Três ministros votam pela condenação de Dirceu e Genoíno

Três ministros do Supremo Tribunal Federal votaram, até agora, pela condenação de José Dirceu e de José Genoíno por crimes de corrupção ativa no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Quatro ministros votaram também pela condenação do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

O revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, votou pela absolvição de José Dirceu e José Genoíno, condenando apenas Delúbio. Contudo, os ministros Luiz Fux e Rosa Weber votaram nesta quinta-feira (4/10) integralmente com o relator, ministro Joaquim Barbosa — clique aqui para ler como o relator votou —, condenando os três réus apontados como o núcleo diretor do esquema de compra de votos de parlamentares no primeiro ano de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelas intervenções feitas por outros ministros durante os votos em plenário, advogados dos réus já fazem as contas de que há, pelo menos, mais quatro votos que devem seguir a linha do ministro Joaquim Barbosa, pela condenação de Dirceu e Genoíno.

Até aqui, os quatros ministros concordaram ao condenar Marcos Valério, seus dois sócios nas empresas SMP&B e DNA Propaganda, a ex-diretora administrativa de uma de suas agências, Simone Vasconcelos, e seu advogado à época, Rogério Tolentino. Os ministros também tiveram o mesmo entendimento para absolver Geiza Dias, ex-funcionária de Valério, e o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, então ministro dos Transportes na época dos fatos imputados pela denúncia.

Quanto aos três réus apontados como articuladores do esquema — Dirceu, Genoíno e Delúbio —, Lewandowski divergiu dos demais colegas, ao entender que os autos provam que apenas Delúbio Soares tomou parte na compra do voto de deputados. Para o revisor, o Ministério Público não conseguiu comprovar a participação de Dirceu e de Genoíno nos crimes a eles imputados.

Em seu voto, a ministra Rosa Weber questionou a afirmação feita por Ricardo Lewandowski de que Roberto Jefferson desmentiu em juízo o que afirmara anteriormente sobre a participação de José Dirceu no esquema. A ministra citou depoimento, colhido em juízo, em que Jefferson “reitera e reconfirma” as informações prestadas anteriormente.

O presidente do STF, ministro Ayres Britto, já havia se manifestado, na ocasião do voto do revisor, contra a conclusão de que Jefferson não teria confirmado seu depoimento. Para Britto, o corréu foi “muito enfático nessas confirmações”. Rosa Weber estendeu a conclusão às demais provas presentes nos autos. “As afirmações e denúncias foram confirmadas ao longo da instrução processual”, disse. “Corruptos e corrompidos demandam corruptores”, insistiu.

A ministra reiterou ainda que “as provas são tão claras quanto a luz”, a despeito de não se darem na esfera pericial e documental. Rosa Weber afirmou se amparar na doutrina que preconiza “que o dolo pode ser provado por qualquer classe de provas, inclusive as presunções”. Parafraseando o jurista Nicola Malatesta, Rosa disse que “o ordinário se presume, só o extraordinário se prova”. E completou: “Nessa espécie de criminalidade, a consumação sempre se dá longe do sistema de vigilância”.

Rosa considerou inverossímil que Delúbio tenha praticado todos os atos sem o conhecimento de outros integrantes da cúpula do PT. “Com todo o respeito, não é possível acreditar que Delúbio, sozinho, teria comprometido o Partido dos Trabalhadores com dívidas da ordem de R$ 55 milhões, sem o conhecimento de ninguém da executiva do partido”, afirmou.

Terceiro a votar nesta quinta-feira, o ministro Luiz Fux discordou do revisor, que afirmara em seu voto que a teoria do domínio do fato está sendo banalizada ao ser adotada para justificar condenações durante o julgamento da Ação Penal 470.

Fux afirmou que a teoria surgiu justamente para coibir crimes econômicos e que a prova indireta ganha importância no plano do que chamou de "delitos associativos" e da dificuldade de comprová-los.

O ministro disse ainda estar convencido de que o chamado “núcleo publicitário” agia como longa manus daqueles que articularam o esquema politicamente, os personagens centrais do núcleo político. Luiz Fux também afirmou que depoimento em Comissões Parlamentares de Inquérito, quando coincidem com os dos autos, tem peso de depoimento feito sob o crivo do contraditório. Ou seja, peso de depoimento judicial. “São como provas”, afirmou.

