O PSDB entrou com representação contra a Central Única dos Trabalhadores, acusando a entidade de coagir ministros no processo da Ação Penal 470, que apura a existência do "mensalão". O partido quer que o Ministério Público Eleitoral investigue o que os tucanos chamam de ameaças ao Supremo Tribunal Federal, feitas pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, que disse que a entidade trabalhista “não ficará de braços cruzados” se o julgamento do caso for feito de forma política.
Segundo o PSDB, Freitas “teria ameaçado mobilizar seus integrantes para defender os réus no processo do mensalão” em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, na qual o sindicalista afirmou que, caso seja feito um julgamento político da ação, “nós questionaremos, iremos para as ruas".
O documento enviado ao procurador-geral eleitoral diz que, ao “ameaçar” o STF, o presidente da CUT incorre em crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, cuja pena prevista é a de reclusão de um a quatro anos, e multa, para quem “usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral”.
A mobilização da CUT, segundo o PSDB, seria fruto de articulação do ex-ministro da Casa Civil e réu no processo, José Dirceu. O partido copia uma reportagem publicada no site do Sindicato dos Policiais Federais do Rio de Janeiro, que diz que Dirceu “contrata um batalhão de advogados e assessores, vai municiar as redes sociais e articula manifestações de apoio para enfrentar o julgamento no STF”.
Os tucanos dizem ainda que a “utilização de recursos públicos recebidos pela CUT para o custeio da mobilização de seus filiados contra a Justiça Brasileira e em favor de um dos réus configura verdadeira malversação de recursos públicos da CUT”. Isso seria equiparado ao crime de peculato, que, nos termos do artigo 552 da CLT, deve ser julgado e punido de acordo com a legislação penal, afirma a acusação.
O PSDB pede que, diante da função institucional do Ministério Público Eleitoral em defesa da ordem pública, sejam apuradas as responsabilidades e adotadas as medidas cabíveis.
Clique aqui para ler a representação.

Cada vez mais, se torna evidente o apoio da mídia às monobras do PSDB em tentar de alguma forma atingir o Governo. Aliás, deve-se registrar que a Justiça Eleitoral não pode ser palanque de partidos! Nessa balela de "pressão ao STF", existe notório factóide plantado pela oposição irresponsável e desmedida.
É fácil perceber que este factóide objetiva dar revés de pressão no julgamento do mensalão. Assim, caso haja qualquer absolvição, o PSDB alegará que foi em razão de pressão da CUT e PT. Deveras, ninguém é tão ingênuo ao ponto de crer em mais uma invenção do PSDB!
Totalmente fundamentada a postura do PSDB e louvável a posição da mídia em escancarar as manipulações do senhor José Dirceu, em sua ação decadente de agitador - primeiro, dos acadêmicos, reduto sabidamente comunóide, e depois das massas trabalhadoras (leia-se CUT), reconhecidamente manipuláveis a troco de esmolas. Afinal, tal fenômeno popular é fartamente conhecido e comprovado pelos incontáveis registros da história, desde suas priscas eras greco-romanas.
Já se sabe de antemão que, sob a égide da pressão de um governo lulo-petista, não faltarão manipulações, pressões das mais variadas e maneiras espúrias de contaminar o ambiente do julgamento do famigerado "mensalão". Sabendo-se que a maioria dos ministros do STF é indicação desse partido, um empate que favoreça os réus não é nada descartável. Afinal, o ministro petista "ainda não decidiu" sobre o seu impedimento, o que, convenhamos, é algo deveras emblemático e torpe.
Por fim, merece menção sublinhada a frase do comentarista Leonardo Autran, porém invertida: "Deveras, ninguém é tão ingênuo ao ponto de crer em mais uma invenção do PT", acrescendo-lhe: "pois a mentira e a enganação pertencem ao partido petista"; aliás, por medida de inteira justiça, seria melhor, ainda, estender tal "qualificadora" a todos os partidos políticos que hoje tumultuam nosso País.
Triste sina a nossa...
Por quê o PSDB e seus parceiros não movimentam também os seus respectivos sindicatos classistas, os da Polícia Federal, por exemplo, em favor de seus propósitos políticos eleitoreiros, em vez de abarrotar o judiciários em lamúrias vagas? O pranto dos derrotados é livre...
O problema com a polarização político-partidária é justamente a possibilidade de ambos os pólos incorrerem em erros diametralmente opostos.
