Motivo de grandes manifestações pelo país, com o fechamento de estradas e vias essenciais por apoiadores do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, a lisura das eleições do 2022 foi confirmada por três importantes documentos, nos últimos dias: os relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) e o relatório final do Ministério da Defesa. Mais importante pelo risco teria à democracia caso uma palavra mal colocada foi emprega no texto. Todos essas auditorias, que fiscalizaram o pleito do dia 30 de outubro, não encontraram quaisquer divergências nos boletins das urnas eletrônicas.

Assim, todos os ataques sobre as ferramentas e sistemas das eleições no país naufragaram. A narrativa que questionava o pleito, encabeçada pelo presidente e candidato derrotado à reeleição, Jair Bolsonaro, foi sepultada. Principalmente, após o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o relatório de fiscalização do processo de votação que não apontou nenhuma fraude eleitoral e reconheceu que os boletins de urnas e os resultados divulgados pelo tribunal são idênticos.
Esse boletins são impressos pelos mesários após o encerramento da votação e afixado na porta da seção eleitoral. O documento contém o número de votos por candidato, nulos, brancos e dados sobre o equipamento de votação. E além do Ministério da Defesa, o TCU e a OAB Federal, também no papel de fiscais do processo democrático eleitoral, não encontraram nenhum tipo de alterações ou divergência
Vale ressaltar que o TCU, em sua análise, destacou que a atuação no trabalho de auditoria das urnas objetiva garantir a confiabilidade das informações públicas repassadas à sociedade.
Já o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, José Alberto Simonetti, entregou um ofício ao TSE, produzido pela Comissão Especial de Direito Eleitoral da OAB, que reforçou a confiança da entidade no sistema eletrônico de votação. No documento, o presidente da OAB frisou que "evidenciou-se, ao contrário, a postura transparente da Justiça Eleitoral na preservação da lisura e da segurança". Ou seja, deixando cristalino que as eleições transcorreram sem qualquer mácula e com grande transparência.
E o relatório produzido pela Defesa, com participação das Forças Armadas, foi a pá de cal nas manifestações sobre a falta de lisura nas eleições brasileiras. Entretanto, apesar de reconhecer que o pleito ocorreu sem nenhuma evidência ou indício de fraude que possa ter surtido efeito real na votação para o cargo maior do país, os militares fizeram críticas pontuais no sistema de avaliação e fiscalização completa do processo eleitoral. Ou seja, eles não colocaram o sistema atual na parede, mas também não atestam a sua integridade em 100%.
Em uma parte do relatório, os militares avaliaram que por conta da complexidade do sistema, da falta de esclarecimentos técnicos, de acesso a programas e bibliotecas, "não foi possível fiscalizar o sistema completamente, o que demanda a adoção de melhorias no sentido de propiciar a sua inspeção e a análise completas".
Na prática, não estão dando o braço a torcer sobre a transparência da eleição. Uma vez que o código fonte ficou a disposição das autoridades públicas e dos partidos por meses. Oxalá que essa afirmação do Ministério da Defesa ao invés de acalmar os ânimos, não sirva para incentivar mais atentados à democracia.
Os apoiadores do presidente, quando exaltam e pedem a intervenção militar na porta dos quartéis, não podem se esquecer que estão a incorrer nos crimes previstos nos artigos artigos 359-L e 359-M, ambos do Código Penal, na medida em que buscam com a tomada do poder pelas Forças Armadas à abolição violenta do Estado democrático de Direito (artigo 359-L), com a imposição de golpe de estado (artigo 359-M). Que os relatórios apresentados ao presidente do TSE, que confirmam a lisura das urnas e das eleições, acalmem os revoltosos e a paz volte a reinar, minimamente, no país.
As urnas eletrônicas foram criadas há 26 anos, cuja finalidade foi acabar com a fraude nas eleições com voto em papel, e estão dando certo desde então.
Nesta eleição de 2022, conforme publicado no site do TSE, tivemos 26.634 candidaturas a cargos de presidente, governador, senador, dep federal e dep estadual. Foram eleitos 1.639 candidatos em todo Brasil.
A eleição do dia 30/10 transcorreu sem nenhuma contestação ou acusação de qualquer irregularidade em urnas.
Iniciada a apuração tudo ocorreu na mais absoluta normalidade, até às 19:57 hs, qnd o TSE declarou o candidato Luís Inácio matematicamente eleito.
Enquanto eleitores do vencedor saíram às ruas p comemorar, os eleitores do perdedor resolveram "protestar" e saíram, de modo bem organizado, com suporte logístico e estruturado financeiramente, para bloquear rodovias.
Tal "protesto", antecipadamente combinado, sem que tenha havido nenhuma anormalidade no sistema eleitoral, nos permite deduzir que além da "impecável organização", deixa claro que existe uma "dissonância cognitiva" de parcela dos brasileiros, que diz ter havido fraude em apenas um cargo, o de presidente.
Tal questionamento, não apenas é ilógico, incoerente e contraditório, como também beira ao extremo fanatismo e até à insanidade mental de alguns.
Uma parcela grande da sociedade brasileira foi seduzida e, deixou-se seduzir pela esdrúxula tese da ameaça comunista, seja lá o que diabos isso represente na cabeça das pessoas, e uma pauta de costumes hipócrita, mais falsa que nota de 3 reais.
O Brasil precisa voltar ao normal! Precisa de paz!
Só conste no seu texto, por gentileza, qual parte textual do relatório das Forças Armadas ao qual consta expressamente que NÃO HOUVE FRAUDE.
O resto é contorcionismo dialético pra enganar quem quem quer, deliberadamente, ser enganado.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login