Esperança no futuro

Investimento de longo prazo pode fazer Brasil crescer, diz Teresa Ter-Minassian

Apesar dos pesares, o cenário econômico brasileiro oferece motivos para otimismo, desde que haja investimento no crescimento saudável, a longo prazo. Essa é a opinião da economista Teresa Ter-Minassian, que falou sobre o tema em um dos paineis do II Fórum Futuro da Tributação, evento promovido pelo Fórum de Integração Brasil Europa (Fibe) na semana passada, em Lisboa.

Divulgação/Fibe

Teresa Ter Minassian

Teresa Ter-Minassian diz que Brasil deve investir em crescimento de longo prazo

Consultora sênior do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ex-diretora do Departamento de Assuntos Fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI), Teresa afirmou que o crescimento sustentável é possível com uma política macroeconômica e fiscal estável, capaz de atrair investidores. Outro ponto fundamental é alocar os gastos públicos de uma forma inteligente.

“Há muito por fazer e, nesse sentido, a economia digital dará apoio para prover informações que vão focalizar melhor os programas sociais”, disse a economista em entrevista à série Fibe Conversa.

Na opinião da especialista, existem áreas de tributação que podem ser melhor desenvolvidas no Brasil. “Sejam os impostos verdes, sejam os impostos sobre a propriedade, que ainda continuam bastante baixos em relação aos padrões de países mais desenvolvidos.”

Reforma tributária

Teresa Ter-Minassian entende que a reforma tributária brasileira, que está em vias de entrar em vigência, vai elevar a possibilidade de crescimento do país. “A eliminação da possibilidade das guerras fiscais entre os estados vai ser muito importante. Eu acredito que, de médio a longo prazo, a reforma tributária dos impostos indiretos vai ter um impacto positivo sobre o crescimento potencial do país.”

Para ela, a reforma do ICMS será fundamental para a racionalização do sistema tributário do Brasil. “Também acho que houve bastante progresso na área da administração tributária, que é fundamental para o cumprimento de nossa conformidade.”

Clique aqui para assistir à entrevista ou veja abaixo:

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