A polêmica expulsão do jornalista norte-americano Larry Rother continua a dividir opiniões. O governo brasileiro decidiu cancelar o visto temporário do correspondente do The New York Times depois de ele escrever uma reportagem em que descrevia os hábitos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com bebidas alcoólicas.
O Superior Tribunal de Justiça revogou o ato do presidente Lula nesta quinta-feira (12/4). Com a decisão, o jornalista pode ficar no país.
O procurador-geral da República Cláudio Fonteles defendeu a medida do governo. Segundo ele, a imagem do país no exterior foi prejudicada pelo texto do jornalista. Fonteles classificou a reportagem como uma ofensa que extrapolou a pessoa física do presidente e atingiu todo o país.
Do outro, o professor Fábio Konder Comparato chamou a decisão de cancelar o visto de Rohter de erro jurídico e político. Para ele, a medida é insustentável legalmente e a cassação do visto só poderia ser levada a cabo em casos extremos, se precedida de inquérito administrativo.
Mesma posição tem o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, que considerou a medida unilateral e inconstitucional.

Alguém já parou para pensar o que aconteceria com um um jornalista brasileiro de "O Globo" ou da "Folha de São Paulo" ou qualquer outro jornal de prestígio no país que fosse correspondente dos EUA para os referidos Jornais publicasse matéria dizendo que o Governador da Califórnia fumava maconha e por isto seu governo estaria prejudicado?; ou que a atitude de Bill Clinton com sua secretária Mônica leva a antender que o adultério está permitido no país ou que George W. Bush está "drogado" por não ver as atrocidades cometidas no Iraque?
Ora, liberdade de impresa existe e deve ser respeitada. Mas publicações em periódicos de grande prestígio dando conta de fatos MINIMAMENTE IMPORTANTES para a função de um Chefe de Executivo devem ser banidas imediamantente!.
Talvez o meio escolhido por Lula tenha sido exagerado, tanto que o Judiciário, liminarmente, já revogou o ato. Mas fica registrado em nível mundial que a imprensa só deve se preocupar com fatos IMPORTANTES!, e não com historinhas que possam, na opinião de profissionais jornalistas, atrapalhar a função de Presidente de um páis.
O Governo para justificar a sua arbitrariedade, inumeras vezes afirmou que a imagem do país ficaria prejudicada, mas tal governo não preveu que sua decisão, causaria mais prejuizos à imagem do país do que a própria notícia.
O Procurador-Geral Claudio Fonteles tem me espantado pelos seus pronunciamentos. Tratam-se de pronunciamentos claramente engajados, e de forma alguma poderiam ser expressados pelo chefe do Ministério Público Federal. Primeiramente ele minimizou o ato de invadir terras, ...; logo mais, dentre outras manifestações, investiu fulminante contra os Procuradores Federais que investigavam o caso Waldomiro, determinando inclusive instauração de procedimento administrivo contra um Sub-Procurador...; agora afirma, afrontando a consciência jurídica nacional que o ato do Lula está certo. Com mais algumas de suas manifestações o Procurador- Geral vai aos poucos despindo-se, e logo certamente ficará nú.
O jornalista errou ao afirmar que os hábitos do presidente estão a gerar uma preocupação nacional. Não é verdade. A freqüência e intensidade com que o Presidente consome álcool incomodam apenas, por enquanto, o restrito círculo de poder.
Lula, que ainda não deu por encerrada as celebrações da posse, resiste em iniciar a governar e se deixa levar perigosamente para o alcoolismo. Caso médico, verdade seja dita. O fato não é nenhuma novidade para a cidade de Brasília.
O jornalista, nacional ou estrangeiro, tem o direito - e o dever! - de informar a população. Muitos não vão acreditar, talvez não se torne uma preocupação nacional. Resta a esperança que essa história toda incentive os amigos do Presidente a convencê-lo da necessidade de buscar ajuda médica e mudar o estilo de vida. Quem sabe até motive o presidente a iniciar seu mandato.
Porque os nossos jornalistas não levantaram o problema antes? A resposta passa pela discussão das relações do Poder com a Imprensa.
