O delegado federal Protógenes Queiroz voltou atrás e declarou que o juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, e o procurador da República Rodrigo De Grandis não foram informados da participação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Operação Satiagraha da Polícia Federal. O depoimento espontâneo foi feito à Procuradoria da República no Distrito Federal na quarta-feira (18/3).
Segundo o delegado, as autoridades mencionadas sabiam apenas “das dificuldades operacionais que a administração central da Polícia Federal estava causando às apurações”. Em sua última edição, a revista Veja publicou que Protógenes, em depoimento prestado em setembro à Procuradoria, disse que o procurador e o juiz haviam sido informados sobre a colaboração de agentes da Abin na operação contra o banqueiro Daniel Dantas.
O procurador De Grandis divulgou nota informando que não sabia de nada. No entanto, defende que a parceria entre PF e Abin não configura crime. Para defender esta posição, se baseia na Lei do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), que prevê a participação de agentes de inteligência e o compartilhamento de dados entre a Polícia e os demais órgãos de inteligência.
“Sustentar que a participação da Abin é ilegal é o mesmo que apontar que a participação do Bacen, numa investigação de fraude financeira, ou da Receita Federal, numa investigação fiscal, por exemplo, é ilegal”, afirmou o procurador na nota.
Mas não é o uso de servidores públicos na Operação o maior problema de Protógenes. Já se sabe que o delegado comandou as investigações de fora da PF e que dela participaram agentes privados a quem interessava interferir no mercado da telefonia, como o empresário Luís Roberto Demarco. Até mesmo o suborno — também descrito como extorsão — foi filmado por jornalistas e não por agentes da PF. A fita entregue ao juiz De Sanctis não foi a original, mas uma cópia editada, o que faz balançar seu caráter de prova. Como a gravação se deu na esfera de uma ação controlada pelo juiz, o que se quer saber agora é se apenas Protógenes sabia do truque.
Suspeita
Na terça-feira (17/3), o delegado Protógenes Queiroz foi indiciado pela Polícia Federal. Ele é investigado por acusação de interceptação telefônica ilegal e violação de sigilo funcional. Os supsotos ilícitos ocorreram durante a Operação Satiagraha, em que o banqueiro Daniel Dantas foi preso por duas vezes e solto por duas vezes também. Quatro escrivães também foram indiciados. A CPI do Grampo marcou novo depoimento de Protógenes para o dia 1º de abril.
Integrantes da CPI dos Grampos se encontrarão na terça-feira (24/3), às 10h, com Lúcio Fabio Godoy de Sá e Jerônimo da Silva Araújo, servidores da Abin emprestados para a operação. Eles foram convocados por sugestão do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). O deputado citou a reportagem da revista Veja, de 7 de março, que aponta evidências de que servidores da Abin tinham acesso aos documentos de escutas ilegais, o que é proibido por lei.

Agora ele vai saber o endereço da rua da amargura ...
O Delegado vai mostrar agora com mais serenidade o que de fato está rolando, inclusive na PF, pois, o que se ver, são seus companheiros de trablho ávidos em prejudica-lo, e o fascínora do DD está solto.
Nesses ultimos dois anos a PF nunca trabalhou tanto em desvendar crimes de colarinho branco e seus afetos. O Delegado deveria era ser promovido, pois, é sempre assim, se o servidor faz seu serviço bem feito, logo aparece um peidão para prejudicar e avacalhar o feito.
Creio que o que pode acontecer é se apertarem muito, ele pode correr o risco de dar nome aos bois, e etc.
Assim é que todos os servidores do Estado, pago pelo contribuiinte deveriam trabalhar.
Acabamos de descobrir mais uma espécie de "verdade". Antes existia "verdade real", "verdade ficta", "verdade presumida" e "verdade sabida". Agora existe também a "verdade com sal: aquela que permite ao juiz ou ao "dominus litis" escolher a gosto. A propósito, a que título e em que procedimento o sujeito depôs na procuradoria de Brasília? Pelo que consta, o inquérito não tramita em SP?
Há um postulado informal que é tido no Serviço Público como postulado do menor salário.
Estourou uma escatologia, no sentido coprológico, de virarem baldes no ventilador, e tinha peneiras na frente e choveu?
Não dá para abafar? Não dá para negar?
Então a primeira coisa que se procura é o menor salário público para na falta de Jesus ir para cruz como Genésio...
