Uma coluna conceitual-acústico-epistêmica
Esta coluna não tratará de cases jurídicos. Quer dizer: a coluna é uma homenagem ao fotografo Sérgio Silva, que perdeu um olho em serviço em São Paulo. E não falará de autoajuda para concursos públicos. Tampouco a coluna tratará de bizarrices como “advogado fornicador suspenso por cobrar serviços sexuais de cliente”. A coluna é conceitual. Como um show com um banquinho e um violão. Para poucas pessoas; a coluna é acústico-epistêmica. E também é anti-facebook. Portanto, nem repliquem. É uma coluna para não mais de 231 leitores. O que a coluna quer, mesmo, é mostrar porque a praga do relativismo faz mal. E bradar que, em terrae brasilis, até um olho perdido fica “relativo”.
Então, ao tema
Depois que transformaram enterros em eventos festivos, onde frequentadores fazem selfies (odeio essa palavra) ao lado do morto, nada mais segura a pós-modernidade. Até o dia do enterro de Eduardo Campos achei que estávamos na alta modernidade (portanto, no finalzinho). Não se sabe muito bem em que ponto da história estamos. Bauman fala em modernidade líquida. Eu penso que ela está no final em alguns lugares e é tardia como em países como o nosso. Um indicador de que estamos saltando perigosamente de uma modernidade inacabada para uma pós-modernidade — onde tudo se transforma em narrativas ou colagens sobre o real — é a mania que tomou conta do direito aqui em Pindorama. Do que estou falando? Fácil: trata-se do niilismo, do relativismo e da tese esgrimida em livros, textos e palestras anunciando que “não existem verdades”. Além de tudo, isso é muito chato.
O sucesso de Michel Teló parece-me também um indício desse salto em direção à anemia significativa (a expressão é de Warat). Lepo-Lepo também. Não há mais fundamentos. Tudo vira narrativa. (Des)colagens do real. Pode-se fazer qualquer coisa. E sustentar qualquer tese. Pode-se dizer qualquer-coisa-sobre-qualquer-coisa. E também já nem precisamos citar as fontes. Só a água mineral ainda cita a fonte (se me entendem as indiretas e o sarcasmo). Tudo é de todos… Não há verdades. Portanto, podemos falar-sem-fundamentos. Sem amarras de sentido. Parece, assim, que somos críticos…
Descolamos as palavras das coisas. Não que elas tenham que ser coladas. Os sofistas foram os primeiros positivistas. Descolaram palavras e coisas. Foram os primeiros “discricionários”, por assim dizer. Foi o triunfo da retórica. Mas também causaram danos. Se o essencialismo “pegou pesado” (metafísica clássica), o nominalismo já começou a apontar para o que hoje parece triunfar: só existem coisas particulares. E grau zero de sentido. Da modernidade para cá a luta está sendo enorme para controlar o sujeito pensante-consciente-de-si. Nietszche introduziu o último princípio epocal da modernidade: a Wille zur Macht (a vontade do poder). E os juristas gostaram disso. Kelsen, por exemplo, foi dizer que o ato de aplicação da lei é um “ato de vontade” (ao que eu acrescento, ironicamente: “de poder”!). Hoje corremos atrás do prejuízo.
O mal-estar da civilização jurídica é a flambagem dos sentidos que os juristas fazem. Pensam que podem atribuir sentidos livremente. Descobriram o Santo Graal da “dação de sentidos”: basta nominar. Feito um novo Gênesis. Algo como “no princípio o que vale é o que eu digo sobre as coisas”. Não há tradição. Não há história. Nada é verdadeiro. Os juristas neoprofe(s)tas[1] que apresentam a “boa nova” de que não existe(m) verdade(s) correm o risco de serem comidos pela primeira onça que encontrarem. Afinal, para um relativista, a onça pode existir…ou não. Depende. Porque a onça é relativa. Com base em Nietszche, ficam repetindo algo similar à sua máxima: “fatos não há; só há interpretações”. Logo, as onças não existem; só há a narrativa do e sobre as onças. Para os relativistas jurídicos, o que aconteceu com o fotógrafo Sérgio Silva (ver aqui) não foi um fato; foi uma ilusão. Tudo é relativo. O tiro no olho não existiu. O que existiu foi apenas uma interpretação errada sobre o tiro que lhe furou o olho. Algo como “azar o seu por ter dado mole ao assaltante”. Por isso tudo, inverto a máxima de Nietzsche e afirmo: Contra essa gente que diz “fatos não há, só há interpretações”, eu digo: só-existem-interpretações-porque-existem-fatos!