O Supremo retomará o julgamento com o voto dos outros seis ministros na próxima terça-feira (9/10). A expectativa é a de que o julgamento chegue ao fim nas próximas três semanas. E aí será a hora de discutir o tamanho da pena a que serão condenados os réus.

Rafael Baliardo

é repórter da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Rodrigo Haidar

é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov disse:
04 de outubro de 2012 às 21:26

Nunca pensei em ser tratado de forma melhor, mas igual.
A morte a todos iguala.
Os contrastes sociais e jurídicos acomodam os desafetos da humanidade, mas atormentam os pensamentos livres.
Respondo por todo e qualquer ato ilegal e me contorço de dores pela impunidade das caricaturas do poder.
O momento é único desde o descobrimento desta agonizante nação.
No apagar das luzes um raio ilumina uma nova vida.
A justiça está despontando e ainda há de prevalecer.
Sobreviveremos na memória da próxima geração portadora de uma democracia que ainda sonhamos.
A minoria que nos escarneceu será alijada.
E nos epitáfios seremos saudades e arrependimentos.

Olho clínico disse:
04 de outubro de 2012 às 21:34

Cadê aquele discurso de vítima do início do julgamento. De atacar, agregir, e desrespeitar o Procurador Geral da República. De diminuir seu trabalho, ameaçando-no de representação, de castração, detonando o MP. Os advogado se limitaram a dizer que não há provas, e a agredir outro profissional. A resposta está ai...PARABÉNS MP! Nota ZERO àqueles que, ao invé de discordar, atacaram, agrediram gratuitamente, como se isso fosse salvar a pele de alguém.

Observador.. disse:
04 de outubro de 2012 às 23:45

Interessante o que escreveu.Poético até.
Alguns, em minha opinião, diexarão mais arrependimentos do que saudades.
E, como o senhor, senti-me bem ao perceber que - de fato - há juízes em Berlim. Como o moleiro, passei a acreditar que os juízes da Corte Suprema - pelo menos grande parte deles - julgam sem distinguir o Rei dos demais.

Citoyen disse:
05 de outubro de 2012 às 09:02

Sempre soube que a LEITURA de um TEXTO pode ser feita ainda que a ele faltem vogais, consoantes e, mesmo, palavras que, na sua composição e compostura normal, natural, lá devessem estar.
Todavia, é escandalosamente grave e patético presenciar o debate, que a transmissão direta do ESPETÁCULO, que se encena no EG. STF, nos proporciona. É grave e patético, porque a "LEITURA DE UM TEXTO", que passou a ser a palavra de ordem do Ministro Lewandovsky, pode ter tal intensidade de distorções, de omissões e de dissintonias que a única conclusão a que chegamos é a de que um dos PILARES de um dos PODERES da REPÚBLICA está desmoronando, corroído nem sei bem por que razão! (Ou talvez prefira não saber!)
E esta sensação decorre das simples observações feitas pelos Pares do DD. Ministro, à sua LEITURA!
Sim, porque na República os PILARES dos seus PODERES são representados por aqueles que o EXERCEM. No Eg. STF, naturalmente, SÃO SEUS PILARES os seus DDS. MINISTROS, ainda que possam ter sido indicados, venia concessa, por razões meramente POLÍTICAS. É que as RAZÕES POLÍTICAS, na REPÚBLICA, e lamentavelmente, ABSORVEM TUDO que se QUEIRA ou se IMAGINE. Daí, a IDONEIDADE, a LEALDADE, o NOTÓRIO SABER - pouco importando qual ele, saber, seja! - a MORALIDADE e, enfim, todos os ATRIBUTOS de que CARECE um CIDADÃO, para ser MINISTRO de um PODER que se EXPRESSA pela COLETIVIDADE que se afunila no VOTO, todos se inscrevem na DECISÃO POLÍTICA.
Ainda que a DECISÃO seja LEGÍTIMA, o fato é que nos FAZ PERPLEXOS, TRISTES, presenciar o DESMORONAMENTO de um dos seus PILARES. E é este desmoronamento que, a meu modesto ver, ESTAMOS PRESENCIANDO com a LEITURA que o DD. MINISTRO LEWANDOVSKY faz do processo do MENSALÃO.
É dramático ver um MINISTRO atuar como o faria um ADVOGADO!

