Um dos efeitos colaterais de períodos de enchentes de escândalos e enxurradas de denúncias é o afogamento da lógica e da racionalidade. Pequenos e grandes delitos, importâncias e desimportâncias se confundem. Vítimas e algozes trocam de lugar. A fronteira entre o certo e errado move-se com o vento.
A imprensa, no meio do tiroteio, no afã de montar os quebra-cabeças, encaixa peças de um jogo no outro e quem ganha com a confusão são os mais hábeis, os especialistas em nadar em águas turvas, que podem tocar seus negócios à vontade.
Uma situação exemplar desse quadro é o caso da recuperação judicial da Varig.
De acordo com a nova legislação, vendeu-se uma parte da companhia para que um grupo econômico investisse no negócio. O plano de recuperação tem uma lógica matemática: com o preço pago pela adquirente da unidade produtiva a companhia inicia o pagamento do seu passivo e a Varig retoma o seu lugar no mercado.
O problema surgiu quando a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), que deveria agir como a principal interessada no sucesso desse projeto, tornou-se o principal obstáculo. E em vez de cumprir seu papel, alavancando a alternativa que atende o interesse do mercado e dos usuários, passou a trabalhar com afinco para asfixiar a “nova” empresa.
Os fatos são públicos. Fáceis de entender e só não são promovidos à condição de escândalo nacional por conta da confusão reinante: provavelmente por motivos ideológicos, os diretores da Anac nomeados pelo ex-ministro José Dirceu não querem que a Varig volte ao mercado com o tamanho que tinha antes. Na verdade, a sombra de um projeto de Medida Provisória preparada na Casa Civil, com o auxílio da hoje diretora da Anac, Denise Abreu, dividindo a Varig entre as suas duas maiores concorrentes parece nunca desaparecer. Por quatro vezes a Anac tentou repassar as linhas da Varig para suas concorrentes. Nas quatro vezes, a Justiça bloqueou as manobras.
Sem conseguir seu intento, a Anac nega à nova empresa as autorizações necessárias para que ela possa retomar seu lugar no mercado. O presidente da agência, Milton Zuanazzi, diz que a companhia ainda não demonstrou estar apta para exercer seu papel.
Não deixa de ser intrigante: qual o sentido de exigir de uma empresa que já está exercendo seu papel que ela demonstre essa capacidade?
Alguns paralelos podem evidenciar o paradoxo: o governo poderia patrocinar a venda de uma empresa de ônibus e negar a seu comprador o uso de estradas? Se essa empresa, herdeira de 80 anos de experiência no ramo, está operando bem, com segurança, sem queixas dos usuários, o que a Anac quer? Soa como a CBF exigir que Ronaldinho Gaúcho apresente papéis que “provem” que ele sabe jogar futebol.
O fato está escancarado: a agência criada para regular o mercado e zelar pelo bom funcionamento do sistema aéreo, em benefício dos cidadãos usuários, está fazendo exatamente o contrário.
Uma pesquisa na Internet mostra que no Japão a faixa de usuários do transporte aéreo está entre 80% e 85% da população. Nos Estados Unidos e Europa o índice fica entre 75% e 80% de seus habitantes. No Brasil, apenas 4% da população usa aviões como meio de transporte.
Há quem afirme que quando a Varig é quem detinha a força política em Brasília, seu comportamento era temperado com as práticas das quais ela hoje é vítima. Sendo ou não verdade, isso importa menos que o fato de que o usuário do transporte aéreo no Brasil está sendo punido por causa da ideologia da Anac. Nas linhas em que há três e não apenas duas empresas operando, os preços desabaram e as filas diminuíram. Nas demais, os preços continuam altos e as filas longas.
Este site tem publicado artigos e notícias contrárias e favoráveis à recuperação da Varig. A comparação dos argumentos fala por si (Leia os textos relacionados ao pé deste texto).
A recuperação da Varig tornou-se baliza de dois paradigmas importantes para o futuro da jurisprudência: um deles é a questão da “independência” das agências regulatórias; outro é o debate da fronteira entre os papéis da justiça comum e da justiça trabalhista no contexto da sucessão de obrigações.
