Dantas nega ligação com segurança que trabalhou no STF

O advogado Nelio Roberto Seidl Machado, que defende Daniel Dantas, afirma que a tentativa de criar uma ligação entre o banqueiro e o militar Sérgio de Souza Cirillo é “iniciativa fantasiosa com o objetivo de manipular a opinião pública e influenciar o Judiciário”. Cirillo, que trabalhou na segurança do Supremo Tribunal Federal, é apontado pelo juiz Fausto Martin de Sanctis como o infiltrado de Dantas no tribunal.

Segundo o advogado, a ligação entre o banqueiro e o militar baseia-se na premissa de que Hugo Chicaroni é assessor de Dantas. “Chicaroni jamais teve qualquer relação com Dantas. Ele é amigo e parceiro do delegado Protógenes Queiroz há anos, tendo o auxiliado em momento em que sua esposa enfrentava dificuldades, conforme declarado por Hugo Chicaroni em seu interrogatório judicial”, afirma em nota enviada pela assessoria do Banco Opportunity.

A prova da ligação entre Protógenes e Chicaroni, segundo Machado, são as “dezenas de ligações” feitas durante as investigações da Operação Satiagraha. “Protógenes Queiroz foi visitar Hugo Chicaroni na cadeia e se colocou à disposição de sua família para ajudá-la no que fosse necessário, inclusive quanto às suas necessidades”, completa o advogado.

Na quarta-feira (3/12), o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo, encaminhou representação à Procuradoria-Geral da República para apurar se o coronel Cirillo era ligado ao banqueiro. A assessoria de imprensa do STF informou que não tem como comprovar se Cirillo agiu de má fé. Mas, confirmou que ele trabalhou no tribunal de julho a outubro deste ano como subordinado do ex-secretário de segurança do Supremo, Joaquim Alonso Gonçalves. Cirillo negou ter vínculo com Dantas.

Na decisão que condenou Dantas a 10 anos de prisão, De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, diz que Cirillo recebeu nove ligações de Chicaroni entre os dias 4 de junho e 7 de julho, véspera da Operação Satiagraha. Ele também teria relações pessoais com Chicaroni. O período coincide com as negociações para o pagamento de propina que o professor ofereceu a um delegado da PF. Chicaroni também foi condenado pelo juiz.

Em 6 de outubro, Cirillo e o coronel Gonçalves foram exonerados do cargo. Quando estava no STF, o coronel preparou o relatório sobre os indícios de grampos no tribunal. O documento parou na capa da revista Veja, que publicou a conversa telefônica entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). À CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, Gonçalves afirmou que o relatório tinha apenas duas cópias. Uma delas foi entregue à presidência do STF e a outra ficou com ele.

Leia a nota

A tentativa de criar uma ligação entre Daniel Dantas e Sérgio de Souza Cirillo é uma iniciativa fantasiosa com o objetivo de manipular a opinião pública e influenciar o judiciário. Nem Daniel Dantas, nem qualquer pessoa de fato a ele ligada, jamais ouviu falar do Sr. Cirillo.

A alegada ligação baseia-se em premissa igualmente falsa e leviana, a de que Hugo Chicaroni seria assessor de Daniel Dantas.

Chicaroni jamais teve qualquer relação com Dantas. Ele é amigo e parceiro do delegado Protógenes Queiroz há anos, tendo o auxiliado em momento em que sua esposa enfrentava dificuldades, conforme declarado por Hugo Chicaroni em seu interrogatório judicial.

Prova disso é que, além de terem trocado dezenas de ligações no período em que se articulava a Operação Satiagraha, o delegado Protógenes Queiroz foi visitar Hugo Chicaroni na cadeia e se colocou à disposição de sua família para ajudá-la no que fosse necessário, inclusive quanto às suas necessidades.

