O cronista da Folha de São Paulo, Antônio Prata, inspirou-me. Em um belo texto, mostra como os perdedores, os burros, os caras do fundão da classe da oitava série acabam se dando bem e se transformam em "comunicadores". Ou políticos.
Têm milhões de seguidores esses agentes da "fundãocracia", diz Prata. Ele lista as pérolas que constam no site do Monark (o que não difere de outros "formadores").
Incrível o conjunto de bobagens, tolices e platitudes que parecem ter sido tiradas de almanaques tipo Biotônico Fontoura ou Renascim. Ou Sadol. Ou daqueles livrinhos "pílulas de felicidade" — mas sem citar a fonte, é claro. E milhões de néscios seguem.
Monark, para ficar no "case" da "moda", diz qualquer coisa sobre qualquer coisa (e foi demitido por defender a existência de um partido nazista). Ele tem o mesmo perfil do ex-Big Brother Brasil (que incrível coincidência ele ser ex-BBB; estou muito surpreso!) que foi demitido da Jovem Pan. Cá entre nós, ser demitido da JP por fazer gesto nazista é o sujeito ser expulso de uma rave por fumar maconha. Ou ser expulso da igreja do RR Soares por pedir mais do que dez por cento de dízimo. É o próprio paroxismo. Mas, enfim, parece que até na JP há limites (essa é a parte positiva da coisa toda).
Quando Bolsonaro repercutiu uma notícia das redes de que vacina e Aids estavam interligados, um dos "influencers" (argh — é uma onomatopeia) semianalfabetos, que serviu de fonte, tinha mais de 4 milhões de néscioseguidores.
Sim, o sujeito não tem futuro, é ignorante, esculhambou no colégio, é da turma do fundão e…pronto. O que vai fazer da vida? Simples. Será blogueiro e/ou influencer. Alguns fazem faculdade de Direito, é verdade. Ou fazem podcast espalhando fake news. Ou tiktokeiam.
Vasculhando as redes, encontramos especialistas tipo Almanaque. Algo como "não tenho partido". E aí tasca uma frase como "obrigar a vacinação é nazismo". "Minha liberdade vale mais do que a vida". Burrice autocontraditória.
Em mais de uma TV do RS é possível ver agentes da fundãocracia. Também em rádios. Dizem todos os dias, com ar de inteligentes, coisas como "os que defendem medidas restritivas na pandemia deviam passar férias em Cuba ou Venezuela". Que coisa "jenial", não? Ou copiam descaradamente notícias da internet (muitas fake) e "contam" sem mencionar a fonte. O pessoal do fundão não é perigoso por ser do fundão. São perigosos porque existem muitos…!
Dos Monarks e Adrilles aos atuais BBB's (que discutem herpes e bizarrices sob os olhares de milhões de egressos dos fundões das salas de aula espalhados pelo país — talvez eles já sejam maioria), passando pelos pastores que "curam" milhares de doentes de Covid retirando-lhes percentuais dos seus ganhos via PIX, o Brasil (ainda) resiste.
O país resiste. Bravamente. Bom, se a justiça resiste a membros do MP que dizem coisas (em audiência) como "esses advogados são bosta" (sem o "s") … é porque temos alguma gordura para queimar.
Sim, o Brasil é como o escaravelho. Voa. Mas ninguém sabe como voa. Impossível de explicar.
O Flow — que demitiu Monark — é um sucesso (eu nem sabia que existia). Bom, dá para ver o nível a partir do que aconteceu no "papo" entre os "filósofos contemporâneos" Kim, Monark, Tabata e quejandos.
Tempos de pós-modernidade (sabe-se lá o que é isso, exatamente) é assim. Se fizer um bate papo sobre ciência, enche uma Kombi. Ou uma monark. Quanto mais bobagem, melhor.
Saudade dos velhos almanaques. Eram bem melhores que os blogs e "falas" dos atuais influencers.
Junto com Antônio Prata, pergunto: onde foi que erramos? Não, não respondam. A pergunta é retórica. Ou não.

E é óbvio que vai incomodar. Como deve ser!
Compartilhando da desesperança em relação ao caso, penso que Monak quis ser o mais néscio quanto o mundo o deixava ser. Quis testar a realidade. Conseguiu e a realidade revidou. Entre caminhos e descaminhos, uma pequena vitória...
Onde foi que erramos? A pergunta NÃO é retórica, estimado professor, pois a resposta vem da ciência. Sim, da ciência!
Pesquisadores do Reino Unido dizem que o mundo está emburrecendo, ou, para usar um eufemismo, ficando menos inteligente.
Tal se deve ao fato de que casais muito inteligentes têm tido cada vez menos filhos do que os casais de inteligência média ou baixa, nesta última se encaixa os “caras do fundão” mencionados no seu texto.
