Apesar das divergências com o ministro Marco Aurélio, o ministro Eros Grau não se sente magoado com o colega do Supremo Tribunal Federal, pois entende que suas divergências se deram com respeito. Hoje, não há ressentimentos entre os dois.
Já com o ministro Joaquim Barbosa, a situação é diferente. Em entrevista à jornalista Carolina Brígido, do jornal O Globo, Eros Grau afirmou que seu colega não mede as palavras e foi muito duro com ele. “Coitado. Ele deve ter problemas. Cada um de nós tem as suas coisas. Suas angústias, suas culpas, suas características”, disse sobre o colega. E alertou: “Eu estou aqui para ser simpático só à Constituição”.
Recentemente, Eros Grau e Joaquim Barbosa protagonizaram uma briga que começou no Tribunal Superior Eleitoral e continuou no STF, quando os dois quase chegaram às vias de fato — clique aqui para ler texto sobre a briga. JB reclamou da decisão de Eros Grau que libertou o empresário Humberto Braz.
Na semana passada, um novo bate-boca na sessão do STF, entre Marco Aurélio e Joaquim Barbosa, trouxe à tona o mal-estar dos colegas com o ministro — clique aqui para ler.
Na entrevista publicada nesta terça-feira (9/9) pelo site O Globo OnLine, Eros Grau também falou se sua pretensão de fazer parte da Academia Brasileira de Letras e da pressão que o acúmulo de processos provoca sobre ele.
Leia a entrevista
O Globo — Em junho, o senhor teve uma discussão com o ministro Marco Aurélio Mello com troca de ofensas. O senhor está magoado?
Eros Grau — O Marco Aurélio é um cara que nem eu. A gente diverge, sem ódio.
O Globo — O senhor acha que ele tem o pavio curto?
Eros Grau — Isso qualquer um pode ter. Mas ele não tem ódio. Eu não tenho ódio também.
O Globo — O senhor está rompido com ele? E com o ministro Joaquim Barbosa? Ele chegou a dizer que o senhor é patético e arrogante.
Eros Grau — Bom, com o Joaquim é uma coisa diferente. Ele tem a maneira dele, não pesa as palavras. É uma coisa muito séria. O ministro Joaquim foi muito duro comigo.
O Globo — O senhor está magoado com ele?
Eros Grau — Coitado. Ele deve ter problemas. Cada um de nós tem as suas coisas. Suas angústias, suas culpas, suas características.
O Globo — Ultimamente, os ministros do STF têm discutido muito. O senhor não acha que aumentaram essas brigas?
Eros Grau — Nós temos um excesso de trabalho. Nós temos uma carga de responsabilidade muito grande. A sociedade e a imprensa, no pleno exercício de seus direitos, exigem muito de nós. E é natural que haja momentos de tensão. Nós somos seres humanos.
O Globo — O senhor se sente pressionado pela sociedade e pela imprensa?
Eros Grau — Não, nunca me senti pressionado.
O Globo — E pela quantidade de processos?
Eros Grau — Isso é outra coisa, não é pressão. Pela quantidade de processos eu fico desesperado às vezes, sem saber qual é a maior prioridade. Quando eu resolvo pegar um determinado processo para me dedicar, tenho que fazer a escolha em detrimento de outros. Saber o que é mais importante naquele momento é um negócio terrível. Você já começa a tomar decisões aí. Minha mulher às vezes me pergunta: “Você quer mais alface, mais tomate?”. Eu digo: “Pelo amor de Deus, tome essa decisão por mim”. Porque nós já passamos o dia inteiro tomando decisões.
O Globo — O excesso de trabalho e o clima pesado já fizeram o senhor pensar em antecipar a aposentadoria?
Eros Grau — Não. Pode ser que em algum momento, em alguma irritação, eu tenha dito: “Ah, eu quero ir embora!”, mas não como um projeto. Acho que o que eu faço aqui é muito importante. O destino me colocou nessa situação e eu tenho que cumprir meu dever. Eu estou aqui para ser simpático só à Constituição.
O Globo — O senhor foi preso na época da ditadura. Para o senhor, os assuntos relativos àquela época devem ser discutidos ou enterrados?
Eros Grau — Faz parte do passado, do meu passado. A vida da gente é a vida da gente, há um momento para tudo. Felizmente eu não me envergonho de nada do que vivi. Eu não tive nenhum momento do qual eu tenha que me envergonhar.