Citoyen disse:
05 de outubro de 2012 às 09:14

Sim, como Advogado, brilhante, perspicaz, arguto, apaixonado!
Sempre pensei que a leitura de um texto, de um livro e de um processo, especialmente, fosse o início do fim.
Sim, o início do fim, porque o início é a LEITURA e o fim é o VOTO, que resulta, portanto, da LEITURA, da INTERPRETAÇÃO, da REFLEXÃO e, finalmente, da CONCLUSÃO, a que se dá o nome de VOTO, PARECER ou, simplesmente, MANIFESTAÇÃO VOLITIVA.
Se compro uma casa, vejo a casa; depois, eu a revejo; depois, examino o título aquisitivo; depois, as certidões que legitimam o DIREITO dos VENDEDORES, não só a detenção do atributo DISPONIBILIDADE, como também aqueles da INEXISTÊNCIA de IMPEDIMENTOS. Depois, faço a LEITURA da minuta de escritura ou contrato; reflito sobre as cláusualas. sobre as disposições normativas que o Vendedor pretende que constem do documento e inscrevo as minhas próprias normatividades. Temos, finalmente, a ESCRITURA, que será lavrada e assinada.
Todavia, se compro uma casa e, durante o processo que descrevi acima, CONFUNDO a POSSE com o DOMÍNIO, NÃO COMPRO a PROPRIEDADE, mas COMPRO a POSSE; se na LEITURA da CERTIDÃO do REGISTRO de IMÓVEIS não consigo ver que o BEM está HIPOTECADO, ou PENHORADO, COMPRAREI um BEM COMPROMETIDO, TEREI comprado, certamente, NÃO SÓ a PROPRIEDADE, mas OS ENCARGOS PASSIVOS que HAVIA sobre esta propriedade, que posso até perder, porque não poderei dizer que fui lesado, enganado!
Este exercício meramente exemplificativo, quase lúdico, é lançado neste texto apenas para tornar compreensível o que quero, com tanta dificuldade, expressar!

Citoyen disse:
05 de outubro de 2012 às 09:16

Por tudo isto, é triste, lamentável, doloroso, concluir que a LEITURA que um DD. MINISTRO do EG. STF faz de um processo é tão diferente, é tão irreal ou omissiva, quando confrontada com tudo o que seus DD. PARES LERAM no mesmo processo!
Como é possível que uma LEITURA possa deletar tantas expressões, confissões, declarações que outra LEITURA LEU, INTERPRETOU e CONSTATOU?
Como é possível?
Por favor, esclareçam-me!
Não estou entendendo nada!
Estou perplexo!

José Henrique disse:
05 de outubro de 2012 às 09:47

Caro Citoyen,
Estando de férias, passei a acompanhar a transmissão do julgamento a partir desta semana e ouvindo a fala do ministro Lewandovski tive a mesma impressão de que falava como advogado do réu José Dirceu tal a paixão com que negava a existência de provas.

Observador.. disse:
05 de outubro de 2012 às 09:53

Li seus textos.
Em minha opinião, acho que - para alguns - a lealdade e a gratidão ( bons valores se não forem distorcidos ) está acima dos deveres para com a nação.
Como disse Freud, um charuto muitas vezes é apenas um charuto.Usei este exemplo para mostrar que, em meu sentir, algo simples ( como os tais bons valores ) dirigem a conduta desta pessoa.Não vejo algo complexo ou maquiavélico por trás do que está acontecendo.
No caso desta pessoa, provavelmente certos sentimentos pessoais se sobrepõe à qualquer outro compromisso.Com o cargo, com o país, com seus pares e com o direito.

JA Advogado disse:
05 de outubro de 2012 às 10:13

Claro que até os postes de Brasília sabiam que o min. Ricardowski iria absolver Genoíno, Dirceu e tantos mais quantos pudesse. O que surpreendeu foi o entusiasmo, até a virulência, a empolgação do nosso querido revisor quando abordava as teses "da defesa". Aqui sim, concordo com o Min. J. Barbosa, deveria ter havido mais sobriedade. Quer absolver, absolva, mas não comemore, não se apaixone - ou seja, disfarce.