Certamente os pais biológicos desse tal de Monark se encaixam no perfil dos “cara do fundão”, de inteligência baixa ou mínima, e que devem ter tido uma dúzia de monarquinhos...
Leonardo Boff, de outro lado, deve ser filho único. Igualmente deve ter tido somente um filho e por aí vai...
Ratinho, por seu turno, deve ter tido uma penca de ratazanas. Idem para os filhos dele...
Lênio, não sei, mas meu palpite é que ele e sua esposa tiveram só um filho...
Bolsonaro, por óbvio, mandou ao mundo cinco filhos...
Que tal?!
Adv. Ronaldo Marinho
Belo texto Lenio, que,mais uma vez, coloca do
dedo na ferida. Tristes tempos estes de culto à ignorância que vivemos.
É realmente muito triste as bobagens que hoje são ditas por esses "formadores" de opinião. Ótima reflexão do Colunista sobre o tema.
Seu comentário é típico de um idiota de plantão, além dos chavões, ideologias e preconceitos vomitados.
O quadro narrado pelo Professor Lenio, me fez lembrar um filme estrelado pelo brilhante ator argentino, Ricardo Darín, la odisea de los giles.
Este quadro de anemia intelectual que permeia o debate político brasileiro, e que permite que surjam Monarks, Kims e outros quejandos é o reflexo de uma sociedade que busca a todo momento reduzir complexidades e mais, acha que do alto de suas leituras de orelha (se é que fazem alguma leitura) se julgam arrogantemente preparados a falar qualquer coisa sobre qualquer coisa.
Este quadro se reflete também no ensino jurídico, cuja crise já é denunciada de há muito pelo Prof. Streck.
O que nos resta é torcer para que o foi denunciado por Nelson Rodrigues (tenho medo dos idiotas, pois eles são muitos), consiga um dia ser alterado.
Agora que Adrilles foi demitido da Jovem Pan - destino de vários demitidos como Alexandre Garcia- quem vai contratar ele? Possivelmente o Governo Federal para o cargo de ministro de Estado, o lugar onde a turma do fundão - ou que nem cursou o ensino fundamental, vide Olavo de Carvalho (RIP) - lidera e quanto mais esculhambação em mais alta conta e tida.
Para exemplificar o que foi escrito na coluna, lembro da eleição, em 2010, da ex-Presidente da República, Dilma Roussef. Afinal, só em um país de néscios haveria a possibilidade de se eleger uma semianalfabeta ao cargo máximo da nação. Corretíssimo o Dr. Lenio.
Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos.
- Nelson Rodrigues -
------
As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel”
- Umberto Eco -
O texto vai no ponto. Vivemos tempos sombrios.
Os idiotas perderam o medo de vociferar sua idiotice e nas redes de hoje não falta espaço para propagarem sua idiotice. O pior é que do outro lado da tela haverão outros tantos idiotas que vão se identificar com o que o primeiro idiota disse...
Qual a solução para reduzir o império dos néscios? Educação, educação e educação. Mas, senão vejamos, o governo Sarney (eleito por voto indireto, então aplica-se um desconto) findou em 1990. Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer, o candidato a autocrata, e então, o que mudou? Muito pouco. Mudanças pontuais. Mais de 30 anos são suficientes para mudar o "estado de coisas". Ocorre que vivemos em uma cleptocracia, que insiste em atrasar esse país, como uma bola de ferro amarrada aos pés de um prisioneiro. Ser erudito, e não colaborar para mudar "tudo isso que está aí" não ajuda também. Não são só os cursos de Direitos que se encontram sofríveis. Todas as profissões, sem exceção, estão em decadência. Para não ser injusto, um ou outro curso de tecnologia (ou engenharia) ainda salvam alguma coisa. Só piora professor. O país do futuro nunca chega. Que tal escrever um livro sobre persecução penal e julgamento de crimes do colarinho branco? Um manual, com o intuito de evitar a derrubada de processos por vício formal. Ajude professor. As crianças ficarão agradecidas no futuro. Inclusive se não afanarem a merenda, terão um crescimento intelectual melhor. Reduzindo a cleptocracia (se possível), os recursos da Educação poderão ser melhor aplicados. Aí então, reduziremos Monarks, Calois, etc.
Quer dizer então que apenas a herança genética importa? Seria interessante vestir a carapuça e entender que na crítica o senhor foi incluído no grupo dos desprovidos de capacidade intelectual, no grupo daqueles que chegam a conclusões através de premissas simplistas e esdrúxulas. Parabéns. Talvez seja hora de estudar um pouquinho de epistemologia. Um livro bastante bom é o "Epistemologia Genética" do PIAGET (não é dos textos mais difíceis do autor, apesar de não ser fácil).