Nesse aspecto, está em jogo a nova legislação sobre a recuperação judicial. Um setor forte da justiça trabalhista entende que os ativos investidos para a ressurreição de uma empresa que foi à lona podem ser bloqueados para pagamento de débitos com trabalhadores.
Caso prevaleça essa linha de pensamento, naturalmente, vai ser difícil encontrar quem queira empatar capital na recuperação de empresas quebradas.
No caso da nova Varig, contudo, esse debate ganha tons especiais. Como a Anac não homologou até hoje o leilão de compra da empresa, seus novos controladores, juridicamente, ainda não são donos da companhia. Junte-se a isso o fato de o plano de recuperação judicial da empresa ter sido aprovado por 100% da representação dos trabalhadores e o debate jurídico do conflito de competência fica ainda mais instigante.
O debate se trava em torno do artigo 60, parágrafo único, da Lei 11.101/2005, onde se lê que: “O objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de natureza tributária”. A proteção conferida pela Lei parece ser clara. O legislador referiu-se expressamente às obrigações tributárias porque elas estão excluídas das composições e negociações feitas no curso do processo de recuperação judicial (art. 6º, §7º).
Para dirimir a dúvida, há o Superior Tribunal de Justiça, que tem reconhecido a validade da lei criada para salvar empresas, empregos e seus corolários. O entendimento oposto significa a revogação do diploma.
A expectativa mais provocante, contudo, fica por conta da ideologia da Anac — uma agência que desmerece o vetor de independência que originou sua criação; desmoraliza a administração civil da aviação; decepciona seus criadores e perverte as suas finalidades.

Desculpe, mas essa historia de 100% de aprovação de trabalhadores não coaduna com a realidade tendo em vista os 5500 que foram demitidos sem nada receber e os 800 que estão no limbo são funcionários e nada recebem ha mais de 5 meses.
Outro ponto o stj decidiu monocraticamente/liminarmente uma matéria que é CONSTITUCIONAL e que já esta sendo questionada no Supremo Tribunal Federal, SEGUNDO ANDAMENTO NO SITE DO TRIBUNAL.
Além disso, todo mundo sabe que os direitos cirandados na assembléia de credores são INDIVIDUAIS E INDISPONIVEIS ( CLASSE I ), e estão escritos com ponta de diamante no art 7º da CF. E pelo que sei , lei ordinária não derroga a Constituição Federal , quanto mais assembléia de credor. Onde esta a boa fé contratual e o fim social do contrato ? Que no caso dos trabalhadores passou do outro lado da rua, a propósito alguém lembra desses princípios?
O caminho escolhido para se “ driblar as dividas trabalhista “ é que levou a tudo isso. E nem começou ainda,vai ser um esqueleto semelhante às diferenças do FGTS. lembrando a empresa e uma concessionaria de serviço publico.
Agora se estão levantando alguma irregularidade por parte da agencia, existe uma instituição magnifica chamada MP . Que apresentem as provas !
a administração publIca deve observar o seguinte principio L.I.M.P.E
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência..."
art 37º da Carta da Republica
Finalmente um comentário inteligente! Digo isso, sem desmerecer entendimentos divergentes, pois a situação da nova Varig confrontada com a atuação da ANAC é cristalina. De um lado, uma empresa voando com segurança e com a certificação alheia, mas, impedida de fazer novos investimentos. De outro lado, uma Agencia em tese autonoma que tudo faz para nao conferir a certificação devida. Cumpre ressaltar, que no ato do leilão a propria ANAC afirmou que a certificação nao demoraria mais do que 30 dias. Não é o que temos. A atuação da Agencia "autonoma" foi de tudo fazer para distribuir rotas, balcões e etc., para as empresas hoje dominantes no mercado, desconhecendo, até, os termos do proprio leilão. Neste, estava claro que as rotas e demais itens da velha Varig estariam reservados para a nova empresa contados da emissao do CHETA. Nada além disso!
Por outro lado, as questoes trabalhistas deveriam ser vistas à luz do que aconteceria com estes direitos se a empresa velha tivesse quebrado... Respeitosamente, não havia bens tangiveis (rotas e holtrans nao tem valor economico em um processo falimentar), nao possuia aeronaves, ou outros bens que nao estivessem gravados, logo, para qualquer entendedor, os tralhadores receberiam exatamente NADA!