O Globo — E senhor teme ser grampeado?
Eros Grau — Não. Sinceramente eu não me lembro de ter falado qualquer coisa que, se eu fosse grampeado, pudesse resultar em qualquer imputação contra mim. Eu sei que a gente pode estar sujeito a grampos de toda ordem, inclusive de civis. Mas isso não me preocupa.
O Globo — O senhor acha que essas notícias generalizadas de grampo remontam ao que o senhor viveu na ditadura, de estar sendo de alguma forma vigiado, perseguido?
Eros Grau — Não tem nada a ver. Naquela época, o que nos vivíamos gravitava a partir ou em torno de idéias. Agora não há idéia nenhuma, existe apenas um medo de que alguma violência possa acontecer. A sociedade parece que desaprendeu as virtudes do estado de direito. De vez em quando, a sociedade parte com alguma violência contra determinados alvos.
O Globo — O senhor acha que o alvo da vez é o Judiciário?
Eros Grau — A imprensa investiu muito, com razão muitas vezes, mas às vezes exageradamente, contra o Poder Legislativo. E isso está acontecendo agora em relação ao Poder Judiciário. E uma sociedade que despreza as conquistas democráticas começa a correr riscos de auto-destruição. Cada vez que na sociedade levantam-se vozes contra o que se faz no âmbito do Judiciário, se está investindo contra a ordem constitucional. No momento em que o Judiciário for desrespeitado, nenhum de nós mais terá mais nenhuma garantia. Isto é muito grave. Temos que respeitar as instituições.
O Globo — Dizem que o senhor gostaria de ser indicado para a Academia Brasileira de Letras…
Eros Grau — Um homem da minha idade, que é ligado à literatura, um sonho passa pelo Rio de Janeiro e pelo Petit Trianon.
O Globo — O senhor trocaria o STF pela Academia?
Eros Grau — Ah, são inteiramente compatíveis… Houve vários ministros do Supremo que foram da Academia.
O Globo — E se agora o senhor tivesse que escolher um dos dois?
Eros Grau — (risos)

sinceramente tanta coisa para nos preocuparmos ...
caso da varig milhares sem receber um centavo ate hoje,
caso do aerus onde os beneficiários amargam com baixo recebimento,
Sinceramente ... Ficar noticiando briga de ministros é o fim de tudo mesmo !
. . . . "problemas" ? ? ? :
Falta de educação ! ! !
Ele não passa em nenhum "teste psicotécnico" ! ! !
O Supremo Tribunal Federal está muito mal . Seus integrantes não cumprem o dever de "conduta irrepreensível na vida pública e particular" (artigo 35,inciso VII, da LOMAN). Esses diatribes e público evidenciam despreparo para o cargo . Essa entrevista é prova concreta de que os "ministros" mencionados (todos eles) não são dignos da Corte Suprema brasileira . Todos êles deveriam ser submetidos a processos de impedimento pelo Senado. Mas, quem são os atuais senadores para tal ousadia ? Falta ,naquela casa legislativa, um Pinheiro Machado para ensinar bons modos a esses boquirrotos fantasiados de juízes. Lembro sempre da fotografia trefêga desse senhor de nome tedesco, falando de um livro frascário de sua autoria , com os dedões dos pés de fora . Imagine ser julgado por mais essa invenção do maragato Jobim , o nosso Catilina .
Isso é alguma piada? Fazer parte da Academia Brasileira de Letras? Claro que me refiro à Academia Autêntica, que já teve Machado de Assis, Ruy Barbosa, João Cabral de Mello Neto, entre outros imortais, na mais lídima acepção do termo. E teve também Evandro Lins e Silva, o eterno criminalista e defensor do Estado de Direito autêntico, o qual os atuais Ministros nem sequer sabem o que significa. Mas talvez nesta Academia, da qual fazem parte Ivo Pitanguy, Paulo Coelho, e fizeram Roberto Campos e até viúvas de acadêmicos,ele pode participar. Há muito tempo, os motivos para a escolha já não se restringem a qualidade literária e virtudes morais. Mas que obra o Ministro pretendia apresentar com mais orgulho? O artigo criticando duramente a Reforma da Previdência ou o voto a favor da mesma_ segundo a imprensa, negociado como condição para sua nomeação como Ministro? Ou seria os habeas-corpus concedidos aos comparsas de Daniel Dantas? Creio que a Grau era mesmo melhor deixar de decidir sobre temas jurídicos e passar a ouvir sua mulher, escolhendo entre alface e tomate.