Robespierre disse:
05 de outubro de 2012 às 10:21

Lamentavelmente o STF virou porta-voz de fantasmas vindo da Casa Grande, e que insiste em manter a Senzala na ignorância e controlada. Lamentável que o Joaquim Torquemada Bacamarte Barbosa se preste a esse serviço. Rosa Weber e Fux parecem amestrados que repetem o que o grande inquisidor dita. Temo ter que dar razão àqueles, no Senado, que diziam que a Rosa era analfabeta dos fundamentos básicos do direito.
.
Dirceu e Genoíno continuam íntegros, desde a época das lutas contra a ditadura com riscos pessoais, quando muitos dos que hoje apontam o dedo se refugiavam no partido dos generais ou na iniciativa privada para ganhar dinheiro. Fizeram a boa luta e continuam merecendo o respeito da história e do povo.

alvarojr disse:
05 de outubro de 2012 às 10:53

Segundo um comentarista frequente deste Conjur, Richard Smith, esse tal Robespierre se trata da mesma pessoa que se apresenta como Armando Prado, Professor.
É evidente que faz parte da corja da militância petista para qual tudo serve para amparar o discurso vazio do "golpismo midiático" e tantas outras expressões rídiculas do tipo "nunca antes neste país" que só tem algum apelo entre aqueles que simplesmente não tem ouvidos para a verdade.
A maioria dos ministros contra os quais vocifera agora foram indicados em gestões do PT, partido que simplesmente não entende o conceito da vitaliceidade dos ministros do STF e se decepciona pelo fato de que estes não tem mostrado gratidão pela indicação encobrindo os desvios de conduta dos companheiros de partido, com exceção de Lewandowski e Dias Toffoli.
A atitude dos militantes petistas neste espaço e nas redes sociais em geral não me surpreende. É assim mesmo que agem.
Mas que o revisor tenha votado da forma como votou... Isso sim é extremamente surpreendente e decepcionante. E não é nem pelo simples fato de ter votado pela absolvição mas pelo fato de ter votado da forma como votou, fechando os olhos para a realidade.
Relembro aqui para os demais comentaristas a palavra usada pela lúcida ministra Rosa Weber quanto à tese de que Delúbio Soares teria agido sem a ciência de Genoíno e Dirceu: "INVEROSSÍMIL".

J. Ribeiro disse:
05 de outubro de 2012 às 11:17

Muito embora já previsível, com o todo o respeito, mas as atitudes e fundamentos do Min. revidor (Juiz Lewandowski) impressiona até os leigos. Seria mais inteligente se o ministro apenas falasse o veredito, deixasse seus esclarecimentos(evitamos falar fundamentos) para o post mortem.
Pelo que se observa o i. ministro revisor abafou, como grande defensor, os eminentes advogados de defesa (nem mesmo ficou vermelho).
O irmão do dep. Genoino, este inocente na visão do min. revisor, foi aquele que foi pego pela PF no aeroporto de S. Paulo com 10 mil dólares na cueca ao viajar para o Ceará (será que a moeda por lá é o US$???).
Agora foi a vez do angelico público J. Dirceu. A sua turminha foi com muita, mas muita, cede ao pote. Dizem até que o assalto aos cofres públicos pelo (des)Governo Collor foi considerado ladrão de galinha frente ao do Lula, como o min. Celso de Melo disse verdadeiro “Assalto à Administração Pública”. Em relação a esses tudo indica que os militares tinham mesmo razão: "são bandidos ideologicamente disfarçados".
Fiquem de olho no "PAC" (há muito dinheiro público envolvido).
Acorda Brasil!!! Democracia mole para boi dirmir.

