O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil vem se preparando para uma batalha. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a articular projetos que batem de frente com os interesses da entidade, mas que agradem seus eleitores.
Na linha de frente, está o projeto que pretende acabar com o Exame de Ordem, hoje obrigatório para o exercício da profissão. O PL 7.116/2014, um dos que trata da matéria, foi desarquivado no início deste ano a pedido do autor, o deputado Francisco Tenório (PMN-RN).
Outra grande pedra no sapato da OAB é o projeto que obrigará a entidade a ser fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União. A tese é a de que, como a OAB é uma autarquia federal, suas contas devem ser escrutinadas pelo TCU, assim como todas as demais entidades do tipo. Esbarraria no entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a OAB é uma "autarquia suis generis", mas é uma briga com muitos apoiadores de todos os lados.

Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara
A briga de Cunha com a OAB é antiga. Remonta à época em que Ophir Cavalcante, quando à frente da entidade, falou publicamente contra a presença do deputado na relatoria do projeto de reforma do Código de Processo Civil. Ophir dizia que Cunha é economista, e o projeto deveria ficar com um advogado. Foi para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
Cunha não perdoou. Desde então vem buscando formas de fragilizar a OAB. Quase passou uma emenda numa Medida Provisória para tornar o Exame de Ordem gratuito. A Associação dos Bacharéis em Direito, que reúne "examinandos", estima que a OAB arrecade R$ 80 milhões por ano com a prova, conforme disseram em audiência pública no Senado. E calcula que todo ano 100 mil candidatos são reprovados, o que, a uma taxa de inscrição de R$ 200, garantiria uma renda fixa de R$ 20 milhões.
O Conselho Federal da OAB está preocupado. Afirmam que, juntando os reprovados e suas famílias, somam-se mais de dois milhões de pessoas. E são pessoas que ajudaram a colocar Eduardo Cunha na Câmara mais uma vez. O santinho de campanha do deputado em 2014 elencava, entre as principais propostas, acabar com o Exame de Ordem e submeter a OAB ao TCU. E do jeito que ele tem conseguido arregimentar os insatisfeitos, o sinal amarelo tem avermelhado.
Prudência e razão
Embora haja a preocupação, o secretário-geral da OAB, Claudio de Souza Pereira, coordenador nacional do Exame de Ordem, se diz confiante de que os deputados entendem a importância da prova. “O Exame verifica requisitos mínimos para o exercício da profissão, nada mais que isso. É uma forma de garantir o preparo daqueles que farão a defesa de direitos fundamentais. Nossa aposta é na prudência e na razão”, comenta.
Um dos argumentos levantados pelos autores do projeto que pretende acabar com a prova é o de que ela seria um obstáculo ao livre exercício da profissão. Claudio Pereira garante que essa discussão está superada: “A lei estabelecer uma qualificação profissional é obedecer ao que diz a Constituição”.
Sobre ter as contas fiscalizadas pelo TCU, o secretário-geral da Ordem acredita que se trata de uma retaliação por parte do deputado e por isso é um caso de “desvio do poder de legislar”. Segundo ele, articular a aprovação dos projetos é tentar calar os críticos, “um gravíssimo desvio de finalidade”.
“Por isso não acreditamos de maneira nenhuma que o Congresso vá concordar com isso. É uma casa da democracia, não vai concordar com retaliação à Ordem”, analisa Pereira. Ele adianta que, caso os projetos sejam de fato pautados, os representantes da entidade vão levar seus argumentos aos parlamentares, para evitar o que considera “uma lástima para a democracia”.


O projeto desse ilustre Deputado está totalmente dentro da lógica e do razoável.
O fim do Exame da Ordem em nada vai resolver o problema principal que é a baixa qualidade do ensino do Direito no Brasil. Câmara erra nesta queda de braço com a OAB.
