AMB debate igualdade racial na Semana da Consciência Negra

Reprodução / Youtube

Depoimento do juiz Anselmo Oliveiro é o primeiro de uma série divulgada pela AMB
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Em uma ação que terminará na sexta-feira (20/11), Dia da Consciência Negra, a Associação dos Magistrados Brasileiros está divulgando uma série de vídeos que têm por objetivo debater a igualdade racial no Poder Judiciário.

As peças apresentam depoimentos de personagens que têm ligação com o tema e serão veiculadas no canal oficial da AMB no YouTube. Para a presidente da entidade, Renata Gil, a campanha reforça a busca pela ampliação do debate sobre igualdade.

"A sociedade brasileira carece de políticas que tratem da inclusão e que promovam de verdade a igualdade racial e de gênero em todos os três poderes. Com a série especial, queremos inspirar e ajudar a construir novos caminhos", diz a presidente.

No primeiro vídeo, o juiz titular da 28ª Vara da Comarca de Aracaju do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE), Anselmo Oliveira, fala sobre a superação de dificuldades. Veja a seguir o depoimento:

Conforme pesquisa realizada pela AMB em 2019, pretos e pardos são 18,4% dos magistrados de primeira instância no Brasil. Entre os de segundo grau, o percentual é ainda menor — 11,9%.

A juíza do TJ-SP e diretora de Promoção da Igualdade Racial da AMB, Flávia Martins de Carvalho, acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar que pessoas negras podem ocupar lugares de poder. "É uma forma de combater o racismo e incentivar outras pessoas negras a buscarem esses espaços. Por meio do exemplo, mostramos que a possibilidade é real", defende ela.

Negro de Santos - Empreendedor Social disse:
18 de novembro de 2020 às 10:18

Instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, através de política pública.

Quem realmente busca o direito a igualdade recebe esta realização como falácia.

A Lei nada mais é que regra de conduta, ou seja, regra de comportamento, a qual deve ser observada e cumprida por todas as pessoas, sem exceção e sem invenção.

O racismo é uma ideologia que se realiza nas relações entre pessoas e grupos, no desenho e desenvolvimento das políticas públicas, nas estruturas de governo e nas formas de organização dos Estados. Ou seja, trata-se de um fenômeno de abrangência ampla e complexa que penetra e participa da cultura, da política e da ética. Para isso requisita uma série de instrumentos capazes de mover os processos em favor de seus interesses e necessidades de continuidade, mantendo e perpetuando privilégios e hegemonias.

Fonte: Guia do Racismo Institucional e Racismo Institucional Uma abordagem conceitual

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