Observador.. disse:
05 de outubro de 2012 às 11:28

Se os indicados por tal partido votam contra seus interesses, isto diz mais sobre as pessoas ou sobre o partido ?
Então, sempre que algo dá errado, apontamos um complô.Mas um complô de pessoas indicadas por nós é factível?Ou seria independência em vez de complô?E se indicamos pessoas que resolvem fazer um complô contra nós, não somos incompetentes?E se somos incompetentes não seríamos também ao achar que enganamos a todos o tempo todo?Pois a incompetência e a soberba gostam de andar juntas.E quando andam, nada de bom acontece derivado desta mistura.
Fica a questão para professores, filósofos e políticos franceses do passado refletirem.
A ideologia nunca pode vir antes dos valores morais, da responsabilidade com a nação e da ética.Quando acontece, o buraco negro é o limite, pois é sem limite.Daí personagens como Stalin, Mao, Pol Pot,Envër Hoxha e outros humanistas aparecem.Nesta ausência de valores, onde a ideologia prevalece sobre o bem comum.

Robespierre disse:
05 de outubro de 2012 às 13:38

O energúmeno e analfabeto funcional que se apresenta como"bancário", mas que de fato deve ser lambe-bota dos banqueiros, usa do fascista gringo smith para me atacar. Defenda suas posições sem resvalar para o pessoal, seu néscio e analfabeto político.
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Juntar-se a golpistas é oportunismo digno de direitosos predadores e com síndrome de burguês.

Robespierre disse:
05 de outubro de 2012 às 13:44

Quando da sabatina no Senado dessa senhora foi dito com todas as letras que ela padecia de deficiência doutrinária, porquanto não conseguira responder questões elementares. Agora, fica claro o porquê de tal avaliação. Limita-se a repetir o voto do Torquemada Barbosa, epsis literis.

PAULO FRANCIS disse:
05 de outubro de 2012 às 14:45

Críticas são possiveis ofensas não.
Este não é um site para juristas. Ele é um site publico, que em geral apresenta, temas do mundo do direito e repercute o que acha importante.
O importante é que no caso os MINISTROS estão julgando com independência.
Critiar a ministra é no mínimo estranho. Assisti o voto por ela proferido e foi substancioso, ao contrário do ministro revisor que fez uma cadente e amistosa defesa dos réus atuando em verdadeira contradição.
Sim, ainda temos MINISTROS e MINISTRAS. E o STF está demonstrando que julga com soberania e competência.
O PT escorregou e feio. Agora aguente a retranca.

PAULO FRANCIS disse:
05 de outubro de 2012 às 14:48

Este nome lembra o que houve de pior na Revolução Francesa.

João Ricardo 1 disse:
05 de outubro de 2012 às 14:56

O "professor robespierre" nos brinda com doses diárias de sua "inteligência superior" e "argumentação profunda".
Esse exército virtual petista é mesmo muito engraçado.

Armando do Prado disse:
05 de outubro de 2012 às 16:09

O MPF e o relator usaram e abusaram como prova o depoimento do réu desqualificado e condenado, R. Jefferson. Isso, s.m.j., é deprezar o devido processo legal. É se assemelhar ao Volksgerichtshof da Alemanha nazista, presidido pelo "juiz" Roland Freisler, e onde não tinha apelação. Aliás, o primo do Collor quando soube que um dos condenados apelaria à Corte Internacional riu, e com cinismo, disse que espernear era seu direito.
Celso de Melo, no melhor estilo dos "juizes" do milenar Reich, brada frases contra os políticos e o partido político escolhido pelo povo para presidir o país. Estão tentando desconstruir e condenar a política e os políticos. Usam Genoíno e Dirceu, como símbolos, para esse trabalho que tenta compensar as sucessivas derrotas nas urnas.
É a tentativa de combater as políticas populares que segundo os reacionários "donos do poder e da história", jamais deveriam ter entrado no Planalto.
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Mas, a desconstrução que a "fria modernidade" procura encetar não vingará, pois em 2014 voltarão a ser derrotados. É esperar para ver.

alvarojr disse:
05 de outubro de 2012 às 16:18

O curioso é que o boçal "Robespierre" não se dá ao trabalho de refutar a acusação de que usa dois perfis neste Conjur (Robespierre e Armando Prado) para difundir o discurso panfletário petista mas se sente "atacado" quando confrontado com essa informação.
Não tenho culpa de que a maioria dos comentaristas deste Conjur sejam pessoas sensatas e portanto imunes às mentiras difundidas por Rui Falcão, Cândido Vaccarezza, André Vargas, José Dirceu, Lula e também "Robespierre" e "Armando Prado" (admito em tese que são pessoas distintas apenas para concluir o comentário e não porque seja ingênuo como o ministro Lewandowski).
Faça o seguinte: vá alardear ao meu chefe de que sou pelego e lacaio dos banqueiros.
Quem sabe dessa forma obtenho um reajuste e você consegue confirmar suas teses estapafúrdias?
Não que eu esteja contando com isso.
Já você...