Nelio Roberto Seidl Machado

Daniel Roncaglia

é repórter da revista Consultor Jurídico.

caiçara disse:
04 de dezembro de 2008 às 17:47

“Hugo Chicaroni, um dos braços corruptores usados como laranja por Daniel Dantas, ligou nove vezes para o coronel-araponga Cirillo, que trabalhava no gabinete de Gilmar Mendes, que o contratou.
Sobre as ligações, há prova documental, pois, com a requisição judicial de informações sobre os números de identificação de chamadas partidas do telefone de Chicaroni, chegou-se ao coronel-araponga Cirillo. Quem solicitou, no inquérito da Operação Satiagraha, o exame e o cruzamento de chamadas telefônicas foi Chicaroni. Ele pediu para que o juiz Fausto De Sanctis requisitasse as chamadas das linhas 11-99511950 (dele próprio) 61-91196691 (do delegado Protógenes). Pediu o elenco dos últimos três meses.
Para ficar completo, o juiz De Sanctis solicitou extratos do último semestre. Aí, o delegado Rodrigo de Carvalho, da Operação Satiagraha, identificou ligações ao coronel-araponga Cirillo.
Coube ao juiz De Sanctis emprestar essa prova de cruzamentos e identificações do inquérito da Satiagraha para os autos do processo de corrupção.
As ligações coincidem com o período no qual Chicaroni empenhava-se em corromper os delegados Vitor Hugo e Protógenes Queiróz. A última chamada telefônica foi na véspera da deflagração da Operação Satiagraha. A dupla referida trocou nove telefonemas entre 4 de junho e 7 de julho.”
Fonte: Wálter Fanganiello Maierovitch é colunista da revista CartaCapital e presidente do Instituto Giovanni Falcone (www.ibgf.org.br).

Em resumo: Pede pra sair GM 01!!!

Armando do Prado disse:
04 de dezembro de 2008 às 22:51

O réu não é obrigado a se autoincriminar. Pode negar. Tem direito de mentir. Pode tentar fugir. Enfim o suspeito (réu) pode usar de todos os meios lícitos para se defender, inclusive negar o óbvio.

Armando do Prado disse:
04 de dezembro de 2008 às 22:52

De qualquer modo, xeque-mate turma de amigos do ilícito. Vamos mudar esse país, ainda que tenhamos que ir às últimas conseqüências.

Armando do Prado disse:
04 de dezembro de 2008 às 22:58

"The Economist traz na edição desta semana uma matéria sobre Daniel Dantas e os desfechos da operação Satiagraha. Sob o título “A queda de um oportunista”, o texto descreve como decorreram as investigações e as teias que o banqueiro formou para evitar o que muitos banqueiros estrangeiros temem em tempos de crise: a visita de policiais".

do blog do PHA

Armando do Prado disse:
04 de dezembro de 2008 às 23:15

"Nélio é tipicamente um advogado de bicheiro. Não se entenda como depreciativo advogar para bicheiro. Não estou falando dos clientes, mas dos modos. Ele age com truculência de quem defende bandido contra bandido. Por isso nunca precisou ter discernimento sobre como se comportar em público. E, quando a Operação Satiagraha tornou-se pública, Nélio se tornou a cara de Dantas no processo. Aí, lascou".

do blog do Nassif
Conjur, agora, vamos entrevistar o Nassif?

LUÍS disse:
04 de dezembro de 2008 às 23:19

Eu acho que isso é argumento de defesa do juiz, para querer sujar o Gilmar Mendes. Afinal, a sentença é uma peça de defesa do juiz contra as barbaridades que fez. O tempo dirá.

Armando do Prado disse:
05 de dezembro de 2008 às 00:06

"Nélio conseguiu não apenas desmoralizar a causa do seu cliente, como muitas outras bandeiras relevantes. A questão da prerrogativa dos advogados, por exemplo. As sucessivas diligências da Polícia Federal em escritórios de advocacia traziam insegurança jurídica, de fato. Como a OAB pretende ganhar a opinião pública para essa bandeira, tendo como advogado criminalista símbolo no Brasil atual Nélio Machado? Coloque o retrato de De Sanctis, Protógenes, Saadi e Nélio Machado. Pergunte a qualquer pessoa quem é a ameaça. Preciso responder?"

do blog do Nassif

Sersilva disse:
05 de dezembro de 2008 às 10:05

DO ADV. DE DEFESA NÃO SE ESPERA OUTRA COISA, APELAR, E DE TODAS AS MANEIRAS.
MAS NEM TANTO. REPEITA A IGNORÃNCIA DO POVO. SEGURANÇA, MORDOMO E PORTEIRO DA FESTA É SÓ ENTRADA. O CRIME ORGANIZADO MANDA É NO DONO DA CASA. E TODOS SABEM DISSO. ENTÃO, SEJA MAIS CRIATIVO, AFINAL VOCÊ ESTÁ SENDO PAGO, E NÃO DEVE SER POUCO...

