Anamages questiona no STF resolução do CNJ sobre horário de tribunais

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a Resolução 130/2011, do Conselho Nacional de Justiça. A resolução prevê o funcionamento dos tribunais de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas. A Anamages alega que a medida fere o princípio constitucional da autonomia dos tribunais, da separação dos poderes e da eficiência.

Segundo a associação, o princípio do autogoverno dos tribunais está previsto no artigo 96, inciso I, alíneas “a” e “b”, da Constituição. Os dispositivos determinam que compete privativamente aos tribunais “eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos (…) dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos” e "organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados”.

A Anamages alega que o princípio da separação dos poderes também foi violado “porque intimamente ligado à autonomia do Judiciário”, e da eficiência. “A atuação administrativa do Tribunal, que poderia adaptar o horário de funcionamento às necessidades locais, encontra-se engessado pela mencionada normatização”, diz a Anamages.

A Resolução também está sendo questionada no Supremo pela Associação dos Magistrados Brasileiros, que entrou com a ADI 4.598. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.

ADI 4.600

huallisson disse:
21 de maio de 2011 às 15:38

Senhor Presidente da ANAMAGES,
Acho certo essa associação defender os interesses de sua categoria.Aliás, está cumprindo o objetivo da entidade.Entretanto, a ANAMAGES vem pecando muito ao deixar juízes com as rédeas soltas demais. É aberrante a irreponsabilidade de muitos magistrados que sentam-se em cima de processos, com coisa julgada, propositadamente, ad infinitum.Um vez feito coisa julgada para o juízo opera-se a preclusão para a instância jurisdicional a quo.É preciso que se diga o óbvio.Tenho processo com mais de dois anos que fez res judicata e o magistrado continua serenamente sentado nele. Pode haver outro explicação senão SADISMO? Se desejar, posso dar nome aos bois! É uma pena que juízes estejam denegrindo sua imagem e perdendo o respeito diante da opinião pública.Venda de sentença,v.g., virou papo de botiquim. Por que tamanha permissividade, Senhor Presidente? Parte da sociedade já começa a ver juiz como inimigo da Justiça e do povo. Esta antipedagogia perpetrada pelos próprios juízes é estarrecedora para nossa gente! "Sem Justiça nada se salva", dizia Rui Barbosa. Pense sobre o assunto, Nobre Presidente.Levo-o para casa e jogue nos miolos numa noite fatídica de insônia. Para que fazer tanta desgraça se todos são iguais perante os cemitérios!...

huallisson disse:
21 de maio de 2011 às 15:47

Anamages questiona resolução do CNJ no Supremo
Senhor Presidente da ANAMAGES,
Acho certo essa associação defender os interesses de sua categoria.Aliás, está cumprindo o objetivo da entidade.Entretanto, a ANAMAGES vem pecando muito ao deixar juízes com as rédeas soltas demais. É aberrante a irreponsabilidade de muitos magistrados que se sentam em cima de processos, com coisa julgada, propositadamente, ad infinitum.Um vez feito coisa julgada para o juízo opera-se a preclusão para a instância jurisdicional a quo.É preciso que se diga o óbvio.Tenho processo com mais de dois anos que fez res judicata e o magistrado continua serenamente sentado nele. Pode haver outro explicação senão SADISMO? Se desejar, posso dar nome aos bois! É uma pena que juízes estejam denegrindo sua imagem e perdendo o respeito diante da opinião pública.Venda de sentença,v.g., virou papo de botiquim. Por que tamanha permissividade, Senhor Presidente? Parte da sociedade já começa a ver juiz como inimigo da Justiça e do povo. Esta antipedagogia perpetrada pelos próprios juízes é estarrecedora para nossa gente! "Sem Justiça nada se salva", dizia Rui Barbosa. Pense sobre o assunto, Nobre Presidente.Levo-o para casa e jogue nos miolos numa noite fatídica de insônia. Para que fazer tanta desgraça se todos são iguais perante os cemitérios!...Pedro Cassimiro.Brasília - Lago Sul.

preocupante disse:
23 de maio de 2011 às 09:21

Essa atitude da Anamages só serve de confissão do motivo da maior ineficiência do judiciário: a leniência, negligência e omissão para com o dever a cumprir.
Muitos discursos há a respeito do por que existem milhares de processos encalhados nos cartórios dos tribunais sem trâmite, se arrastando por anos e décadas. Claro está, que é porque os juizes,com as devidas excessões, trabalham pouco, e outros vão além, não trabalham nada.
Esse recurso do presidente da Anamages só serve para prejudicar a justiça e os cidadãos e cidadãs brasileiros.
Quem tem compromisso e conciência do dever a cumprir não questiona horário de trabalho, ainda mais quando esse horário está dentro do previsto legalmente.

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