A imprensa vigia e fiscaliza o poder e as instituições, mas foge do seu papel quando passa a fazer publicidade opressiva — o tipo de pressão irresistível que força a Justiça a decidir não em conformidade com as leis, mas com os desígnios da mídia.
O raciocínio é apresentado pelo ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, no programa Ponto a Ponto, da emissora de TV por assinatura BandNews, que vai ao ar às 24h deste sábado (8/6), com reprise às 20h30 de domingo. A entrevista com o ministro foi feita pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e pelo cientista social Antonio Lavareda, autor do livro "Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais" e coordenador da obra "Como o eleitor escolhe seu prefeito: campanha e voto nas eleições municipais".
Um dos mais respeitados advogados do país, Thomaz Bastos defende um dos réus do chamado “caso do mensalão”: o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado e, mesmo com sua vasta experiência, diz que poucas vezes viu um fenômeno nessas proporções de pressão sobre o Judiciário.
Este será também um caso inédito em outro aspecto. É a primeira vez que o Supremo Tribunal Federal dispõe-se a promover julgamento com efeitos diretos sobre disputa eleitoral — o que a Corte sempre evitou, sem esconder o fundamento.
Os advogados, que defendem os réus do mensalão, se pronunciaram sobre a dinâmica de julgamento assim que foi anunciado a data para o início dos trabalhos em agosto. Os criminalistas têm comunicado à imprensa, desde então, a preocupação com a ordem das sustentações e o tempo dedicado a elas, considerado exaustivo e contraproducente na visão da maioria deles. "Uma coisa é ouvir debates em um júri. Outra é ouvir sustentações orais, uma atrás da outra. Quando chega a vez do quarto ou quinto advogado, ninguém mais presta muita atenção", disse o criminalista Márcio Thomaz Bastos à Folha de S. Paulo.

É rídiculo o argumento (se é que se pode chamar de argumento) de que ninguém prestará atenção às sucessivas sustentações orais dos advogados dos mensaleiros. Trata-se de um julgamento histórico e praticamente o país inteiro o acompanhará com lupa, podendo chegar até mesmo a tomar a atenção que o povo brasileiro costumava a dedicar exclusivamente ao futebol.
Ao contrário da versão de que os argumentos da defesa não teriam a atenção devida dos magistrados em razão do cronograma do julgamento, o que realmente incomoda a defesa é a sua incapacidade de atacar o mérito da denúncia. E por isso recorrem a esse tipo de expediente.
E a propósito, o ministro Ayres Brito e outros integrantes da Corte já refutaram a possibilidade de que pudessem ser submetidos a pressão para julgarem de maneira contrária aos seus entendimentos por quem quer que seja. Ou seja os próprios ministros negam que estejam sob pressão que possa prejudicar os trabalhos da Corte mas MTB se arvora no direito de falar em nome deles que na verdade estão sim.
A pressão irresístível a que MTB se refere existe, porém é exercida na maioria das vezes contra juízes de primeiro grau que julgam processos envolvendo interesses do crime organizado, aos quais é comum que tribunais estaduais neguem os pedidos de proteção como ocorreu com Patrícia Acioli. Essa sim foi submetida ao que se pode chamar de pressão. E nem por isso deixou de fazer o seu trabalho até quando pôde.
A imprensa é a voz do povo, portanto defende a sociedade. Se fizerem uma pesquisa iremos verificar que certamente uma proporção considerável da população apoia o trabalho da imprensa, embora tenhamos que reconhecer alguns equívocos, mas grosso modo a imprensa tem sido a salvação do mundo. Demais disso, o julgamento do mensalão tá demorando demais para ser resolvido. O trabalho do jornalista tem papel fundamental na defesa da sociedade, assim como é o advogado, o médico, o dentista, o engenheiro, o psicologo, o professor, o químico, ou seja, ninguém é melhor que o outro, todos se complementam e tem um papel a desempenhar no mundo. Alfim, a sociedade devem apoiar o STF para que o mensalão seja julgado e quem tiver culpa do cartório que responda pelo que fez e quem for inocentado que busque no Judiciário reparação pelas injustiças sofridas.
Porque Bastos não comenta o terrível conflito de interesses que é ter sido ministro da justiça um homem que dedicou toda sua vida a livrar celerados da cadeia promovendo a maior de todas as injustiças?Porque não comenta a falta de ética, que redunda em grave injustiça, de locupletar-se com honorários oriundos de atividades criminosas?Porque não comenta o absurdo que é defender os interesses dos petralhas a soldo?Porque não comenta o fato que seus constituintes,os petralhas,tornaram-se sinônimo de adjetivo pejorativo?Porque não comenta que 99% da imprensa também esta arregada a mesma quadrilha que paga seus régios honorários?Bastos porque não te calas??????
