Análise: escândalo da Kroll coloca governo em má-situação.

O jornalista Márcio Aith, editor de Economia da Folha de S.Paulo, trouxe a público o escândalo que deixou as operações Vampiro e Anaconda, bem como as estripulias de Waldomiro Diniz no chinelo.

Ter mostrado que a mais famosa empresa de investigação do mundo andou bisbilhotando possíveis conexões de gente do governo com empresas, por encomenda de uma concorrente — a Brasil Telecom –, coloca o país no mapa mundial das grandes encrencas internacionais.

Até o momento, o que se discute é se é de bom tom ou não ficar investigando empresas e integrantes do estado-maior do presidente Lula. Ainda não começou o debate sobre o objeto da inquirição. Ou seja, se há ou não ligações escusas nesse cenário. A discussão sobre eventuais práticas ilícitas por parte da Kroll interessa ao governo. A prática de prevaricação, não. Na nota que divulgou, o secretário de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken, diz que a investigação foi ilegal, inconstitucional e que processará seus responsáveis. Mas ficou por aí.

Sem tirar o mérito da reportagem da Folha ou mesmo das alegadas descobertas da Kroll há fatos que só não foram tornados públicos até agora por falta de quem os associasse.

Pão e água

Desde o ano passado, a revista eletrônica Consultor Jurídico (e, provavelmente, outros veículos jornalísticos) passou a receber informações e acusações de advogados, juízes, integrantes do Ministério Público e empresários que, de uma forma ou de outra, avizinharam-se dessa saborosa trama.

O batalhão de advogados atuantes nas diversas faces da história engloba mais de quatrocentos profissionais da área societária à criminal, passando pelo mundo trabalhista e concorrencial. Muito do que vem agora a público já se encontrava entre as milhares de páginas dos autos de processos que se encontram em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília.

A primeira impressão sobre o caso permite fazer duas resenhas sucintas da novela. Uma é a versão de que os petistas têm rixa antiga com o empresário Daniel Dantas — famoso pela facilidade com que faz inimigos e pela capacidade de multiplicar recursos de investidores que o contratam — e, na arbitragem das disputas empresariais, tentaram escanteá-lo. A outra versão seria a de que o PT, efetivamente, tem simpatia especial pela Telecom Italia e não se omitiu quando foi preciso ajudar os amigos.

A respaldar a primeira tese há uma frase dita por Luís Gushiken (aquele que a presidente da Brasil Telecom Carla Cico disse não saber que tinha origem nipônica) antes mesmo de chegar ao Planalto. “Neste governo, esse Daniel Dantas vai passar a pão e água”, afirmou. Em outra cena, o ministro José Dirceu teria pedido à alta direção do Citibank para jogar ao mar seu antipático parceiro no Brasil. Consta que o vice-presidente do conglomerado, cujo patrimônio é duas ou três vezes maior que o PIB brasileiro, veio ao país para responder que Dantas continuaria administrando os fundos do Citi enquanto os acionistas estivessem satisfeitos. E ponto.

Para a segunda teoria há uma fenomenal declaração pública do então ministro das Comunicações, Miro Teixeira, no ano passado. Vocalizando o governo, Miro afirmou que a Telecom Italia “está com absoluta razão” na disputa que trava com o banco Opportunity para reingressar no bloco de controle da Brasil Telecom. “Lamentavelmente, eu não tenho o poder direto de agir”, disse ele, queixando-se da Anatel, então dirigida por Luís Schymura que, segundo a imprensa especializada, resistia à orientação de autorizar a presença da Telecom Italia no comando da sua concorrente, a Brasil Telecom.

Mal comparando, seria como o governo entrar na briga entre a Brahma e a Schincariol e dizer que uma delas é que tem razão e que deveria, sim, decidir os destinos da concorrente.

O fato é que Schymura foi afastado e a Anatel acabou atendendo o pedido da Telecom Italia. Mais tarde o Cade, órgão do governo encarregado de zelar pela livre concorrência, também mudaria de opinião. Especialistas respeitados na área, como os advogados Mauro Grinberg e Floriano Azevedo Marques, que não trabalham para nenhuma das partes, não entenderam porquê.