Ariano Suassuna brincava com o subjetivismo e o relativismo. Dizia que, quando as pessoas falam sobre se algo é ou algo não é, lembrava de Kant e seu solipsismo, que, para ele, “era um hipócrita”. Com seu fino humor e grande dose de sarcasmo, Suassuna brincava com as palavras e a filosofia. Mais ou menos assim (reproduzo de cabeça) “— A coisa em si do copo é incognoscível… Pois para um copo pode até funcionar”, dizia. “Quero ver se for uma onça. Kant por certo não perguntaria se a onça existia em si ou se o noumenon era cognoscível. Também não diria que todo fenômeno deve ser experimentado em oposição ao sujeito. Dava no pé”. Guardado o bom humor e um certo exagero, permito-me acrescentar que, sem saber, Kant tinha uma antecipação de sentido; tinha um a priori compartilhado acerca do sentido da “onça”. Ele nem se perguntaria sobre o “sentido de onça”. O que é a onça já estava com ele…
Interessante que os pós-modernos do direito — esses que apostam em grau zero de sentido, construindo princípios no varejo para vendê-los no atacado, como se direito e filosofia moral fossem a mesma coisa — não repetem no seu cotidiano isso que pensam que podem fazer (como de fato, fazem) na doutrina e na jurisprudência: trocar o nome das coisas. Ou cindir fato e direito.
Quando um juiz diz que “onde está escrito 180 dias leia-se 210 dias” (ao conceder prorrogação ilegal do auxilio-maternidade), ele está fazendo a mesma coisa que, se andasse pela rua, atribuísse sentidos do modo que lhe conviesse, por exemplo, chamando uma garrafa de ônibus… Como “não existem” limites semânticos e a tradição e o tempo são tratados como inimigos, o lema passa a ser: vamos atribuir sentidos livremente por aí. Só que, em termos de paradigmas filosóficos, o grande problema passa a ser: temos de combinar com os russos[2], porque, ao tomar uma garrafa d’agua, o relativista pode ser atropelado pelo ônibus. Mutatis, mutandis, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo disse que o fotógrafo Sérgio estava na hora errada no lugar errado e, portanto, perdeu o olho por sua culpa, é como dizer: não há fatos; só há interpretações. A retórica venceu! Os que dizem que não há verdades venceram!
Sintomas dessa “pós-modernidade”
A produção desenfreada no Direito faz com que percamos o sentido da diferença. Acordão encobre acórdão. Livro encobre livro. Artigo encobre artigo. Notícia encobre notícia. Você escreve hoje uma matéria e posta em algum site (por exemplo, aqui na ConJur). Ela fica na capa do site por algumas horas. Depois desaparece no buraco negro da internet. Some. Esfumaça. Fico imaginando uma espécie de purgatório de textos do dia anterior ao novo texto. Almas sofridas de textos lidos no dia anterior e que hoje já não valem, porque um montão de letrinhas encobriu as letrinhas do dia anterior. Pobres letras. Por isso, corra. Escreva seu texto e avise a todos para que leiam logo. Porque em instantes ele sumirá. Avise pelo facebook. Só hoje e amanhã seu texto ficará por aí.
O mundo foi transformado em imagem. Imagem é tudo, sede não é nada, dizia a propaganda do refrigerante. Ao por seu texto no facebook, logo ele será obnubilado pelo primeiro idiota que publica no facebook um selfie feito no aeroporto com um cantor de pagode. Ou com o cara do Lepo-Lepo. Nem no seu próprio facebook você manda. O facebook somente espalha (ou espraia) o seu texto se você “impulsionar a publicação” (sic). E isso custa dinheiro, é claro! Quer dizer: você é um idiota. Faz uma página, posta uma matéria. Mas seus próprios “amigos” feicibuquianos não recebem o seu material. Como seus “amigos” também não entram na própria página que pediram para se “filiar”, eles nem ficarão sabendo. Tempos pós-modernos. Você tem uma página com, sei lá, digamos 40 mil “amigos”. Mas eles são “amigos” de dezenas de outras páginas. E, pior: nem eles visitam essas dezenas de páginas das quais eles fazem parte. O que acontece é que seus “Amigos-do-face” praticam poligamia epistêmica. E você é um corno-poli-feici-epistêmico. Mas todos querem ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar…
Estes novos tempos em que os idiotas perdem a timidez nas redes sociais e infernizam a vida dos outros produzem, paradoxalmente, revoluções. Mas revoluções para trás. O filósofo Gadamer dizia que "ser que pode ser compreendido é linguagem”. Quer dizer: só compreendo o mundo na e pela linguagem. Mas sempre fica algo de fora. Em Lacan temos o simbólico, pelo qual o real vira realidade. O que não simbolizo fica no plano do real. Dele e sobre ele não posso falar. Não está no meu consciente. Pois nestes tempos o que fica de fora é… quase tudo. Ou seja, com o excesso de informações, não damos conta de simbolizar “isso tudo”. Logo, cada vez sobra mais mundo.
