O ministro da Justiça, Sergio Moro, enviou uma solicitação ao Ministério Público Federal para que instaure um inquérito para investigar as declarações de um porteiro de que um dos suspeitos do assassinato de Marielle Franco pediu autorização a Jair Bolsonaro para entrar no condomínio onde encontrou o outro suspeito.

A Globo noticiou nesta terça-feira (29/20) que Élcio de Queiroz, um dos suspeitos da morte de Marielle, entrou no condomínio onde morava Ronie Lessa com a autorização de Bolsonaro. Isso teria sido no dia 14 de março de 2018, horas antes do assassinato. Acusado de fazer os disparos, Lessa morava no mesmo condomínio que o atual presidente da República.
Neste dia, Jair Bolsonaro estava em Brasília e votou em sessões da Câmara, pois ainda era deputado federal.
Moro vê "inconsistência no depoimento do porteiro" e acredita que pode se tratar de erro de investigação ou tentativa de envolver o nome do presidente no crime. Esses atos configuram crime de obstrução à Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa do presidente, o que atrai competência da Justiça Federal e da Polícia Federal.
O ministro da Justiça pede ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que MPF e PF passem a atuar juntos na investigação do caso.
Clique aqui para ler o pedido.
De acordo com o próprio Moro, e também vários membros do MPF, há no Brasil uma ampla impunidade em favor dos poderosos. Nesse caso, teremos uma investigação isenta no caso que envolve Bolsonaro, atual Presidente da República?
Por outro lado, de acordo com o próprio ex-juiz federal Sérgio Moro, vários membros do MPF, e também de acordo com o próprio Bolsonaro, devemos relativizar o direito de defesa quando se trata de crimes praticados por aqueles que detém poder. Nesse caso deve-se, de acordo com eles mesmos (conclusão que não representa minha opinião, que fique claro), prender o acusado, condená-lo e já prendê-lo após a sentença de primeira instância. Deve-se ignorar o direito de defesa e considerar todos os recursos e argumentos da defesa como protelatórios. Pergunto: o MPF já vai pedir a prisão de Bolsonaro? Irá denunciá-lo sem provas, como faz com os "comuns"?
Não é todo dia que se tem um advogado juiz chefe da PF com Wifi da CIA, promotor, e que acredita em delação e provas ilegais deade que
Moro e MPF, que na certa vão com tudo pra cima do porteiro, estão experimentando do próprio veneno. Vazamento ilegal (não confundir com o legal direito de informar da imprensa) visando à condenação só com a mera notícia pela imprensa, destruição (ou no mínimo sério abalo) da reputação alheia, inconsequências quanto a danos à economia, entre outras safadezas praticadas pelos responsáveis pela condução de inquéritos e processos.
O então deputado Bolsonaro estava em Brasília naquele dia e os áudios das gravações da portaria desmentem o porteiro.
Agora é questão de descobrir se o porteiro armou essa sozinho - o que é tão provável quanto uma invasão de ETs de Varginha - ou se foi manipulado por alguém.
Só espero que a Justiça não "reconheça a insanidade" do porteiro, como fez com Adélio.
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