Uma ação criminosa constitui fato que gera segurança e instabilidade social. Nesse contexto, consentir com a soltura de quem o pratica contribui para o aumento da desconfiança e do descrédito em relação ao Poder Judiciário.

Esse foi um dos fundamentos adotados pelo juiz José Gilberto Alves Braga Júnior, de Jales (SP), para converter a prisão em flagrante de um homem acusado de furtar um telefone celular em preventiva.
O juiz também acusou o presidente Lula (PT) de relativizar o furto de celulares ao justificar a prisão.
"De mais a mais, deixo aqui ressaltado que não importa se o furto foi de um celular ou outro objeto de maior valor. Acresça-se que talvez o furto de um celular tenha se tornado prática corriqueira na capital, até porque relativizada essa conduta por quem exerce o cargo atual de presidente da República, mas para quem vive nesta comarca, crime é crime, e não se pode considerar como normal e aceitável a conduta de alguém que subtrai o que pertence a outrem", argumentou.
A imputação ao presidente da República tem origem em uma fake news disseminada durante o processo eleitoral de 2022, em que duas declarações em vídeo do então candidato foram editadas para distorcer seu sentido. Na ocasião, o candidato derrotado Jair Bolsonaro (PL) chegou a reproduzir a mentira em discursos.
Além da fake news, o magistrado também citou um artigo publicado por um promotor de Justiça sobre os dez mandamentos para justificar a decisão. "Os Dez Mandamentos, esculpidos nas Tábuas das Leis, formam uma das mais conhecidas passagens bíblicas. Além de regras pra vida, trazem dois crimes cruciais para a humanidade: não matarás (homicídio); não furtarás (furto)", diz trecho da decisão.
O defensor público Mateus Moro, que representa o acusado, pediu que a audiência de custódia — feita por videoconferência — fosse anulada por falta de previsão legal. A medida chegou a ser utilizada durante a crise sanitária imposta pela Covid-19, mas foi vetada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2022. O juiz negou o pedido.



Quem assistiu ao vídeo sabe que Lula relativizou sim o crime de furto de celular. Por qual razão o repórter produz uma fake news para desmentir, sem êxito, o que efetivamente foi dito pelo atual presidente da República?
Constrói-se assim um descrédito tremendo à conceituada revista, que não deveria se prestar a perpetuar uma mentira.
"Na ocasião, Lula afirmou: “É uma coisa que está intimamente ligada. Ou seja, o cidadão teve acesso a um bem material, a uma casinha, a um emprego, e de repente o cara perde tudo. Então, vira uma indústria de roubar celular. Para que ele rouba celular? Para vender, para ganhar um dinheirinho. Eu penso que essa violência que está em Pernambuco é causada pela desesperança”.
O petista não citou cerveja em sua declaração sobre roubo de celulares. Em outra parte de seu discurso, explicou: “É preciso distensionar para a sociedade perceber que a torcida do Santa Cruz e do Sport não são inimigas. São adversárias durante o jogo, depois vão para o bar tomar cerveja juntos. E ainda deixam o pessoal do Náutico batendo palma do lado”." -vai-acionar-cnj-contra-juiz-que-associo u-lula-a-furto-de-celular-em-sp >Relatado na matéria diz outra coisa, seria seu comentário em si uma fake news? Ou seria a reportagem da Conjur e outros portais(Trouxe só um, mas tem vários de grande circulação)?
Fonte: https://www.metropoles.com/sao-paulo/agu
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Com todo respeito, seria interessante que o magistrado, em próxima decisão, ampliasse a fundamentação para alcançar também o papel do judiciário na consolidação de uma sociedade igualitária (dizem que isso tem a ver com uma cerca lei maior). Afinal, política criminal deve servir para algo mais do que encarcerar pessoas. Não se trata de atribuir crime à aple ou à motorola, mas, talvez, pudéssemos enxergar a quem interessa manter, para todo o sempre, os pequenos furtos e o encarceramento desses reincidentes pecadores.
https://www.migalhas.com.br/quentes/3905 16/juiz-faz-referencia-a-fake-news-e-acu sa-lula-de-relativizar-furtos
Faz tempo que essa revista tem um único viés político e faz um papel vexatório de disseminar inverdades. Todos sabem que o descondenado relativizou o furto de celular, infeliz declaração que serve de incentivo ao cometimento de tal delito. Se aqui fosse um país sério, nós seríamos uma potência de primeiro mundo e Lula jamais seria presidente.
Fake news? A hipocrisia alcançou níveis alarmantes neste periódico. Há algum tempo o que mais faço aqui é tecer críticas. Está difícil de ler as materiais jurídicas. Alias, a própria Conjur tem praticado fake news ao adotar seus posicionamentos políticos em matérias jurídicas. Pena que esse país tem poucos periódicos jurídicos! Voltemos aos livros!
Realmente, de azul essa Revista só tem, em alguns pontos, o design gráfico da sua tipografia; de resto é totalmente vermelha... Lamentável!
Uai, o nosso grande líder "Lula " relativizou a democracia...ou será que foi apenas um lapso? Aliás, até o Gilmar Mendes se posicionou sobre o tema...ou será que o ministro também cometeu fake News?
Se não relativizou o roubo na época que falou do celular, o fez hoje ao falar do ladrão que entra na padaria para roubar um pãozinho, ou na farmácia para roubar um remédio.
Ao invés de estimular as pessoas a serem honestas estimula para serem desonestas como ele.
Que sequer sabem fazer uma simples pesquisa no google. quentes/374470/e-fake-que-lula-disse-que -ladroes-roubam-celulares-para-tomar-cer veja
https://www.migalhas.com.br/
Repórteres desta revista estão cada vez mais alinhados com a esquerda, tanto que o nobre redator não se conteve somente na sua fakenews (dar notícia contrária a verdade, é fakenews), imputou a culpa ao Bolsonaro.
Estão recebendo dinheiro do governo? É isso?
Difícil ler sem se indignar pela falta de isenção.
Antes era celular pra tomar cervejinha, agora é pãozinho que o senhor eleito pelo TSE escolheu para isentar de responsabilidade os infratores.
Como disse o colega, voltemos aos livros.
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