Quem conhece o exame de ordem sabe de suas limitações e fragilidades, ou seja, está muito longe do modelo ideal de teste para selecionar os os futuros causídicos de Pindorama. Mas, querer acabar com o exame de ordem, ainda mais no atual momento de comercialização do ensino, é verdadeiro disparate. Quem conhece a realidade das faculdades de Direito, sabe do que estou falando. Se isso realmente acontecer, será lamentável. E as consequências virão... Aliás, há temas muito mais pertinentes para serem discutidos na casa do povo...
Acabar com o Exame da Ordem eu acho um retrocesso, mas a tendência é levar esse tipo de avaliação também para outras áreas, como por exemplo o exame de suficiência na área da contabilidade.
Agora quanto à fiscalização do TCU eu considero salutar, pois é bom que haja um órgão sem nenhuma vinculação com a OAB para fiscaliza-lá, apesar de que essa questão terá a palavra final dada pelo próprio STF que terá uma chance de rever a sua jurisprudência quanto à polêmica natureza "sui generis" da OAB.
Acabar com o Exame da Ordem eu acho um retrocesso, mas a tendência é levar esse tipo de avaliação também para outras áreas, como por exemplo o exame de suficiência na área da contabilidade.
Agora quanto à fiscalização do TCU eu considero salutar, pois é bom que haja um órgão sem nenhuma vinculação com a OAB para fiscaliza-lá, apesar de que essa questão terá a palavra final dada pelo próprio STF que terá uma chance de rever a sua jurisprudência quanto à polêmica natureza "sui generis" da OAB.
O fim do exame de ordem é o fim do sistema judiciário brasileiro.
Por outro lado, submeter a OAB ao TCU é medida que tarda.
A oab tem o péssimo hábito de achar dona suprema de todas as verdades. Não é porque foi considerada pelo stf uma autarquia "sui generis" que não deve ter suas contas fiscalizadas pelo tcu.
A arrecadação com o exame de ordem é estrondosa, com uma taxa de inscrição de r$ 220,00 com média de 100 mil aprovados não tem porque não ser fiscalizada. A prova não consegue mensurar os requisitos mínimos para exercício da profissão e sim, obstam o livre exercício da profissão. O que só faz prejudicar os bacharéis principalmente, os que já se formam com uma idade mais avançada(a partir dos 30). Acho o exame injusto pois só ocorre com advogados os médicos tem o bem mais precioso tutelado aos seus cuidados e não há prova que mensure seus requisitos mínimos para o exercício da profissão.E não venham querer validar tal exercício da profissão com a residência pois nada mais é que um estágio e isso os bacharéis também são obrigados a cumprir. A residência médica não mensura o bom profissional haja vista tantos erros médicos. O advogado quando muito trará prejuízos patrimoniais que podem ser n grande maioria revertidos e a vida perdida.Porque não implementamos provas par todos os formandos de curso superiores. Mais não vamos nos iludir pois a oab é composta por ditos"advogados políticos ". A reprovação é líquida e certa e a anuidade da oab pode ser parcelada atrasada. É a prova que garante o bônus financeiro não fiscalizado pelo tcu.
Nunca vi ninguém dizer tanta besteira como disse o Secretário Geral da OAB, Claudio de Souza Pereira, na defesa do indefensável e famigerado exame de ordem da OAB.
Me recuso a acreditar que esse camarada tenha passado por uma Universidade, por tanta besteiras que diz com relação a competência da Câmara e ainda com a maior cara de pau fala em prudência e razão, fala até em retaliação contra a OAB negando-se a prestar conta do minhões arrecadados ao TCU.
Pior que isso fala em requisitos mínimo para o exercício da advocacia, como se o exame qualificasse alguém. Oras se isso fosse verdadeiro certamente não haveria tantos marginais incompetentes advogando.
A bem da verdade a OAB desmoraliza os advogados Professores das faculdades de direito, as Universidades e o Congresso Nacional que permite que essa "ordenzinha" desmoralizada que chamou a Câmara dos deputados e o senado de pântano, numa total falta de respeito com o Congresso Nacional.
