STJ mantém julgamento de Suzane para segunda-feira

O Superior Tribunal de Justiça manteve o julgamento de Suzane von Richtofen para a próxima segunda-feira (17/7). O ministro Raphael de Barros Monteiro Filho negou os pedidos para que o julgamento fosse suspenso ou para que Suzane fosse julgada separadamente dos irmãos Christian e Daniel Cravinhos, réus no mesmo processo. Os três são réus confessos do assassinato do casal Manfred e Marísia von Richtofen.

Mauro Otávio Nacif, advogado de Suzane, alegou que, pelo fato de as defesas dos acusados serem divergentes, a separação dos julgamentos se justificaria. Segundo ele, a possibilidade está prevista no artigo 80 do Código de Processo Penal.

Além disso, argumentou, caso a defesa de Suzane seja feita em conjunto com a dos co-réus, o tempo seria diminuído em meia hora, o tempo total é de quatro horas, dividido por dois. Se o julgamento for separado, a defesa de Suzane teria duas horas e meia, sustentou o advogado.

O ministro Barros Monteiro negou a liminar porque não verificou ilegalidade flagrante que justificasse a concessão. De acordo com o presidente do STJ, cabe ao juiz do Tribunal do Júri “decidir sobre o momento oportuno para determinar a ordem da manifestação dos defensores dos réus relativamente às recusas por ocasião do sorteio dos jurados”.

Marísia e Manfred von Richthofen foram mortos a golpes de barra de ferro. Os três foram denunciados pelo Ministério Público por crime de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Suzane está recolhida no Centro de Ressocialização de Rio Claro, no interior paulista. Há dois dias, a ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou pedido de liberdade provisória, por questões processuais.

HC 62.316

Armando do Prado disse:
14 de julho de 2006 às 23:20

Claro o show precisa continuar. Roma precisa de sangue e espetáculo, já que o pão está escasso. Quem sabe brioches?

É preciso desviar a atenção do domínio dos criminosos sobre S. Paulo. Nada como um show julgando "uma assassina psicopata".

"Apagado e apagão", tucanos e pefelistas, precisam de um respiro para sairem das cordas. O povo? Bem o povo que reclame ao bispo...

Luiz Augusto Mendes disse:
15 de julho de 2006 às 18:00

Pra que julgar a coitadinha, não é mesmo professor? Melhor é protelar o curso do processo até que ocorra a presrição da pretensão punitiva.

Armando do Prado disse:
16 de julho de 2006 às 03:30

Ah, sim é importantíssimo esse julgamento, pois com ele o controle sobre a cidade se restabelecerá, a justiça se fará, quem sabe a Varig voará, tudo voltará ao normal, se o julgamento marcado ocorrer... Não dá para adiar por uns dias, após se consertar o caos que vive S.Paulo.

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