O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, acionou, nesta sexta-feira (30/9), o Ministério Público Eleitoral para investigar se o Partido Liberal divulgou informações sabidamente falsas para atingir o sistema eletrônico de votação brasileiro.

Antonio Augusto/Secom/TSE
A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. O caso trata do relatório intitulado “Resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE”, divulgado na quarta-feira (28/9) e cujas conclusões foram classificadas pelo Tribunal Superior Eleitoral como “falsas e mentirosas”.
O documento aponta “quadro de atraso encontrado no TSE” e “vulnerabilidades relevantes” no sistema de votação. Não há notícias de tais problemas quanto à urna eletrônica, usada no Brasil desde 1996 sem comprovação de fraudes e testada e aprimorada de forma constante pela Justiça Eleitoral desde então.
A Folha de S.Paulo divulgou que o relatório foi feito pelo Instituto Voto Legal ao custo de R$ 225 mil, pagos pelo partido que tem Jair Bolsonaro como candidato à reeleição. No despacho, o ministro Benedito Gonçalves afirma que foi produzido fora da fiscalização permitida para as urnas eletrônicas, com o objetivo de desestabilizar as eleições de domingo (2/10).
Com isso, pediu para o MP Eleitoral avaliar o caso, além de enviar as informações prestadas pelo PL para o Supremo Tribunal Federal, onde tramita o inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, atualmente o presidente do TSE.
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