A verdade verdadeira é que, todos procuram sua "galinha dos ovos de ouro", e quando encontrada ninguém quer perde-la.
O título parece uma disputa, mas acreditem não deveria ser, então o que motiva a resistência de ser fiscalizado pelo TCU, o representante da OAB deveria mostrar-se espontâneo e não resistente sobre o referido assunto, tudo em nome de uma transparência que deveria ser requisito básico para toda instituição de classe. Quanto ao Exame da Ordem é ponto incontroverso a sua necessidade, pois ainda é um mal necessário.
se não há sentido em se fazer uma provinha qualquer para ganhar uma carteirinha qualquer... tampouco faz sentido ter um diplominha qualquer para trabalhar!
Os advogados deveriam ter liberdade de livre associação profissional, e não serem obriagdos a ser submetidos por uma OAB. Cada associação profissional que decida a maneira que vai aceitar seus membros; com ou sem provinha para dar a carteirinha...
Interessante observar que a regra geral nos países civilizados eh a existência de exames para ingresso na advocacia, cuja complexidade eh muito maia acentuada que a daqui. A razão eh simples: advocacia eh uma atividade complexa que exige aprofundado conhecimento. Aqui, ao revés, alem de termos um numero de bacharéis absolutamente desproporcional, o exame eh muito fácil, exigindo um minimo de conhecimento, insuficiente para o desenpenho de tao nobre mister. Quem sofre com isso eh a sociedadw e o proprio judiciário.
O Cunha levou o tema para a pessoalidade e pretende revidar mesmo. Deverá ser uma luta inglória, pois na contramão da modernidade. Parlamentares assim causam enorme prejuízo aos cofres públicos com suas lutas pessoais e medíocres.
O Cunha levou o tema para a pessoalidade e pretende revidar mesmo. Deverá ser uma luta inglória, pois na contramão da modernidade. Parlamentares assim causam enorme prejuízo aos cofres públicos com suas lutas pessoais e medíocres.
Todos que temos acima de 40 anos sabemos o quanto a OAB foi importante para a volta da democracia e principalmente para a manutenção da democracia no país. A ordem deve permanecer independente para que possa continuar sua missão sem intervenções políticas. Trata-se de mais uma tentativa desses nossos políticos (de intenções duvidosas) de tentar silenciar uma voz que sempre foi muito importante. Não bastasse, ainda querem acabar com o filtro para os novos bacharéis ingressarem na ordem. Querem enfraquecer a instituição, com certeza.
Ao invés de andar para a frente o que se vê é o país recuar e andar para trás. A quantidade de advogados militantes hoje, que estraram sem fazer o exame da ordem, fazendo besteira por ignorar os mais comezinhos princípios de direito, tal que a coisa julgada, a iteratividade processual, direitos adquiridos e tudo o mais que se aprende na Introdução à Ciência do Direito e na Filosofia do Direito é tal que, se for abolido o exame de ordem, pela quantidade de pessoas ignorantes e desembaraçadas, fará com que a advocacia seja desmoralizada definitivamente. Parece ser isso o que o Eduardo Cunha, que veio como uma esperança contra essa canalha que nos governa, não tardou a confirmar as piores opiniões a seu respeito. Daí porque o apelido que lhe puseram de "Coisa ruim".
Submeter a OAB ao TCU será saudável para a entidade e quanto ao fim do exame de ordem, caso ocorra, o próprio mercado selecionará os profissionais de direito, pois, como já ocorre hoje com qualquer profissional, quem não tem competência, não se estabelece.
Extinguir exame de ordem é acabar com o que ha de melhor da advocacia. Esta barreira, que é um concurso, é essencial para que a Advocacia não se proletarize intelectualmente e caia na banalidade. Pode não ser o melhor método para habilitação de bacharel, porém no momento é o único. O Poder Legislativo se isto aprovar será um dos maiores retrocessos em nossa história.
Quanto a sua fiscalização pelo TCU, está só é cabível se a OAB receber verbas públicas. Neste caso sou favorável. Ela precisa de mais transparência e mais contrôle.