Para mim os membros do STF estão aparecendo demais. Daqui a pouco estão dando entrevista na caras e contigo.
Problema deve ter o sr. Eros Grau...
pervertido, vá fazer livros de libertinagem e promiscuidade alhures.
A minha pergunta é a seguinte: e o kiko?
Como diz o Veritas lá no começo, "com tanta coisa para se preocupar", como por exemplo, o julgamento do AI/613985 - AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem: SC - SANTA CATARINA
Relator: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) x.x.x.x.x
ADV.(A/S) x.x.x.x.x
OUTRO(A/S) x.x.x.x.x.
AGDO.(A/S) x.x.x.x.x
ADV.(A/S) x.x.x.x
(A/S) x.x.x.x.x
INTDO.(A/S) x.x.x.x.
Andamentos:
28/07/2006 CONCLUSOS AO RELATOR
27/07/2006 DISTRIBUIDO MIN. JOAQUIM BARBOSA,
que há mais de dois anos não está parado na mesa do ministro JB.
Eros Grau é muito chique.
"Cada vez que na sociedade levantam-se vozes contra o que se faz no âmbito do Judiciário, se está investindo contra a ordem constitucional."
Ministro, não há democracia sem crítica, sem dialética, sem antítese.
Decisão judicial é pra ser cumprida, evidente. Mas não quer dizer que não possa ser discutida no âmbito da sociedade civil. O aperfeiçoamento das instituições depende disso.
em uma verdadeira república . Com separação de poderes pode o presidente da república indicar ministros e desembargadores nos tribunais ?
O Rei nunca perdeu o poder no mundo, continua com a chave do cofre e o poder da caneta .
Ate na meca da democracia é assim etc etc etc. O Rei , ou melhor presidente indica os membros da alta corte .Pode um judiciário ser independente quando os membros da mais alta corte são indicados pelo chefe do executivo ?
Pode um parlamento independente ter lider de governo ?
Sinceramente são coisas que não consigo entender.
Olhando bem de perto é fácil ver que o rei continua ai só que agora tem mandato.
O relator da ADI 1542 (Ministro Eros Grau) votou pela improcedência (e, por incrível que pareça, foi acompanhado por mais três Ministros). A fundamentação foi um tanto, digamos, heterodoxa - algo como "se o militar contribuiu por dez anos ou mais para sua própria previdência, seus dependentes têm direito ao recebimento". Ressalvado o fato de eu ser um neófito no mundo do Direito (ou até mesmo por isso), achei o fim da picada:
Dispositivo Legal Questionado
Parágrafos 001 º , 002 º e 003 º do artigo 117 da Lei Complementar
Estadual nº 053 , de 30 de agosto de 1990 , do Estado de Mato Grosso
do Sul.
Dispõe sobre o Estatuto dos Policiais
Militares de Mato Grosso do Sul , e dá outras providências .
Art. 117 - O falecimento do policial-militar da ativa acarreta
interrupção do serviço policial-militar ,com o consequente desligamento ou exclusão do serviço ativo , a partir da data da
ocorrência do óbito.
§ 001 º - O policial-militar que contar no mínimo, com 10 anos
de serviço e for demitido ou excluído da Corporação em consequência de
sentença transitada em julgado , será reputado na condição prevista no
"caput" deste artigo .
§ 002 º - No caso do parágrafo anterior os dependentes , farão
jus a tantas cotas de vencimentos quantos forem os anos de serviços
trabalhados pelo policial-militar condenado , até o máximo de tempo
exigido para integralização do tempo de serviço , sendo de no mínimo
070 % ( setenta por cento ) dos vencimentos que vinha recebendo .
§ 003 º - Os vencimentos a que refere o parágrafo anterior
serão reajustados sempre que houver alteração nos vencimentos do
pessoal da ativa e nos mesmos índices.
Veritas,
Pode parecer paranóia, mas parece que um rei sem mandato (mas dono da SV) tem subjugado um régulo com mandato.
Em qual democracia digna deste nome um chefe de poder diria, publicamente, que iria "chamar às falas" o chefe de outro poder?
Se há um problema, é aquele de julgar de acordo com o Jornal Nacional. Isso, juridicamente, é grave. Deve-se apelar para o mesmo JN fazer nova matéria em contrário, a fim de se obter resultado favorável no Judiciário. É simplesmente absurdo.
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