O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, saiu em defesa do indulto de Natal do presidente Jair Bolsonaro. Para Moro, o decreto não beneficia “ladrões” e “corruptos”, como os de governos anteriores.

O decreto determina a extinção da pena de policiais que tenham sido condenados por crimes culposos ou por excesso culposo estado de necessidade, legítima defesa e estrito cumprimento de dever legal ou exercício regular de direito.
Também receberá indulto de Natal quem tiver ficado paraplégico, tetraplégico ou cego após a prática do crime; quem tiver doença grave permanente que imponha severa limitação da atividade e exija cuidados contínuos, que não podem ser prestados na prisão; e quem for doente terminal.
“Em substituição aos generosos indultos salva-ladrões ou salva-corruptos dos anos anteriores, o governo do presidente Jair Bolsonaro concedeu indulto humanitário a presos com doenças terminais e indulto específico a policiais condenados por crimes NÃO INTENCIONAIS”, disse Moro no Twitter.
O ministro da Justiça rebateu a crítica de que o indulto estimula a impunidade e a violência policial. “O indulto aos policiais só abrange crimes relacionados ao trabalho policial e não abrange crimes dolosos ou seja praticados com a intenção de cometer o crime. Também foram excluídos dos benefícios, de um ou outro indulto, os crimes mais graves, como hediondos ou corrupção”.
O ex-juiz ainda declarou que “há uma linha clara e cristalina entre o indulto ora concedido e os dos governos anteriores”.
Mas não respondeu às críticas de quem conhece a Constituição e vê ilegalidade na medida que privilegia apenas uma categoria profissional por ferir o princípio da igualdade. Nem comentou as declarações do chefe, Jair Bolsonaro, que, no ano passado, antes de tomar posse, tinha prometido acabar com o indulto de Natal.

Depois de tantos anos com indultos vergonhosos, liberando o que temos de pior na sociedade (corruptos no pacote, claro), finalmente um indulto criterioso, equilibrado, verdadeiramente humanitário. E claro, absolutamente constitucional.
... a CONJUR não está esquecendo de nada?
Olá repórteres antenadíssimos e responsáveis da CONJUR, onde está a notícia da eleição de Sérgio Moro, pelo Financial Times, como uma das 50 pessoas que definiram a última década no mundo?
Vêm aí mais balas perdidas - por susto, surpresa ou medo dos policiais - matando crianças na periferia...impunemente!
Viva o Brasil (ou os USA) de salário mínimo de mil reais e multa criminal de seis milhões de reais!
Vão chamar o Trump ou basta o DJO?
DOJ
Seria interessante que o articulista escrevesse sem raiva, de forma isenta e profissional. Os dois últimos parágrafos parecem um desabafo pessoal de alguém revoltado.
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