Subtítulo: no Direito, a terra é plana! Ou: se matar dois leões por dia é difícil, o pior é desviar das antas (frase do Cons. Acácio Jr., o Acacinho)!
A coluna de hoje tem como mote a frase escrita por Freud ao final de sua “espontânea declaração” de que sua filha não havia sido maltratada pela Gestapo:
“recomendo encarecidamente a Gestapo para todos”.
A frase posta ironicamente por Freud à “declaração” é autoexplicativa e ajuda a entender o que acontecendo no Brasil. Por isso volto ao conto Teoria do Medalhão, de Machado de Assis. Nunca esteve tão atual, mormente para confirmar a frase de Umberto Eco, de que as redes sociais acordaram os idiotas ou algo como “os idiotas perderam a timidez”. Pior, estão se tornando maioria. Diz Eco: antes só falavam em mesa de bar e depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel. Bingo.
Depois da publicação da coluna perguntando se um candidato à presidente podia conspurcar a Constituição e os direitos humanos, li coisas que fariam Machado corar e, ao mesmo tempo, escrever vários contos. Janjões de todos os tipos apareceram. Um sujeito que se assina Ydur Sesun (?) me mandou e-mail dizendo que, por ter criticado Bolsonaro, eu devia ser degolado e que deviam jogar pás de terra sobre mim. Eis o nível. Ameaça de morte. Farei o registro na polícia. O ódio campeia frouxo.
De minha parte, digo: De fato, Janjãozinhos, a terra é plana (a crítica é metafórica — falo nisso por causa de um Janjão que, em seu face, destilou seu ódio — uma das queixas era de que eu, em outra coluna, havia citado Paulo Ghiraldelli, quem, ao que parece, não é apreciado por Janjões). Sim, os janjãozinhos deformados em direito têm razão (alguns tem MBA por EAD): o Direito é só perfumaria e defender a Constituição é um ato de canalhas, como disse o meu ameaçador. Por isso, aconselho: Façam faculdade de Direito e depois digam que o Direito é o que o que se dele diz. Xinguem à vontade. Digam frases “çábias” como “Direitos Humanos só são para humanos direitos” e que “garantismo é coisa de marxista”. A direita brasileira vai ganhar o prêmio ignóbil. Saiam, pois, todos para o “abrasso”, Janjãozinhos fofinhos do papai (no conto, que resumirei abaixo, o pai dá conselhos ao seu fofinho filho Janjão que, já adianto, tem inópia mental).
Em um país de mais de um milhão de advogados (fora os bacharéis sem carteirinha da Ordem) e em que não há professores para lecionar para toda essa gente (por isso qualquer um leciona), o resultado está aí: janjãos-produzidos-em-série. Pessoas que não sabiam ou não sabem o que fazer da vida cursam Direito para, quem sabe, ficar no “chuleio” de alguma vaga em concurso para porteiro ou quejandos (janjâozinhos, quejandos não é cargo, não). Resultado: A frustração depois de formados lhes gera ódio. E passam a atirar. E os que passam, por terem tido essa mesma formação, odeiam do mesmo modo.
Veja-se que quase a totalidade de comentários à coluna sobre as declarações de Jair Bolsonaro foram no sentido de que o colunista é comunista, petista, a favor de bandidos, etc. E houve até um sub-janjão que chamou a minha coluna de “vagabunda” (a ConJur deixou passar, talvez por não acreditar que a inópia mental chegasse a esse patamar). Os poucos comentaristas que apoiaram o que eu disse mostraram perplexidade com o que leram: constataram que pessoas formadas em Direito defendem o fim do ECA, a extinção de direitos humanos, armas para todos, um fazendo ode à leitura de Ustra e coisas do gênero. Poxa, todas essas pessoas fizeram faculdade, a maioria a de Direito, espécie de mobral da pós-modernidade. E saíram da faculdade desse modo: defendendo o fascismo. Sim, fascismo. Apoiam candidato a presidente que diz, em entrevista em 2011, que preferia o filho morto em acidente a ele ser gay e que se mudaria de casa se seus vizinhos fossem gays porque isso desvalorizaria a propriedade, é defendido por gente que fez faculdade. Que votem ou sejam a favor, OK. Mas escrever isso, sem nenhum pudor e ainda achincalhar os outros? Qual é a razão?
Isso tem de ser dito. Por dever cívico e acadêmico. De seca à meca, de Reinaldo Azevedo à Arnaldo Jabor, não é implicância minha. Até na Veja n. 36, de 5 de setembro de 2018, tem a ácida critica de João Cezar de Castro Rocha (que deve ser comunista, assim como o veículo Veja e… eu). Ah: e Alckmin, ao criticar Bolsonaro, deve estar a serviço da Coreia do Norte. Todos estão. Bingo.
Bom, no frigir dos ovos, Machado tinha razão. Eis a síndrome ou fator Janjão. Resumo o conto para quem não leu:
O filho completa 21 anos e seu pai lhe dá um conjunto de conselhos. Se ele seguir, poderá ser um “medalhão”. O típico alienado de nosso tempo, o chutador de ideias, o palpiteiro e o reacionário devem ter recebido conselhos tipo Janjão. Diz o papai: “— Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos”.
