Rodrigo Tacla Duran: O poder paralelo da “lava jato”

Mordaça. Substantivo feminino. O mesmo que açaimo ou focinheira. Pano ou qualquer objeto que se põe na boca para impedir alguém de falar ou gritar. Usar a força e a coerção para impedir alguém de falar. A definição curta e precisa do Aurélio revela ser a mordaça irmã da brutalidade e filha do autoritarismo com a intolerância. No último dia 2, o advogado Renato Moraes publicou no jornal O Globo artigo no qual expõe a dura realidade de um Brasil onde a Justiça tem dado o mau exemplo de desprezar as leis e a Constituição. Escreveu o brilhante jurista: “Chegamos à beira do precipício autoritário. Há quem esboce, sem pudor, o raciocínio de que entre a Constituição e uma indistinta vontade popular se deve ficar com o povo. Como se não fosse a Constituição o único abrigo contra o autoritarismo”.

Na crítica que desfere ao chamado populismo judicial, Moraes lembra que a opinião pública é “filha dileta” da opinião publicada e veiculada em tempo real pelos meios de comunicação. E com o agravante: nesta era das grandes investigações e da exposição das entranhas do país, a opinião publicada vem pronta e embalada de fontes como o Ministério Público, a polícia e até mesmo magistrados. Boa parte da imprensa deixou de investigar, de garantir o contraditório, se convertendo num dócil e envenenado canal de comunicação de quem decidiu fazer justiça passando por cima da Constituição, das leis e invocando a aplicação de normas jurídicas votadas e aprovadas pelo Congresso dos Estados Unidos.

Neste Brasil onde juízes de primeiro grau tentam aplicar a lei americana, procuradores xingam juízes do Supremo como se estivessem no Maracanã ou no Itaquerão e as delações premiadas são delações seletivas, de repente me vi numa situação inusitada: estou proibido de testemunhar por ordem do juiz Sergio Moro. Imagino que uma situação dessas pode ter acontecido na ditadura do Estado Novo ou no regime militar, mas numa democracia é inexplicável. Além de ilegal, a proibição é injusta, porque viola o direito de os réus produzirem as provas testemunhais que julgam ser importantes para suas defesas. As duas únicas vezes em que fui ouvido e pude dar minha versão sobre certos fatos foi no dia 30 de novembro de 2017, na CPMI da JBS, e no dia 5 de junho deste ano, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Em nenhuma das vezes o Ministério Público mostrou interesse sobre os fatos que narrei.

Fui ouvido como testemunha por representantes da Justiça do Peru, Andorra, Suíça, Argentina, Equador, México e Espanha. Entre as consequências diretas e indiretas desses depoimentos, um ex-ministro equatoriano foi preso, o presidente peruano renunciou, e o Uruguai extraditou um ex-funcionário do banco BPA para Andorra. Tudo amplamente noticiado pela imprensa internacional. Como se nada disso fosse relevante, continuo proibido de falar à Justiça do Brasil. Nunca prestei depoimento, embora tenha sido arrolado cinco vezes pela defesa do ex-presidente Lula.

Recentemente, o juiz Sergio Moro indeferiu pedido da defesa de Marcelo Odebrecht para a oitiva dos advogados Monica Odebrecht, sua irmã, e Mauricio Roberto Carvalho Ferro, cunhado. A oitiva da advogada da Odebrecht Marta Pacheco, como testemunha de Marcelo, foi deferida respeitando a prerrogativa do sigilo profissional. É certo que todos têm prerrogativas e serem respeitadas, entre elas o sigilo profissional. Nisso, não pode haver dois pesos e duas medidas. Quando eu trabalhei para a Odebrecht, tratei com estes três profissionais dos assuntos que ora o juiz reconhece merecerem proteção. Entretanto, a força-tarefa de Curitiba não teve o mesmo zelo pelas prerrogativas quando tratou comigo. Ao contrário, criminalizou meu trabalho como advogado e me pressionou todo o tempo para obter as mesmas informações sigilosas que o juiz Sergio Moro decidiu proteger.

