“Perca do praso”, "prossedimento”, “respaudo” e “inlícita” são alguns dos erros de português constatados no primeiro exame de 2011 da Ordem dos Advogados do Brasil aplicado aos bacharéis em Direito que pretendem exercer a advocacia. É por conta desses erros que a OAB defende a manutenção da prova de habilitação para os futuros advogados. Em breve, o assunto deverá ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. A reportagem é da Agência Brasil.
Em uma das questões da prova, um candidato responde que o o juiz do Trabalho não pode “legislar sobre falência”. Em outro trecho, o inscrito mostra que desconhece o mais alto cargo do Judiciário, o de ministro do STF. A petição simulada na prova pelo candidato é dirigida ao “Exmo. Sr. Desembargador do Supremo Tribunal Federal”. No entanto, não há desembargadores no Supremo.
Para o vice-presidente da Comissão Nacional do Exame de Ordem e coordenador da comissão de elaboração do Exame de Ordem Unificado, Luís Cláudio Chaves, os erros dos candidatos mostram que é preciso uma seleção mínima para que os bacharéis em Direito possam exercer a advocacia. “O advogado lida com a liberdade, com o patrimônio, com a questão sentimental em um processo de família. Se essa pessoa fizer mal a alguém [por falta de competência profissional], se alguém for preso pela sua baixa qualificação, como se remedia isso?”
O questionamento sobre a legalidade do exame da OAB chegou ao STF por meio de uma ação impetrada pelo bacharel João Antonio Volante. A ação tem como relator o ministro Marco Aurélio. Na semana passada, o parecer do Ministério Público Federal sobre o assunto causou polêmica nos meio jurídicos: o subprocurador-geral da República Rodrigo Janot considerou o exame inconstitucional e argumentou que ele serve para fazer reserva de mercado.
“Se fosse um concurso com restrição de vagas, poderia haver questionamento da constitucionalidade, mas estamos procurando aptidões”, assinala Chaves. “Isso existe até em funções não intelectualizadas. Um motorista, por exemplo, precisa de uma carteira de determinado tipo para dirigir profissionalmente.” Para ele, é melhor que a OAB submeta os bacharéis à prova do que constatar o despreparo durante o exercício profissional.

O problema então não está sendo identificado corretamente.O aluno brasileiro, em geral, é deficiente no uso correto do língua portuguesa.É necessário corrigir a deficiência desde a educação fundamental,tarefa de responsabilidade do MEC, e não apenas quando a pessoa se submete a qualquer exame.Aliás, sou da opinião que o curso de Direito pode ser avaliado pelo próprio MEC, órgão verdadeiramente responsável pela aferição da qualificação de estudantes de todos os cursos superiores.Dessa maneira seria uma avaliação isenta de interesses e reservas de mercado que só interessa a determinados grupos.Esperemos por uma decisão justa por parte do STF.
A sociedade desigualitária iniciou-se com a convivência do homem primitivo em grupo social. Esse fenômeno social ainda com a evolução da humunidade não desapareceu; é uma praga incrustada nas diversas sociedades existentes e que existiram na face da Terra. No decorrer dos tempos, surgiram diversas revoluções político-sociais sob o pretexto de se implantar o princípio igualitário, como a Revolução Francesa e outras tantas. Mas essas inciativas revolucionárias havidas só amenizaram o problema. Ou melhor, trocaram-se seis por meia dúzia. Sendo assim, a regra do jogo continua: quem pode mais chora-se menos. Faculdades públicas de ótima qualidade e gratuita para a elite tradicional, e o restante nem é preciso mencionar.
Vejam os links abaixo, ?v=H8j8rbOrxi0&NR=1 be.com/results?search_query=jo%C3%A3o+pa ulo+silvino&aq=f
http://www.youtube.com/watch
http://www.youtu
O exame da ordem, certamente, jamais acabará. Quem quer ser ADVOGADO, que estude o suficiente. E digo mais, não precisa estudar muito!!!
O fim do exame causaria um desastre generalizado e logo em seguida, os defensores que querem advogar pelas portas dos fundos, ou melhor da bandalheira, irão pleitear o fim das provas para o concurso da magistratura, do ministério público, etc.
Só o estudo salva, goste quem quiser gostar, pois, o exame jamais acabará. Aliás, que tal a volta da prova oral?