A velocidade desse novo tempo faz com que apenas trisquemos algumas coisas. Quando desvelamos algo, corremos o risco de perdê-las nas brumas da cotidianidade. Por isso, a minha pregação é a de que necessitamos nos apropriar dos sentidos. Interpretar a realidade é, assim, um processo de apropriação. Como diz Heidegger, Die jeweilige fattische Entdecktheit ist gleichsam immer ein Raub (Todo ser-descoberto factual é sempre um como que roubo). Precisamos manter essa res furtivae conosco. Sentidos apropriados são produtos raros. Commodities valiosíssimas. Não desperdice os sentidos. Faça poupança. Aplique em Fundos FSA (Fundo-Sentidos-Apropriados). Quando alguém pede a palavra, cuidado: ela pode lhe ser devolvida toda lascada. Daí a pergunta do poeta Eugênio de Andrade:
“Que fizeste das palavras? Que contas darás tu dessas vogais de um azul tão apaziguado? E das consoantes, que lhes dirás, ardendo entre o fulgor das laranjas e o sol dos cavalos? Que lhes dirás, quando te perguntarem pelas minúsculas sementes que te confiaram?”
Você mal-tratou a palavra? Trancafiou a palavra no interior de um twitter? Fez com ela um Leito de Procusto twitado? O pior é que ainda não inventamos um Habeas Corpus para libertar as palavras do jugo dos néscios. Eis porque venho dizendo de há muito que palavra é pá-que-lavra. Com essa “ferramenta” abro sulcos no imaginário, plantando as sementes da significação. Kein Ding sei, wo das Wort gebricht (que nada seja onde fracassa a palavra), clamava Stefan George.
Do selfie ao senso comum teórico dos juristas
Estes tempos… Nestes tempos… Essa parcela da população que fica fazendo selfies (e eles são a metáfora do homo alienadus da pós-modernidade) fica imersa no cotidiano, no senso comum. Pensemos, entretanto, no equivalente jurídico disso, isto é, no senso comum teórico dos juristas, no interior do qual o jurista medíocre tem o seu belvedere de sentido, para dizer obviedades como agressão atual é a que está acontecendo; coisa móvel alheia é a que não pertence à pessoa… Ou “ensina” direito penal com música de pagode ou funk; ou dizer coisas como “na teoria é uma coisa; mas na prática é outra”… É gente curiosa; são apenas curiosos, porque leem resumos e orelhas de livros; caem no falatório (Gerede), porque se movem no entremeio de ruídos, ronronares de gente mal instruída e, finalmente, ficam reféns da impessoalidade (das Man, como diz Heidegger), com conversas do tipo “a gente”. Sim, “a gente pensa assim…”. “A gente acha” que “sem ponderação não tem decisão”: eis um típico produto da de-caída (Verfallen). Do resvalo em direção à cotidianidade (Alltäghlichkeit). Na ambiguidade (Zweideutigkeit) está o que a curiosidade busca; e a ambiguidade dá ao falatório a ilusão de que nele tudo se decidiria…
Está no Google? Não está? Então não existe. Procure no Google se a tal ponderação é regra ou princípio (cartas para a coluna). Veja o que o Google diz sobre “cataratas do Iguaçu (o Google apresentará coisas como opero-catarata-em-clínica-de-olhos-em-Foz- do-Iguaçu). Bingo!
Mas como achar sua matéria ou artigo no Google, se a notícia de ontem se perdeu no purgatório dos “textos velhos”? Tem foto? Não tem? Então não vale. Você foi no enterro e não fez selfies? Céus! Então você não sabe o sentido pós-moderno de um esquife ou de um velório. Gosta de Lepo-Lepo ou do Teló? Viva! Afinal, eles são “fofos”. Como fofa é a nossa relação com os conceitos. Você aplica a “letra da Constituição”? Então você é um positivista. Bem assim… O que é positivismo? Aplicar a letra da lei é uma atitude positivista? Oiço (é oiço mesmo) dizerem por ai: “— O professor Lenio disse na palestra tal ou tal (Unibrasil, Emerj, Amatra e em tantos outros lugares) que o judiciário deve obedecer os limites semânticos do artigo X da Lei Y, porque se a lei não é inconstitucional (e elenca mais cinco hipóteses), então é um dever do juiz aplicar… Também disse que ‘decisão não é escolha. Ele mesmo um positivista”. Ouço esse ronronar, esse ruído, esses resvalos de significação se espalhando por aí. Falatório. Ambiguidade. Curiosidade. Eis a decaída. Minha sugestão? Criar um novo princípio do tipo “princípio do não entendi”. Ou “não entendi um ovo do que ele falou mas preciso fazer um selfie de minha ignorância”. Ou um ainda mais novo: Princípio do selfie!