Cortinas de fumaça

O fio da meada é difícil achar. Até porque, como na macarronada, o espaguete não tem uma ponta só. Não ajuda muito o fato de os dois principais atores da história — o Opportunity e a Telecom Italia — manterem-se em silêncio abissal. O que se sabe é o que chega, em off, pelos assessores e advogados.

No meio do caminho há uma série de cortinas de fumaça e ataques destinados a enfraquecer o inimigo. Ater-se às histórias acessórias é divertido, mas tira o foco da disputa principal.

Entre os casos picantes, para usar a expressão do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, há casos da vida pessoal dos personagens e acusações de crimes financeiros, entre outros lances cinematográficos.

Contra o Opportunity lança-se a acusação de que o banco teria distribuído irregularmente, no exterior, cotas de seus fundos a brasileiros residentes no Brasil. A acusação partiu de Luís Roberto Demarco, ex-sócio de Daniel Dantas, com quem se desentendeu e de quem se tornou arqui-rival.

Demarco e Dantas acusam-se mutuamente de apresentação de documentos falsos em juízo e, ainda, que houve condenação do outro em Cayman, onde os contenciosos arrastam-se até hoje. Entre as impertinências que emergiram no embate da Brasil Telecom circula o envolvimento de Demarco num caso de assédio sexual. No início deste ano ele foi condenado pela 55ª Vara do Trabalho a pagar R$ 150 mil a uma ex-funcionária.

Demarco detém a gratidão do PT por ter criado a bem sucedida lojinha virtual que serviu, durante a campanha, para arrecadar fundos eleitorais na marcha vitoriosa do partido para o Palácio do Planalto.

Público e privado

Outro egresso do Citibank, citado pela Kroll na reportagem da Folha de S.Paulo, o atual presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb Lima, é alvo de torpedos semelhantes. Por ter trabalhado para a Telecom Italia, Casseb é identificado por acionistas da Brasil Telecom como mais um elo dos italianos dentro do governo. Segundo a Folha Casseb teve encontros secretos com executivos da multinacional európeia, no ano passado, monitorados.

A espionagem contra o ministro Luiz Gushiken e o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, foi feita, segundo o jornal, porque os dois teriam orientado cinco fundos de pensão de estatais – Sistel, Telos, Funcef, Petros e Previ — a desfazer acordos que asseguravam ao banco Opportunity o controle da Brasil Telecom.

A suposta aliança de Casseb com o grupo italiano custou-lhe dúvidas lançadas sobre os R$ 1.748.920,00 que ele enviou, entre 1998 e 2000, para contas no exterior. O presidene do BB está de férias, segundo informa a assessoria do banco. A explicação para o fato de ter dinheiro fora do país, afirma-se, deve-se ao fato de que todo empregado brasileiro do Citibank deve ter uma conta no Brasil, para receber o salário, e outra no exterior, para receber bonificações.

As cinco remessas apuradas, afirma a assessoria, foram todas declaradas à Receita. Quanto à finalidade do envio do dinheiro, a resposta foi a de que isso é assunto particular de Casseb.

Há cascas de bananas para todos os sapatos. A Kroll colocou no rolo como aliados dos italianos contra o controvertido Daniel Dantas, personagens tão diversificadas quanto Luís Favre, Naji Nahas, Nelson Tanure. Personagens da iniciativa privada, esses senhores podem ficar do lado que quiser. Desde que dentro da lei, claro.

O que não se pode aceitar é que o tal núcleo duro do poder ou integrantes da Anatel, do Cade ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acabem admitindo que uma empresa possa participar do comando de sua concorrente por opção política e não técnica. Isso, convenha-se é mais comprometedor do que uma empresa privada investigar príncipes do poder.

Márcio Chaer

é diretor da revista Consultor Jurídico e assessor de imprensa.

André Pessoa disse:
23 de julho de 2004 às 23:13

O jornalista Márcio Chaer seria muito mais verdadeiro se resumisse esta "matéria" do Consultor Jurídico nessas poucas frases:

"Não sabemos nada de concreto sobre a confusão Kroll-BrT-Governo, mas gostamos de passar boatos adiante e especular. Também sentimos inveja da Folha de S. Paulo, que, ao contrário de nós, trouxe dados firmes e bem apurados sobre o assunto."