Parece que este postulado mais uma vez se confirma, entre Juiz, Procurador da República e Delegado o menor salário vai para o sacrifício.
Em 02-12-2008 comentávamos a respeito da decisao do juiz De Sanctis de continuar sua cruzada de linchamento justicialista contra o banqueiro Daniel Dantas, deixando de lado a carreira que o faria ascender a desembargador: "O próprio açodamento do julgamento em tempo absolutamente record para a Justiça deste país, mostra que o Sr. De Sanctis, por mais que pense em contrário, agiu movido pela paixao. Isto virá à tona em breve". Era a ponta do iceberg. Agora com o indiciamento do "herói" Protógenes e o "me inclui fora dessa" do juiz De Sanctis, o iceberg está todo de fora. Mais um pouco e o "vilao" Daniel Dantas vira herói que, pelos interesses que contrariou e que estao envoltos ainda numa densa nuvem, tendo sido um pupilo incensado como gênio financeiro pelo nao menos gênio Mario Henrique Simonsen, parece que é mesmo. O que só está vindo à tona pelo besteirol das "evidências" trazidas" pela operaçao Satiagraha, ou terá sido Sagatiba?
Tentam de toda maneira crucificar o delegado Protógenes pelo crime de violaçao de informações e sigilo telefonico. Fico me perguntando: Quem teria cometido crime maior? Teria sido o Delegado ou o ilustre Sr. Daniel Dantas? Existe um ditado popular que diz: "QUEM NÃO DEVE NÃO TEME". Quem esta tão preocupado com as informações sobre sua vda é por que tem algo podre a esconder, senão por livre iniciativa colocava seu telefone, e-mail, etc a disposição da PF para ser investigado. Vemos a cada dia, através da mídia, noticias sobre pedofilia, isso sim seria algo para os ilustre legisladores se preocuparem e punir os responsaveis. Por que será que isso não acontece? Quem souber as resposta, por favor, me informe.
"Em sua última edição, a revista Veja publicou que Protógenes, em depoimento prestado em setembro à Procuradoria, disse que o procurador e o juiz haviam sido informados sobre a colaboração de agentes da Abin na operação contra o banqueiro Daniel Dantas."
A revista Veja publicou e o Conjur acreditou.
Socorro, a doença do Lula se alastra !!!! Ninguém sabe de nada !!!! Minha saudosa avó já dizia : "quem tem, tem medo".
acdinamarco@aasp.org.br
A que título esse sujeito depôs na procuradoria em Brasília?
Para debelar o mal surge o herói capaz de cometer as mais incríveis atrapalhadas em nome da justiça e da verdade. O nosso Chapolin Canarinho. Só faltou dizer "Não contavam com minha astúcia!" ou "Suspeitei desde o princípio."
Pergunrar não ofende... o Dr. Protógenes foi regularmente aprovado no psicotécnico da PF ?
Realmente tem gente demais defendendo o Daniel Dantas neste espaço. Será que seu encanto se transfere até por telepatia?
Ou serão alguns amigos de amigos que aqui se manifestam?
Pois é tão evidente o disparate do trabalho sério que realizou o Delgado Protógenes, e tão evidente a falcatrua da privatização das teles, que ficamos pensando se o pessoal acredita que, ao esgrimar argumentos tão imbecís, vão mascarar a decisão do Supremo, que caminha conforme programado pelo Presidente do Supremo, por um lado, e os advogados de Dantas, por outro. As razões dos advogados sõa obvias, as do Ministro Gilmar Mendes, talvez uma questão de ego maltratado. Mas as múmias costumeiras que acreditam mudar a opinião sobre o assunto, ou até justificar o afastamento do Juiz competente, realmente estão com as barbas de molho, visto o tamanho da reação.
Esculhambar o Sr. Delegado Protógenes é tática da defesa do Dr. Dantas e da imprensa sórdida para no final o acusado ser absolvido pelo STF com a
"teoria dos frutos da árvore envenenada" (the fruit of poisonous tree), criada pela Suprema Corte norte-americana, onde o vício da planta se transmite a todos os seus frutos.
Este ato, no resto do mundo, é considerado crime grave, com pesada condenação. No Brasil, é refresco. Será que o Sr Protógenes pode mudar seus depoimentos ao bel prazer? É lógico que pode. Nesta republiqueta, em que terrorista, assaltante, sequestradora e guerrilheira é candidata a presidência da repúbliqueta, tudo pode e a figura do perjúrio é atenuante criminal. Genial...
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