Quem faz a faculdade é o aluno. Quem estudou em Universidade Pública sabe disso muito bem. As públicas selecionam melhor e só entra lá quem gosta de estudar e, em Direito, tem que gostar de ler e tem que ser curioso. Se o sujeito ficar memorizando artigos de lei e pensando que está aprendendo direito, fica difícil.
acho que ocorreu um Equivoco com os dados da matéria quando a mesma alega que: "Perca do praso”, "prossedimento”, “respaudo” e “inlícita” são alguns dos erros de português constatados no primeiro exame de 2011 da Ordem dos Advogados do Brasil aplicado aos bacharéis em Direito que pretendem exercer a advocacia"... Na primeira fase deste IMORAL, ILEGAL, DESUMANO, DEGRADANTE E INCONSTITUCIONAL EXAME DE CARÁTER PECUNIÁRIO DA OAB, o examinando só assina e marca as alternativas, pois NÃO EXISTE NENHUMA ALTERNATIVA QUE NECESSITE DE RESPOSTA SUBJETIVA... UM INSTRUMENTO DE INFORMAÇÃO COMO ESTE, NÃO PODE ERRAR ASSIM, POIS ESTARÁ PRATICANDO A "DESINFORMAÇÃO" DOS LEITORES...
Um colega bacharel em Direito estava se vangloriando de, em todo o curso, ter lido no máximo dez páginas da CF88, alegando que o importante é saber consultar o índice; é claro que ele não exerce a profissão.
Outro fez a faculdade mais cara da cidade, com o melhor conceito no MEC, e levou sete anos para se formar; também não exerce a profissão.
Um parente se formou numa faculdade particular que, embora cara, tem uma fama desagradável no meio jurídico. Mesmo assim, passou no Exame da Ordem, sem cursinho e na primeira tentativa.
Um ex-colega foi demitido por que sua advogada perdeu todos os prazos para se recorrer sobre um mandado de segurança. Alegou que estava muito estressada e que não havia mais o que fazer.
De acordo com o Edital correspondente, a prova noticiada (tanto pela CONJUR quanto pela própria OAB, nas respectivas páginas) aconteceu há mais de quatro meses.
Assim, qual seria a opção correta?
a) a OAB levou quatro meses para identificar os erros noticiados; ou
b) a notícia só apareceu agora, quando o MPF emitiu parecer pela inconstitucionalidade do Exame de Ordem, com o fim de induzir a população a ser a favor da manutenção dessas provas.
No caso da hipótese “a”, os erros não parecem muito comuns, dado o tempo que se levou para “garimpá-los”.
"Tem-se conhecimento de que a OAB, no plano nacional e nos Estados propõe inúmeras ações em defesa de segmentos alheios ao universo jurídico. Cobra e ajuíza medidas visando mudanças no processo eleitoral da República, em normas tributárias, em defesa de direitos humanos, mas nada, absolutamente nada fez ou faz contra as faculdades que, segundo a própria Ordem, diplomam quem não estaria qualificado. Essa omissão da Ordem é equívoco, desconhecimento ou má-fé? O que está por trás dessa conduta?
O Exame da Ordem não é a via adequada para defender a sociedade dos maus profissionais. O Exame apenas veda a entrada no mercado de milhares de pessoas que viriam aumentar a concorrência e levar à sociedade a oferta de melhores serviços, segundo irrevogável lei de mercado. A manutenção do exame é exatamente o contrário. É reserva de mercado. Constitui uma inesgotável e crescente fonte de renda para a Ordem, em taxas de inscrição, mensalidades e remuneração, no Exame e em cursos preparatórios.
Não é o Exame da Ordem que vai defender a sociedade dos maus advogados. Tal argumento, aliás, contraria o princípio da inocência e pretende desviar a atenção do que realmente deveria ser feito para defender a sociedade dos maus profissionais: processá-los e puni-los, sem privilégio para quem seja amigo do rei".
A sociedade desigualitária iniciou-se com a convivência do homem primitivo em grupo social. Esse fenômeno social ainda que com a evolução da humanidade não desapareceu; é como uma praga incrustada nas diversas sociedades existentes e que existiram na face da Terra. No decorrer dos tempos, surgiram diversas revoluções políticas-sociais sob o pretexto de se implantar o princípio igualitário, como a Revolução Francesa e outras tantas. Mas essas inciativas revolucionárias havidas só amenizaram o problema. Ou melhor, trocaram seis por meia dúzia. Sendo assim, a regra do jogo continua: quem pode mais chora menos. Faculdades públicas de ótima qualidade e gratuita para a elite tradicional, e o restante nem é preciso mencionar.
O problema não está sendo identificado no momento adequado.Se os candidatos não dominam a língua pátria, o fato se deve ao ensino básico deficiente.É dever do governo promover educação de qualidade nas escolas públicas e fiscalizar as entidades particulares de ensino com o mesmo objetivo.
Entendo que o exame deve ser mantido,mas gerenciado e aplicado pelo MEC.Essa sim, é a instituição responsável por verificar a aptidão dos candidatos para profissões que exigem exame de habilitação para seu exercício.
