Chapa única para Conselho Federal sinaliza unidade na advocacia

Se em 2022 o cenário eleitoral promete uma eleição polarizada para presidente da República, a advocacia brasileira seguiu o caminho da unidade. No pleito para o Conselho Federal da OAB, a chapa "OAB de Portas Abertas" será a única na disputa que deve sagrar Alberto Simonetti como seu novo presidente.

Spacca

Alberto Simonetti, em caricatura do cartunista Spacca, encabeça chapa única para eleição da OAB Nacional

Natural do Amazonas, Simonetti conta com o apoio de 26 estados e será o primeiro advogado amazonense a presidir a OAB Nacional após 40 anos da presidência de Bernardo Cabral. A "frente ampla" que irá representar a advocacia brasileira pretende — como o nome sugere — prezar pelo pluralismo e vai apresentar algumas novidades.

Uma delas é que pela primeira vez duas mulheres irão ser diretoras da OAB Nacional. A secretária-geral será Sayuri Silva de Otoni. Já a advogada Milena da Gama Fernandes Canto será a corregedora-geral e a primeira potiguar na diretoria do Conselho Federal.

Com isso, a composição do Conselho Federal da OAB segue a tendência consolidada na eleição das seccionais — a primeira após a aprovação da paridade de gênero e das cotas raciais. A seccional paulista — a maior do país —, por exemplo, elegeu Patricia Vanzolini, a primeira mulher da história a comandar a OAB-SP. 

"A chapa se chama OAB de Portas Abertas e tem o apoio de 26 seccionais da OAB nos estados. Esse amplo apoio é resultado da importância que demos ao diálogo e à transparência na construção desse projeto. Queremos promover a união da advocacia. Será uma gestão feita por quem advoga e conhece as mazelas da profissão e será direcionada para a realidade, para o dia a dia das advogadas e dos advogados. A OAB precisa ser independente de ideologias e partidos e atuar com foco na profissão", afirmou Simonetti em nota.

A chapa única foi viabilizada com a desistência do atual vice-presidente da OAB Nacional, Luiz Viana, que é opositor do atual mandatário Felipe Santa Cruz. Viana não conseguiu aglutinar apoios e deixou a disputa.

A eleição da Diretoria do Conselho Federal da OAB, para o Triênio 2022/2025, será feita no dia 31 de janeiro de 2022.

Veja a composição da chapa única da OAB Nacional:

– Presidente: Beto Simonetti,
– Vice-presidente: Rafael de Assis Horn
– Secretária-geral: Sayuri Silva de Otoni
– Secretária-adjunta: Milena da Gama Fernandes Canto
– Tesoureiro: Leonardo Pio da Silva Campos

Rafa Santos

é repórter da revista Consultor Jurídico.

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
03 de janeiro de 2022 às 18:02

Por Vasco Vasconcelos escritor jurista e abolicionista contemporâneo Brasília DF. A propósito do Princípio da Publicidade, qual o medo da OAB prestar contas ao Egrégio TCU? Abrir sua caixa preta?
Vinte e seis anos OAB vem se aproveitando dos governos omissos covardes e corruptos para impor sua máquina de triturar sonhos e diplomas gerando fome desemprego depressão síndrome do pânico doenças psicossociais e outras comorbidades diagnósticas uma chaga social que envergonha o país dos desempregados e dos aproveitadores que lucram com o trabalho análogo à de escravos a escravidão moderna da OAB. Até agora OAB já abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa mais de UM BILHÃO DE REAIS sem nenhuma transparência sem nenhum retorno social sem prestar contas ao Egrégio TCU. Nos Estados Unidos foi abolido exame de ordem, prestado não Por sindicatos e sim pelo Estado. A única exigência que o advogado seja supervisionado por um advogado experiente, ou seja cumpra uma carga de 360 horas. O que é melhor para um país em desenvolvimento 1.700 faculdades de direito ou 1700 cracolandias ou bocas de fumo? Quem forma em Medicina é médico é médico, em engenharia é engenheiro, em psicologia é psicológico, em administração é administrador, e por quê quem forma em direito se transformar em escravo da OAB? Claro quem lucra com a escravidão moderna da OAB não tem nenhum interesse em abolir o trabalho análogo à de escravos a escravidão moderna da OAB. Se as raposas políticas deste país de aproveitadores tivessem propósitos preocupadas com a geração de emprego e renda já teriam extirpado esse câncer. JÁ teriam aprovado o Projeto de Lei n. 832 de 2019 e a PEC n.108 de 2019.
Fim urgente do trabalho análogo à de escravos a escravidão da OAB

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
03 de janeiro de 2022 às 18:02