Os fatos levam a crer que o deputado estará satisfeito se a inspeção da OAB pelo TCU for aprovada. Afinal, trata-se da única autarquia não sujeita a esse controle, por que não fazê-lo? Quanto à eliminação do exame de ordem e a transformação dos milhares de bacharéis em "advogados", por óbvio deveria ser-lhes proibida a o uso da titulação informal de "doutor"... Senhores, como isso seria justificável se o MEC vem fechando escolas de Direito "à torta e direita", por falta das condições mínimas para a formação desses profissionais? Já é suficiente ter de suportar o exercício da profissão por muitos que nem se sabem como passaram na prova...
O que se poderia esperar de um sujeito que se elegeu pautado numa única bandeira (alimentada por 900.000 insatisfeitos bacharéis que não lograram passar no exame da OAB) ? Na verdade um espertalhão oportunista que viu o seu "nicho" eleitoral nesse naco social de maus estudantes e bacharéis medíocres (respeitadas as honrosas porém parcas exceções). Ademais, para os apedeutas petistas e seus partidos ALIADOS, a educação e qualificação profissional são itens absolutamente supérfluos. O petralha-mor que o diga.
Com exame ou sem, tem advogado demais, está sobrando, pode liberar que o mercado cuida do resto, e aumenta a arrecadação por anuidade. (com tantos cursos liberados, muda pouco, tem que eliminar a máquina de produção, ou seja a causa e não o efeito.)
Quanto a prestação de conta, a entidade deve dar o exemplo, e ser fiscalizada sim, como qualquer cidadão, assim consolidará no trato ao combate a falta de transparência, geral.
O Exame de ordem não precisa ser extinto, basta uma reforma para torná-lo justo, à medida que não deveria o candidato reprovado apenas na segunda fase ter que se submeter novamente às provas da primeira fase, em relação à qual já havia demonstrado aptidão técnica. É preciso cindir as fases do exame de modo que sejam independentes, conquanto cumulativas para o exercício da profissão. Assim, o candidato pagaria pelo custo daquela a que realmente fosse se submeter. Hoje, os aspirantes pagam (e caro) por duas fases, sendo que apenas uma fração obtém o direito à segunda fase, lucrando a OAB.
Há muito se discute sobre o caráter tributário das anuidades, de nítida feição social, eis que instituídas no interesse de categoria profissional, o que fundamentaria a intervenção do TCU no controle de controle financeiro da entidade, aliada ao fato de se tratar de entidade criada por lei, por isso uma autarquia, o que a difere essencialmente dos sindicatos profissionais e econômicos.
Ademais a prestação de serviços jurídicos representa uma função pública, cujo subsistência denota o interesse público a justificar a ingerência de um controle externo de contas.
O exame e essencial para excluir aqueles que não tem a mínima condição de exercer a advocacia! A fiscalização das contas da entidade de classes e necessária. A verba que a OAB arrecada (anuidade) tem caráter compulsório e, portanto, e de natureza tributária. Essa classificação (entidade sui generis) não passa de uma invenção do STF. A CF fala de entidade de classe ou profissional e nada dispõe nesse sentido. Se todas as entidades de controle de profissão prestam contas por que só a OAB não poderá fazer-lo? Aliás, os próprios advogados deveriam ser os primeiros apoiarem tal medida porque não tem a mínima noção de como e empregado o dinheiro (muito por sinal) que a OAB arrecada!
Diante do número elevado de bacharéis desqualificados, o fim do exame seria um desastre para a advocacia. Entendo que outras profissões como medicina, engenharia, arquitetura, odontologia e mais algumas da área de saúde, deveriam ter um filtro. similar ao exame da OAB, para qualificar melhor o mercado. Quanto a sua fiscalização pelo TCU , não vejo porque criar dificuldade, se o propósito é fortalecer a categoria.
Em um país cujo governo trabalha escancaradamente para idiotizar sua população, até porque o sistema educacional está desenhado para formar analfabetos, nenhuma surpresa em jogar um milhão de despreparados para advogar.
