O Supremo Tribunal Federal ouviu na tarde desta segunda-feira (2/6) a última testemunha indicada no Núcleo 1 da ação penal aberta contra os acusados de golpe de Estado depois das eleições presidenciais de 2022. O senador e ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN) foi ouvido por cerca de 20 minutos, a partir das 15h.

Bolsonaro deve ser ouvido pelo Supremo na próxima segunda-feira (9/6)
O congressista foi indicado pelas defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-ministro Braga Netto. Participaram da audiência o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da ação, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinoza, e advogados dos réus.
Em seu depoimento, Marinho negou que Bolsonaro tenha participado de uma trama golpista.
“Todos estávamos chateados, não esperávamos a derrota (nas eleições)“, disse ele. “Eu via o presidente preocupado para não haver bloqueio de rodovias ou algo que prejudicasse a vida das pessoas, algo que atrapalhasse a economia ou a mudança do comando do país.”
Os depoimentos fazem parte da fase de instrução da AP 2.668, que envolve os acusados de integrar o Núcleo 1, considerado pela Procuradoria-Geral da República o “núcleo crucial” da organização apontada como responsável pelo golpe.
Desde 19 de maio até esta segunda-feira, foram ouvidas 52 testemunhas — cinco de acusação e 47 de defesa. Dois depoimentos foram feitos por escrito.
Ao final da oitiva, Alexandre marcou datas para o interrogatório dos réus, entre eles Bolsonaro. Será a partir da próxima segunda-feira (9/6), das 14h às 20h, de forma presencial, na sala de sessões da 1ª Turma do Supremo. Com informações da assessoria de imprensa do STF.
AP 2.668
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