Por Vasco Vasconcelos escritor jurista e abolicionista contemporâneo Brasília DF. A propósito do Princípio da Publicidade, qual o medo da OAB prestar contas ao Egrégio TCU? Abrir sua caixa preta?
Vinte e seis anos OAB vem se aproveitando dos governos omissos covardes e corruptos para impor sua máquina de triturar sonhos e diplomas gerando fome desemprego depressão síndrome do pânico doenças psicossociais e outras comorbidades diagnósticas uma chaga social que envergonha o país dos desempregados e dos aproveitadores que lucram com o trabalho análogo à de escravos a escravidão moderna da OAB. Até agora OAB já abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa mais de UM BILHÃO DE REAIS sem nenhuma transparência sem nenhum retorno social sem prestar contas ao Egrégio TCU. Nos Estados Unidos foi abolido exame de ordem, prestado não Por sindicatos e sim pelo Estado. A única exigência que o advogado seja supervisionado por um advogado experiente, ou seja cumpra uma carga de 360 horas. O que é melhor para um país em desenvolvimento 1.700 faculdades de direito ou 1700 cracolandias ou bocas de fumo? Quem forma em Medicina é médico é médico, em engenharia é engenheiro, em psicologia é psicológico, em administração é administrador, e por quê quem forma em direito se transformar em escravo da OAB? Claro quem lucra com a escravidão moderna da OAB não tem nenhum interesse em abolir o trabalho análogo à de escravos a escravidão moderna da OAB. Se as raposas políticas deste país de aproveitadores tivessem propósitos preocupadas com a geração de emprego e renda já teriam extirpado esse câncer. JÁ teriam aprovado o Projeto de Lei n. 832 de 2019 e a PEC n.108 de 2019.
Fim urgente do trabalho análogo à de escravos a escravidão da OAB

Glaucio Manoel de Lima Barbosa disse:
03 de janeiro de 2022 às 18:03

Espero que esse grupo não permaneça na politica partidária como militante politico em prol de um partido nefasto comandado por 9 dedo. Que trabalhe em prol da unidade e a defesa e segurança dos advogados que não participam dos canapés do REI.

Geraldo Lobato Carvalho Junior disse:
04 de janeiro de 2022 às 13:13

Eleições da OAB refletem na vida de todos.
Quem domina a Ordem domina a indicação, dentre outros, para Tribunais, Conselhos que fiscalizam Judiciário e Ministério Público, Juntas Comerciais, Tribunais Administrativos, Conselhos Fiscais e Tributários, que decidem questões milionárias.
E não há regas de publicidade e divulgação, a fim de evitar o abuso de poder econômico e político ou "só quem nasceu em berço esplêndido jurídico" ou ainda se não for amigo do rei.
Não há sequer uma arguição do "candidato" pelo Conselho Federal ou Estadual, conforme o caso.
E as regras eleitorais voltadas para a conservação de um tipo de gestão que mitiga a voz do advogado. São cláusulas de barreira.
Grandes escritórios indicam seus candidatos que na maioria são seus integrantes.
Essas regras ajudam a conservar e manter a divisão de classes sociais contraditórias , como foi desde o Império.
E o orçamento? Bilionário ou milionário, não em fiscalização. Transparência é demais?
Interessa muito ao Governo uma Ordem amiga.
A OAB e a Advocacia devem cumprir o artigo 44 do Estatuto da Ordem.
Estamos em falta com a sociedade: processos que se arrastam por décadas, idosos algemados quando não oferecem resistência ou perigo de fuga ou à integridade, desemprego e falta de habitação ( justiça social), ocupamos o ranking mundial de homicídios- sem nenhuma resposta do Judiciário, não há um programa de Atenção à Vitima.
A OAB precisa iluminar ambientes. Assumir o papel de defender a sociedade. É uma missão de vida.
O corporativismo da magistratura, a pretensão de isolamento do Judiciário perante a sociedade, profissão urberizada, mercado saturado, só para exemplificar - são problemas que precisam ser enfrentados.

Maximiliano Lima disse:
04 de janeiro de 2022 às 14:12

O advogado não pode eleger de forma direta o Presidente da OAB, como resquício que se mantêm, a eleição indireta da OAB privilegia a poucos e oprime a grande maioria dos advogados.
O texto demonstra que os "conchavos" são celebrados sem a participação dos colegas advogados, sem que seja dado conhecimento a todos o que se promete ou se "compromete" para esta união se concretize. Lamentável que a classe dos advogados, a principal a enaltecer a democracia livre e direta, em casa não pratique democracia, mantendo a injustificável eleição indireta de seu presidente.

Mário de Oliveira Filho disse:
04 de janeiro de 2022 às 15:09

Eleição indireta via Colégio Eleitoral remonta aos tempos da ditadura militar quando desde o presidente da república até prefeito eram nomeados.
A entidade que lutou contra o Colégio Eleitoral não pode instituí-lo para si.
Urge a reforma dessa “eleição” de mentirinha.
A Advocacia quer escolher, votar e eleger seu representante máximo.
Não se pode concordar com essa “ação entre amigos” ou “conchavo de comadres” para se escolher e nomear o presidente do CFOAB.
Há anos luto contra essa forma vergonhosa de se “eleger” o presidente da nossa instituição.

CHOICE disse:
08 de janeiro de 2022 às 10:00

Ou mal intencionada. Não há ética sem eleições diretas!! A advocacia que é um pilar da democracia se mostra vocacionadas à ditadura em razão dos conchavos insistentes. Ou o voto é obrigatório, como nas seccionais ou não é permitido como no caso do Conselho Federal, e por fim não há prestação de contas…. e os advogados não criam uma associação de verdade para tentar mudar este quadro. Só a revolta me acompanha.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.