Quem vê essas alegações no sentido de que as contas da OAB deveriam ser submetidas ao TCU imagina que referido Tribunal é composto apenas por santidades. O argumento é simplesmente ridículo. A bem da verdade até seria bom para nós advogados se as contas da Ordem fossem "apreciadas" pelo TCU, porque a OAB é uma entidade privada, que é mantida exclusivamente com as anuidades dos advogados. Eventual submissão das contas ao TCU nos pouparia de pagar as caríssimas auditorias externas.
Há quase 1.000.000 de bacharéis torcendo para o Exame de Ordem da OAB seja abolido.
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Há quase de 1.000.000 de advogados registrados na OAB pagando anuidade.
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Se o Exame de Ordem da OAB for abolido, então, não haverá mais necessidade de pagar anuidade para a OAB.
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Contando os bacharéis e os advogados, em tese, há mais de 2.000.000 de interessados na abolição do Exame de Ordem.
Uns para poder trabalhar e outros para ficarem isentos do pagamento.
Sinceramente não quero acreditar que por conta de rusgas e casos mal definidos entre Eduardo Cunha e Ophir Cavalcante teremos que, lamentavelmente, ver novamente esse debate sobre o fim do Exame da Ordem.
Ainda que este não seja para muitos a melhor maneira de se avaliar o bacharel, a meu ver ele é necessário para que haja algum controle de quem possui condições mínimas para exercer à advocacia.
... de vez em quando vc dá umas 'acertadas' , mas quase sempre dá derrapadas ... algumas feias ... a OAB é entidade privada? Vc faltou à aula quando se discorreu sobre as autarquias?
Fim do exame da ordem vai ser uma bênção para os ádvogados, escritórios, espero que essa medida abranja a todas a categorias. No caso dessas organizações serem fiscalizadas pelo TCU corretíssimo, ver a extensão patrimonial que as possuem. Quem tem que ditar regras e o MEC Ministério da Educ.e cultura.
Fico esperançosa com a preocupação de um Representante do Povo com esta situação que o Exame de Ordem causa atualmente na vida dos profissionais que se formam em direito, mas não titularizam nenhuma profissão. Porque?
Para titularizar um cargo público existe o concurso público e para ser advogado, que é a intenção original do curso de direito, precisa o bacharel se submeter ao exame de ordem, que não mede conhecimentos, exclui os candidatos. Sem adentrar no mérito das provas, basta-se analisar só a falta de didática das mesmas, para perceber o início da exclusão.
Parabenizo o autor do projeto, tanto pela intenção do fim do exame de ordem como pela pretensão de fiscalização da OAB, pois os advogados precisam saber em que é aplicado esse dinheiro, mesmo para defender a entidade de muitos comentários maliciosos que se ouve por aí.
Sou advogada...e fui aprovada por um exame de ordem que respeitava o nível de aquisição de conhecimento adquirido pelo bacharel, oferecido pela EDUCAÇÃO Brasileira.
Não sou contra o exame de ordem...Sou contra ao que ele se transformou.
Obrigada.