Portanto, antes de questionarem a validade ou o exito da nova lei, deveriam aqueles que pensam de forma contrária, imaginar como os funcionários estariam na situação de falencia da VARIG.
Coisa simples de se pensar!
No mais, deveria a ANAC outorgar as certificações e liberar a concorrência!
A Lei de falências tem que ser cumprida, doa a quem doer. Tem muito cacique antigo nos órgãos controladores! Ta na hora de cumprir o nosso Presidente da promessa de retirar os amigos e tornar a função pública na administração um exemplo de ética, conduta e presteza!
Concordo com o colega "andrepaulo" quanto ao "comentário inteligente". Realmente, a ANAC se comporta (aliás, não só ela)com "dois pesos e duas medidas". Tem sido o maior obstáculo à volta da operação dessa empresa aérea. A quem isso interessa????
Enquanto as agências (que se dizem) controlodoras neste País, tiverem em seu comando "companheiros de mi vida", vão sempre aparecer dificuldades, quem sabe para angariar alguns trocados para o "partidão".
Doa a quem doer? Contribuintes e se preparar para pagar mais esse esqueleto.
Lembrem-se, é uma concessionária de serviços públicos, como pode chegar a esse ponto ? Não se discute a causa, é isso? Não fiscalizou a contento? Estão cinetes do art 37º 6 § CF ? Pode ficar para os netos, mas vão ter que pagar.
Quanto a agencias reguladoras? Não precisa muito esforço para saber se atuam bem ou não.
Advinha quem vai pagar a divida logo a seguir ?
"Dono da dívida
AGU recorre para União não pagar fundo de pensão da Vasp
A Advocacia-Geral da União pediu que o Supremo Tribunal Federal derrube a liminar que obriga a União a complementar o pagamento do fundo de pensão dos funcionários da Vasp. O autor da ação é o Sindicato Nacional dos Aeronautas. O objetivo é o de que a União mantenha a complementação de aposentadorias, pensões e auxílios-doença, como ocorria às vésperas da liquidação do fundo de pensão.
O sindicato alega que, na qualidade de interventora, a União praticou condutas que resultaram em prejuízo para o fundo de pensão."
(...)
site conjur
Só quero saber de uma coisa: quem vai restabelecer os direitos violentados dos trabalhadores da Varig? Recuperação, falência, nova Varig, velha Varig, juiz artista do RJ, etc, tudo bem, e os trabalhadores como ficam?
Parece que existe uma onda de amnésia na maioria dos brasileiros... Esqueceram que o zédirceu - chefe da quadrilha do mensalão, assim denominado pelo Procurador Geral da república - e sua digníssima esposa são acionistas da TAM? Esqueceram que o zédirceu fez as indicações da anac? Será preciso comentar mais alguma coisa pra entender que a Varig tem que 'desaparecer' e 'eles' se darem bem - novamente? Pergunto: Até quando - nós, brasileiros decentes - vamos suportar tudo isso?
Apenas uma obervação, ninguém é contra a recuperação , o que não concordamos é com a desculpa de que 6300 seres humanos tenham que ter suas vidas destruidas para que isso aconteça, afastando constituição , clt . Ou seja ou é isso ou vai quebrar por favor ... Somos mais inteligentes do que essas teorias que querem nos empurrar.
Olha se querem flexibilizar a CLT que façam de forma direta e não de maneira obliqua , atraves da lei de falencia que é uma lei natimorta, estamos atentos .
"Esqueceram que o zédirceu fez as indicações da anac?", afirma com muita propriedade o Carrero.
Está aí a explicação para tudo (ou quase tudo).
Não há nada de estranho na luta da ANAC.
Quando privatizaram o Estado (FHC e seus seguidores) descobriram que os políticos ficaram sem poder receber a moeda de troca pelas votações em favor da "governabilidade" (o poder de indicar protegidos de todos os matizes para a cúpula das estatais extintas. Que fazer? Criar uma agência sob a forma de autarquia sob regime especial, ou seja, cria uma autarquia que não é autarquia para algumas coisas e quando conveniente para o troca-troca (outra versão do mensalão) ela é autarquia. É Estado e não, é administração pública e não é, é Governo e não é. Pratica atos quase legislativos e quase judiciais. No fundo, no fundo serve como cabide de emprego para os protegidos de sempre. Os "QI" agora do Lula e seus seguidores.