Observador.. disse:
05 de outubro de 2012 às 16:40

Caro Professor:
Respeito suas opiniões.Mas acho que houve excesso.
A palavra ( os alemães adoram sintetizar ) significa "Tribunal do Povo".
De fato era dirigido e controlado - com mão de ferro - pelo juiz Roland Freisler.Juiz de triste memória.
Comparar o Douto Ministro Celso de Melo, com ele, me parece demais.Pois, para quem quiser ver o juiz em ação, há ele ( em carne e osso ) no YOU TUBE, julgando aqueles que participaram da Operação Valkíria, para derrubar o ditador nazista.Na época, havia um outro ditador ( mais sanguinário ainda )- comunista este - chamado Stalin.Mas não vamos tergiversar.
Comparar nossa Suprema Corte, com a corte nazista, foi um pouco demais.Em minha opinião.
Há 10 anos que certo grupo está no poder.O país melhorou?Em certos aspectos sim.Em outros não.Mesmo que aqui fosse o paraíso na terra, ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de usar isto como desculpa para usurpar o poder democrático e dele fazer o que quiser.
Em democracias, ninguém está acima do bem e do mal.Se cometeu "malfeitos" ( frase popular no governo ) que pague por eles.Se não cometeu, que seja absolvido.Agora, gritar contra uma decisão que não agrada, oriunda da mais alta corte, isto sim parece comportamento de quem prefere o domínio total de tudo ( como a corte do Freisler ou como os tribunais especias da NKVD - antecessora da KGB )e finge, apenas finge, tolerar a democracia.

Armando do Prado disse:
05 de outubro de 2012 às 16:52

Vá lamber suas feridas por ser minoria no páis. Estude e procure entender um pouco seu país. Comece lendo obras básicas para não ter um parafuso cerebral. Depois podemos discutir sobre justiça, direito, história, fascismo, direita, etc.
Em tempo, procure discutir o que v. deve saber melhor como juro composto, exploração de vulneráveis, etc. Já renovou sua inscrição no grupo fascista do "Cansei"?

Museusp disse:
05 de outubro de 2012 às 17:08

Não entendo de Direito mas aprendi um pouco na vida e estou certo de que, como no futebol e na vida, o bom juiz é aquele que cumpre a sua função sem aparecer. Ao contrario da discrição que deve proteger e preservar a ação serena dos julgadores da alta corte, nesse julgamento da AP 470 o que se viu desde o início foram estranhezas, exposições exageradas e pressões.
Primeito a estranheza do alarido da mídia que precedeu o inicio do julgamento que deixou transparecer que as datas e até um cronograma foram definidos por uma suposta cobrança da opinião pública que sempre pareceu mais opinião publicada de alguns veículos instalados em forma de oligopolio no país. Mais que isso, o cronograma e as repisadas cobranças da mídia para que os ministros apresentassem seus votos de forma rápida e resumida pareciam indicar que haveria um estranho interesse em pautar o julgamento para que as sentenças fossem proferidas antes das eleições municipais.
Depois veio a insitente proposição para que um tal ministro Cezar Peluso pudesse antecipar seu voto antes da aposentadoria em 03 de setembro. Seria essa preocupação realmente de interesses identificados com na opinião pública? Estranho que o povo que provavelmente nem sabe quem é Cezar Peluso estivesse tão interessado em conhecer seu voto.
Ao mesmo tempo, logo no início dos trabalhos, um dos defensores propos o desmembramento do processo para que o julgamento dos réus que não alcançam o direito ao foro privilegiado, que são a maioria, fosse remetido para as instancias inferiores contemplando seus direitos à revisão de sentença às cortes mais altas em caso de condenação, conforme fizera o STF em relação a processo análogo, para não dizer identico.
Como entender isso?