Ao contrário do que supõe o Sr. Vágner Freitas os bancários, metalúrgicos, professores e demais categorias não se darão ao trabalho de se mobilizarem para mostrar apoio a mensaleiros enquanto reajustes salariais lhes são negados sob a justificativa de necessidade de conter os efeitos da crise. Os interesses corporativos sempre vem em primeiro lugar.
Ao mesmo tempo, a pressão sobre os ministros do STF está longe de ser um factóide.
A entrevista do Sr. Vágner Freitas não deixa dúvidas quanto ao seu posicionamento pessoal, o boquirroto e desconhecedor da Constituição da República Federativa do Brasil deputado federal André Vargas tentou censurar os ministros do STF e o próprio mensaleiro chefe disse ao minstro Gilmar Mendes num contexto "amigável" que era inconveniente julgar o mensalão em ano eleitoral.
Porém o presidente da CUT incorre em engano pueril ao supor que outros bancários e integrantes das demais categorias se mobilizarão para defender Petralhas às vésperas da data base da categoria, numa perspectiva de negociação coletiva dura e longa.
A tal mobilização dos "manipuláveis a troco de esmolas" contará apenas com os agraciados com cargos na estrutura sindical que há muito não contam com os salários da categoria para arcarem com suas despesas pessoais.
Em países democráticos, a mobilização da sociedade visando corrigir desvios do Estado e de agentes públicos é amplamente reconhecida como providência plenamente legítima, considerando que o poder pertence ao povo. Sem razão assim o PSDB, uma vez que a liderança sindical foi clara ao afirmar que sairia às ruas caso o julgamento do Mensalão descambasse para o campo político partidário, uma vez que, nos termos da Constituição, o Supremo Tribunal Federal é uma Corte apartidária. Exigir uma atuação isenta do STF é, assim, algo louvável ao invés de condenável.
Com a devida vênia, Dr. Marcos Alves Pintar, o senhor está falando em "suposições", situações teoréticas - quando afirma, por exemplo, que o poder pertence ao povo e que vivemos uma democracia. Supostamente, pareceria assim, mas na prática, vivemos uma "anarquia democrática", onde os três poderes fazem o que bem entendem (inclusive em conluios compartilhados) e mantém-se uma falsa imagem de supremacia popular. Realmente, me admira muito o senhor ter proferido tal assertiva.
Em realidade, "o povo que detém o poder" é a principal vítima dessa anarquia governamental e atua de acordo com os interesses impostos pelos governantes, mediante políticas capciosas, levianas e aliciadoras. O marketing político é a principal ferramenta para esse aliciamento. Negar isto é desconhecer nossa realidade.
Destarte, não entendo a CUT como "mobilização da sociedade", senão como um agente da atuação típica de grupos com interesses setorizados, galgados ao poder sindical pela ignara massa social. O ex-presidente é sinônimo mais que perfeito para ilustrar o que afirmo, corroborado por cidadãos conscientes de toda a nação.
Em nosso País, democracia é sinônimo de abuso desmesurado dos poderes governamentais, com o beneplácito daquelas massas, sedentas por esmolas e benefícios fáceis, sem nada dar em troca, apenas o voto - que mantêm esses indivíduos no poder.
Pensei que pessoas como o senhor, eu e tantos outros, já tivessemos superado essa visão arcaica de compreender o Brasil. E se nós, mais aculturados, não conseguirmos compreender essa realidad escancarada, que será, então, do nosso pobre povo ignaro?
E bem partidos são os partidos políticos da carente terrinha, farinha do mesmo saco. O tal mensalão, agora sem pai e sem mãe, volta a ser a bola da vez, está no palco das conveniências. Seria interessante relembrar, buscar na memória, onde tudo começou; a questão da compra de votos para reeleição do FHC, possivelmente o embrião maligno; lembrar tb. das privatizações e do núcleo (os operadores) deste mal fadado mensalão, os “cumprades” das gerais, os “comequieto” de sempre.No final desta novela, partidos de fato serão os cidadãos que não sofrem de amnésia e que pagam a conta.
Caro Professor J. Koffler, causa estranheza o seu comentário tão parcial a favor do PSDB. Outrora, constatei que até vender a ideia de que houve "pressão" do ex-presidente ao Min. Gilmar Mendes foi acintosamente defendida pelo senhor. Deveras, o PSDB não é nada bobo! Provoca verdadeiro espanto em pensar que existem profissionais, certamente pagos ou beneficiados de alguma forma, pelos senhores do poder. Só para lembrar aos seus discípulos, o Ministro Gilmar Mendes foi indicado pelo FHC.
Aliás, tem candidatos a eleições da OAB que defendem mensaleiros...
Aliás, tem candidatos a eleições da OAB que defendem mensaleiros...
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