Há mais de dois anos procurei espontaneamente a força-tarefa da "lava jato" em Curitiba. Estive pessoalmente com os procuradores em três ocasiões. Não abri qualquer informação sigilosa de cliente algum. Em todos os encontros, fui tratado como alguém julgado e condenado. Faltava apenas ser preso. Sou advogado há mais de 20 anos. Olhava para aquela situação e pensava: não é possível. Como eles podem me condenar sem processo, sem provas, sem sentença? Os procuradores da força-tarefa de Curitiba nunca quiseram me ouvir, saber o que eu tinha a dizer, dar oportunidade ao contraditório. Brandiam o tempo todo a ameaça da prisão preventiva. É humilhante ser acusado de crimes que não cometi, ofendido publicamente, desqualificado.

Ao não me dar chance de defesa, o juiz Sergio Moro ignora solenemente a Constituição, a Lei Orgânica da Magistratura, o Código Penal, o Código de Processo Penal, o Estatuto da Advocacia e o Estatuto dos Direitos do Homem das Nações Unidas. Ignora até a lei dos Estados Unidos, que ele tanto preza, porque lá ninguém é condenado sem provas e sem direito de defesa. Kant ensinou que injusta é a ação que impede a liberdade do outro e, neste caso específico, me refiro ao direito de ampla defesa. Portanto, magistrado algum poderia adotar conduta diferente daquela prevista na lei, mesmo que dela discorde. A injustiça é uma escolha; a Justiça, um dever. Não há atalho para quem tem a lei como império. Para condenar, é preciso investigar, provar, contraditar. Dá trabalho e pode ser demorado, mas é o correto. No meu caso, jamais apresentaram quaisquer provas contra mim, e investigações já foram arquivadas uma vez na Espanha por falta de provas.

Existem fatos graves que cerceiam não apenas meu direito de defesa, mas o de muitos outros. O primeiro deles é o desaparecimento do Inquérito 186/2016 da Polícia Federal de São Paulo. Simplesmente sumiu. Parte desse inquérito foi encaminhado à CPMI da JBS, na ocasião do meu depoimento. Esse inquérito é muito importante para a minha defesa por conter esclarecimentos sobre as acusações contra mim imputadas. Há dois meses meus advogados tentam localizar esse inquérito. A Polícia Federal em São Paulo informou que o enviou para Curitiba. Porém, em Curitiba, esse inquérito não existe, porque ninguém sabe dizer onde ele está. Sumiço de inquérito é algo gravíssimo.

No meu caso, não é a primeira vez que coisas como essas acontecem. No ano passado, pedi ao cartório da 1 ª Vara de Execuções Fiscais Municipais de Curitiba uma certidão de objeto e pé comprovando que o advogado Carlos Zucolotto atuara como defensor em processos da minha família. O cartório levou cerca de seis meses para emitir a certidão e, quando o fez, emitiu sem o nome de Carlos Zucolotto. Depois de toda essa demora, o cartório informou que o subestabelecimento outorgado ao escritório de Zucolotto fora retirado dos autos sem qualquer autorização por escrito do juiz e sem comunicação às partes. Uma advogada de meu escritório recebeu a informação de balcão, ou seja, extraoficial, de que o subestabelecimento fora retirado a mando do próprio Zucolotto. Ele alegou, segundo as informações, não ter autorizado a juntada desse documento nos autos. Entretanto, tenho em meu poder sua autorização enviada por e-mail. Esses fatos gravíssimos foram omitidos do juiz corregedor, o qual, uma vez ciente, deveria poder tomar as providências para esclarecer esse fato, porque essa é uma prova documental necessária para eventual solicitação de impedimento ou suspeição do juiz Sergio Moro.

Há quatro anos convivemos com dois juízes, dois Moros. O primeiro se tornou herói dentro e fora do Brasil por sua atuação na operação "lava jato" e sua postura intransigente em relação à corrupção. É festejado nos salões dos Estados Unidos e no principado de Mônaco. O outro é criticado duramente por magistrados e advogados inconformados com a violação de prerrogativas, como o caso do grampo no escritório do advogado do ex-presidente Lula e diversas buscas e apreensões em escritórios de advocacia, inclusive no meu próprio. Também é criticado por defensores dos direitos humanos dentro e fora do Brasil, pela prática do cerceamento ao direito de defesa e a politização do processo penal no Brasil. Este é o lado obscuro de Sergio Moro.