João Ricardo 1 disse:
05 de outubro de 2012 às 17:09

Com professores desse tipo dá pra entender pq o Brasil é uma vergonha mundial na educação!!!
Patético.

alvarojr disse:
05 de outubro de 2012 às 17:23

Prezado Armando do Prado/Robespierre,
Se sente atacado e escreve com todo esse cólera porque é mesmo verdade.
Nem ao menos agradeceu as lúcidas ponderações feitas pelo comentarista Observador (Economista) sobre a sua panfletagem, a qual, entre os companheiros de militância, se sobrepõe não só à Constituição da República Federativa do Brasil como também aos dez mandamentos.
Tendo chegado a esse ponto, fiquei até curioso para ver a próxima pérola a ser lançada pelo militante mor designado pela cúpula da quadrilha para "educar" os leitores, comentaristas e articulistas deste espaço.
Mas por favor inove um pouco na retórica. Procure variar um pouco porque "Golpismo midiático", "Direita tucana", "Nunca antes neste país" e qualquer xingamento contra a toda poderosa "Veja" já cansou.
Se conseguir me surpreender ganha uma assinatura de "Carta Capital".
Topa o desafio?

Richard Smith disse:
05 de outubro de 2012 às 20:11

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Antigamente os meus comentários entravam de primeira, mas agora Dr. CONJUR resolve dar uma censurada antes! Paciência! Ao invés de criar outro perfil com um "nick" falso, eu fui cantar em outra freguesia.
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O importante é que o pessoal está cada vez mais consciente da ação predatória e deletéria (tipicamente GRAMSCIANA, portanto) destes CANALHAS e democraticídas e que novos e renovadores ventos parecem começar a desinfetar o País!
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No mais agradeço muito me suceder, pois tinha vezes que ficava com as mãos (e os pés) cansados de tanto sovar PeTralhas, a começar pelo folclórico e bisonho "fessô", que à moda de "ceulíder", por quem fixação quase erótica, está cada vez mais destrambelhado ("Os deuses enlouquecem àqueles que querem destruir").
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Sim, porque os seus "grandes" comícios tem levado cada vez "menas" pessoas e hoje em dia, ele está "apoiando", presencialmente falando, até o "Toninho da Geladeira", candidato do pt na pujante e progressista metrópole de Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo. Um "Estadista" (vendedor ambulante de O ESTADO DE S.PAULO), sem dúvida alguma!!! Teria sido muito melhor se tivesse dedicado-se a "assar os seus coelhinhos" como blasonou certa vez, quá, quá, quá, quá, quá!
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E houve um dia que os CANALHAS pareciam "invencíveis", um verdadeiro rolo compressor blindado, mas agora parece que acabou o teflon da "anta-lambanceira" e os seus pés de barro são cada vez mais evidentes. Falta só uma "agüínha"! E a nossa saliva haverá de fornecê-la, copiosamente!
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E continuo com George Orwell - como há já mais de seis anos neste democrático espaço: "EM TEMPOS DE MENTIRA, DIZER A VERDADE É REVOLUCIONÁRIO!".
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Os frutos já começam a germinar.
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Entonces, "Viva la Revolucción!"
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Um grande abraço.
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Richard Smith disse:
05 de outubro de 2012 às 20:18

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Quanto ao seu oferecimento de uma assinatura da CARTILHA CAPITAL ao tipo, temo ser inútil como tentação (só como tentação, porque capacidade para efetivamente comprar o desafio: NENHUMA!), pois o tipo já deve ser assinante remido da "revista" financiada COM O NOSSO DINHEIRO e nem sequer desfrutar do desconto de 50% que o minimo carta deu para quem comprovasse filiação ao pt (quem se lembra?)!
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p.s. Aí, "fessô", vai teclar as suas panfletagens de TAREFEIRO-PARTIDÁRIO "sentado de lado" por uns bons tempos, hein?! Como diria o GONZAGUINHA: "Voocê Merece"!
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PERDEU PT! MÃO NA CABEÇA E DEITA NO CHÃO, NA MORALZINHA!
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LULLA PARA PRESIDENTE (Presidente Prudente ou Presidente Venceslau)!!!
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