Essa (pseudo)pós-modernidade está liquidando com o que resta da cultura (jurídica ou não). Instantaneidade. Eficiência. Efetividades quantitativas. Gestão. ISO 14.001. Procedimentos. Algo como o Hotel Ibis. Não tem nem toalhas de rosto. Quando você enxugar certas partes do corpo, cuidado: há ainda que enxugar o outro lado com a mesma toalha; tem frigobar, mas não tem nem água. Mas é eficiente. E barato. “Otimizado”. Eis as palavras mágicas. E não esqueçamos de encolher as petições. Nada de erudições. Nada de filosofia. Vivamos a facilitação. Direito Facilitado. Resumido. Plastificado. Resumos de resumos. Direito mastigado. Vendamos ilusões. A malta compra.
Vi no shopping uma mãe com seu filho. Passou uma amiga e disse: “Que lindo”! E ela disse: “Mas você precisa ver o álbum de fotos dele”! Bingo! And I rest my selfie!
Post Scriptum 1: como um remanescente da modernidade e odiador da pós-modernidade, arrisco a dizer: indigno-me; logo sou![3] E complemento: só-sou-onde-me-indigno!
Post Scriptum2: quero compartilhar com todos os milhares de leitores a felicidade de ter dois livros na lista dos dez finalistas para o Prêmio Jabuti deste ano (ler aqui): são eles o Compreender Direito – Como o Senso Comum pode nos Enganar (Revista dos Tribunais) e Comentários a Constituição do Brasil, em parceria com J.J. Gomes Canotilho, Gilmar Mendes e Ingo Sarlet (Saraiva). Agradeço sobremodo a parceria de Léo leoncy — que foi o executivo do projeto — e dos mais cem juristas que colaboraram na obra. Sem eles — e devo grifar isso à saciedade — o projeto de um livro de quase 2,5 mil páginas não seria possível!! Obrigado a todos!!! Como um ouriço que sou, adoro jabutis. Para mim, estar entre os dez é como ser indicado ao Oscar. O que mais eu quero?
Post Scriptum3: e não esqueçam que a coluna é conceitual e autoral.
[1] Estagiário levanta a placa para informar: ele está se referindo aos juristas que são adeptos do woodstock do direito. São de várias tribos: tem a dos pamprincipilogistas, dos niilistas, dos “é proibido proibir”, dos “não há verdades” e dos “isso é assim mesmo porque sempre foi assim”.
[2] “combinar com os russos” é uma alusão ao craque Garrincha, que era anti-relativista. Explico: Feola deu toda a instrução tática do que o time deveria fazer até Pelé marcar o gol na URSSS. Garrincha levanta a mão e pergunta: “o senhor combinou isso tudo com os russos?”.
[3] Para fazer jus ao “troféu água mineral”, cito a fonte: blog Falcão de Jade.

E como hoje é quinta... Habemus Lenio Luiz Streck, o insuperável!!!
Uma coluna conceitual-epistêmica: selfies, Eduardo Campos, Bauman, niilismo, relativismo, Michel Teló, Warat, lepo-lepo, essencialismo, positivismo, modernidade, pós-modernidade, Kelsen, Gadamer, Heidegger, Nietszche, Ariano Suassuna, Kant, facebook, Lacan, Eugênio de Andrade, poupança, Stefan George, google, Hotel Ibis, Garrincha, Pelé, blog Falcão de Jade, ISO 14.001.
Muitas vezes concordo e outras mais discordo do prof. Lênio. No que toca à interpretação de texto expresso não há como não concordar. Trabalho com a lei de recuperação judicial. Está expresso que o prazo de suspensão das ações e execuções contra a empresa é de 180 improrrogável (art. 6º,§4º lei 11.101/05). Já há, porém, entendimento pacificado do STJ que entende pela prorrogação deste prazo, imputando a demora à maquina judiciária. Apesar de concordar que o prazo é exíguo e a demora é causada, sim, pela engripada máquina judiciária, onde está a autorização para o juiz simplesmente contrariar a letra expressa da lei? Isso é método de interpretação? Qual a diferença de o juiz poder subverter esta norma e outra sobre qualquer outro tema? Não me lembro de haver autorização na constituição dando tal poder ao juiz, colocando-se acima do próprio povo, representado pelos srs. legisladores federais. Estando falida nossa democracia, caminhamos para o totalitarismo judiciário, que encontra seu expoente no ex-presidente do STF, que não tarde concorrerá a um cargo eletivo, alçando ainda mais o judiciário para o palanque central, e, certamente, conferindo-lhe maiores e irrestritos poderes.
Excelente artigo, e gargalhei alto em várias passagens! O humor do Dr. Lênio é impagável!
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Fora isso, parece que esse ativismo judicial que está quase colocando o Brasil sob um verdadeiro togalitarismo é fruto de relativismo, não é? Afinal, a Constituição e a Lei dizem X, Y e Z. Mas chega um juiz, desembargador ou ministro e diz: "Mas afinal, o que é X? O que é Y? Eles são o que eu disser que são!". E decide "conforme a sua consciência".
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A democracia e o Estado de Direito ainda existem?
O pior é que no senso comum jurídico o relativismo é visto como algo maravilhoso... Inclusive gente nas altas cortes da República dizendo que "tudo é conforme a cor do cristal com que se olha"...