Spartacus disse:
23 de julho de 2004 às 23:41

O excelente artigo escrito pelo Jornalista Márcio Chaer traz a lume, com humor britânico, todo esse imbróglio que parece ser a ponta de um "iceberg" a envolver o governo petista. Justamente às portas de uma eleição, o governo terá de se desdobrar para abafar ou camuflar os fatos que envolvem mais de um personagem com efetiva atuação nos quadros governistas. A tônica da questão, pelas dimensões que apresenta, deixam entrever, como mui bem ressaltou o nobre Jornalista, que esse escândalo é de longe muito mais profundo e fragoroso do que o envolvimento de Waldomiro Diniz com propinas do jogo do bicho e casas de bingo, que de resto nunca conseguiu livrar o Ministro José Dirceu das suspeitas que sobre ele pesavam por ser o chefe de Waldomiro no Planalto. Agora vêem-se enredados na trama urdida por donos de patrimônios ingentes (quase inconcebíveis pelos simples mortais do vulgo e da classe média brasileira), pessoas que ocupam o primeiro escalão do governo do PT. As notícias dão conta de suas ligações pretéritas com poderosos grupos de interesse e põem sob o foco das investigações decisões recentemente tomadas que beneficiaram tais grupos, cujos fundamentos não soam em harmonia com os mais escorreitos princípios éticos e morais, antes deixam uma espessa fumaça de dúvida a atormentar a mente dos mais incrédulos que procuram entender os porquês de tanto privilégio. Há dois meses, caminhando pelo centro de São Paulo, encontrei um amigo que me disse: "o governo não chega até o fim do ano". Achei que estava surtando. Mazelas existem e são apontadas em todos os governos. Mas, pelo andar da carruagem, acho que o PT terá de aperfeiçoar-se no malabarismo político para sustar os efeitos nefastos que o escândalo "Kroll, Brasil Telecon e Telecon Itália" pode acarretar. Sem considerar que no olho desse furacão encontra-se o controvertido financista Daniel Dantas, que por sua extraordinária competência suscita a inveja e a ira alheia. O sujeito tem o dom do "toque de Midas", e não costuma esmorecer diante das dificuldades. Ao revés, em seu vasto e prodigioso currículo só se contam vitórias. Capital não lhe falta para defender-se, atacar e contra-atacar quando e como quiser. Afinal, o magnata (ou yuppie) é dos mais respeitados mundialmente no ramo em que atua. Se o PT tivesse pejo facial, exonerava os membros do governo envolvidos e com isso reduziria as repercussões negativas, ao menos temporariamente. Como acho que não tem, que sofra as conseqüências.
(a) Sérgio Niemeyer

Gilberto Aparecido Americo disse:
24 de julho de 2004 às 13:21

O senhor Sunda tem toda razão. A matéria apresenta uma "maestria na arte da suspeita" e se baseia em provas ilicitamente colhidas. Para aclarar tudo somente há uma alternativa, qual seja a instauração de uma CPI para apurar todas as privatizações( alcunhadas de "privataria" por um célebre jornalista) das empresas telefônicas, das atividades da Kroll no Brasil (dizem que é tão competente que foi até contratada pelo governo federal - Para que servem os órgãos institucionais ?), a compra da CRT e outros "negocinhos"pertinentes. E tudo no estrito limite da lei, sr. Sunda. Seria ötimo, não ?

