Depois que o Superior Tribunal de Justiça rejeitou o pedido do banqueiro Daniel Dantas e não suspendeu audiência marcada para esta quarta-feira (22/10), na 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, ele compareceu para depor para o juiz Fausto Martin De Sanctis. A sua defesa pediu Habeas Corpus ao STF contra a decisão do STJ, mas o pedido não foi julgado em tempo.
De acordo com informações da Agência Brasil, Humberto Braz e Hugo Chicarone, acusados de tentar subornar um delegado da Polícia Federal para retirar o nome de Dantas das investigações da Operação Satiagraha, também compareceram para depor.
Segundo o advogado de Dantas, Nélio Machado, o juiz só poderia julgar crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro. Por isso, orientou seu cliente a permanecer calado no interrogatório.
Os três já foram interrogados pelo juiz De Santis mas, em virtude da criação da Lei 11.719 — sancionada depois da deflagração da Satiagraha — que modificou o Código de Processo Penal, eles tiveram de ser ouvidos novamente.
A lei determina que o interrogatório do réu ocorra no final do processo. Como eles haviam sido ouvidos antes das testemunhas de defesa e de acusação, a Justiça decidiu que fossem ouvidos novamente. “Houve uma mudança legislativa e o juiz, por conta dessa mudança, deu oportunidade para que os réus se manifestassem novamente”, disse o procurador da República Rodrigo de Grandis, ao chegar ao local.
O advogado do banqueiro, Nélio Machado, criticou o novo interrogatório. “É uma audiência que, a rigor, não deveria existir, porque o juiz diz que a causa é simples — e ela não é simples — e ele está usando o rito da nova lei, que não pode ser aplicada como o juiz deseja”, declarou à Agência Brasil.

Esse é o Brasil de verdade: cara-de-pau, sem caráter e com jeitinho para passar como inocente. Macunaíma puro.
A tampa do forno levemante entreaberta ja libera um aroma suave da pizza quase no ponto para ser servida.
Se procurarem com calma aqui no CONJUR verão que a novela não muda nunca , o cara quando é surpreendido com a mão dentro da lata de biscoitos , tem que ser extremamente habil e muito bem assessorado pois a Imprensa vem em cima com tudo. Logo em seguida , dentro do "modus operandi" tão bem do conhecimento de todos , ocorre OUTRO escandalo igual ou maior e ai os holofotes são redirecionados para este novo fato. A partir deste ponto , fica facil ( dependendo é claro do tamanho do BOLSO do envolvido) , arrumar as saidas de sempre que via de regra desembocam no ja conhecido final , ou seja , NADA MESMO!
Para a regularmente citada "patuleia" segundo palavras usadas normalmente pelo Elio Gaspari , fica aquela "ilusão momentanea" nunca concretizada de que agora , "vão botar o figurão na cadeia , legal....".TOLINHOS! Quando a coisa é muito pesada , no maximo o perfumado passa algumas horas ou quando muito alguns pouquissimos dias em cadeia padrão 5 estrelas pois via de regra tem curso superior ou assustam outros "notorios" de rabo devidamente preso porem proximos ao desmoralizado "rigoroso inquerito".
Podem apedrejar a vontade porem mais uma vez fica provada a maxima popular que diz que cadeia no Brasil sil sil é pra 3 tipos de "P" , pardos , pobres e pretos , os outros NO MAXIMO se aborrecem um pouquinho ou são devidamente "aliviados" de algumas maletas de verdinhas. Triste Brasil.
Depois das mentiras que emergiram dessa farsa, o justo e correto seria anular tudo. Tratava-se, como se viu, de briga pelo mercado da telefonia, com muito peixe grande do governo interessado na pendenga milionária. Por que ainda não solicitaram cópia do processo que corre na Itália? Ah, muita sujeira poderia vir a público?
Curioso como Daniel Dantas, há pouco tempo, ameaçou contar o que sabia, recebeu um habeas-corpus e, agora, resolve silenciar diante do juiz. Se tem razão e tem tantas provas contra tanta gente, por que não fazer constar tudo em ata de audiência? E seu advogado, definitivamente, passou a entender que DD só pode ser processado, ouvido e julgado pelo STF. Criou um foro privilegiado para seu cliente. No entanto, é aquela velha frase de Kennedy: ninguém engana todo mundo por todo o tempo.
Ué !?! Por que a gritaria contra a vídeo conferência, se na hora do interrogatório (que segundo os "entendidos" é o momento sublime que o réu encontra-se frente a frente com seu juiz natural), o advogado recomenda que o seu cliente fique em silêncio ? Isos é mais um colóquio flácido para acalentar bovino, isso sim !!!
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