O novo ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, de 41 anos, também foi entrevistado pela revista Época. Durante a conversa, ele disse que deposita a sua fé em Deus para enfrentar a “vivência e a alta responsabilidade” do cargo que ocupará a partir do dia 23 de outubro.
De acordo com a revista, o futuro ministro da mais alta corte do país disse acreditar em “céu e inferno”. Ele ainda afirmou que buscou também na fé o apoio para enfrentar a sabatina dos senadores, descrita por ele como “rigorosa”.
Leia a entrevista
Época — Como foi a sabatina?
José Antonio Dias Toffoli — Eu fiquei satisfeito porque o Senado foi extremamente rigoroso, como tem que ser com qualquer indicado a cargo público. O Senado atuou de maneira a que todas as questões fossem esclarecidas.
Época — O senhor ficou nervoso? Qual foi o sentimento naquele momento?Toffoli — De tranquilidade. Se a arguição durasse 10, 14 horas ou dois dias eu estaria com a mesma tranquilidade porque meu dever a ser cumprido como indicado ao Supremo é esclarecer todas as dúvidas que os senadores pudessem ter sobre a minha indicação, sobre os meus conhecimentos jurídicos e meus posicionamentos.
Época — O senhor dormiu bem na véspera?
Toffoli — O fundamental para enfrentar um momento como esse é estar descansado. Eu dormi com tranquilidade. Não há um dia que eu tenha problema para dormir porque tenho a consciência tranquila.
Época — Nem naquele dia?
Toffoli — Naquele dia eu dormi oito horas.
Época — E como foi a preparação?
Toffoli — Eu me dediquei principalmente às visitas individuais. Então, além da arguição que houve na Comissão de Constituição e Justiça, eu tive a oportunidade de ser questionado pessoalmente por praticamente quase todos os senadores. Tive conversas de até duas, três horas. Eu me submeti a sabatinas individuais.
Época — O Supremo tem um julgamento bastante polêmico: a extradição do italiano Cesare Battisti. O seu voto pode alterar o desfecho do caso. O senhor se considera impedido de julgá-lo?
Toffoli — Eu não me manifesto sobre casos concretos que estão em julgamento ou que possam vir a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Época — E aquela Bíblia aberta em cima da mesa? O senhor tem alguma fé?Toffoli — Eu sou católico apostólico romano, tenho formação católica sólida, uma família tradicionalmente católica. Tenho um irmão que é padre e um tio já falecido que era monsenhor. Meu pai rezava o terço com os filhos todo dia em casa, ajoelhados. Acredito em Deus, em céu e inferno, na ressurreição de Cristo, na vida eterna. Eu sou uma pessoa de fé.
Época — E essa fé te ajudou nesses últimos dias?
Toffoli — A tranquilidade vem da fé em Deus. A vivência e a alta responsabilidade que eu assumo a partir do dia 23 só são possíveis de serem enfrentadas, sem dúvida nenhuma, porque eu tenho a consciência de que Deus estará do meu lado.
Época — O senhor esperava mais rigor do Senado diante de seus laços políticos com o PT?
Toffoli — Eu acho que foi mais rigorosa do que imaginava. Esperava quatro horas de sabatina, mas foram mais de sete. O que me deixa muito feliz, muito satisfeito.
Época — A sua atuação como advogado-geral da União e como defensor do presidente Lula em duas campanhas pode contar negativamente na sua atuação no Supremo?
Toffoli — A advocacia é uma página virada na minha história. Eu já desencanei da advocacia.

A totalidade da Imprensa brasileira foi contra a indicação. VEJA, ISTO É, FOLHA DE SÃO PAULO, CARTA CAPITAL. O argumento utilizado na sabatina, de que OPTOU PELA ADVOCACIA para tentar explicar duas reprovações seguidas em concursos para Juiz Substituto da Justiça Federal em São Paulo é pífio. Se OPTOU pela advocacia, não devia ter feito concurso público e sim investido na vida acadêmica e ter dado mais visibilidade ao seu escritório de advocacia que ninguém sabe onde fica e na advocacia deveria ficar a vida toda, como o prof. Marcio Thomas Bastos, inúmeras vezes convidado para Ministro do STF , que, polidamente, nunca aceitou, por ter optado pela advocacia. A sabatina, não pode ter esse nome, pois foi um encontro amigável, com questões tolas e respostas desconexas. Tive uma péssima impressão, inclusice de coordenação motora e intimidade com o vernáculo no RODA VIVA da TV Cultura. O Poder Judiciário se calou em peso, talvez porque agora , depois do atual Presidente do STF, Juiz de Direito tem vínculo de subordinação ( caso Satiagraha). A OAB, é claro, tem de aplaudir a indicação porque o indicando é advogado. Resta ver como se sairá no dia-a-dia da Corte, especialmente numa eventual refrega com o Ministro Joaquim Barbosa. Existem juristas de muito maior peso para o mister!
Essa história de colocar Deus nas coisas , é sintomática. Sem o notório e sólido saber jurídico no STF não há Deus que ajude. É como fumar 5 carteiras de cigarro por dia e ter a certeza de que Deus vai evitar o câncer de pulmão.
Essa história de colocar Deus nas coisas , é sintomática. Sem o notório e sólido saber jurídico no STF não há Deus que ajude. É como fumar 5 carteiras de cigarro por dia e ter a certeza de que Deus vai evitar o câncer de pulmão.
Essa história de colocar Deus nas coisas , é sintomática. Sem o notório e sólido saber jurídico no STF não há Deus que ajude. É como fumar 5 carteiras de cigarro por dia e ter a certeza de que Deus vai evitar o câncer de pulmão.
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