Os bens produzidos pela indústria da mineração são insumos para diversos setores econômicos. Desde infraestrutura e transportes até tecnologia, produção de alimentos e transição energética.

O ex-ministro Nelson Jobim
Trata-se de uma indústria estratégica para o desenvolvimento econômico sustentável, mas que se encontra ameaçada pela insegurança jurídica provocada por litígios no exterior. Há exemplos de empresas, com atividades minerais ou não. Atuam no Brasil e fora, como Vale, Samarco, Hydro e Braskem — sendo que 47% das ações de capital votantes desta última estão na carteira da Petrobras, também brasileira.
Há, em especial, uma ação judicial promovida por uma banca inglesa de advocacia, que atua financiada por fundos específicos unicamente em busca de lucro com eventuais indenizações bilionárias ao redor do mundo, requeridas pela ocorrência de acidentes ambientais e, por isso, denominadas de “fundos abutre”.
São ações coletivas por fatos ocorridos no Brasil e demonstrações em nome de municípios brasileiros em países como Holanda, Alemanha e Inglaterra — neste último, no valor de £ 48 bilhões.
Conforme relato da imprensa, o banco inglês captou, em 2023, US$ 552 milhões em um fundo americano para financiar um amplo portfólio de ações pelo mundo contra empresas de diversos setores.
Indústria da tragédia
Eis aí uma amostra de como se alimenta a “indústria da tragédia” ao liderar campanhas midiáticas que distorcem a realidade, inflam pedidos indenizatórios indevidamente. Atacam a comissão das empresas envolvidas e ignoram esforços empreendidos para solucionar as questões brasileiras em solo brasileiro, para, ao fim e ao cabo, ficarem com a “parte do leão” de uma probabilidade de vitória.
A situação cria, ainda, uma desnecessária duplicidade de litígios simultâneos, no Brasil e no exterior, além de impor o risco de decisões conflitantes ou contraditórias que violam os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.
Sessenta municípios brasileiros tomaram parte como reclamantes em tais ações na corte de Londres, o que é inconstitucional. A Constituição brasileira define que os entes subnacionais (estados e municípios) têm autonomia, mas não soberania. Portanto, não detêm poder de representação no exterior, já que é um atributo exclusivo da União.
O que se vê é uma afronta à Carta Magna do Brasil e o desrespeito à Justiça brasileira, numa escolha consciente por parte desses municípios pela subordinação às jurisdições de outros países, como se ainda fôssemos colônia, quando cidadãos ingleses residentes no Brasil eram julgados por lei e juízes ingleses.

O ex-ministro Raul Jungmann
Mas por que buscar a judicialização em outros países quando as empresas estão comprometidas em custear as devidas reparações ambientais e indenizações aos atingidos pelo rompimento de uma barragem de rejeitos minerais em Mariana, Minas Gerais — caso que originou as ações judiciais aqui mencionadas —, sob o devido rigor da Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública brasileiros?
Pelo fato de que a banca inglesa se aproveita de terem as companhias representações comerciais ou sedes em outros países para “venderem” aos afetados a ideia de que podem obter indenizações mais rapidamente do que poderiam com ações no Judiciário brasileiro.
A ameaça criada por essas ações judiciais internacionais pode, em um primeiro momento, parecer distante da nossa realidade. Mas não nos deixemos enganar: a segurança jurídica é fator fundamental para as empresas decidirem sobre investimentos em tecnologia, em novas formas de produção mineral e em ampliação da sua produtividade e, com isso, gerarem empregos e renda.
A prosperar tal desrespeito ao nosso Judiciário, Constituição e soberania nacional, potencialmente serão alcançadas todas as atividades privadas em nosso país, pelo risco de serem igualmente chantageadas, desde que atuem no exterior.
Fazer a transição energética e buscar a implantação de uma economia de baixo carbono são objetivos essenciais em meio à emergência climática que atinge o mundo. Mas, para isso, é preciso expandir a produção e intensificar a utilização dos chamados “minerais estratégicos”, o que exige os necessários investimentos por parte da indústria.
Projeções do Banco Mundial apontam que a economia verde consumirá mais de três bilhões de toneladas desses minerais até 2050. O Brasil precisa estar preparado para aproveitar a janela de oportunidades, pois tem enorme potencial para se destacar na cadeia global de fornecimento dessas commodities.