Estive a ver esse vídeo do "Flow". Tentei interpretar nas entrelinhas e me pareceu claro que, ao defenderam existência de um partido nazista, o sujeito não fazia a menor ideia do que implicaria a existência de uma tal coisa. Me pareceu claro que ele defendeu um debate público sobre os fundamentos das ideias nazistas e esse é um debate legítimo, ainda mais quando é certo que não há muitos anos o livro do Hitler estava à venda nas bancas da Avenida Paulista. Se as ideias são divulgadas é necessário que estas sejam falseadas de forma aberta. Vai que a "turma do Fundão" compra o livro e por milagre resolve ler? Então será necessário um debate adequado sobre isso e não falar a respeito implica em omissão, permitindo que essas idéias sejam propagadas e defendidas por pessoas sem grandes dotes. Penso que as ideias nazistas decorreram de um preconceito antigo, mas que não teriam se difundido, sido aceitas e provocado e que provocaram se não fosse o Tratado de Versalhes (e KEYNES até previu algumas das consequências). Se não fosse esse tratado certamente não teriam essas idéias se disseminado.
Embora vozes discordantes, penso que os deFormadores de opinião são a prova da evolução intelectual deste país.
Podemos lamentar que a lava que vivia no subterrâneo tenha erupcionado.
Esses rapazes jamais teriam chance de ser ouvidos antes da Internet, possivelmente seriam vendedores de sapatos com a rotina pré definida e tendo que mostrar a carteira de trabalho para policiais.
Quem viveu o século passado, sabe que vivemos décadas de ignorância passiva e humanos subalternos com suas preocupações suburbanas.
Hoje, um rapaz com pouco estudo ou inteligência discute nazismo e liberdade de expressão. Antes, o mesmo rapaz estaria preocupado com o preço da passagem de ônibus, a comida das crianças e o placar do futebol.
Bem vindo a era da ignorância ativa, o best seller de médicos e engenheiros tem o nome de como deixar de ser idiota, sim, médicos e engenheiros se preocupavam com a casa, com o carro, com a família e com whisky nacional.
De repente foram colocados em um sistema de valores se tinham que se preocupar se o filho iria virar gay ou não e que os professores de história que pegavam duas conduções e viviam na pobreza eram na verdade agentes do comunismo interessados em subverter as crianças, plantar a deterioração social e gerar o comunismo.
A Terra redonda e o STF do PT, embora tenha prendido o PT, na verdade era do PT.
Não se preocupem, fomos comprados e vendidos por algoritmos, a democratização do conhecimento é venda casada com a desinformação, é o preço a pagar e não aceitamos devolução.
O tal Monark é sócio da empresa e não funcionário, portanto, como todo advogado sabe, não existe condição para que ele seja despedido.
Manda prender o Monark. Não é assim que se trata que pensa que tem liberdade de expressão nesta pseuda democracia!
Sempre muito bons os comentários do professor, mas ele não pode esquecer de aspectos que não foram mencionados como a decadência da velha imprensa (por mentir, influenciar, alterar ou mascarar a verdade dos fatos, tomar partido ideologicamente) que propiciou a migração para a internet, onde atualmente o público garimpa em busca de notícias verdadeiras. Há que se separar o joio do trigo - mesmo que entenda o professor que haja mais joio do que trigo - pois haverá o tempo em que tais pessoas tratadas no artigo serão cada vez mais minoria.
Ignorância combina com fascismo. E abundam fascistas em Pindorama. Os esgotos estão vazios.
François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1694 – Paris, 30 de maio de 1778), foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês.
Conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio, é uma dentre muitas figuras do Iluminismo cujas obras e ideias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana. Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.
Foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo. Voltaire é o patriarca de Ferney. Ficou conhecido por dirigir duras críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza. Por dizer o que pensava, foi preso duas vezes e, para escapar a uma nova prisão, refugiou-se na Inglaterra. Durante os três anos em que permaneceu naquele país, conheceu e passou a admirar as ideias políticas de John Locke (Fonte Wikipédia)
"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".
Estamos em uma Democracia.
Na Democracia todos têm o direito de se transformarem em equivocados, néscios, imbecis e quejandos.
Absolutamente marginal o comentário, aposto que o Monark era da turma do cheira-saco. Até tu Mario Prata? rsrs
Esse inconformismo ancap com o mundo é bem cheira-saco.
Sim, e você deve ser um deles. Geralmente, o fascismo (essa palavra tão banalizada) está mais em quem aponta.
Sim, e você deve ser um deles. Geralmente, o fascismo (essa palavra tão banalizada) está mais em quem aponta.
