Paulo Gonet seguirá à frente da Procuradoria-Geral da República por mais dois anos. O Plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (12/11) sua recondução ao cargo, com 45 votos favoráveis e 26 contrários — eram necessários 41 votos.

Paulo Gonet ficará mais dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República
Horas antes, a Comissão de Constituição e Justiça havia aprovado o nome de Gonet por 17 votos a 10, em votação que analisou a mensagem presidencial (MSF 60/2025).
Pela manhã, o PGR foi sabatinado na CCJ e defendeu sua atuação no processo da trama que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.
“Não há criminalização da política em si. Sobretudo, a tinta que imprime as peças produzidas pela Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, afirmou Gonet ao rebater críticas de senadores bolsonaristas, que classificam o julgamento como “perseguição política”.
O PGR destacou que, no decorrer do processo da trama golpista, foram amplamente usados os acordos de não persecução penal para os acusados que reconheceram o erro e se comprometeram com medidas de reparação, mantendo o status de réu primário.
Gonet afirmou ainda que suas manifestações se restringiram aos autos do processo, evitando vazamentos ilegais e comentários públicos. “O respeito ao sigilo judicial foi sempre obedecido de modo absoluto.”
Ele também destacou seu trabalho no caso do escândalo dos desvios no INSS, no acordo sobre o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG) e no combate ao crime organizado. Com informações da Agência Brasil e da Agência Senado.
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