No último exame da Ordem dos Advogados do Brasil, os estudantes de Direito de São Paulo tiveram um dos resultados mais fracos da história. O nível de aprovação na prova feita em fevereiro foi de apenas 7,6%, pior desempenho do estado nos últimos oito anos. Menos de 1,8 mil alunos foram aprovados dentre aproximadamente 23 mil candidatos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
A aprovação dos estudantes paulistas também ficou abaixo da média nacional, que foi de 10,6%. O presidente da Comissão da Ordem, Edson Cosac, afirmou que grande parte das notas baixas vem dos cursos particulares. Entre as faculdades públicas, segundo ele, o índice de aprovação sobe para 75%.
A Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, que representa as instituições privadas, criticou a informação de que as faculdades particulares pioram o nível geral da aprovação da Ordem dos Advogados do Brasil para novos bacharéis. O conteúdo dos cursos, de acordo com ele, é estabelecido pelo Ministério da Educação e nem sempre se adapata necessariamente ao que a Ordem cobra em suas provas.
No fim de março, o Ministério da Educação suspendeu a criação de novas graduações em Direito. A Comissão de Educação da OAB pretende ter maior participação na avaliação para a abertura de cursos. Na época, a entidade afirmou que a decisão do governo federal deu fim à uma “autorização indiscriminada” de funcionamento de mais faculdades.

O exame da OAB, sejamos sinceros, é fácil, mas a galera fica jogando truco e na balada. Sou favorável que que seja acrescido ao exame a etapa de investigação social e a etapa psicológica, nos mesmos termos do MP e Magistratura.
Também concordo que deveria fazer investigação social. Assim filtraria e evitaria profissionais de caráter duvidoso.
Engraçado o sujeito contestando a afirmação de que a média das particulares piora a média geral de desempenho, se os dados mostram que a média geral é de 7,5%, mas consideradas apenas as públicas a média sobe para 75%!
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Que aluno passa o tempo da aula bebendo cerveja no boteco é fato. Mas é fato também que o nível dos cursos está muito, muito baixo.
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O argumento de que a grade não se adapta ao que é cobrado no Exame parece piada. As públicas são as que menos dão bola para o programa do Exame da Ordem. Nas particulares, o 5º ano é praticamente um cursinho para a OAB, salvo honrosas exceções. Mas nem assim resolve.
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Ao menos o MEC parece estar se mexendo um pouco, já que está congelada, pelo que me parece, a abertura de novos cursos.
Não concordo com investigação social e exame psicológico, como sugerido pelos colegas abaixo.
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Isso dá margem a subjetivismos inaceitáveis, dando poder ao avaliador para queimar os desafetos, ou empurrar pra dentro os camaradas, sem falar em injustiças "involuntárias".
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Quanto mais objetividade, melhor. O Exame, da forma que está, ainda me parece o mal menor.
qual o problema se algumas universidades são ruins e outras boas? o exame da ordem não está cumprindo a função de avaliar quem pode participar da guilda ou não?
porque a mania de achar que o problema é a solução?
o existência do MEC é o problema. Sem o MEC, certamente haveria espaço para instituições melhores... porque já vimos que com o MEC (e os pagamentos de dívidas de campanha de Lula como a eliminação do provão e o financiamento de instituições privadas através do prouni)é que a coisa ficou ridícula como esta.
relembrando que o Brasil tem mais faculdades de direito que o resto do mundo junto.
p.s. nem vou falar da outra parte do problema: a regulamentação da profissão.
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