A Corregedoria-Geral de Justiça divulgou nesta quinta-feira (26/3) um comunicado sobre quebra de sigilo de dados durante a pandemia do novo coronavírus, uma vez que toda a primeira instância do Judiciário de São Paulo está trabalhando de forma remota.

A Corregedoria comunicou magistrados, dirigentes e servidores das unidades judiciais da primeira instância com competência na área criminal, além do Ministério Público e da Polícia Civil que, no período de 25 de março a 30 de abril, os pedidos de quebra de sigilo de dados e/ou telefônico (interceptação telefônica) serão feitos de forma eletrônica. A tramitação dos autos ocorrerá exclusivamente por e-mail institucional.
O Ministério Público e as Delegacias de Polícia solicitarão na petição a distribuição da medida cautelar sigilosa, indicando o número do processo investigatório, se houver, bem como a vara em que tramita. Informarão, ainda, o e-mail institucional do promotor de Justiça ou delegado de Polícia que atuará na medida.
Para a garantia do sigilo, conforme a Corregedoria, "não serão informados na petição de solicitação da distribuição os dados das partes passivas, nem juntadas peças processuais". Após a distribuição, a unidade submeterá o pedido à apreciação do magistrado.
Encerrado o período de sistema remoto de trabalho no TJ-SP (o que está previsto para 30 de abril), o processo será materializado com a impressão das peças e autuação.





Instituíram a arapongagem institucional. Por essa forma, vão bisbilhotar a vida sigilosa de quem eles quiserem, em afronta direta e literal às leis e à Constituição.
É precisamente nas avassaladoras ondas das agudas crises que o autoritarismo se afirma e consegue (ou quase) se justificar perante a opinião pública.
No moralismo fundamentalista também!
Estejamos atentos.
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