À OAB, honrada entidade que representa com dignidade a classe,deveria ficar incumbida de zelar pela conduta desses profissionais, somente após serem aprovadas em um exame aferido e custeado pelo MEC.Dessa forma haveria imparcialidade evitando-se especulações em torno de outros interesses.
Esperemos por uma decisão justa do STF.
TEM GENTE SE MANIFESTANDO NESSE ESPAÇO, DIZENDO SABER TUDO, E JÁ ESCREVEU NO CONJUR "HIPOCRIZIA".
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A CARAPUÇA VAI SERVIR OU VOU TER QUE DAR "NOMES"?
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QUANTO À MATÉRIA TER SIDO VINCULADA AGORA E NÃO HÁ 4 MESES, CHAMA-SE LIBERDADE DE EXPRESSÃO. TÁ NA CF/88!
Eu não escrevi ser proibido divulgar a notícia. Só achei bem estranho ela só ser divulgada exatamente agora.
Pergunta de natureza moral: é correto divulgar notícia omitindo um detalhe importante (que a prova aconteceu faz mais de quatro meses)?
No mais, reitero a minha pergunta: qual seria a opção correta?
a) a OAB levou quatro meses para identificar os erros noticiados; ou
b) a notícia só apareceu agora, quando o MPF emitiu parecer pela inconstitucionalidade do Exame de Ordem, com o fim de induzir a população a ser a favor da manutenção dessas provas.
No caso da hipótese “a”, os erros não parecem muito comuns, dado o tempo que se levou para “garimpá-los”.
E mereceu um "porturgeiss" a lá msn. Acho até mais "dificiu" escrever assim como voçê fez. Mais ficou legal seu sarcasmo.
Em relação a opnião do Juíz Berthold, concordo.
Acredito que um exame semelhante ao da OAB deveria ser aplicado em vários cursos superiores. Certamente teríamos mais "confiança" ao contratar engenheiros, dentistas, arquitetos etc.
Nao importa se o exame em tela foi realizado há quatro meses, tampouco se é resposta ao infundado parecer da Procuradoria Geral da República, já que é oportuno, mormente agora, diante da iminencia do julgamento pelo STF, enfatizar a necessidade de seleção de bachareis para o exercício da advocacia.
Até a notícia vem com erro. "Erro de português é casar com a Maria". Conheço erros de concordância; erros de grafia, etc.
Não podemos transformar o pobre português (cidadão) em culpado pela ignorância do pessoal que não aprendeu o suficiente na escola.
Dr.,
é imoral publicar algo meses depois do fato para embasar algo que se acredita. O correto seria publicar na mesma hora e não utilizar a informação num outro momento.
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Da mesma forma, é imoral o juiz trabalhar meio período no Fórum e meio período em casa, mesmo que seja legalmente autorizado pelo Tribunal, pois é certo que a maioria dos magistrados (acredito que uns 75%) nessa situação não estão realmente trabalhando em suas residências.
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Como contribuinte, não aceito isso. Eu trabalho quando eu quero e na hora que eu quero, mas sou profissional liberal.
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Dr., com todo respeito, mas lugar para se discutir moralidade é na igreja. No Brasil, país do jeitinho, a palavra "moralidade" deveria ser excluída do vernáculo e discuti-la não é algo fácil pela própria cultura brasileira.
Como é e o que é "escorregar no português" na 1ª fase??
A prova não é objetiva?
Quanto ao problema em si, no meu ver ADVOGADO precisa saber escrever. É fundamental à profissão.
Mas vejo que as "nobres instituições de ensino" não dão mais a mesma importância à prova de redação.
O sujeito fugiu das aulas de português no ensino fundamental, entrou na "facul" na repescagem da 3ª chamada, ficou tomando cervejinha enquanto rolava a aula de Direito Civil, e aí quer brigar com o mundo porque não consegue aprovação no Exame de Ordem, e ainda culpa o exame, dizendo que não é competência da OAB fiscalizar a qualificação da profissão.
No que se refere a quando publicar certa notícia, é claro que pode ser publicada e republicada quantas vezes se deseje. O que considero errado é pegar um fato do passado e noticiá-lo como se fosse atual. Assim, a notícia seria adequada apenas com um acréscimo: a data da prova. Aí, com todas as informações (a maioria das pessoas não sabe quando acontecem as provas dos Exames da OAB), cada leitor poderia fazer seu juízo de valor. Ah, nessa linha, também seria importante noticiar qual o percentual de provas em que encontrados os erros, para se ver se são comuns ou excepcionais.
Turno de trabalho dos magistrados não foi mencionado na notícia, razão pela qual considero comentar a respeito, aqui, impertinente.
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