E continua: — Janjão, nenhum ofício me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e entende. És moço, tens naturalmente o ardor, a exuberância, os improvisos da idade; não os rejeites, mas modera-os de modo que aos quarenta e cinco anos possas entrar francamente no regímen do aprumo e do compasso.
— E sigo, Janjãozinho. Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente; coisa que entenderás bem, imaginando, por exemplo, um ator defraudado do uso de um braço. Ele pode, por um milagre de artifício, dissimular o defeito aos olhos da plateia; mas era muito melhor dispor dos dois. O mesmo se dá com as ideias; pode-se, com violência, abafá-las, escondê-las até à morte; mas nem essa habilidade é comum, nem tão constante esforço conviria ao exercício da vida.
— Mas quem lhe diz que eu…
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente o espírito.
— As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as sofremos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto. Portanto, tu podes ser um medalhão completo, Janjão! Tu vencerás!
— Meia-noite. Entras nos teus vinte e dois anos, meu peralta; estás definitivamente maior. Vamos dormir, que é tarde. Rumina bem o que te disse, meu filho. Guardadas as proporções, a conversa desta noite vale o Príncipe de Machiavelli. Vamos dormir. FIM.
Pronto. O Janjãozinho aprendeu bem a lição. E se multiplicou. Seus pares já são maioria. Com inópia mental, tomaram seu rumo. Esse é o Brasil: os críticos e intelectuais tem de matar dois leões por dia; mas a parte mais difícil é desviar das antas.
Numa palavra final: levando em conta as ofensas, os hate speech dos comentaristas da ConJur, das redes sociais, dos posts nos face books e da ameaça de morte do indivíduo chamado Ydur, eu me rendo, do mesmo modo que escreveu Freud. E digo:
“Por tudo isso, recomendo, encarecidamente, para todos, o voto em Bolsonaro”.
Sim. Eu perdi. Sim, princípios são valores; moral deve corrigir o Direito; uma análise econômica deve derrotar qualquer regra jurídica, inclusive a Constituição; Kelsen foi um exegeta; Constituição não serve para nada; estudar é para trouxas; escrever de forma sofisticada é besteira; a escola sem partido é pop; Frota deve ser ministro da cultura; Felipe Melo ministro do esporte; o que vale é a prática (sic) e a teoria não serve para nada; é legal dizer estultices e asneiras desde que sejam estultices “sinceras”; livros bons no Direito são os resumos e resumões; bandido bom é bandido morto; direitos humanos só são para humanos direitos; defensores de direitos humanos são bandidólatras; Ferrajoli é comunista; garantismo é marxismo; se os presídios estão cheios, sempre cabe mais um, porque-presídios-são-como-coração-de-mãe; é certo que escravos negros não vieram da África e são, junto com os índios, indolentes e/ou preguiçosos; por óbvio, cotas são desnecessárias e índios têm terra demais; cuidar do meio ambiente atravanca o progresso; ECA é um lixo, a Constituição é comunista, todos devem poder usar armas… e quejandos. E tudo isso é pop.
Eu me rendo. Com as mãos para cima! Podem levar meus lápis, canetas e livros!
Ah: para quem está com raiva, ouça Lakmé, de Léo Delibes. Fala de um protesto contra a proibição que os britânicos impuseram aos cultos hindus. Vejam e ouçam. E fiquem bem! Como disse, imitando o título de um livro do Juca Kfouri e de um livro de Neruda, confesso que perdi.

Se a Constituição perdeu, se o Prof. Streck perdeu, perdemos todos.
"Por mais violento que seja o argumento contrário, por mais bem formulado, eu tenho sempre uma resposta que fecha a boca de qualquer um: «Vocês têm toda a razão»".
Estamos com você, Professor!
O artigo é excelente.
O artigo é excelente.
Verdadeira mamata essa de ser bacharel em direito concursado no país mais corrupto do planeta. Altos salários, e por trás do pano, impunidade aos bandidos donos do poder. Verdadeira cegueira deliberada. Nosso rios continuam podres, cobram-se pedágios exorbitantes, mas as estradas continuam péssimas; os cartéis dominam a economia, a saúde pública está destruída, a educação pública destroçada, e nossas prisões são piores que as masmorras medievais, além da corrupção continuar dominando nos Estados e Prefeituras. Os consumidores são roubados pelas mais diversas e criativas formas engendradas pelas grandes empresas, que recebem verdadeiros incentivos do Poder Público, na forma de ínfimas sanções, para continuar a prática da malandragem.
Nada funciona nesta republiqueta de bananas, prova disso são as cinzas do Museu Nacional.
Bolsonaro irá implementar uma constituinte, e essas mamatas do bacharelismo em direito, os tais concursados intocáveis, que possuem prerrogativa de foro, vitaliciedade, etc, irão acabar. Esse o verdadeiro medo dos bezerros concursados que mamam nas tetas da nação. Freud explica... Bolsonaro neles!!!
Esse artigo é daqueles que a gente lê, relê e precisa compartilhar a exaustão.
