BNDES suspende repasse para prefeituras investigadas

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) suspendeu, “por prudência”, os repasses de recursos dos financiamentos investigados pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza. A PF investiga empréstimos tomados pelas prefeituras de Praia Grande e do Guarujá, no litoral paulista, e pelas Lojas Marisa.

A medida foi adotada até que o presidente da instituição, Luciano Coutinho, receba informações conclusivas da Polícia Federal sobre o caso, o que não ocorreu até agora. A informação é da Agência Brasil.

A informação dada pelo presidente do banco ao ministro da Justiça, Tarso Genro, é que “não há indícios que revelem qualquer incidência dessas supostas atividades por parte de dirigentes ou de funcionários do banco. Não recebemos [informações], já declaramos a nossa posição e estamos aguardando”, disse o presidente do BNDES.

Coutinho afirmou que o banco não credencia intermediários para o tratamento de projetos. E acrescentou que a prática da intermediação não é incentivada pelo banco. A Polícia Federal investiga, na Operação santa Tereza, supostos desvios BNDES e a exploração da prostituição.

Embira disse:
30 de abril de 2008 às 21:44

O que parece estar faltando no BNDES é um sistema de cadastro. Antigamente, a verificação dos clientes era feita em fichas de cartolina; hoje, em modernos terminais de computador. Mesmo que o encarregado tivesse de consultar fichas de cartolina, seria inadmissível que concedesse crédito às prefeituras de Guarujá e Praia Grande. A primeira esteve recentemente envolvida no episódio do “mensalinho”, em que foram investigados prefeito e vereadores; a segunda foi investigada, também em dias recentes, pelo MP, por desvio de verbas destinadas a pagamento a assessores. Será que a concessão de empréstimos no BNDES está aberta a qualquer um, sem consulta a seus antecedentes? Assim, não há banco que sobreviva.

Sargento Brasil disse:
02 de maio de 2008 às 12:19

Se houve suspensão do envio de verbas para as prefeituras, não seria uma medida aleatória (penso eu), deve haver no mínimo indícios e fortes, para que isso tenha ocorrido. Aliás, se foi investigado, é muito claro que exista esses indícios que justificam esse ato. Assim sendo, é justo que coibam o mau uso dessa verba suspendendo o seu envio. Usar de subterfugio para dar continuidade ao ato ilícito, procurando brechas na lei, é um grande erro.

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