Quando se quer inventar uma coisa que é igual a outra já existente, só para tentar demonstrar não serem iguais dão o rótulo de especial, assim como se fez com aqueles cargos de natureza especial que servem para o Deputado Patriota (autor de um trem de alegria com o nome de Proposta de Emenda Constitucional) empregar filhos que não vivem nem em Pernambuco (terra do parlamentar) e nem em Brasília mas na Bahia ou em outras paragens, que recebem todo mês certinho o dinheirinho que nos tiram com os impostos, sem que esses filhinhos tenham que fazer coisa nenhuma.
Agência é como saci-pererê, só existe para quem nele acredita. Mas, como uma diferença: o saci não é mantido às custas de tributos e não atrapalha o bom funcionamento de concessionária.
Voltando a comentar!!!
É verdade que para tudo na vida tem uma explicação mesmo que esta verdade nao possa ser publicável. Na verdade, a tropa de Sao Bernardo,Diadema e cercanias, tinha como certa a quebra da Varig. Alias, se verificarmos os investimentos feitos pelas atuais lideres, nao dá para nao levar em conta que a Varig nao estaria mais por aqui! Erraram e erraram feio. Agora, sem querer ser pessimista e muito menos vidente, num futuro proximo uma destas lideres poderá passar por situação tão drástica quanto a velha Varig, com um detalhe: Nenhuma delas tem o apelo nacional que a Varig tem!!!
Voltando ao campo jurídico, de nada adianta o lamento de que mais de 6.000 almas estão desamparadas, até porque, 2.000 mil almas estao empregadas. Na verdade, seriam 8.000 mil desemprepregado. Ainda, quem nao se lembra do choro dos funcionários quando o leilao foi encerrado? Quem nao se lembra dos depoimentos de muitos funcionários dizendo que pelo menos alguns nao ficariam desempregados? Tudo documentado!!! Agora, quando o desemprego atinge a quem de direito, passam a questionar o processo!
Os funcionários devidamente representados aprovaram o plano de recuperação judicial, sabendo que receberiam em um futuro certou ou incerto, parte dos seus direito. Nao deviam reclamar agora.
No mais, totalmente acertadas as decisoes do STJ, definindo a competencia da Justiça Comum do Rio de Janeiro, por mais que alguns Juizes do trabalho assim nao queiram.
Posso estar enganado, mas o país está perdento muitas divisas que este problema da Varig. Será que o Governo Federal, não está dificultando tudo isso em virtude do valor que está devendo à Varig em indenizações que está em discussão final no STJ, dizem aproximadamente 3 bilhões de reais? Me parece que os Estados também devem importância equivalente a essa, correspondente a ICMS cobrado indevidamente. Isso pouca gente fala. São coisas para refletir...
Não da para engolir essa conversa, de que ou aceita isso ou quebra. Por favor !!!
Prezados amigos onde esta a boa fé contratual e o fim social do contrato ? Nada disso conta não é ? E muito fácil teorizar com o direito alheio , não é ? Mas é sempre assim o direito só serve para garantir o nosso direito ,quando nos beneficia , dos outros vale tudo.
Quanto a choro, foto , registro, tudo registrado etc etc Devemos lembrar que multidões lotavam as praças de alguns regimes totalitários na segunda guerra mundial , chorando , gritando , defendendo seus lideres e nem por isso concordamos com as suas praticas.
Então esta bem queimar 6000, mas salvando 2000, esta ok ?
Quanto a devida reapresentação, é realmente cômico desde quando a reapresentação faz o que o representado quer ? Estamos vivendo a onde , hein ?
Preparem-s e para a viúva arcar com esse passivo !!!!!!!!! Esta lá , escrito com ponta de diamante art 37 CF
Não da para engolir essa conversa, de que ou aceita isso ou quebra. Por favor !!!