Ato de jornalista estrangeiro ou não, pouco importa, hoje o povo brasileiro está ciente de um problema que aflige o Planalto. Verdade seja dita.
a decisão de deportar é pura falta de habilidade política, nenhuma noção de exercício de poder em um Estado de Direito Democrático.
Comparar a provável reação do governo americano, em situação invertida, não justifica nem ajuda a "legalizar" ou a vestir de soberania e democracia o ato do Presidente.
O PT, que é 1000 vezes melhor do que o PSDB ou PFL no governo, não tem quadros, não possui gente gabaritada. O Presidente age por instinto, sem assessoria responsável.
Pior que eventual leviandade do repórter foi a resposta da Presidência. Se era um ato consciente e intencionado, Lula mordeu a isca. Talvez como um amargo petisco, entre um gole e outro.
Amadorismo no Alvorada.
Brasileiros de baixa auto-estima querendo a vingança daqueles que chupam nosso sangue, via pagamento de juros.
O erro do repórter não autoriza o uso da guilhotina.
O imperialismo americano, o desrespeito que eles imprimem à liberdade e à democracia, ao mesmo tempo que se auto-intitulam defensores desses valores da Humanidade, não justifica que o governo brasileiro possa, em represália, adotar iguais procedimentos tirânicos, distantes dos ideais de Justiça, Direito, Respeito e Legalidade.
Acalmem-se. Tomem uma para relaxar, mas, por favor, não exagerem na dose e não deixem que a bebida interfira em suas atividades profissionais, como vem acontecendo na Presidência.
Um dos argumentos mais bestamente repetidos é "Ah, e se fosse um correspondente brasileiro nos EUA falando mal do Bush?". Bom, para começo de conversa, o Brasil deve agir em respeito à própria constituição, e não à constituição dos EUA, a menos que os defensores do presidente estejam sugerindo que rasguemos a constituição brasileira para adotar a carta magna americana. Como não é o caso, vejamos:
1. Correspondentes brasileiros e do mundo todo falam diariamente mal do Bush, e falam até coisas piores, e nunca foram expulsos (concordar ou discordar das é subjetivo e imaterial quanto à expulsão de jornalistas. Do mesmo modo, um americano ficar ofendido com uma matéria do Estado de São Paulo nunca poderia justificar a expulsão de um jornalista brasileiro). Todo o argumento de "reciprocidade" vai contra a medida do Lula. Isso ocorre por causa do respeito à liberdade de imprensa. Qualquer humorista americano como o David Letterman faz piadas contra o Bush (ou qualquer presidente), incluindo insinuações mais graves do que as que foram feitas contra no New York Times, e não acontece nada.
2. Devemos lembrar que é Liberdade de imprensa respeitar o direito de outro publicar algo com o que você NÃO concorde. Estamos mal acostumados, fora do Brasil nem todo jornalista tem a obrigação de adular o presidente e seu partido.
3. Ainda que, por absurdo, os brasileiros fossem expulsos dos EUA, seria errado aplicar a mesma regra. Ora, uma atitude errada, real ou fictícia, de governo estrangeiro não pode ser usada para justificar um ato que viole a constituição Brasileira.
Por último, nada mais ignorante e irracional do que difamar dos críticas da medida inconstitucional, como o professor Fábio Konder Comparato ou o Justiça Miguel Reale Júnior, como se estivessem do lado do “inimigo”. Eles defendem a nossa Constituição, que é mais do que o governo Federal tem feito. Vamos deixar a xenofobia paranóica de lado, e parar de tentar ver conspiração da CIA em tudo.
Todos esses argumentos explicitados abaixo são meramente "balelas". Não existe nenhum indício de que as decisões ou não do presidente tenham algo haver com a ingestão de bebidas alcólicas. Este jornalista ofendeu o povo brasileiro e desrespeitou de maneira leviana a pessoa que escolhemos para nos representar no Brasil e no exterior. Dizer que a atitude do nosso presidente foi autoritária é totalmente contraditória, pois, a reportagem diz exatamente o contrário, ou seja, que o presidente está sem autoridade. Acho que o que está faltando é patriotismo à imprensa nacional, assim como, sobrando oportunismo à oposição e, principalmente, ao Sr. Leonel Brizola.
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