Gilberto Aparecido Américo
advogado

Spartacus disse:
24 de julho de 2004 às 19:56

A questão sobre matérias jornalísticas fundadas em dados obtidos ilicitamente jamais estará pacificada pela própria controvérsia que gera. De um lado uma realidade empírica e demonstrada. De outro, a ilicitude do meio dessa mesma demonstração, de como tal realidade fora desvelada. A tensão que se forma é intransponível. Confronta valores éticos e morais com valores jurídicos e o fórum para o debate a respeito decerto não será o palco judicial, mas o tablado político. É aí que devem buscar as soluções. Parece-me que a ética do jornalismo responsável é infensa à veiculação de notícias falsas, manipuladas, fraudulentas. Não àquelas que, verdadeiras, tenham sido obtidas por meio de prova reputado juridicamente ilícito. Por outro lado, entendo que a prova ilícita não é suficiente para autorizar a condenação de alguém, mas aí estamos na ambiência estritamente jurídica, embora aceito que a prova ilicitamente obtida possa ser manejada como indício de prova. Ou seja, carece de comprovação, esta sim, realizada por meios juridicamente lícitos. Radicalizar em sentido contrário conduz a que muitos delitos jamais possam ser reprimidos pelo Estado, embora a sociedade deles tenha pleno conhecimento e os repudie, o que implica perda da credibilidade do Poder Judiciário, enfraquecimento do próprio Direito e conseguintemente do Estado Democrático de Direito e suas instituições, a par de um incremento na impunidade e maior afrouxamento da coesão social. A ausência de prova lícita não pode implicar a ignorância do fato porque isto impede submeter o próprio sistema a uma crise necessária para sua evolução. Não se pode impor a todos a aceitação de delitos conhecíveis e repugnantes só porque irreprimíveis. O verdadeiro jornalismo não deve preocupar-se com a licitude da prova, ou da fonte informativa, mas com a autenticidade e importância dos fatos noticiados. Essa a função social do jornalismo. A sociedade espera, para poder fazer com que as instituições cumpram o seu papel, que a verdade seja aclarada. E ainda que se não possa reprimir o agente, no mínimo a cognição da realidade fática resultará na preocupação de como fazer para evitar a recidiva do fato repugnante.
Assim evolui o Direito como expressão da evolução da própria sociedade organizada.
(a) Sérgio Niemeyer

Gilberto Aparecido Americo disse:
24 de julho de 2004 às 20:32

Senhor Sunda,

Na condição de cidadão, entendo que as normas legais, sejam constitucionais ou infra, devem ser cumpridas enquanto vigorarem. Não sou adepto da teoria de que há "leis que pegam". O ordenamento jurídico, correto ou não, existe para ser cumprido até que a sociedade decida modificá- lo (quanta ingenuidade, nao ?). O comportamento da Kroll, se efetivamente ilícito, deve ser reprovado e punido, impedindo-se, inclusive, em havendo permissáo legal, a continuidade de suas atividades neste país. Se o jornal Folha de São Paulo transgrediu a lei também deverá ser penalizado, observado sempre o devido processo legal.

Alguém já afirmou aqui no Conjur que o senhor seria o ex-ministro Eduardo Jorge. Não sei se afirmação é ou não verdadeira. Entretanto, entendo que uma mente brilhante como a do senhor não deveria externar opiniões anônimas porque o adjetivo tira a credibilidade do substantivo.

Longe de mim a idéia de ironia. O meu desejo é que essë "imbroglio"da privatização da telefonia seja desenrolado de vez, assim como o "caso Valdomiro", o financiamento de nossas polícias por governos estrangeiros, o "caixa-preta" do Bacen (dívidas externa e interna), a Zona Franca de Manaus, o contrabando através de Fóz do Iguaçu, a "invasão" promovida pela China comunista, a "pirataria" de toda sorte de produtos (apesar do brilho da última CPI, o governo federal náo adota nenhuma providência para coibir a atividade que está desgraçando praticamente todos os segmentos da economia nacional) e tantos outros escândalos que a minha memória cansada jé esqueceu, TUDO EM CONFORMIDADE COM OS MOLDES PRECONIZADOS PELA CONSTITUIÇÃO. Fora da lei somente resta a barbárie.