O problema parece ser aquilo que o podcaster Andrew Keen (esse não é um podcaster néscio) chama de “culto do amador”. É a ideia trazida pela web 2.0 que a era do especialista acabou, que o amador produz um conteúdo mais puro que o profissional, que “um garoto de 15 anos é tão confiável do que um especialista com anos de experiência”. Quem começou com esse discurso, infelizmente, foi Jimmy Wales, fundador do wikipedia. Keen diz que isso é a “fetichização da inocência, é Rousseau resumido em uma frase”. Como não notar as raizes de movimentos como o bolsonarismo nisso. O presidente se alimenta diretamente dessa desconfiança e culto ao amadorismo.
Vinícius Quarelli é mestrando em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), pós-graduando em Teoria do Direito, Dogmática Crítica e Hermenêutica pela ABDConst e membro do Dasein (Núcleo de Estudos Hermenêuticos).
Em artigo publicado, aqui, na Conjur, em 21 de fevereiro de 2022, Flávio da Costa Higa, Fernanda Antunes Marques Junqueira e Amaury Rodrigues Pinto Junior, com o título Ideias estúpidas podem ser submetidas a escrutínio? Impressões sobre o caso Monark, escreveram:
..."A legislação pátria capitula como crime induzir ou incitar a discriminação racial ou étnica, bem como propagar símbolos que utilizem a suástica para fins de divulgação do nazismo (Lei nº 7.716/1988, 20, §1º). Ao decidir o caso Ellwanger — no qual um cidadão publicava obras antissemitas —, o STF esclareceu que "o preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra o ‘direito à incitação ao racismo’, dado que um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com os delitos contra a honra" (STF, HC 82424 / RS, DJ 19-03-2004). A questão, então, é saber se o discurso de Monark estimulou/instigou a prática do nazismo, de modo a extrapolar as fronteiras da liberdade de expressão e desembocar em conduta criminosa. HCXE), Monark diz com todas as letras que "nazismo é de errado; é de demônio" (sic) para, logo em seguida, indagar: "as pessoas não têm o direito de ser idiotas?". Noutras passagens, também é categórico em sua oposição ao regime. Schwartsman asseverou que ele "exibiu uma assustadora inabilidade argumentativa, além de ignorância em relação a nazismo e antissemitismo”, mas não houve “crime em suas intervenções” porque “não há nenhum tipo de apologia nem incitação".
E a resposta, por mais desagradável que seja à sanha punitiva, é não. No episódio (https://www.youtube.com/watch?v=WaFBYWL
São corretas as afirmações. Monark revelou-se néscio, sem compreensão histórica sobre o tema. Em sua obtusa convicção, o nazismo é torpe (continua)
mas a melhor forma de combatê-lo é tirá-lo do subterrâneo e permitir o debate público de suas ideias para a exprobração social. É a sua solução para uma chaga social que, por mais detestável que seja, não é apologética.
O pensamento é, de fato, equivocado. Mas ele acerta ao afirmar que não é proibido ser um energúmeno — e parece ambicionar ser a prova viva disso. Dostoiévski alude ao direito de desejar "algo muito estúpido, sem estar comprometido com a obrigação de desejar apenas o que é inteligente".
Aos que advogam a interdição de falas contra valores constitucionalmente albergados ou que recebem a qualificação de crimes, fica o ônus de explicar o porquê de o debate sobre a descriminalização do comércio de maconha, hoje crime inafiançável e insuscetível de anistia (CF, 5º, XLIII), passível de extradição (CF, 5º, LI), reprimido como política de segurança pública (CF, 144, §1º, II) e cujo proveito econômico pode ser confiscado (CF, 243, parágrafo único), ser aceito sem perplexidade".
Interessante, também, é o fato de que a declaração contida em meu comentário anterior, sobre uma frase dita pelo Senhor Voltaire, não ser de sua autoria, mas da biógrafa dele.
Mas, os articulistas possuem ampla razão, quando escreveram: "Censurar ideias ruins somente por serem execráveis é criar o "crime de opinião", o que pode ser nefasto. De acordo com Mill, "o mal peculiar de calar a expressão de uma ideia é assaltar tanto a posteridade quanto a geração existente; os que discordam da opinião e ainda mais os que a sustentam. Se a opinião estiver certa, eles ficam privados da oportunidade de trocar o erro pela verdade: se errada, eles perdem [...] a percepção mais clara e a impressão mais viva da verdade, produzida por sua colisão com o erro".
Aos autoritários de plantão: Deixem as ideias fluírem. Os próprios destinatários possuem discernimento, suficiente, para antagonizar aquilo que é imprestável.
Toma cuidado senão ele te prende tbm. Por falta de leitura.
... No meio jurídico também temos alguns "influencers". Conquistam igualmente milhares de seguidores entre uma firula e outra.
... Pq os néscios elegeram um bronco completo em 2018.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login