O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Fernando Antonio Torres Garcia, suspendeu na sexta-feira (4/4) o pagamento da aposentadoria do juiz Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por uso de documento falso e falsidade ideológica.

MP-SP denunciou juiz aposentado por uso de documento falso e falsidade ideológica
“Em relação ao juiz aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, acusado pelo Ministério Público de usar identidade falsa, o TJ-SP informa que o presidente Fernando Antonio Torres Garcia decidiu suspender administrativamente, até nova ordem, pagamentos de quaisquer naturezas que a ele seriam feitos”, diz nota enviada à imprensa na sexta.
O TJ-SP reiterou que não irá se pronunciar porque o caso ainda não foi julgado e tramita sob segredo de justiça.
Segundo o MP paulista, Wickfield se chama na verdade José Eduardo Franco dos Reis e enganou por 40 anos “quase a totalidade das instituições públicas” usando nome fictício e mantendo a sua verdadeira identidade. A informação é do portal G1.
A denúncia do MP-SP foi apresentada à 29ª Vara Criminal de São Paulo no último dia 27 de fevereiro. A Justiça aceitou a denúncia e tornou o juiz réu na última segunda-feira (31/3).
Conforme a denúncia do MP-SP, o juiz aposentado afirmava que era descendente de nobres britânicos e declarava ser filho de Richard Lancelot Canterbury Caterham Wickfield e Anna Marie Dubois Vincent Wickfield. Não se sabe se essas pessoas existiram.
Com a nova identidade, Wickfield estudou na Faculdade de Direito da USP, prestou concurso e ingressou na magistratura paulista.
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