Gilberto Aparecido Américo
advogado

Spartacus disse:
25 de julho de 2004 às 01:32

Sem dúvida são ponderáveis os argumentos manejados pelo excelente advogado do Transimalaia. Nada obstante, comete aos fundamentos por mim acenados extensão maior do que as dei, no que incorre em evidente sofisma da ampliação indevida. Não resta dúvida, e isso está claro no meu comentário abaixo, de que a prova obtida ilicitamente não pode resultar a condenação daquele contra quem se produziu. Isto não implica que se não possa superar a ilicitude para reconhecer a existência indiciária dos fatos, como um nefando faz-de-conta invocado em prol da sustentação do Estado de Direito instalado. A razão é mesma singela: o próprio Estado de Direito constitui-se com a finalidade de dirimir as questões infensas à ordem jurídica por ele mesmo estabelecida e que não se pode reputar estanque, posto que deve caminhar no passo da evolução social. Não é próprio e nem apropriado para a pujança do Estado de Direito que a justiça lance suas decisões sobre uma base falseada, com lastro numa farsa em que se finge a inexistência de fatos. Essa abstração, ainda que odiosa, somente poderá ocorrer se não for possível obter por meios lícitos a demonstração cabal dos fatos que, inicialmente, foram trazidos a lume por expedientes não reconhecidos e até repudiados pelo ordenamento jurídico. Conquanto a ilicitude da prova, é evidente que os fatos não são simplesmente expungidos do mundo fenomênico porque esta a vontade da lei. Apenas não serão considerados num processo judicial como elemento revestido de força probante para implicar a condenação do agente imputável.
Todavia, não se pode examinar a questão com olvido do caráter dualístico (por vezes até maniqueísta) do Direito, a confrontar tensões inerentes ao exercício dos direitos subjetivos contrapostos. Nessa toada, se de um lado a “Magna Lex” outorga proteção inconcussa a determinados valores, como a privacidade e a intimidade, de outro assegura a todos o acesso à informação, em expressão irrefutável e consagradora da inviolabilidade do sigilo profissional. Todas essas garantias encontram-se no mesmo ninho constitucional, apascentadas pelo manto protetivo da cláusula pétrea, insertas que estão no mesmo artigo 5º.
(continua no comentário acima)...

Spartacus disse:
25 de julho de 2004 às 01:32

(continuação do comentário abaixo)...
Ora, aí o dualismo acima aludido, formada a tensão cujo deste há de buscar fundamentos em outras fontes, pois a Constituição concede idêntica proteção a ambos os direitos invocados.
Quer-me parecer que a solução passa por conciliar o exercício do jornalismo, enquanto veiculação de notícias verídicas, sem adentrar no mérito de como tais fatos foram conhecidos, preservando-se assim o direito de informação e o resguardo das fontes informativas, como o de não ser condenado por prova ilícita. Uma coisa não obsta a outra. E nessa solução, tampouco se pode vislumbrar entendimento deturpado das disposições constitucionais. Infiro que os fatos prevalecem à forma como foram conhecidos para os efeitos de serem informados no exercício da profissão de jornalismo, sem que isto signifique autorizar o jornalista a violar a intimidade ou a privacidade para adrede obter a informação noticiada. Obviamente que resta vedado ao jornalista ofender direitos subjetivos com o intuito de produzir a informação. Agora, uma vez que a violação não tenha sido encomendada pelo jornalista e haja sido praticada por outrem, ou, acidentalmente lhe caia nas mãos, nada impede de ser utilizada pelo jornalista, principalmente se os fatos forem de interesse público. Daí a se poder usá-las para a condenação judicial de alguém vai uma distância abissal. A menos que os fatos sejam confirmados por meios juridicamente admitidos, não passarão de meros indícios que por si sós não podem conduzir a uma condenação.
(a) Sérgio Niemeyer

Geraldo Galvão Filho disse:
25 de julho de 2004 às 05:12

Qualquer noticia veiculada pela FSP, sobre o Governo Lula e o PT, tem que ser vista com reservas. Os Frias- Tucanos de carteirinha- fazem campanhas contra, insinuam, e depois com a irresponsabilidade que lhe é típica deixam cair no esquecimento. Fazem de conta que nada aconteceu. Fui leitor da FSP por 9 anos e cansei de acompanhar denuncias que foram 1ª pagina por uma semana, 2ª pagina por 3 dias e de repente somem, como se nada tivesse acontecido. A FSP mantém em sua edição diária, alguns colunistas ditos respeitáveis, mas que dependem do ganho de sua colunas para sobreviverem, alguns se deixam estuprar, e escrevem para agradar o chefe. Quem já não acompanhou matérias que foram contestadas, e o direito de resposta saiu na coluna do leitor, e ali mesmo o autor da matéria tem direito a treplica, numa atitude arrogante e anti-democratica.

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