Delegado da satiagraha é preso ao usar placa da PF em seu carro

Nesta terça-feira (10/10), no mesmo dia em que um delegado da Polícia Federal em São Paulo foi preso por extorsão, outro colega seu foi detido em flagrante por usar a placa institucional em seu carro particular. Ele pagou fiança nesta quarta (11/10) e já foi liberado provisoriamente.

Reprodução

Delegado usou placa de carro da PF em seu veículo particular.

O delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro ganhou fama por ser um dos responsáveis pela operação satiagraha, anulada por causa das ilegalidades em sua condução. A operação deu fama a Protógenes Queiroz, ex-deputado condenado por violar o sigilo funcional no mesmo caso.

Segundo pessoas próximas à investigação, Pelegrini estava de licença da Polícia Federal para cuidar de um parente doente, e a placa oficial usada em seu carro pessoal já registrava mais de R$ 40 mil em autuações. O delegado foi acusado do crime previsto no artigo 311 do Código Penal: "Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento".

Procurada pela ConJur, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) disse aguardar mais informações para se manifestar sobre o caso. A defesa do delegado não foi localizada para comentar o assunto.

Marcos de Vasconcellos

é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

O IDEÓLOGO disse:
11 de outubro de 2017 às 23:02

Estou surpreso com Delegado da Polícia Federal adotando conduta nada republicana.

HelenoOMoraes disse:
12 de outubro de 2017 às 13:57

São todos podres! Não confio em nenhum!
Aqui em São Luís um agente foi flagrado por um repórter cinematográfico pilotando uma moto, sem capacete, e... a moto não era dele! Era moto apreendida! Que tinha sido apreendida há dias!

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
14 de outubro de 2017 às 10:46

Nada como um dia após o outro ...

Joe Tadashi Montenegro Satow disse:
17 de outubro de 2017 às 09:49

Não há organismo sem corrupção, porém, depreende-se que o autor dos fatos em questão foi preso pela própria Polícia Federal, portanto, alguns comentários são descabidos e desprovidos de relevância. Ao generalizar, o comentarista indica o seu próprio caráter, pois vê o mundo de acordo com a sua pequena ótica . Esperamos, todos nós, que os autores sejam julgados, e, se for o caso, devidamente apenados, apenas recordando que a PF foi o organismo que mais prendeu e demitiu os seus próprios quadros nos anos recentes.

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