Grupos religiosos preparam ofensiva contra Luís Roberto Barroso

Grupos religiosos integrados estão preparando uma ofensiva para tentar derrubar a indicação do advogado Luís Roberto Barroso para o Supremo Tribunal Federal. Advogado constitucionalista, Barroso tem uma atuação marcante na área dos direitos humanos e enfrenta resitência de católicos e evangélicos. As informações são da Folha de S.Paulo.

A ofensiva será deflagrada no Senado, onde Barroso será sabatinado. Os representantes de grupos religiosos esperam conseguir apoio de parlamentares ligados à Igreja Católica e a evangélicos. "Vamos fazer uma espécie de dossiê com todas as declarações dele sobre os assuntos que nos são caros", disse o advogado Paulo Fernando, do grupo Pró-Vida, ligado à Igreja Católica. "Dificilmente o nome dele será derrubado, mas ele precisa saber que estamos de olho", disse.

No STF, defendeu pesquisas com células-tronco e a equiparação das uniões homoafetivas às uniões estáveis convencionais. O nome do constitucionalista agradou aos ativistas homossexuais. "Foi a melhor pessoa para a nossa comunidade", diz texto de Toni Reis, secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. A indicação de Barroso também foi comemorada por advogados e pelos próprios ministros do Supremo, assim que o nome do constitucionalista foi anunciado para integrar a corte.

A indicação de Barroso foi lida nesta sexta-feira (24/5) no Senado. Ele terá de passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, em junho, e por uma votação no plenário.

JCláudio disse:
25 de maio de 2013 às 16:29

Então, este indicado tem uma jeito que se acha acima da Lei. Tem um ar de superioridade, como se fosse um inatingível.

Marcos Alves Pintar disse:
25 de maio de 2013 às 18:17

Impressionante. Após 99,9% da comunidade jurídica aplaudir a nomeação, surge ainda um grupo tentando "derrubar".

Olympio B. dos S. Neto disse:
25 de maio de 2013 às 18:42

Não acredito que tenha um advogado no meio disso, deve ser puro despeito, porque eu mesmo nunca imaginaria um indicação tão boa para este cargo quanto o constitucionalista que foi indicado pela presidente.
Ele pode ter uma militância que pode ter ido de encontro com interesses religiosos, mas, inclusive o advogado que esta a frente disso deveria, principalmente ele, entender que aquele que é advogado por vocação, assim com um bom juiz, deve estar pronto para atuar de forma que não agrade bem como tomar decisões que as vezes contrariam interesses da maioria da população.
O advogado deveria saber que não existe mal maior do que um advogado, juiz ou promotor subserviente a qualquer grupo que seja, pelo contrário ele deve ser o mais neutro possível, por isso homenageio aqui o acerto da presidente Dilma em sua escolha.

Radar disse:
25 de maio de 2013 às 19:33

A Constituição assegura a todos o direito de opinião e de expressão, inclusive aos religiosos, inclusive aos juristas. Particularmente, entendo que se trata de uma ótima indicação para ministro do STF, talvez a melhor das últimas décadas. Mas reconheço o direito de os diversos grupos interessados, que compõem nossa Democracia, manifestarem-se. Ademais, é apenas um Ministro. Lá haverá onze.

Luís Eduardo disse:
25 de maio de 2013 às 22:57

Esse pessoal que quer "derrubar" o futuro Min. Barroso, não tem nem idéia que um dia se precisar recorrer ao STF em proteção de sua religião, é exatamente com ele que vão ter a garantia de um julgamento democrático e com olho na Constituição, ou seja, um julgamento justo e legal. Ir contra sua indicação é um tiro no pé. Parem com essas baboseiras preconceituosas e apoiem o homem, que é para o país melhorar. Preguem seus preconceitos para seus devotos, não para nem quer saber quem reza para quem ou sai com quem.

MSRibeiro disse:
26 de maio de 2013 às 12:03

Escrevamos para os nossos senadores para que apoiem a nomeação do eminente advogado.A democracia existe para isso.

Marcos Alves Pintar disse:
26 de maio de 2013 às 19:52

Mas afinal, o que os grupos religiosos querem? Que o próprio Jesus Cristo desça dos céus e vire ministro do STF? As religiões enfrentaram ao longo dos séculos o pesadelo a intolerância. Guerras foram travadas e milhares de pessoas morreram até que fosse universalmente aceito que cada um pode professar sua fé, sem ser incomodado. Mas, agora, com a liberdade, as religiões querem impor suas "visões de mundo" a todos os demais, inclusive aos de outras religiões?

Munir disse:
27 de maio de 2013 às 17:08

Quanto preconceito face à manifestação religiosa!!! Por que os religiosos não podem se manifestar?!! Por que tanta discriminação, preconceito e intolerância contra eles??

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