O juiz ficou irritado comigo porque fui obrigado a informar à Receita Federal quais eram os colaboradores do meu escritório e entre os profissionais prestadores de serviços estava o nome do advogado Carlos Zucolotto, meu correspondente em Curitiba. Essa relação profissional com Zucolotto vem de muito antes de qualquer investigação contra mim. Eu não tinha a menor ideia que ele era amigo e padrinho de casamento de Moro. Fui obrigado a dar essa informação à Receita Federal no curso de uma fiscalização no meu escritório. Fiscalização que durou dois anos e foi prorrogada dez vezes. Ao final, a Receita concluiu que não cometi irregularidades fiscais ou contábeis, muito menos crime.

Mais tarde, em 2016, Zucolotto me pediu US$ 5 milhões em troca de sua intermediação durante negociação de um acordo com a força-tarefa de Curitiba, cujo teor equivalia uma sentença por crimes que não cometi. Estranhamente, esta incômoda verdade nunca foi investigada. Entretanto, recentemente surgiram denúncias de venda de proteção por outros advogados de Curitiba, o que torna a investigação imprescindível para esclarecer eventual ocorrência de trafico de influência, advocacia administrativa ou extorsão.

Hoje, quem questiona o modus operandi da força-tarefa de Curitiba na produção de delações premiadas em série é considerado inimigo da "lava jato". Eu pergunto: será que os advogados que defendem nossas prerrogativas, os ritos do Direito e as garantias legais são inimigos da "lava jato" e cúmplices da corrupção? Será que teremos de ser coniventes com a brutalidade, o atropelo das leis e a subtração de direitos praticados por funcionários públicos? Tudo isso é muito parecido com aquilo que a escritora Hannah Arendt definiu como a banalidade do mal ao escrever sobre o julgamento de Adolf Eichmann ocorrido em 1961.

A operação "lava jato" se tornou um polo de poder político, capaz de destruir reputações, empresas e instituições. Na realidade, é uma espécie de poder paralelo que há quatro anos influi na condução da política e da economia do país sem ter mandato e competência para tal. Pressionam o Congresso, o Executivo e o Supremo Tribunal Federal, pisam nas prerrogativas constitucionais dos advogados e criminalizam os defensores como se fossem os únicos a ter legitimidade e o monopólio da ética e da moral.

Quando fui arrolado como testemunha do ex-presidente Lula, virei alvo de ataques de alguns procuradores da força-tarefa de Curitiba e condenado publicamente. Naquele momento, entendi que nunca serei aceito como testemunha, nem do ex-presidente Lula nem do presidente Michel Temer, em cuja denúncia da PGR meu nome foi citado. Não serei testemunha de ninguém, porque esse é o desejo do juiz Sergio Moro e dos procuradores da força-tarefa. Eles chamaram a Lei de Abuso de Autoridade de Lei da Mordaça, mas não têm o menor constrangimento quando se trata de amordaçar testemunhas capazes de ameaçar suas teses e estratégias de acusação.

Mesmo sabendo que nunca fui condenado e tive minha extradição negada por unanimidade pela Justiça da Espanha, o juiz Sergio Moro me ofendeu em rede nacional, ao vivo, no programa Roda Viva. Sem a menor cerimônia, quebrou o decoro exigido no artigo 36, inciso 3ª da Lei Orgânica da Magistratura, e me prejulgou e condenou. Se ele não me ouviu, nunca me deu oportunidade de defesa nem me julgou, porque não tem jurisdição nem isenção para isso, não pode e não deve, em respeito à lei, emitir juízo de valor, pré-julgar, difamar e caluniar. Ele é julgador, não é acusador.

A Justiça é um ativo das sociedades democráticas e deve ser exercida com autoridade, jamais com autoritarismo. Quando um juiz emite opinião contra alguém que é réu na sua vara, isso é prejulgamento e viola um dos mais elementares princípios dos direitos humanos, qual seja, o direito a um julgamento imparcial, isento, técnico, sem vínculos emocionais de qualquer natureza. Sergio Moro me proibiu de testemunhar, mas não conseguiu me calar.

olhovivo disse:
14 de junho de 2018 às 17:25

O autor do artigo afirmou textualmente que "em 2016, Zucolotto me pediu US$ 5 milhões em troca de sua intermediação durante negociação de um acordo com a força-tarefa de Curitiba". É dever desse órgão público (mpf) investigar esse fato, já que mesmo cartas anônimas normalmente embasam o início de suas apurações.