A OAB não é uma autarquia federal, mas, uma autarquia especial. A Ordem aparece 08 (oito) vezes na Constituição Federal. É o único conselho de profissões à aparecer na Carta Magna; uma espécie de quarto poder. Nenhuma outra constituição do mundo dá tamanho poder a um conselho de classe jurídico. Deve sim ser fiscalizada pelo TCU - Tribunal de Contas da União. Por sua vez, o Exame de Ordem não é transparente e, é excludente em uma época em que cresce em todas as sociedades a "inclusão", então deveria ser fiscalizado pelo Ministério da Educação que, afinal é o poder que fiscaliza e determina, no caso, a maior honra, no caso, de bacharel que todo advogado é. Acredito que, como ocorre em medicina, engenharia, odontologia, etc., o mercado é quem seleciona o bom e o mal profissional. É verdade que há grande disputa de mercado, mas, podem fazer uma pesquisa que irão constatar que de todo o universo da Ordem menos de 5% (cinco por cento) dos profissionais tem plena realização econômica e profissional, o restante, 95% (noventa e cinco por cento) não passam de uma espécie de despachantes com título de doutor. Não é ofensa, longe disso, é a realidade! Sem contar que é o conselho de profissão, e isso é notícia à toda hora, com o maior número de profissionais processados, quando não é um crime grave, ligado ao tráfico, é por apropriação indébita. Agora, vejam o meu caso, sou autor de um livro sobre "ICMS" com edição esgotada, co-autor de outro, sobre "IPI" e citado noutro. Tenho 14 (quatorze) citações doutrinárias no STJ, 04 (quatro) no TJSP, e dezenas nos TRF; pode ser conferido em : http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudenc ia/busca?q=%22Rinaldo+Maciel+de+Freitas% 22, formado em 2004 e reprovado na 2ª fase do Exame por capricho de um "cartel do aço".
Sds a todos!
Acabar com o exame de proficiência da OAB será um atentado contra os direitos do cidadão brasileiro. Imaginem um bacharel de direito formado a toque de caixa numa dessas faculdades de fundo de quintal? E ele vir a defender os direitos de 30 anos de um cidadão. Ele poderá por a perder uma vida inteira de um cidadão. Se muitos passam no exame é porque ele é transponivel. Eu passei de primeira, no último exame, uma turma inteira da faculdade onde lecionei passou no exame ainda no 9° período ou 5° ano. Quem não passa é porque não fez um bom curso ou porque não tem aptidão para o exercício da advocacia.
Lamento pelos que ainda não passaram. E o que posso dizer a estes é que estudem com dedicação, assim, lograrão êxito.
Também chego a conclusão de que a prova da OAB,não mede conhecimento e capacidade,acredito que a Instituição OAB, deveria investir a arrecadação em estrutura pratica nas Faculdades de Direito ou no minimo ajudar na fiscalização dos cursos pelo Brasil, pois sabemos a ausência desta estrutura necessária na preparação dos profissionais do Direito.Portanto,Proponho a prova, não como forma de impedir a quem investiu o que tinha e o que não tinha, ficar sem trabalhar e aguardar algum momento que supere 05 ou mais anos de faculdade(prova), isto é justo, trocar todo um tempo por 05 horas.No meu entender é como se a faculdade não provocasse muito efeito. Assim a Prova serviria para Conceituar,para que o Cliente tivesse a possibilidade de saber em que conceito o profissional que ele estaria contratando se posiciona,a OAB reciclaria todo ano a mudança do conceito, o financeiro continuaria em alta, pois a reciclagem seria cobrada, os clientes , como todo mercado é quem separaria os bons e maus profissionais, pois nunca vi um profissional irresponsável sobreviver no mercado e com isto acabaria toda polemica. Todos ao exercício da profissão com o respeito ao Estatuto e a ética.
Concordo que deve haver o exame da Ordem. No entanto, entendo que o valor da taxa deveria ser a metade do que tem se cobrado. Embora, a OAB seja uma autarquia especial, não deixa de ser uma autarquia, portanto, deveria sim, ser fiscalizada pelo TCU. A final de contas, qual é o problema? E se foram os reprovados que elegeram Eduardo Cunha, o apoio dele deve ser só de faz de conta, já que pela lógica seria melhor ele conservar o curral eleitoral.
É de se lamentar a postura do Dep. E. Cunha...
E o bacharel que apoia o projeto dá um tiro no pé, sem sobra de dúvidas.
É inadmissível que um graduado que superou 5 anos de faculdade, superou um TCC e a sua defesa, sucumba diante de um exame que lhe exige o mínimo de conhecimento técnico; a prova aplicada nas edições do EOU é uma análise perfunctória de conhecimento, nada demais, embora requeira preparação, habilidade com o manuseio da legislação e destreza.