Prezados amigos onde esta a boa fé contratual e o fim social do contrato ? Nada disso conta não é ? E muito fácil teorizar com o direito alheio , não é ? Mas é sempre assim o direito só serve para garantir o nosso direito ,quando nos beneficia , dos outros vale tudo.
Quanto a choro, foto , registro, tudo registrado etc etc Devemos lembrar que multidões lotavam as praças de alguns regimes totalitários na segunda guerra mundial , chorando , gritando , defendendo seus lideres e nem por isso concordamos com as suas praticas.
Então esta bem queimar 6000, mas salvando 2000, esta ok ?
Quanto a devida representação, é realmente cômico desde quando o reapresentante faz o que o representado quer ? Estamos vivendo a onde , hein ?
Preparem-se para a viúva arcar com esse passivo !!!!!!!!! Esta lá , escrito com ponta de diamante art 37 CF.
A maioria das pessoas não nota que o governo dá risada dos comentários delas. Conhece o ditado "querer ser mais realista do que o rei"? Isso significa que a única pessoa que sofre na carne o problema é o rei. Ora, o que o governo tem que fazer? Arrecadar dinheiro para manter seus programas e assim ganhar votos. Votos da maioria. A Varig representa um prejuízo potencial de vários bilhões de Reais, se ganhar no supremo a correção de tarifas antigas. Por outro lado, o alto preço da gasolina gera dividendos polpudos aos cofres do maior acionista. E quem possui carro ainda não representa a maioria... dos votos. A Receita Federal é prática... arrecada o que puder. O resto é conversa fiada de quem não tem o poder. Porque, quem assumir o poder, logo vai ser realista como o rei... tem que arrecadar para manter em alta o prestígio político. Pagar depois os juros dos títulos emitidos? Problema dos futuros "reis"...
NOVIDADES PARA OS DEFENSORES DA LEI DE FALENCIA, QUE NA VERDADE , O QUE VEMOS É O CLONE DEFORMADO DA LEI SENDO APLICADA.
OS SALARIOS QUE A CHAMADA " NOVA VARIG VAI PAGAR segundo o sindicato dos aeronautas SALARIO BASE
COMISSARIO R$745,00
CO-PILOTO R$1967,00
Comandante R$3500,00
http://www.aeronautas.org.br/express/06_12_06_salformerc.html
realmente a lei de falencias é um " sucesso "
Demitiu milhares sem pagar, mantem centenas com funcionarios sem pagar , ainda redução de salario em mais de 50% .
è incontestavel essa lei é um sucesso !!! Para o capital é claro e o fim das garantias minimas do direito do trabalho.
O advogado João Vianna foi o primeiro administrador judicial da Varig, nomeado pelo juiz Alexander dos Santos Macedo, um dos responsáveis por acompanhar o processo de recuperação judicial da companhia, e permaneceu no cargo entre junho e novembro de 2005. Sua função era a de fiscalizar o Plano de Recuperação da Varig e emitir relatórios mensais aos juízes do caso. Vianna contou que chegou a solicitar aos juízes o afastamento dos diretores da Varig à época, já que nunca recebeu, da diretoria, informações sobre o fluxo de caixa da empresa. "Nos seis meses que fiquei na Varig, não tive acesso ao caixa da companhia, o que a diretoria era obrigada, por lei, a apresentar. Quando isso ocorre, a legislação prevê o afastamento dos diretores. Encaminhei diversos relatórios aos juízes notificando o ocorrido e não obtive resposta", explicou o advogado. Vianna, que afirmou ter recebido o salário mensal de R$ 147 mil líquidos, também contou que, em outubro de 2005, a Volo do Brasil já tinha interesse em comprar a Varig, e apresentou um contrato que previa, dentre outros aspectos, o pagamento, pela Varig à Volo, de uma espécie de "prêmio", no valor de US$ 2,5 milhões, somente para se manter interessada pela companhia aérea. "Esse contrato era unilateral, uma verdadeira piada. E o pior é que os US$ 2,5 milhões foram pagos e eu não sei da onde saiu esse dinheiro. Ocorre que, na mesma época, o contrato não foi celebrado porque a TAP conseguiu um empréstimo junto ao BNDES e transferiu o dinheiro à Varig, que pôde, com a quantia, pagar algumas dívidas com arrendadores internacionais. Como o contrato não havia sido firmado, mas o "prêmio" tinha sido pago, entrei com uma petição solicitando a devolução da quantia que, até onde eu sei, não foi reavida", contou o ex-administrador judicial, completando que chegou a conversar com o juiz Luiz Roberto Ayoub solicitando que ele considerasse a hipótese de afastá-lo do cargo, pois não "estava muito satisfeito com a forma pela qual os procedimentos estavam ocorrendo". Em novembro ele foi destituído do cargo e o juiz Ayoub nomeou a empresa de consultoria Deloitte, sob o comando de Vasco Elias, para assumir a função.