Texto angustiante
Enquanto não houver vontade de ligar os pontos....e perceber que desde a ascensão do ativismo judicial, do relativismo com que se enfrenta as mazelas da nação, de toda espécie de visão que desconstrói os fatos e as ações em nome de uma retórica sem consistência; enquanto não percebermos que isto só nos trouxe mais insegurança jurídica, mais violência, mais desconfiança no seio da sociedade, mais perda de identidade como nação e muitos dissabores econômicos para completar, vamos claudicando como sociedade sem saber que rumo tomar e o que fazer.Nos tornamos reféns de toda espécie de academicismo. Um país que precisa de desenvolvimento e muito trabalho, idéias inovadoras e criatividade, se torna cada vez mais viciado em toda espécie de experimento social e acadêmico que relativiza toda nossa existência como povo e nos deixa no nada, sem nos levar à lugar algum.
Em "terrae brasilis", o Ministério da Justiça adverte :
Cuidado com a desconversa cientifica, consequencia da autolatria sociopatica !
Procurando no Google a expressão "Cataratas e Lenio Streck", os leitores da coluna verão que a crítica do autor é recorrente (já apareceram até no próprio Conjur). Mais que recorrente, para piorar, é desinformada.
Streck prova, mais uma vez, que não conhece o funcionamento do Google. A crítica também aparece repetidamente (como algo supostamente engraçado) em suas palestras. Tais comentários sobre o Google, Facebook, são uma crítica (vazia e paradoxal) de Streck à vida nessa "sociedade em rede". Pois é rede que também o envolve, e da qual Streck se serve cotidianamente (e muito bem), caso contrário: 1) não o leríamos (virtualmente) no Conjur (eu o leio raramente, pois acho suas críticas muito repetitivas, para não dizer revoltadas); 2) ele não teria perfis criados, possivelmente por seus pupilos, em redes sociais; 3) suas colunas não seriam "replicadas" nas redes sociais; 4) o autor não teria site próprio; e por aí vai.
O problema é que, com a devida vênia, Streck ainda não entendeu o funcionamento do Google (esse mesmo buscador que o ajuda a tornar-se reconhecido). Será que seu estagiário (o tal que levanta a placa) não entende nada de informática (ironia minha...)?
Precisamos de alguém que explique o funcionamento dos mecanismos de busca para o autor - que fala o que quer (sem saber o que fala). Ora, não é difícil (ainda mais para alguém que lê Nietzsche - em alemão?) saber porque o Google não distingue "as cataratas" (o que até o próprio Google explica - e em português!).
Revoltar-se com a tecnologia e com a "pós-modernidade", vindo do autor, é portanto um paradoxo. Para não virar o "homo alienadus da pós-modernidade" não basta ler Heidegger: sugiro que o autor também leia Pierre Lévy - para sugerir o feijão com arroz. Depois critique.
Procurando no Google a expressão "Cataratas e Lenio Streck", os leitores da coluna verão que a crítica do autor é recorrente (já apareceram até no próprio Conjur). Mais que recorrente, para piorar, é desinformada.
Streck prova, mais uma vez, que não conhece o funcionamento do Google. A crítica também aparece repetidamente (como algo supostamente engraçado) em suas palestras. Tais comentários sobre o Google, Facebook, são uma crítica (vazia e paradoxal) de Streck à vida nessa "sociedade em rede". Pois é rede que também o envolve, e da qual Streck se serve cotidianamente (e muito bem), caso contrário: 1) não o leríamos (virtualmente) no Conjur (eu o leio raramente, pois acho suas críticas muito repetitivas, para não dizer revoltadas); 2) ele não teria perfis criados, possivelmente por seus pupilos, em redes sociais; 3) suas colunas não seriam "replicadas" nas redes sociais; 4) o autor não teria site próprio; e por aí vai.
O problema é que, com a devida vênia, Streck ainda não entendeu o funcionamento do Google (esse mesmo buscador que o ajuda a tornar-se reconhecido). Será que seu estagiário (o tal que levanta a placa) não entende nada de informática (ironia minha...)?
Precisamos de alguém que explique o funcionamento dos mecanismos de busca para o autor - que fala o que quer (sem saber o que fala). Ora, não é difícil (ainda mais para alguém que lê Nietzsche - em alemão?) saber porque o Google não distingue "as cataratas" (o que até o próprio Google explica - e em português!).
Revoltar-se com a tecnologia e com a "pós-modernidade", vindo do autor, é portanto um paradoxo. Para não virar o "homo alienadus da pós-modernidade" não basta ler Heidegger: sugiro que o autor também leia Pierre Lévy - para sugerir o feijão com arroz. Depois critique.