O que dizer de um ex ministro, cuja o conhecimento advêm mais de conhecimento político, do que conhecimento jurídico.... Defende suas convicções de acordo como com os honorários quitados pelos seus inocentes clientes. Nós que somos culpados pelo mensalão!!!!
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É um fato sabido que a zona sul de São Paulo (Itaim, Vila Olímpia, Vila Nova COnceição, Ibirapuera, Vila Mariana, Uberabinha, mirandópolis, etc.) repousa sobre um imenso cupinzeiro de mais de oito QUILOMETROS de comprimento e uns cinco de largura.
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Então o ínclito sr. defensor que se cuide, porque com cara-de-pau deste tamanho é um imenso alvo em potencial!
trocando em miúdos: com o povo e a imprensa vigiando o velho esquema de tráfico de influência e troca de favores, que é bastante comum nesse meio, não irá funcionar no caso em referência. trata-se de típico exercício do jus sperniandi. esse não pode ser o grande ícone da advocacia no momento, nem o exemplo a ser seguido. é o mesmo que defendeu o pj igor, obteve sua liberdade provisória no TJ/SP, prometeu apresentá-lo em caso de condenação,e o cara sumiu.
trocando em miúdos: com o povo e a imprensa vigiando o velho esquema de tráfico de influência e troca de favores, que é bastante comum nesse meio, não irá funcionar no caso em referência. trata-se de típico exercício do jus sperniandi. esse não pode ser o grande ícone da advocacia no momento, nem o exemplo a ser seguido. é o mesmo que defendeu o pj igor, obteve sua liberdade provisória no TJ/SP, prometeu apresentá-lo em caso de condenação,e o cara sumiu.
Infelizmente o vetusto "adevogadio" apesar de sua capa de grande jurista , nada mais é do que um mero cooptado pelas hordas petralhas a quem serviu de forma fiel durante varios anos ajudando a "acochambrar" as variadas bandalheiras petralhas. Fez mais um pouco seu ja famoso nome no mercado e agora vende "seus prestimos" para qualquer bandido que se disponha a pagar seus milionarios caches de navegador do codigo penal.
Tudo bem que ja conheço aquela lenga-lenga engarrafada e pronta para o consumo que diz que todo mundo tem amplo direito a defesa , bla bla bla bla.......mas convenhamos , existe uma coisa chamada etica e "postura profissional" que em tese impediria um verdadeiro Advogado de se vender para um meliante declarado como carlinhos cachoeira em troca de um monte de tostões , mesmo com o bla bla bla, é uma postura discutivel , para não dizermos bem nojenta.
marcio bastos tambem é advogado de "outro" meliante chamado wagner canhedo que foi "dono" da VASP no imperio cleptocrata de fernando collor , graças a sua indiscutivel "capacitação tecnica" para o enrolation explicito , a empresa aerea parou de voar a 7 anos e os Funcionarios devem "agradecer" ao empoado adevogadio o FATO de que JAMAIS receberam um centavo de suas devidas indenizações , afinal havia um "medalhão" defendendo e ganhando tempo para o "outro" meliante que continua DONO do transporte publico em Brasilia. Se usarmos o argumento da defesa plena , ate Adolf Hitler em seu bunker em Berlim poderia ter sido procurado por Bastos que ofereceria "seus prestimos" para provar que tudo foi apenas um terrivel "engano" , principalmente por parte dos Judeus. Por essas e outras é que vomito cada vez mais , paiszinho nojento esse nosso , não acham ???
Aí está o segredo das profissões.
Tenho sustentado que ANTIGAS ATIVIDADES EXERCIDAS ficam bem num CURRICULUM, mas NUNCA, JAMAIS, como adjetivo de uma profissão, com ela umbilicalmente ligada.
Ministro da Justiça NÃO PROVA e NÃO se RELACIONA com o JUDICIÁRIO, embora os que considero "jornaleiros", mas se qualificam de "jornalistas", CONTINUEM a CONFUNDIR!
Ora, como tenho sustentado a LEGALIDADE e a MORALIDADE da posição do Advogado Marcio Bastos, na defesa de alguns Cidadãos, alguns Réus em processos criminais e, outros, "Réus em processos de mídia", eu me sinto à vontade, agora, para lamentar a atitude do Advogado que se apresenta como EX-MINISTRO, para OPINAR sobre matéria que está relacionada, até, com a defesa de seus Clientes.
Não, NÃO EXISTE ATITUDE ou MEDIDA OPRESSIVA da MÍDIA. O que existe é uma REAÇÃO da MÍDIA às MEDIDAS OPRESSIVAS que EX-MINISTROS, EX-PRESIDENTE e, até, MINISTRO (vide o depoimento do Min. Marco Aurélio, há poucos dias, aqui mesmo no CONJUR, em que argumenta que o EG. STF tem matérias mais importantes a julgar que o próprio MENSALÃO!).
Todos, parecem, estão fazendo imenso esforço para que o MENSALÃO resulte, afinal, em milhares de páginas perdidas e inúteis, apenas a registrar o tempo perdido pelos Magistrados que com ele se envolveram!
