Em resposta às acusações de que estaria fazendo defesa político-partidária da presidente Dilma Rousseff e de seus correligionários, a Advocacia-Geral da União explicou que sua função é representar judicialmente a União, além dos titulares e dos membros dos poderes da República. A afirmação foi feita dois dias depois de uma investigação ser aberta contra o ministro da AGU, José Eduardo Cardozo, pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
"A AGU e seus órgãos vinculados ficam autorizados a representar judicialmente os titulares e os membros dos poderes da República em atos praticados no exercício de suas atribuições constitucionais, legais ou regulamentares, no interesse público, especialmente da União e, inclusive, impetrar Habeas Corpus e mandado de segurança em defesa dos agentes públicos", diz a entidade em nota.
A apuração ocorre a pedido da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, que questiona a atuação "frenética" de Cardozo para defender a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. A posse de Lula está suspensa por decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a AGU, o advogado-geral tem defendido a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil porque "a defesa dos agentes públicos é, na verdade, a defesa do próprio ente público". A entidade diz ainda que, em 2015, a própria Comissão de Ética julgou improcedente representação semelhante sobre a atuação do advogado-geral da União.
"É nesse escopo que o advogado-geral da União tem defendido o ato da Presidência da República de nomear ministro qualquer cidadão que atenda às exigências legais. Portanto, a representação carece de fundamentação legal e contraria, inclusive, os normativos que regulamentam a atividade do advogado", acrescentou a AGU.
A acusação de que o órgão está fazendo defesa do governo já foi anteriormente rebatida pelo antecessor de Cardozo, Luís Inácio Adams. Em entrevista à ConJur, o ex-advogado-geral da União afirmou que "a AGU é um órgão que defende o Estado, que defende a administração pública como um todo, mas nessa defesa também defende o governo. E é parte do governo, da solução política”.
“Ela qualifica as opções políticas. Mas o que acontece é que, muitas vezes, no exercício da competência técnica, se geram condicionantes e parâmetros que eliminam a escolha política", complementou o advogado.
Meras suposições
Nessa terça-feira (29/3), a AGU enviou defesa ao STF afirmando que não passam de "meras suposições e afirmações desamparadas de um conteúdo probatório lícito mínimo" as acusações de que Lula foi nomeado ministro da Casa Civil para obter prerrogativa de foro. A entidade diz ainda que a "finalidade do ato não deve ser tomada como ilícita a menos que haja prova do alegado".
A AGU ressalta que a tese parte do pressuposto de que o STF seria menos capaz do que qualquer juízo inferior para julgar denúncias contra autoridades e que a ideia mostra desapreço dos autores das ações pela corte. Com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Imprensa da AGU.

Afinal de contas agora ele está no lugar mais propício para agir como ele sempre agiu, advogado do desgoverno Dilma, historicamente vai ser lembrado por isso, no pior governo da história ele foi absolutamente participativo e apoiador.
Afinal de contas agora ele está no lugar mais propício para agir como ele sempre agiu, advogado do desgoverno Dilma, historicamente vai ser lembrado por isso, no pior governo da história ele foi absolutamente participativo e apoiador.
A opinião da AGU é irrelevante uma vez que muito provavelmente a peça em nome da instituição foi escrita pelo próprio acusado ou alguma pessoa escolhida por ele a dedo.
\"não somos idiotas"
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