Se um dos argumentos do deputado é o de que a prova é um obstáculo ao livre exercício da profissão, centenas de milhares de analfabetos que sabem dirigir muito melhor que centenas de milhares que são alfabetizados e tiram a CNH, mas são péssimos condutores, restam impossibilitados de tirar a CNH, portanto, impondo um obstáculo ao livre exercício da profissão de motorista.
Ambas as profissões são regulamentadas por lei, Motorista e Advogado. A primeira o exame habilita a dirigir, a segunda o exame habilita a advogar.
Agora imaginem o estrago que iriam fazer no trânsito esses senhores analfabetos com uma CNH no bolso.
Do mesmo modo, os analfabetos funcionais que pululam das IES, que de arrumadinho em arrumadinho (a)tiraram o curso em 5, 6, 7 ou mais anos.
Mesmo com o rigor mínimo do exame, o número de bacharéis que não ultrapassa o EOU é elevado, faz parte do contexto. Fui aluno bem recente e vi muitos desses... Lamentavelmente!
Não entendi... Você ainda não passou no Exame e se diz advogado? Se é isso mesmo, sugiro que você aguarde a queda Exame para autodeclarar-se advogado. Aliás, mesmo se o Exame cair, somente será advogado SE estiver vinculado aos quadros da Ordem.
De resto, também possuo alguns artigos, algumas poucas citações.
Mas fui aprovado no Exame, também no ano de 2004, nunca fui sindicado e nem processado. Além do mais, não defendo causas que possam embrulhar o estômago...
Então, mais respeito com com se esforçou tanto quanto você e conseguiu a sonhada aprovação.
Tu recolhes anuidade para desejar "apitar" sobre receita paga pelo bolso alheio?
Também sou favorável a controles para a Ordem... Mas eu pago a conta.
Prezado O.E.O (Outros);
Primeiro, é necessário "mostrar a cara", anonimato é covardia e defeso na Constituição que você deve conhecer bem. Segundo, alterei o perfil, o anterior era pejorativo e terceiro: Parabéns!
Engano o seu.
Preciso identificar-me para comentar...
Que o exame seja uma ferramenta importante eu nao duvido, porem a FORMA como eh feito eh questionavel. Os testes da prova nao condizem com a realidade que o futuro advogado tera de enfrentar.
Muitos serao os problemas apresentados para o advogado apontar a solucao que, fara uma analise com base na legislacao vigente e na vivencia forense e, a partir dai, apresentara ao cliente uma solucao para a problematica. Isso nao eh adquirido por meio de uma PROVA mal elaborada, mas a juncao de conhecimento TECNICO com a PRATICA FORENSE.
Por acaso O.E.O é Office of Economic Opportunity?
You are Snow White, or one of the seven dwarves? Who knows the OEO Organization of the Western states, if it exists! I think with Caetano Veloso said, you're stupid!
Certeza de que não condizem?
Pode não condizer quem uma rotina de assistência em ação de alimentos, açãozinha de indenização....
Mas vamos a outra situação?
O cidadão é preso (apresentado a um Delegado de Polícia, aferido em rigoroso concurso); sua liberdade ou os seus bens passam a ser objeto de demanda por parte do MP (promotores submetidos a concurso de três fases) e sujeito a uma sentença (a ser proferida por juiz concursado em exame de três fases)...
E o cidadão subjugado pelo Estado ficará a mercê, apostando na sorte de poder contar com um "despachante" um pouquinho mais experiente????
E nem vou falar alongar-me sobre outras facetas da realidade... Crise hídrica, energética, política de saúde pública... Tudo em termos de "tecnologia jurídica" é construído e amplamente dominado por agentes de Estado (concursados!) em conjunto com a "nata" da iniciativa privada, mas o cidadão terá de contar com a sorte?
A possibilidade de errar (ter má sorte) sem o Exame de Ordem é "n" vezes maior!
A oab/federal e estaduais deixaram o mec criar uma faculdade por cidade, agora querem barrar os alunos pelo exame de ordem....
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