Talvez, se predominar a OPRESSÃO dos OPOSITORES do JULGAMENTO do MENSALÃO, ou dos QUE QUEREM a ABSOLVIÇÃO dos ENVOLVIDOS no MENSALÃO, cheguemos à CONCLUSÃO de que bem melhor aquelas páginas fariam se tivessem aquecido o fogo de que necessitam os POBRES ESQUECIDOS do SUL do PAÍS, aos milhares, ou aqueles do NORDESTE do País, em que, se não há frio, HÁ, ainda, MUITA FOME e MUITA SEDE. e recebem as benesses do Governo Federal.
É um exemplo, pois, de advocacia a opinião manifestada!
Disse que MTB é excelente advogado, porque ao ADVOGADO cabe, também, UTILIZAR, nos julgamentos que ENVOLVEM políticos, o EFEITO PSICOLÓGICO, OPRESSOR de MINISTROS e MAGISTRADOS. É que TODOS são CIDADÃOS e, assim, SERES HUMANOS, No momento de um JULGAMENTO, ELE, como JULGADOR, sabe que está sob os HOLOFOTES da MÍDIA,e SENTIRÁ o PESO de um POSSÍVEL POSICIONAMENTO da OPINIÃO PÚBLICA, contrário à seu futuro posicionamento político ou profissional!
O Sr. MTB, que não sei se conquistou, formalmente, o direito ao uso do DR., tem DIREITO a tal uso, simplesmente pela EXCELÊNCIA das TÉCNICAS e ESTRATÉGIAS que USA e ABUSA para se PROJETAR e, assim, CONQUISTAR ou AMESQUINHAR o ENFOQUE A FAVOR ou CONTRA o seu CLIENTE ou o seu ADVERSÁRIO.
Excelente Advogado, portanto, repito.
O que NÃO É ÉTICO, o que deveria ser PROIBIDO e COIBIDO pela OAB é o uso, pelos ADVOGADOS, dos títulos que os ORNAMENTAM, quando estiverem no EXERCÍCIO da ATIVIDADE de ADVOGADO.
É que tal uso se constitui em típico exemplo de DESCONSTITUIÇÃO da ÉTICA do ADVOGADO e me faz lembrar aqueles que, tendo sido Magistrados, imprimem, no seu cartão de ADVOGADO, a sua ANTIGA ATIVIDADE PROFISSIONAL, como a dizer ao Cliente: "Melhor Advogado não é aquele que conhece a Lei, mas aquele que conhece Magistrados, ou o próprio Tribunal!"
Ter sido Ministro da Justiça, todos nós que lemos o CONJUR o sabemos, NÃO É CREDENCIAL de CONHECIMENTO ou INTEGRAÇÃO ao JUDICIÁRIO.
Todavia, para o POVO, para o CIDADÃO não atento às diferenças, NÃO É ASSIM.
Portanto, apregoar-se como EX-MINISTRO da JUSTIÇA, para fazer pronunciamentos que PODEM AFETAR a ATUAÇÃO de ADVOGADO é EXERCÍCIO ANTI-ÉTICO da PROFISSÃO e deveria ser objeto de PROCESSO DISCIPLINAR.
Mas querem apostar que NUNCA será proposto?
O bom é ter AMIGOS!
Aceitar a premissa como verdadeira é conceber que o STF é suscetível ao humor de uma “reportagem”, ao que convenhamos é inaceitável.
Estão com a razão os advogados de defesa. Depois da quarta ou quinta sustentação oral ninguém vai mais prestar atenção em nada, aguardando o desfecho final. Muitos serão prejudicados. O julgamento do mensalão é algo único. Surgiu porque a corrupção no Brasil chegou a um nível jamais visto na história da Humanidade, o que exige certas adaptações na legislação para permitir julgamentos mais adequados. Veja-se que nos EUA e Europa um juri popular pode ser estender por meses, o que deve ocorrer, a meu ver, com o julgamento do caso do mensalão. O ideal seria que a cada dia fossem ouvidas nunca mais do que duas sustentações orais, inclusive para que a mídia tenha tempo de fazer repercutir junto à opinião pública o desdobramento do caso que foi discutido no dia através da sustentação oral da defesa. Ao se seguir o planejado, veremos um julgamento repleto de contradições, que serão exaustivamente exploradas em embargos de declaração, trazendo ainda mais descrédito ao que por si só já se encontra completamente desacreditado.
Se o STF estivesse preocupado com a opinião pública já teríamos políticos condenado há muitas DÉCADAS! Quantas quantas vezes o tribunal nem 'tchum'?
O Judiciário já é acostumado a trabalhar sob pressão! Esta estratégia de defesa do Dr. Márcio é muito fraca! O que el quer é que os Ministros entrem na dele e votem contra a opinião pública!!!
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