Médica deve ser reintegrada a cargo na prefeitura após PAD irregular

Devido às aparentes ilegalidades no processo administrativo disciplinar (PAD), a Vara das Fazendas Públicas de Cachoeira Dourada (GO) determinou, em liminar, a imediata reintegração de uma médica ginecologista e obstetra ao seu cargo na prefeitura local.

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Servidora era acusada de fraudar atestadosReprodução

A servidora havia sido exonerada por uma suposta fraude de atestados médicos. Representada pelo advogado Diêgo Vilela, ela alegou violação ao seu direito de defesa e contraditório, ausência de relatório-denúncia e descumprimento de procedimento processual.

Segundo a autora, para verificar a idoneidade dos atestados, seria necessária a convocação de algum profissional da medicina. Os integrantes da comissão que constatou a fraude não teriam o conhecimento científico específico para tanto, de acordo com a argumentação.

O juiz Sílvio Jacinto Pereira concordou que tal exigência não foi contemplada pela comissão e ressaltou que o PAD não detalhou "a narrativa circunstanciada dos fatos supostamente irregulares imputados à autora".

De acordo com o magistrado, "a apresentação de atestados médicos, por si só, não é evento dotado de qualquer irregularidade", mas sim um exercício regular do direito à saúde.

Pereira destacou que a exoneração retirou da servidora sua remuneração, "providência de natureza alimentar, essencial à sobrevivência material da pessoa".

Além disso, haveria indícios de que a manutenção da médica no cargo atenderia "ao superior interesse público da população de Cachoeira Dourada e região, diante da sua atuação no serviço público de saúde, de natureza essencial e de proteção constitucional".

Clique aqui para ler a decisão
Processo 5488709-05.2022.8.09.0181

José Higídio

é repórter da revista Consultor Jurídico.

PALUXO disse:
06 de setembro de 2022 às 07:52

A explicação mais adequada que vejo para casos dessa natureza, estaciona na INCOMPETÊNCIA da comissão processante, que NÃO reúne conhecimentos técnicos suficientes para conduzir um mero apuratório. Atropela exigências protocolares e legais, exclui direitos, entre outras aleivosias. Infelizmente nos dias hodiernos, profissionais de ponta como médicos, advogados, militares, engenheiros, religiosos, etc, etc e etc, talvez impulssionados pelos exemplos "lá de riba", aonde está mais do que confirmado de que o CRIME COMPENSA, cada vez mais enveredam pelos caminhos alternativos da corrupção, em troca de pecunia e outras vantagens, jogando na lata do lixo a sua própria biografia. Quando dão sorte de constituir um causídico compentente, conseguem que safar para continuarem suas atuações pouco louváveis.

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