláusulas de confidencialidade, o que chama atenção, já que Moro tem desafiado o ex-presidente Lula a divulgar quanto recebeu por palestras realizadas no exterior após deixar o Palácio do Planalto. Acontece que o próprio Moro não esclareceu as palestras feitas neste mês para a Ativa Investimentos.

"A contratada [empresa de consultoria de Moro] declara-se ciente de que o palestrante é pré-candidato a presidente da República e que, consequentemente, as datas dos encontros deverão, necessariamente, observar as restrições do calendário eleitoral, conforme legislação vigente", diz o contrato. Moro não respondeu aos questionamentos do Intercept Brasil sobre as palestras.

O ex-ministro do governo Michel Temer, Carlos Marun, participou do encontro no Rio de Janeiro, com a presença do ex-juiz. "O candidato Moro expôs seu plano inicial de governo, suas ideias iniciais e se estabeleceu quase um bate-papo, já que era esse o objetivo. Um encontro pequeno onde as coisas pudessem ser conversadas com tranquilidade", disse Marun ao Intercept Brasil.

André Pinheiro disse:
19 de fevereiro de 2022 às 18:53

A Laranjato demonizou 1) Caixa 2 ( agora vai de perdão a palestras ), 2) aparelhamento do Estado ( Quem não dirá que as pessoas de confiança do Professor Moriarty eram justamente o pessoal da acusação da Laranjato? Havia uma proximidade de confiança entre juiz e policiais, recebendo blindagem) 3) Palestras após sair do cargo público ( na verdade fizeram durante o cargo público) 4) Fundação Presidencial ( fizeram uma fundação privada bilionária sem qualquer lei que autorize e com lei penal que desautoriza), 5) Livros ( dispensa comentários). 6) Consultoria em empresas internacionais ( dispensa comentários), 7) dados sigilosos,( agora tudo é sigilo ), 8) os contrários as 10 medidas fascistas ( todos beneficiados com prescrição e provas ilegais de boa fé).

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