
Antonio Cruz/Agência Brasil
A defesa do ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) pediu a redistribuição da relatoria do inquérito 4.831, que investiga as acusações do ex-juiz da "lava jato" de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir no trabalho da Polícia Federal.
No pedido, os advogados de Moro apontam que, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello, o caso ficará sem relator até que o novo ministro seja nomeado.
"Neste sentido, o Regimento Interno desta Suprema Corte, em seus artigos 38, inciso III e 68, §1º, autoriza, pelo presidente do tribunal, a redistribuição de feitos em casos excepcionais, como, a nosso ver, este se revela", diz trecho do documento que pede imediata redistribuição do inquérito.
Na última quinta-feira (8/10), em sua última sessão no STF, o decano Celso de Mello votou para negar o pedido de Bolsonaro e determinar que o seu depoimento sobre as supostas interferências na PF fosse presencial.
Em seu entendimento, o chefe de Estado não detém dentre suas prerrogativas e opção de prestar depoimento por escrito quando estiver sob investigação criminal.
O ex-ministro é representado pelo escritório Sánchez Rios.
INQ 4.831
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Embora sempre a tenha odiado e hostilizado, também (e até) esse Sérgio Moura merece defesa. E há quem goste de protagonizá-la, cumprindo dever deontológico, é claro.
Bem, já passou; a final, não há bem nem mal que sempre durem!
Peça pregada pelo destino, agora o ex-juiz parcial ex-alinhado com uma das partes está com receio de que o ministro a ser nomeado por Bolsonaro no lugar de Celso de Mello seja parcial. Ele quer um juiz imparcial, atributo do qual estava longe de possuir quando julgava os outros. Irônico.
Tem chilique de olhovivo e joro.
Mais certo que a morte.
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