Edson Ronque III disse:
14 de junho de 2018 às 19:11

O Juiz Moro desconhece seus próprios limites. Impedir oitiva de testemunha? Aliás, ele deveria ser o maior interessado em ouvir, tendo em vista que é uma acusação contra ele próprio. Se quer se inocentar, deveria ser o primeiro a apoiar uma investigação sobre o fato dos 5 milhões do Zucolotto.

George Rumiatto disse:
14 de junho de 2018 às 23:09

Parabéns à CONJUR por abrir espaço a um advogado para que ele pudesse externar sua versão sobre esse episódio tão obscuro da Lava-Jato.
-
De fato, não encontramos ainda explicação plausível para essa mordaça imposta ao advogado Tacla Duran, em violação da ampla defesa do Presidente Lula.

Neli disse:
15 de junho de 2018 às 08:54

Faz quatro anos que a Lava Jato devolve ao povo brasileiro a esperança de um futuro melhor.
Parabéns Polícia Federal, Ministério Público Federal, Justiça Federal e Tribunais pelo hercúleo e relevante trabalho efetuado em prol do Brasil.
Os brasileiros do futuro agradecerão o Presente enviado do presente: um Brasil melhor, mais justo, mais honesto em que o Interesse Público seja enaltecido em detrimento do interesse particular.

Maximino Luiz Hertz disse:
15 de junho de 2018 às 09:42

Parabéns à CONJUR! Por abrir espaços para a revelação da face oculta da maior organização criminosa de lesa pátria de todos os tempos.
Parabéns ao Tacla Duran pela coragem, solidariedade e patriotismo. Pela consciência tranquila de quem conhece a Constituição e as leis e defende a Democracia e o Estado de Direito.
O maior estelionato jurídico midiático de todos os tempos será desnudado.
Seus heróis no país a quem servem em detrimento do Brasil, com menos de 10% do que fizeram aqui, estaria no corredor da morte por alta traição.
Como toda a farsa, o Senhor Tempo, Juiz dos juízes, desintegrará a vista do Mundo e, seus arquitetos e heróis serão lançados no lixão da História.

Euclides de Oliveira Pinto Neto disse:
15 de junho de 2018 às 10:07

O Moro gosta tanto do direito anglo-saxão, que deveria morar nos USA. Estaria mais à vontade... Até porque, sua missão no Brasil já está concluída... Como sabe de muitas coisas, é bom prestar atenção... é comum ocorrer quedas de avião com personagens que conhecem segredos importantes e que podem causar desconforto aos poderosos... pato que voa com morcego dorme de cabeça prá baixo...

RONALDO GUZMÁN disse:
15 de junho de 2018 às 10:49

Todo foragido é um covarde. A covardia empesteia a opinião.

Paulo Moreira disse:
15 de junho de 2018 às 10:53

Em que pese os muitos excessos e suas consequências perniciosas, as instituições não fizeram nada mais que o trabalho delas quando seguiram a Constituição e as leis infraconstitucionais.

Régis Fernandes Gontijo disse:
15 de junho de 2018 às 15:46

Curioso chamar um foragido de covarde. Nesse conceito, podemos dizer que:
- Lula e Dirceu NÃO SÃO covardes (e de fato, para mim não são!).
- ao mesmo tempo, Tacla Duran também não é um covarde. Até hoje desconhece-se a ordem de prisão internacional para chamá-lo de foragido.
- e Michel Temer, esse sim não é covarde! afinal de contas, pra que fugir com um ilustre poder judiciário que temos no país... nosso presidente não tem nada a Temer.
#LulaLivre
#DirceuLivre<br/>#DiretasJá

Luciano Olivo de Almeida disse:
15 de junho de 2018 às 16:49

Não tem como dar crédito ao foragido, diretamente envolvido no assalto aos cofres públicos brasileiros!!

Ed Whois disse:
15 de junho de 2018 às 20:45

Ao ler os comentários de um site de operadores de direito, vejo que a vontade de estar certo ideologicamente se sobrepõe ao desejo de se seguir e aplicar leis, principalmente a Constituição. Abraçam o DEUS Sergio Moro e seus procuradoretes como figuras mitológicas, mas nada mais são que atropeladores de mecanismos e dispositivos legais. Escolheram os petistas como "mal absoluto", remetendo-nos aos tempos em que figuras como advogado de defesa, presunção de inocência e ônus da prova ao acusador estavam longe de serem cunhados, e que reis e igreja acusavam, julgavam, condenavam e executavam. Chega a dar PENA ver grandes operadores do direito mundial apontando falhas e mais falhas, e ver o provinciano "adevogado" brasileiro "escolhendo" os culpados para depois se lhes atribuírem crimes. Vamos de mal a pior...