Infelizmente, o bom senso: obrima da natureza se arrefeceu face às futilidade que impregnam nossas ruas, lares, empregos ou sociedade. O fim, não está próximo; não, já é o fim em si mesmo, sem necessidade do 3º conflito mundial. O próprio, homem, se auto imola, com feliz e poucas exceções no mapa mundi: Iraque, Turquia, seria. O falso já é o verdadeiro, este que precisava legitimar-se foi abalroado pela sanha dos facínoras políticos e andrajos. A cultura que desbrava os céus e montanhas dessa pátria, cede espaço aos deleites prazerosos da vileza e dos vendilhões do cotidiano. O discurso que se ouve afronta nossos tímpanos, pois além de capengas, amiúde são multiplicados por aleijados da consciência neuronial, vitimados que foram pela banalidade das miseras bolsas família, autodestrutivas. O que mais se precisa perder para igualarmos aos símios de outrora. Aqueles sim estão em evolução, quanto a nós a involução esta com as portas escancaradas.
"Nenhum outro pensador suscitou, seja por sua vida ou por suas ideias, tanto interesse e curiosidade. Antes de tudo, Nietzsche não queria ser confundido. E os que se ocuparam com os seus escritos não cessaram de divergir. Alguns fizeram dele o precursor do nazismo; outros, um pensador dos mais revolucionários. Alguns o encararam como o defensor do ateísmo; outros, como um cristão ressentido. Há os que o consideram o crítico da ideologia, no sentido marxista da palavra, e os que o viram como o inspirador da psicanálise. Há os que o tomaram por arauto do irracionalismo e os que o perceberam como o fundador de uma nova seita, o guru dos tempos modernos.", iniciando com tal narrativa, Scarlett Marton, uma das maiores especialistas em Nietzsche, na obra "Nietzsche, filósofo da suspeita", convida-nos a refletir sobre o pensamento do filósofo do martelo, afinal, sobre ele se diz muita coisa que nada tem a ver com sua filosofia, podendo-se afirmar que é um dos filósofos cujas ideias mais têm sido distorcidas. Ora, a distorção de seu pensamento acabou conduzindo ao que o prof. Lenio narra, mas é importante que se ressalve que isto decorre da falta de compreensão de muitos que, a partir de superficiais leituras e nenhum estudo sério, acabam por emprestar à filosofia nietzschiana um significa que ele próprio jamais pretendeu conferir. É preciso cautela ao se atribuir a um filósofo a responsabilidade pelos males do mundo. Isto é o mínimo que se espera, até mesmo em respeito aos acadêmicos que, mundialmente, dedicam-lhe sério estudo, sob pena de se incorrer em desonestidade intelectual, afinal, falar do que ou de quem pouco sabe é tão pernicioso quanto falar do que ou de quem nada sabe.
Excelente! Faço parte com certeza dessa quantidade de leitores que acompanham sua coluna. Minhas palavras não poderiam expressar o que acho de seus textos, simplesmente brilhantes!
Acho que consideram Nietzsche não um precursor do nazismo, mas um inspirador.Pois achava que a história seria a consequência de gestos heroicos e ideias magníficas.
Com sua idéia do Übermensch, ou super-homem, muitos se sentiram inspirados em sobrepor idéias e ações à qualquer sentimento de piedade ou culpa, derivados da moral cristã.
Um trecho do livro "Humano, demasiado humano", mostra isso:
"Se consegue converter essa convicção(da necessidade de suas ações) em carne e em sangue , então desaparecerá também este resto de remorso de consciência".
O que - acredito - não se pode fazer com filósofos ou com a filosofia é apenas replicar seus conceitos (que, mesmo quando atemporais, sofreram influência de sua época), esquecendo que a filosofia é a mola mestra para aprendermos a pensar.E não apenas repetir, como papagaios, o que nos é ensinado.
Quanto à citação de Nietzsche no artigo do professor, sinceramente não consegui encontrar algo que remeta ao filósofo.
Achei oportuno o senhor colocar a questão
Diversamente do que se dá com outros filósofos, em especial Kant, não há em Nietzsche uma escrita metódica, separada por temas. Ele escreve por meio de aforismos, vomitando, por assim dizer, o que lhe vem à mente. Destaca-se em sua escrita o uso de metáforas, de modo que quando se refere ao velho, à mulher, ao doente, como formas de denunciar o discurso do fraco, não está a referir-se a pessoas idosas, do sexo feminino e enfermas. Quando diz, por exemplo: "Deus está morto", por certo que não está expressando o que a literalidade dá a entender, até porque tal proposição, se assim analisada, revelará total ilogicidade. Enfim, sendo um filósofo que escreve por aforismos, de leitura corrente e agradável, não raras vezes o leitor é levado a pensar que o está a entender... ledo engano. Sobre o "übermensch", a tradução super-homem, utilizada por diversos manuais de filosofia, não é a mais apropriada, pois um homem, ainda que seja super, ainda será homem e, no caso, a ideia é de superação, o que leva a uma tradução, mais acadêmica, de "para além do homem", de conotação bem outra. Sobre o artigo do prof. Lenio, a quem dedico grande admiração pela lucidez que mantém em tempos de crise hermenêutica, penso ter sido equivocada a literalidade com que expôs algumas falas de Nietzsche citadas no artigo. De todo modo, considerando que a devida apreciação da obra de qualquer filósofo ficaria extremamente prejudicada se realizada em tão exíguo espaço, apenas registro minhas cordiais congratulações ao senhor pelo interesse filosófico, já que poucos são os que ainda se detém em algo que leve à reflexão. Apenas como dica de leitura, se me permite, sugiro a obra "Nietzsche e a grande política da linguagem", de autoria da filósofa Viviane Mosé. Grande abraço.