(...)
www.alerj.rj.gov.br
noticias
O advogado João Vianna foi o primeiro administrador judicial da Varig, nomeado pelo juiz Alexander dos Santos Macedo, um dos responsáveis por acompanhar o processo de recuperação judicial da companhia, e permaneceu no cargo entre junho e novembro de 2005. Sua função era a de fiscalizar o Plano de Recuperação da Varig e emitir relatórios mensais aos juízes do caso. Vianna contou que chegou a solicitar aos juízes o afastamento dos diretores da Varig à época, já que nunca recebeu, da diretoria, informações sobre o fluxo de caixa da empresa. "Nos seis meses que fiquei na Varig, não tive acesso ao caixa da companhia, o que a diretoria era obrigada, por lei, a apresentar. Quando isso ocorre, a legislação prevê o afastamento dos diretores. Encaminhei diversos relatórios aos juízes notificando o ocorrido e não obtive resposta", explicou o advogado. Vianna, que afirmou ter recebido o salário mensal de R$ 147 mil líquidos, também contou que, em outubro de 2005, a Volo do Brasil já tinha interesse em comprar a Varig, e apresentou um contrato que previa, dentre outros aspectos, o pagamento, pela Varig à Volo, de uma espécie de "prêmio", no valor de US$ 2,5 milhões, somente para se manter interessada pela companhia aérea. "Esse contrato era unilateral, uma verdadeira piada. E o pior é que os US$ 2,5 milhões foram pagos e eu não sei da onde saiu esse dinheiro. Ocorre que, na mesma época, o contrato não foi celebrado porque a TAP conseguiu um empréstimo junto ao BNDES e transferiu o dinheiro à Varig, que pôde, com a quantia, pagar algumas dívidas com arrendadores internacionais. Como o contrato não havia sido firmado, mas o "prêmio" tinha sido pago, entrei com uma petição solicitando a devolução da quantia que, até onde eu sei, não foi reavida", contou o ex-administrador judicial, completando que chegou a conversar com o juiz Luiz Roberto Ayoub solicitando que ele considerasse a hipótese de afastá-lo do cargo, pois não "estava muito satisfeito com a forma pela qual os procedimentos estavam ocorrendo". Em novembro ele foi destituído do cargo e o juiz Ayoub nomeou a empresa de consultoria Deloitte, sob o comando de Vasco Elias, para assumir a função.
(...)
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CPI SUSPEITA DO ENVOLVIMENTO DE JUÍZES EM IRREGULARIDADES NA VARIG
Os depoimentos dos administradores judiciais da Varig, João Vianna, o antigo, e Vasco Elias, o atual, à CPI que investiga o processo de venda da Varig, nesta sexta-feira (8/12), corroboraram a hipótese de que os leilões para a venda da companhia não passaram de um jogo de cartas marcadas. Enquanto o atual administrador judicial limitou-se a responder "Não me recordo" a quase todas as perguntas feitas pelo presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PDT), o antigo gestor, que foi destituído do cargo para a entrada de Elias, revelou à CPI que, por diversas vezes, recorreu aos juízes do caso relatando irregularidades no processo de recuperação judicial da Varig, e que não obteve resposta. "A suspeita que existe hoje é a de que o plano de recuperação não objetivava recuperar a Varig, mas esquartejá-la de acordo com os interesses de uma minoria, inclusive com a participação dos juízes", denunciou Paulo Ramos. Na próxima quarta-feira (13/12), às 11h, na Sala 316 no Palácio Tiradentes, a CPI espera colher o depoimento do ex-presidente da Varig, Omar Carneiro da Cunha.
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