Advogados públicos federais protestaram nesta quarta-feira (7/10) pedindo condições dignas de trabalho e valorização da carreira. A manifestação começou em frente ao prédio da AGU, em Brasília, e seguiu para o Palácio do Planalto.
Os membros da AGU discursaram, fizeram gritos de guerra e soltaram balões pretos representando o luto que a classe diz vivenciar. Segundo a direção do movimento, o ato teve a participação de cerca de 300 membros.
Durante o protesto, o diretor da 1ª Região da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe), Marcelino Rodrigues, afirmou que o movimento comprova que a insatisfação com a crise na AGU atinge todos os membros da instituição. Rodrigues também disse que a classe está fortemente mobilizada, entregando os cargos em DAS, como forma de pressionar e contribuir para o pacote de ajuste fiscal.
“Estamos mais uma vez demonstrando nossa completa indignação. Nossa luta é por valorização. Somos uma carreira de Estado, e não de governo, como o advogado-geral da União tem feito desde que entrou na AGU”, afirmou o dirigente da Unafe.
A delegada da Unafe em Brasília, Thirzzia Guimarães, ressaltou que a instituição é feita pelos seus membros que lutam pelo fortalecimento do Estado brasileiro.
“Atenção presidente Dilma, salve a AGU. Somos profissionais de carreira e rejeitamos o uso político da instituição. A AGU não é lugar para cargos de comissão, os ocupantes dos cargos em DAS [Direção e Assessoramento Superior] não carregam a AGU sozinhos, a AGU somos todos nós”, afirmou a delegada da Unafe em Brasília.
Mobilizados desde abril, os membros da AGU realizam o Dia Nacional de Paralisação semanalmente e encampam a campanha de entrega de cargos em DAS, que já conta com a adesão de 70% dos membros, e gera economia de aproximadamente R$ 100 milhões por ano, aos cofres públicos. Com informações da Assessoria de Imprensa da Unafe.

Quanta balela! Eles estão "lutando" em verdade é por mordomias e altos vencimentos, mesmo sabendo que já ganham muito e que o Estado está falido justamente devido aos altos salários dos servidores públicos.
Para quem não sabe: é a AGU quem está defendendo Dilma em todos esses processos para tirá-la do poder. Deveríamos exigir que os vencimentos fossem reduzidos pela metade.
Queremos autonomia, não queremos exercer advocacia de Governo e sim de Estado. Somos representantes dos três Poderes da República e não de Governos. Nossa autonomia é importante, em especial, para que o AGU possa ser escolhido pelos próprios Membros, e não pelo detentor do poder, para que a instituição não sofra ingerências políticas.
Queremos defender o cidadão, o patrimônio público, que o pertence.
Queremos condições de trabalho. Como pode alguém julgar sem saber do que se passa? Não temos carreira de apoio, dependemos exclusivamente de estagiários. Pode algum escritório de advocacia que se preze não ter uma equipe de apoio bem estruturada? Com 400 a mil processos/mês?
MP, Magistratura possuem analistas muito bem preparados e remunerados. Queremos carreira de apoio.
As pessoas não sabem o que dizem.
Queremos equiparação com as demais Funções Essenciais à Justiça. Somos constitucionalmente equiparados ao Ministério Público, aliás, somos uma carreira oriunda do Ministério Público, para quem não sabe.
Queremos paridade de armas com nossos adversários em Juízo: MP, Defensoria, e maiores escritórios de advocacia dos País.
A AGU vem sendo sucateada por uma cúpula de poucos apaniguados, por um sistema de castas interno. Queremos o fim dos cargos comissionados.
Defender o fortalecimento da AGU, é defender um Estado mais forte, em face dos sonegadores (combater a sonegação com a estruturação da AGU, evitaria aumento da já tão elevada carga tributária brasileira), ocorre que não temos condições de exercer o nosso trabalho, estamos sendo despejados de prédios, estamos trabalhando em péssimas condições, em prédios interditados, condenados, sem carreira de apoio).
Afinal, a quem interessa uma AGU enfraquecida?
Falou tudo, A AGU não pode ser advocacia privada da presidente. No dia de ontem o sr. Advogado Geral da União manifestou-se no TCU a favor da presidente, defenddendo-a do malbaratamento que foi dado ao dinheiro público, uma defesa que deveria ser paga por ela - por se tratar de um assunto particular dela, e não por um advogado público , oras, se um Presidente da República dilapida o erário com aventuras eleitoreiras a ponto de suas contas serem rejeitadas, não seria o caso da AGU entrar com ações de ressarcimento para obter de volta os valores que foram gastos? Porque a AGU defendeu o que lesa o próprio Estado e suas contas ? Agora com o parecer do TCU confirmando as irregularidades não seria o caso da AGU atuar contra aquele que deu causa aos rombos dos cofres públicos? Este governo transformou a Administração Pública em uma mera executora de seus interesses privados. È uma vergonha, é a república das bananas.
Adams é uma vergonha para advocacia pública!
Adams é uma vergonha para advocacia pública!
Mas todo mundo quer isso, sra. Debora F (Procurador da Fazenda Nacional). Todo mundo quer fazer o que quer no serviço, quer ganhar quanto quer, quer uma infinidade de auxiliares, e tudo o mais. Porém, mesmo nos países mais avançados ainda não se descobriu uma fórmula para cumprir todas as exigências de quem trabalha e ao mesmo tempo fazer com que haja produtividade. Os membros da AGU se comparam a magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos para todos esses requerimentos descabidos. E o problema é que Judiciário, MP, Defensoria, são modelos notáveis de incompetência e improdutividade, sem paradeiro no mundo. A AGU deveria buscar comparação, em verdade, com os grandes escritórios privados (a AGU nada mais é do que um grande escritório de advocacia), e aí notaria que todos os seus membros vivem literalmente NO CÉU!
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