Obrigado pelos esclarecimentos e, além de concordar com seu escrito, procurei demonstrar isto à respeito da filosofia.
Não sermos literais com o pensamento de certos filósofos.
Talvez, foi isto que quis dizer, Nietzsche tenha sido um inspirador involuntário de certos pensamentos adotados pelo nazismo.
Retribuo o abraço.Seguirei sua dica de leitura.
Um bom artigo, mas ainda não me passa essa estória de ficar escrevendo ao lado do conceito seu correspondente original em alemão (Ausdruck - ironia aqui). Isso não significa absolutamente nada além de, talvez inconsciente, "vejam como sou erudito porque li em alemão". Quando se fala de conceitos originados em outras culturas estrangeiras que não a germânica, ninguém posta ao lado a palavra no seu original. Ninguém escreve "democracia (δημοκρατία) (correspondente em grego)", ou devido processo legal (Due Process of Law)". Mas, enfim, bobajadas como incluir "verfassungsrecht" estão aí para dar aparência de erudição ao autor. mesmo que se pague o preço de poluição do texto.
O texto esta posto. Insurgentes após a leitura o criticam pela utilização incorreta do vernáculo alemão.
Então peço-lhes que postem um artigo no qual o meu senso cognitivo possa ser saciado.
Filosofia não é e nunca será mais do que meros aforismos.
Todos tentam traçar métodos assertivos, porém acho que nunca chegaremos na plenitude social ou moral.
Algo se perdeu no meio do caminho.
Nenhum sistema decisório será o mais correto.
Mas pelo debate e exposição de idéias o caminho ainda será mais manso.
Caríssimo, me desculpe mas se acrescentar ao lado de uma determinada palavra ou enunciado o seu correspondente em outra língua não é mera exposição, mas se trata de um artifício utilizado em textos traduzidos, cuja passagem para o nosso idioma traria uma certa perda para o enunciado, de maneira que se põe o original ao lado como forma de possibilitar ao leitor que confira o significado no texto original, seja pelo próprio conhecimento da lingua ou por um simples dicionário da língua em questão.
Em meus primeiro anos de faculdade também me parecia estranho este uso, mas um certo amadurecimento advindo de trato com textos dessa espécie faz com se passe a compreender que o objetivo não é meramente vaidos, mas tem uma utilidade no sentido de ter a real apreensão do que o autor disse no original, afinal, "a linguagem é o único ser que pode ser conhecido".
Concordo com quem diz que filosofia é uma coisa muito séria e relevante para a humanidade para ser monopólio de filósofos profissionais (aqueles que trabalham em cursos de graduação e pós-graduação em filosofia). Mas também é verdade que ler textos filosóficos requer uma técnica um pouco mais rigorosa que aquela para ler textos de jornais, de semanários etc. Assim, valio-me deste democrático e plural espaço do CONJUR para sugerir algumas leituras básicas e interessantes para quem realmente quer levar a sério a filosofia (sem afetação e pseudo-erudição), embora sem a pretensão de se tornar um filósofo profissional:
1) Frédéric Cossutta, "Elementos para a leitura dos textos filosóficos", São Paulo, Editora Martins Fontes (primeira edição é de 1994).
2) A. P. Martinich, "Ensaio filosófico: o que é, como se faz", São Paulo, Edições Loyola.
3) John Wilson, "Pensar com conceitos", São Paulo, Editora Martins Fontes.
4) Dominique Folscheid e Jean-Jacques Wunenburger, "Metodologia filosófica", São Paulo, Editora Martins Fontes.
Ora, críticas têm limites. É possível discordar de ideias, mas também é necessário compreender quando algum colunista faz metáforas ou sátiras... Ora, a questão do google e das cataratas são apenas exemplos para tentar explicar que não é qualquer informação que é honesta, ainda mais vindo da internet que pode ser alimentada por qualquer desinformado. Será que até mesmo as ironias deverão ser explicadas? Haja paciência!