É urgente que se garanta a segurança jurídica para o melhor desempenho dos negócios. São condições mínimas para o país atrair cada vez mais investimentos em mineração e alcançar o desenvolvimento necessário.
*artigo originalmente publicado na newsletter da Esfera Brasil
Que conversa é essa. Segurança jurídica no Brasil, vamos começar com a Ação Penal contra dirigentes da dita empresa. Alguém acredita que isso vai dar em alguma coisa ? Com o agir estratégico da defesa vai levar séculos para chegar a conclusão. Foram buscar justiça lá fora, porque a justiça aqui não funciona. Aqui tudo é possível. Anula-se processos até por erro português. E a empresa tem muito dinheiro. No final do processo vão perguntar como os vencedores querem indenizações e multas. Por PIX, cartão ? Como vai ser ????
Dizer que ameaças as empresas !!??? Elas estão aqui no Brasil, porque aqui podem pintar e bordar e nada acontece a elas. A justiça é morosa, e os nossos juristas com discussões doutrinárias intermináveis. Pelo menos lá na Europa, questões ambientais são mais sérias do que aqui no Brasil.
Questão de segurança nacional são os territórios indígenas. Então, nas décadas de 70 e 80, antropólogos europeus vieram ao Brasil e descobriram a cultura indígena. O indígena brasileiro vive em comunidade, não tem propriedade, vivem em ocas com dezenas de outras famílias. Caça pra comer, é coletor, vive em equilíbrio com a natureza, e é puro. Não há maldade, está nu e nem sabe disso. Um verdadeiro paraíso. Realmente é um absurdo a invasão de terras indígenas. Deveria haver mais proteção das terras, mas os territórios indígenas são enormes, alguns maiores que muitos países europeus. E os agricultores, madeireiros e garimpeiros deveriam ser retirados. Pelo que sei há os indígenas que vivem como se estivessem na natureza, longe da cultura ocidental e há aqueles que vivem na sociedade, estudaram, se formaram etc, são médicos, políticos etc. Minha questão é com relação aqueles que vivem nas aldeias, isolados sem saber do mundo aqui fora. Será que um menino indígena não gostaria de viajar, conhecer o mundo, falar outras línguas, assistir TV, ter um celular ?? Um carro ? Um brinquedo, um videogame ?? Será que ele é livre pra escolher em que mundo quer viver ? Será que tem direito constitucional de escolher ? Ou é obrigado a viver ali em nome da perpetuação de sua cultura. É esse modo de vida que justifica a existência de territórios. Não fosse isso, todos estariam já a décadas vivendo em cidades, estudando e ter que trabalhar para se sustentar. Hoje temos a nova versão da caverna de Platão. Como é possível dar a ele está opção de escolha, se não lhe é dado conhecer o outro mundo ? Terão os povos indígenas obrigados a viver na redoma, no aquário pra deleite dos antropólogos ? Pergunta: Será que existe democracia na tribo ? Quem decide os caminhos ? O indígena lá do meio do mato, ou aquele que anda de Pickup ! Fala inglês ! E Fala mal da civilização ocidental, que inventou o antibiótico, e o tomografo que o indígena usa. A civilização ocidental fez infinitamente mais que qualquer outra. Mas dê uma chance a um indígena, lhe de capital, máquinas, e ele se tornará um pecuarista ou dono de uma empresa de extração mineral. E a pergunta é: pra que tanta terra se não fara uso dela ? E o que dizer do temor dos militares de que dentro de algumas séculos a população indígena vai crescer e se tornar dezenas de milhões e seus lideres politizados, culturados serão dezenas de milhares e um belo dia proclamarem a independência de seus territórios com apoio de governos estrangeiros. Teremos o nascimento de dezenas de outros países. E quando nossos dirigentes resolverem retomar o controle, veremos Navios e Portavioes estrangeiros navegando no nosso litoral, nos ameaçando, assim como fizeram recentemente com a disputa entre Venezuela e Guiana
O que é mais engraçado que estão preoculpado com a soberania brasileira se eles que tem poder para julgar e defender a soberania brasileira nada faz , o que faz é passar a mão em cabeça dessas empresas que tudo pode , eu sou um exemplo que fui afetado pela falta de responsabilidade dessas empresas busco por justiça a anos e nada é feito , então se não é feito no Brasil iremos buscar fora porque la eles levam a serio a justiça e enquanto no Brasil preoculpa mais com empurrar com a barriga do que realmente olhar para realidade de um povo sofrido por falta de justiça
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