está no cpc

Não cabe recurso ordinário ao STJ contra acórdão em reclamação

O recurso ordinário cível dirigido ao Superior Tribunal de Justiça é cabível apenas nas hipóteses taxativas descritas na legislação, dentre as quais não consta o acórdão que decidiu reclamação constitucional.

Gustavo Lima/STJ

Ministro Teodoro Silva Santos apontou que cabimento do recurso ordinário está delimitado no CPC e não envolve acórdãos de reclamação

Com esse entendimento, a 2ª Turma do STJ não conheceu do recurso ordinário ajuizado por uma construtora na tentativa de apontar o descumprimento de uma decisão da Justiça da Bahia.

O caso envolve a continuidade de obra e comercialização de lotes de um empreendimento imobiliário em debate por conta da supressão de vegetação e impacto em área de proteção ambiental.

A construtora ajuizou reclamação constitucional no Tribunal de Justiça da Bahia, processo que  permite a preservação da competência e da autoridade das decisões dos tribunais, sempre que forem informados pelas partes de algum desrespeito ou descumprimento legal.

Recurso ordinário descabido

O TJ-BA, no entanto, entendeu que não houve ofensa à autoridade de qualquer decisão previamente proferida e julgou-a improcedente. Contra esse acórdão houve a interposição do recurso ordinário ao STJ.

Relator, o ministro Teodoro Silva Santos observou que o cabimento dessa classe recursal está delimitado no artigo 1.027 do Código de Processo Civil. Há apenas duas hipóteses:

a) os mandados de segurança decididos em única instância pelos tribunais regionais federais ou pelos tribunais de justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão;

b) os processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País.

“Considerando que o recurso ordinário constitucional foi interposto contra acórdão que julgou reclamação, tem-se que o mesmo é manifestamente inadmissível”, concluiu o ministro. A votação na 2ª Turma foi unânime.

Clique aqui para ler o acórdão
Pet 18.890

Danilo Vital

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Seja o primeiro a comentar.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também