Instituto defende demarcação da Raposa Serra do Sol

O presidente do Instituto Socioambiental (ISA), Márcio Santilli, foi ao Supremo Tribunal Federal defender a demarcação de forma contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Ele foi recebido pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, nesta segunda-feira (19/5).

Para o presidente do instituto, “a demarcação é um passo indispensável para o ordenamento do território e para que se dê solução para o problema de ocupação”. De acordo com Santilli, a demarcação cumpriu todas as etapas previstas em lei, ou seja, a identificação dos limites (1993), seguida da demarcação (1999) e finalmente da homologação, em 2005. Ele considera haver um conflito de legitimidade entre produtores e índios, cujas terras são garantidas pela Constituição.

No início deste mês, o ISA divulgou, juntamente com outras instituições, uma nota de apoio à retirada de invasores da terra indígena, exigindo “que se respeite o Estado Democrático de Direito em Roraima”. Assinam essa nota a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) e o Instituto Ethos, entre outros.

Segundo explicou o presidente da entidade, o Instituto Socioambiental (ISA) é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) desde 21 de setembro de 2001. Fundada em 22 de abril de 1994, o ISA incorporou o patrimônio material e imaterial de 15 anos de experiência do Programa Povos Indígenas no Brasil do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (PIB/Cedi), bem como o Núcleo de Direitos Indígenas de Brasília. Essas organizações atuavam nas questões dos direitos indígenas no Brasil.

ERocha disse:
20 de maio de 2008 às 08:52

É isto mesmo, querem entregar um território do tamanho de Portugal para 20.000 índios? Estão reclamando porque os produtores, que ocupam MENOS de 1% do terreno e produzem 160Ton não querem sair de um terreno que É deles?

Porque não entregam também o Rio de Janeiro, a Bahia e fazem a justiça com os índios?

Marta Gardenia disse:
20 de maio de 2008 às 13:30

Muitos equivocos existem ao se falar da demarcaçao da Raposa Serra do Sol. De um lado os que defendem os interesses de uma minoria de arrozeiros, que tem degradado o meio ambiente e até possuem documentos ilegais de posse de terra. Do outro lado, os que estão a favor dos indios,que há muito tempo têm seus direitos violados. É uma discussao que merece mais atençao, que se pese pós e contras para indios e brancos. Poucos sabem que boa parte dos 1,7 milhão de hectares da Raposa Serra do Sol é de serras e montanhas, ou seja, inabitavel, por conseguinte improdutiva. Entao é irreal, que há muita terra para pouco indio.

ERocha disse:
20 de maio de 2008 às 16:37

Então façamos o seguinte: Absolutamente ninguém além dos índios podem entrar lá e nenhum tipo de comércio poderá existir além da caça e pesca. Será que eles topariam isto?

Outra coisa, índio de carro, celular e dependente do governo não é índio. Não da forma que eu estudei.

disse:
20 de maio de 2008 às 16:40

Todo o Brasil é dos índios, só que também é nosso, brancos, negros, mulatos, caboclos e quem mais vier... demarcar é separatismo. Se o governo quer ajudar os índios dê a eles uma quantidade de terras que seja o suficiente para cada tribo. Mas que não seja tão grande que eles não possam cuidar.

Baraviera disse:
22 de maio de 2008 às 11:31

Somos um país pobre. Temos que produzir. E não vai ser com reservas indígenas que melhoraremos nossas vidas nem as dos índios.
Só quem ganha com as reservas são as ONGs que, a pretexto de proteger índios, têm acesso irrestrito à área.
EIVADA DE VÍCIO E INTERESSES ESCUSOS NA PROPOSTA.

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