Impõe-se reconhecer a importância do artigo acima. Trata-se de considerável luz lançada não apenas sobre a confusão jurídica atual, mas também sobre o resto de cultura que ainda existe no Brasil. A filosofia tem-se tornado uma verdadeira troca de ideias (pejorativamente falando), sem qualquer ligação com a realidade de quem se dedica a tão nobre mister. Abandona-se a realidade e, em sua troca, adere-se a ideias que não guardam a menor conexão com a realidade, mas que são logicamente aceitáveis e convincentes. Lembro-me de um professor de filosofia que, em sala de aula, em tom de triunfo e erudição, arrotava serem as coisas sem sentido, que nós é que lhes atribuímos os sentidos e que elas, as coisas, são voláteis e passageiras, sem essência previamente definidas. No entanto, para surpresa de seus alunos, tal professor, ao chegar em sua humilde residência, a ingressa através da porta de entrada, e não pela janela, uma vez que considerava haver mais sentido entrar pela porta do que pela janela. Tal professor, também para o espanto dos alunos, armazenava seu café um uma garrafa térmica, previamente estruturada para guardar café, uma vez que tal extraia da estrutura da garrafa a informação de que este uso fazia parte de sua essência.
Infelizmente, isto é a filosofia no Brasil: pensamento dissociado da realidade. Não se raciocina mais a partir da própria experiência concreta do real, mas por meio de esquemas formais apreendidos em livros. É evidente que só a análise da própria experiência nunca lhe fornecerá todos os elementos da verdade; é preciso confrontar a própria experiência com as de outras pessoas e com o patrimônio cultural já adquirido pela humanidade. Mas perder de vista a própria experiência da realidade, é cair no munda vazio de sentido
Abandonar o mundo da experiência (que, de resto, não é suficiente em sim esmo para dar subsídio a verdade) é reduzir-se a simples troca de ideias, com sentido meramente imaginário. Não é sem razão que não poucos filósofos terminaram suas vidas jugando-as como carente de sentido. Não que elas assim o fossem, mas como a busca de sentido se deu unicamente no campo das palavras, dissociada das coisas, o que lhes restou foi realmente o vazio existencial, ou melhor, o vazio das palavras que não se referiam a nada de real. O vazio da interpretação sem limites. É como disse Kierkegaard : "Os filósofos constroem palácios, mas habitam em humildes cabanas". A realidade é imprescindível (é triste ter que repetir, com ares de novidade, essa verdade tão óbvia) e lembre-se: o limite do pensamento é a realidade. Os limites da interpretação estão no objeto real interpretado.
Rick7, você tem de entender metáforas e brincadeiras. O professor Lenio quando fala em cataratas do Iguaçu brinca com o Google. Como é possível que alguém vá ao google para testar se cataratas e operação de olhos existem? É demais. É hilário. É patético. Sim, quando coloca no google cataratas do Iguaçu, aparecem "n" situações, inclusive cataratas no sentido da doença nos olhos a ser operada em clínica na cidade de Foz do Iguaçu. Mas infelizmente até ironias tem de ser explicadas para certas pessoas que não possuem um pingo de discernimento.
No filão da narrativa, querem confundir Filosofia com Linguagem. No Direito brasileiro, o cavalo de Tróia é o prof. Paulo de Barros. Basta provar o que eu digo...
No filão da narrativa, querem confundir Filosofia com Linguagem. No Direito brasileiro, o cavalo de Tróia é o prof. Paulo de Barros. Basta provar o que eu digo...
O sistema decisório mais correto é aquele que adota a lei como parâmetro de justiça e não admite que o julgador distorça os fatos. Até quando a comunidade jurídica vai tolerar que os juízes apliquem impunemente as regras e as "verdades" que ele mesmo cria?
O sistema decisório mais correto é aquele que adota a lei como parâmetro de justiça e não admite que o julgador distorça os fatos. Até quando a comunidade jurídica vai tolerar que os juízes apliquem impunemente as regras e as "verdades" que ele mesmo cria?
Sobre o comentário de Rick7 e as respostas da "turma da patotinha"...
A patrulha leninista, na sanha louca de agradar o mestre, agora desvirtua os comentários alheios. Que feio!
O comentário de Rick7 simplesmente diz que essa "piada" do autor com o Google e as Cataratas é velha, já foi repetida ad nauseam, e que, além de tudo, não encontra respaldo na verdade.
Ademais, o comentário levanta algumas questões que os pupilos não quiseram - ou não tiveram condições - de comentar. Talvez um pouco delicadas ou incômodas para quem idolatra um oráculo...
Não me espantarei se algum advogado de defesa argumentar, com base na física quântica, que a vítima pode estar viva em um universo paralelo. É uma questão de ótica.
Professor, sinto informar, mas South Park chegou primeiro ao tema: aising_the_Bar_%28South_Park%29 ndex.php?db=comics&id=1127#comic aços!
http://en.wikipedia.org/wiki/R
E também o Saturday Morning Breakfast Cereal:
http://www.smbc-comics.com/i
Abr
Usar a faticidade heideggeriana para provar que "um fato é um fato" é um erro de categoria. Heidegger usa o termo para descrever a existência humana, não para validar o realismo jurídico.
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