O jornal Folha de S.Paulo afirmou, em editorial, que a estabilidade concedida a servidores públicos pelo Estado brasileiro é uma “anomalia global”. O periódico afirma que o Brasil é o país que mais concede estabilidade plena a seus servidores e isso torna extremamente difícil gerir o quadro de pessoal.
O texto lembra que a estabilidade remonta a 1915, quando uma lei federal estabeleceu que funcionários com mais de 10 anos na mesma função só seriam dispensados após processo administrativo. “Ao longo do século 20, as regras foram sendo relaxadas, até que a amarra se consolidasse no Estatuto do Servidor Público Federal, de 1990”, diz trecho do editorial.

Jornal aponta, em editorial, que estabilidade de servidores é ‘anomalia’ brasileira
O jornal apresenta números que demonstram que 70% do funcionalismo da União possui estabilidade. Contando com os servidores de estados e municípios, chega-se a um montante de 12,1 milhões de empregados pelo Estado que possuem essa prerrogativa.
“Países como Reino Unido, Espanha e Alemanha têm bem menos trabalhadores nessa condição. Na maioria dos casos, a prerrogativa, quando existe, é restrita às carreiras de Estado — sem equivalentes no setor privado, como policiais, juízes e auditores fiscais”, diz trecho do editorial.
A Folha cita decisão do STF que passou a permitir contratações de servidores pelas normas da CLT, o que, ao menos em tese, concede mais flexibilidade à gestão.
Por fim, o jornal cita pesquisa Datafolha que aponta que oito em cada dez brasileiros defendem a demissão de funcionários públicos por má avaliação. Além disso, conforme o instituto, 71% são a favor de uma reforma administrativa.
“A estabilidade precisa ser revista não para permitir demissões em massa, dado que não se verifica um excesso geral de quadros no país, mas para incentivar a produtividade de um Estado que consome cerca de um terço da renda nacional em impostos”, prega o jornal.
O Editorial deve ter sido assinado por um frustrado concurseiro.
Seu pensamento caminha junto com quem participa das rachadinhas, cabide de emprego público, utilizado para contratação de apadrinhados políticos sem competência para conquistar uma vaga no serviço público mediante concurso.
Abrir um livro ninguém quer.
Vinda da Folha, essa opinião não me surpreende. E sempre calçada num viés econômico populista: temos um Estado perdulário. Num país como o nosso, cuja “liderança” política e econômica ainda vive nas capitanias hereditárias, a estabilidade do servidor público é uma garantia de que algumas áreas do Estado estão protegidas dos arroubos politiqueiros. Se não há afastamentos por desempenho deficiente, isso é mais culpa de chefias inoperantes do que dos servidores.
Houve uma época que tinha prazer em ler a Folha de São Paulo, mas hoje o prazer já não existe mais. Um editorial como esse, sem uma reflexão profunda não merece ser lida.
Por falar em imposto, eu contribuo com R$ 5.143,93 por mês da minha remuneração a título de imposto de renda e ainda tem a contribuição previdenciária de R$ 3.793,32 por mês.
Não sou contra avaliação periódica de servidores, mas é leviano associar negativamente a estabilidde de servidores ao gasto público, quando bilhões e bilhões são sangrados do Tesouro por gestores corruptos.
Os servidores públicos não podem ser apontados como bode expiatório dá má gestão dos recursos públicos. Há que ser honesto e apontar os verdadeiros culpados pelos desvios dos recursos públicos.
Como colocou o Rubens Cavalcante, tambéum desconto IR direto na fonte de mais de 6mil mensais, e ainda pago todos os anos un valor surreal do IR. Trabalho a semana toda sem folga, enquanto juízes, militares e principalmente politicos que recebem no mínimo 3x o que eu trabalham menos da metade e vem um jornaleco dizer que é o servidor publico quem atrasa o País. A burocracia é cria do Estado, a inépcia vem da corrupção dos altos escalões. Quem prejudica e dá prejuízo ao País são eles, então antes de um Jornalista escrever as asneiras da sua visão míope, deveria adentrar dentro de um setor publico e lá permanecer por pelo menos 30 dias para atestar algo das vozes da sua mente!
Todas as famílias proprietárias deste tipo de imprensa sobrevivem sobejamente dos anúncios de bancos e corretoras de valores que são postados em seus periódicos. Daí, por óbvio, escondem que o dreno do orçamento público está localizado justamente nos juros pagos ao mercado financeiro, que, todo ano, arruínam os recursos públicos. A folha precisa encontrar um culpado, claro, inocentando seus clientes anunciantes.
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