Calvário dos credores

Entidades questionam fluxo de pagamentos de precatórios do TJ-SP

Por meio de nota conjunta, cinco entidades representativas da advocacia questionam o modelo de pagamento de precatórios adotado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O foco da reclamação é o fluxo de pagamentos que tem provocado atraso na efetiva liberação dos créditos prometidos. “Não é incomum a demora por mais de dois anos entre a disponibilização dos recursos pelas entidades devedoras e o efetivo crédito em favor dos beneficiários, muitas vezes verificado apenas após despendido grande esforço para a superação de óbices meramente burocráticos e irrazoáveis”, diz trecho da nota. 

Foto: Gedeão Dias / TJSP

Entidades da advocacia reclamam da demora no pagamento de precatórios pelo Tribunal de Justiça de São Paulo

No começo deste ano, a Diretoria de Execuções de Precatórios e Cálculos (Depre) do TJ-SP anunciou a liberação de R$ 4,037 bilhões para o pagamento de precatórios a mais de 37 mil credores nos primeiros quatro meses de 2024. 

Desse total, R$ 1,9 bilhão corresponde a pagamentos relacionados à Fazenda do Estado de São Paulo, R$ 1,16 milhão à Prefeitura de São Paulo, R$ 344 milhões ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e R$ 633 milhões às demais entidades devedoras.

As entidades, contudo, alegam que apesar do volume da liberação, existe verdadeira imprevisibilidade dos prazos para prática dos atos processuais necessários para o pagamento dos créditos. 

Para mitigar o problema, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), Movimento de Defesa da Advocacia (MDA) e Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA) pedem investimentos no aprimoramentos dos servidores e na modernização de equipamentos e programas utilizados pelo TJ-SP. 

Clique aqui para ler a nota na íntegra

Rafa Santos

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Wagner Gama disse:
07 de junho de 2024 às 08:59

É princípio básico de administração a descentralização de procedimentos. O TJSP tentou reinventar a roda e unificou as execuções contra a fazenda na UPEFAZ. A vara se transformou em um entrave, as coisas não andam, demora-se meses para um juiz ver sua petição, meses e até anos para se expedir um mandado de levantamento. - Funcionava melhor quando cada vara cuidava de suas execuções, como acontece nas RPVs.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também