Ed Whois disse:
15 de junho de 2018 às 20:47

"Em que pese os muitos excessos e suas consequências perniciosas.."

Não era NUNCA pra um operador de direito começar uma frase justificando excessos. MEU DEUS!

Cirval Correia de Almeida disse:
16 de junho de 2018 às 17:21

Pelas informações que tenho o Tacla Duran está foragido na Espanha e, embora advogado, era um dos principais "operadores financeiros" e "doleiro" da Odebrecht, de onde movimentava inúmeras contas "offshore", chegando a "operar" até US$ 300 milhões, que ele mesmo afirma em e-mail. Ele descreveu inúmeros fatos, mas nada mencionou sobre as suas "atividades" na Odebrecht. Quem lê este artigo pensa que ele está em um escritório logo ali, mas escreve da Espanha, onde está acautelado. O que não entendo - pelas suas próprias palavras - é porque ele se regozija de não ter a sua extradição permitida pelas autoridades espanholas, mas não vem ao Brasil voluntariamente e se explica à Justiça. Não sei o motivo, mas por ter nacionalidade espanhola creio que isso dificulta a sua extradição. Entretanto, se for condenado, acho difícil a sua permanência na Espanha. Sinceramente, não tenho nada contra ele, mas as suas palavras não me convencem, até prova em contrário. Criticar a Lava Jato sem expor a sua participação no "esquema criminoso" da Odebrecht é esconder a ferida e não tratá-la. As suas alegações sobre a Lava Jato são totalmente falaciosas, pois, pelo que se sabe, um percentual absurdo das condenações da Lava Jato foi referendado pelos Tribunais Superiores. Dizer que a Lava Jato é contra a Constituição e o mesmo que dizer que os Tribunais Superiores, inclusive o STF, também são contrários à Constituição. Portanto, não acolho o artigo acima em sua inteireza, mormente por ter sido escrito por alguém que foge da Justiça e expõe além-mar somente a parte que lhe interessa. É verdade que calar um cidadão viola a Constituição, mas quando o cidadão diz meia-verdade também não é razoável. Espero até que ele tenha razão, mas que venha ao Brasil se explicar.

JCCM disse:
16 de junho de 2018 às 18:42

Edward Snowden revelou perniciosas ações secretas dos EUA, cuja ação imperialista para com o resto do mundo é tão adorada por nossos compatriotas mordidos pela síndrome de vira-latas, apontando espionagem a nossa então Presidenta Dilma, diretores da PETROBRÁS, promessas de entrega do presal pelos também idolatrados senadores paulistas e pelo presidente golpista a eles submetidos política e programaticamente. Teve que pedir refúgio fora de seu País, já que é chamado de traidor pelo fato de mostrar ao mundo a verdade. Tacla Duran, do mesmo modo, está exilado na Espanha, por possuir dupla cidadania, tendo a Corte de lá se recusado a extraditá-lo como desejou o juiz em questão. Eu, simples mortal brasileiro, apenas desejava que tudo fosse esclarecido sem subterfúgios, ficando às claras todas as informações, positivas e negativas, para que realmente se buscasse enfim a VERDADE. Ao que parece, por ora, não acontecerá, já que meu povo se deixa manipular pela grande mídia e a vontade de meia dúzia de sabichões que jogam com cartas marcadas e selecionadas.

José C. de Oliveira disse:
19 de junho de 2018 às 01:22

Como é fácil ser corajoso com a liberdade dos outros. Mais fácil ainda é ser contra as ilegalidades dos "inimigos" apoiando as ilegalidades cometidas, a olhos vistos, pelo poder judiciário.
Esperemos que os mesmos advogados que apoiam os desvios de poder perpetrados na lava jato não reclamem quando suas prerrogativas forem violadas, afinal, se o judiciário fez, tá "tudo certo".

Rejane Guimarães Amarante disse:
19 de junho de 2018 às 11:16

Há muito tempo, há fortes indícios de que interesses econômicos grandiosos estão por trás de tudo isso e os envolvidos só falam o que lhes interessa ou omitem o que pode prejudicar ou mesmo eliminar. Vamos investigar ?

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