João Bosco Ferrara disse:
05 de dezembro de 2008 às 10:46

As circunstâncias desse caso são todas muito obscuras. Não me parece prudente fazer qualquer afirmação ou atribuição como fez o juiz Fausto De Sanctis na sentença, baseando-se apenas em ilações sem apoio nenhum nas provas, porque as provas dos autos não comportam uma só interpretação. Nesse contexto, devido à ligação entre Hugo Chicaroni e o delegado Protógenes, é legítimo cogitar, até com maioria de razão, a hipótese de que esse militar reformado, Sérgio de Souza Cirillo, fosse emissário do delegado Protógenes, antes de sê-lo do banqueiro Daniel Dantas. Afinal, quem tentou dar um passa moleque no STF foi a PF liderada pelo delegado Protógenes, que se arvorou na encarnação viva de Dom Quixote, numa cruzada a que ele mesmo denominou a luta do bem contra o mal, opondo ricos e pobres, nobres versus plebeus. Para mim, é muito mais provável que Sérgio Cirillo tenha sido um agente infiltrado no STF pelo del. Protógenes do que pelo banqueiro DVD.

Edy disse:
05 de dezembro de 2008 às 11:00

Isso demonstra claramente o seguinte:O juiz avalia, na sentença, que os telefonemas revelam que os acusados (Dantas e Chicaroni), para alcançar seus "objetivos espúrios", tentaram estender suas atividades ilícitas ao STF. "Tal fato revela, pois, que os acusados, para alcançar seus objetivos espúrios, dias antes de oferecer e pagar vantagem às autoridades policiais, atuavam sem medir esforços em suas tentativas de obstrução de procedimento criminal, tentando espraiar suas ações em outras instituições", afirma o juiz na sentença.
Não fica claro!... GM enfrenta PF e Juiz, e fica ao lado de quem?...
E agora quer tapar o "SOL", com a "PENEIRA", vejam: Mendes deve encaminhar a representação à PGR nesta quinta-feira, uma vez que a assessoria jurídica do tribunal elabora detalhes finais do texto. A gente não sabe se "RI", ou "CHORA"...
egnngutierrez@hotmail.com

Sargento Brasil disse:
05 de dezembro de 2008 às 13:20

É...Antonio Viniciuss...Dias atrás, comentei que, um brasileiro, Hélio Castro Neves, um nome conhecidíssimo no automobilismo mundial, F-Indy, foi mostrado escrachadamente pela mídia americana, ALGEMADO e nenhuma autoridade brasileira, emitiu sequer uma ''notinha'' mesmo que interna sobre o fato. E quantos brasileiros são colocados vexatóriamente em nossos canais de TV, sem nenhum protesto de quem quer que seja, às vezes até inocentemente! Ah...mas eles não são banqueiros, né!

Rodrigo Gertrudes disse:
05 de dezembro de 2008 às 16:24

Não vou comentar a matéria.

Quero apenas defender minha campanha no Conjur: "CHEGA DE COMENTÁRIOS ANÔNIMOS; CHEGA DE APELIDOS".

Tenham coragem e assumam suas opiniões. Principalmente quando elas denigrem a imagem de alguém. Isso é covardia.

dinarte bonetti disse:
05 de dezembro de 2008 às 20:19

Quando tive um empreiteiro meu preso, fui visitar sua esposa,para dar algum apoio, ja que conhecia a familia ha tempo, e nao significa que eu estivesse envolvido com o motivo da prisao.
Agora, ter em maos mais de milhao de reais para subornar um delegado, com o singelo pedido que livrasse DD do inquerito, é ato de o bondade com um amigo, excesso de liberalidade com o dinheiro...de quem, mesmo??? tem Chicaroni esse poderio todo?
É tao pueril essa acusacao, que da a impressao que dr Nelio so pode estar tentando justificar os honorarios.
Agora, dizer que opiniao publica influencia o Judiciario, é no minimo desprezar ao maximo a carreira que dr. Nelio escolheu.
E afirmarr que Cirillo é pessoa desconhecida de DD e de qualquer pessoa de fato a ele ligada, nao sobrevive um minuto à analise: se ligou para um secretario de Dantas por 9 vezes, como dizer que é desconhecido?
E o que foi fazer Chicaroni com aquela grana toda, pedindo por DD e sua irma? E sem conhecer o banqueiro? Dá para dar credito a tais argumentos?
Por favor, dr. Nelio. Capricha mais na defesa.

Gilson Raslan disse:
06 de dezembro de 2008 às 02:47

O relatório da conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres tinha apenas duas cópias. Uma delas foi entregue à presidência do STF e a outra ficou com o Cel. Gonçalves, Secretário de Seguranda do STF.

Precida dizer quem vazou para a revista Veja aquele diálogo?

Quero saber como Gilmar Mendes vai sair desta.

Aliás a revista CartaCapital traz excelente matéria sobre essa questão, não deixando dúvidas de que o vazamento da relatório foi feito no gabinete do próprio presidente do SRF.

Será que Gilmar Mendes vai continuar dizento que CartaCapital cometeu pistolagem contra ele.

Creio que ele não vai dizer isso, porque, caso contrário, vai ter que ouvir (ler) novamente o que disse o Mino Carta:
“Eu acho que ele precipitou-se um pouco, porque eu não creio que ele tenha grande afinidade com a pistola. Eu acho que ele tem grande afinidade é com a lupara, que é aquele fuzil de cano serrado que é usado pela máfia nas suas aventuras discutíveis".

Pe. ALBERTO disse:
08 de dezembro de 2008 às 00:11

A VERDADE É A SEGUINTE : >>

1 - ESSE CIRI LL O E O XICRONA -chicaroni- >
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2008/12/funcionrio-da-segurana-do-stf-mantinha.html >
PERTENCEM A ESSE TAL DE INSTITUTO SAGRES. >>

2 - ESSE INSTITUTO SAGRES TEM O SELO DE OSCIP, PORTANTO, PODE RECEBER VERBAS PÚBLICAS E FAZER CONVÊNIOS COM ÓRGÃOS PÚBLICOS. >>

3 - POR FAVOR, ANALISEM QUEM SÃO OS DIRETORES DESSE INSTITUTO - só a fina flor da DIREITAÇA, " os de sempre... " e vários pistolões. >>

4 - OBSERVEM COM QUEM E LL ES LIDAM - stf, fhc, dd/bb (daniel dantas banqueiro bandido) mais a tiuurmmaa do "IMBROGLIO " - . >>

5 - SEUS DIRETORES PODEM SER "RICAMENTE" REMUNERADOS COM AS VERBAS QUE VÊEM DO GOVERNO. >>

AGORA PEÇO ENCARECIDAMENTE A QUEM TEM POSSIBILIDADES TÉCNICAS PARA : >>

a ) IR ATÉ AO CARTÓRIO DE TÍTULOS E DOCUMENTOS EM QUE FOI REGISTRADO O ESTATUTO DESSE INSTITUTO E PUBLICAR A CÓPIA DAQUELE ESTATUTO E AS ATAS DE ELEIÇÃO DAS DIRETORIAS - esses documentos são públicos e não é nenhum crime ter acesso a eles, levantá-los e publicá-los. A Naçãoprecisasaber quem são esses KABRAS -. >>

b ) LEVANTAR, JUNTO AOS GOVERNOS FEDERAL , ESTADUAIS E ÓRGÃOS PÚBLICOS, QUANTO DE VERBAS E "CONVÊNIOS" ESSES KABRAS "arranjaram" - Para isso pode-se utilizar dos Balanços Contábeis desse Instituto Sagres, os quais devem ser , anualmente, por determinação legal, publicados e apresentados ao Tribunal de Contas e aos Órgãos de controle das OSCIPs - .>>

PENSO QUE JÁ ESTÁ NA HORA DE DESMASCARAR ESSA " TTTIIIUUURRRMMMAA" DOS DONOS DA LEI, DA MORAL E DOS BONS CUSTUMES ... >>

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