O que assusta não é o candidato, mas a quantidade de pessoas que corroboram com suas ideias. Imaginar que de cada 5 brasileiros, um é homofóbico, misógino, odeia cotas, é racista, acha que direitos humanos é mimimi, etc... Quando vejo jovens, estudantes de direito, e não são poucos, escrevendo essas barbaridades no Twitter, fico pensando se de fato, teremos algum futuro.
Votar e se alegrar com criaturas autoritárias no poder não se resume à sensação de entregar seu cotidiano a alguém que vai cuidar de você. O perfil médio dessas pessoas, cabe também a alegria e a realização de se ter um "machão" no poder. Aquele brabo que está dentro dos padrões alfa, de chefe de manada. Que resolve tudo na violência. É bestial, é involuído, mas ainda sim é humano. Tem gente com IPHONE e com raciocínio da época das cavernas.
presídios estão cheios, logo não cometa crimes, pois senão será preso sem conforto. Ou seja, basta o bandido escolher não cometer crimes e os presídios ficarão vazios. Simples assim.
presídios estão cheios, logo não cometa crimes, pois senão será preso sem conforto. Ou seja, basta o bandido escolher não cometer crimes e os presídios ficarão vazios. Simples assim.
Texto fantástico, maravilhoso! Confesso que chorei, pelo meu país. Já mandei o link para os meus 4 perfis no facebook e divulguei-o também através do WhatsApp. Sugiro aos amigos que PENSAM que façam o mesmo. Ainda há tempo de salvar o Brasil da barbárie dos bolsominions.
Caríssimo Professor, há algum tempo leio suas colunas e acompanho suas aulas (pelo menos as gratuitas) e embora tenha um pensamento diferente do meu, tenho admiração por ti. Um dos fatos que lhe destacam é a perfeição da escrita, isto mesmo! perfeição! contudo, em se tratando de política me parece que o senhor está realmente cedendo aos janjões. Eu, lendo sua coluna e tendo um pensamento, em tese de direita, pois não me compatibilizo com hipocrisias diversas da esquerda, me senti deveras atacado e até confuso porque acredito em ideias de Bolsonaro, mas reconheço muitas idiotices dele, mas nem por isso sou janjão, e não por isso exaltarei bandidos e hipócritas de esquerda como lula e comunistas de iphone respectivamente. Ao final quero dizer, acho engrandecedor reconhecer qualidades de quem pensa diferente e que até então o senhor não era atingido por idiotas como esse ... qual o nome mesmo? janjão? ou ao menos não transparecia. Não pode um paradigma como o senhor, agir assim. Professor, não te atucana, tu és brilhante e vou te acompanhar porque tu és brilhante! também quero ser um dia, até então não conto com grandes títulos, sou apenas um formando em direito e aprovado no exame de ordem.
Pois bem. Compartilhei um vídeon no facebook de uma página relacionada a História. Nesta publicação havia uma reportagem, provavelmente do Fantástico, relatando as atrocidades que o chefe do DOI-CODI do II Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, praticou durante a Ditadura Militar. querda/fumadores/de/maconha". E mais, segundo o comentarista, deveria haver uma estátua em cada cidade do Brasil como resultado de uma luta patrióca em favor da pátria e dos cidadãos de bem.
E, por incrível que possa parecer, um "amigo" bravejou que "os incrivéis/atos/heróicos" levados a efeito pela pessoa acima citado contra os "terroristas/comunistinhas/de/extrema/es
É surreal.
Curti o comentário como sinal de que estou ciente de sua posição política irracional e anticonstitucional.
Não se discute mais nada nesse país, no sentido de debater.
Vence quem grita mais alto, não importando o conteúdo do que é dito ou o embasamento teórico, jurídico, argumentativo. Vale a barbárie do grito, da força.
Voltamos ao estado de natureza...
Mas, certamente uma nova constituinte resolveria todos os problemas, como já bem disse Lênio Streck, com fina ironia...
quanto ao que diz um comentarista:
Pedágios exorbitantes certamente é algo feito por concursados;
Da mesma forma devem ser os cidadãos que são membros cartéis de postos de combustíveis, por exemplo, que combinam preços para "roubar" os consumidores, e que, se tem punição branda, não é pelo concursado que julga, mas pela lei que o eleito pelo povo legislou.
No mais, crer que todo concursado tem altos salários, é vadio e nada faz, é simplesmente absurdo, pois muito se ouve sobre ter seus direitos garantidos, de se buscar na justiça o direito.
A justiça não se move sozinha, os processos não seguem sozinhos, dependem de pessoas que fazem os processos seguirem seu rumo, e essas pessoas, a bem do país, são aprovadas em concurso público, a que todos têm direito e oportunidade de concorrer, e não por apadrinhados de poderosos.
Muito se fala em meritocracia, e o concurso público é o exponencial de tal conceito, pois quando se fecham as portas da sala do concurso e o cidadão se depara com a prova, é o mérito de seus estudos que irá colocá-lo no cargo.
Comparar concursados com bezerros que mamam nas tetas da nação, demonstra que o grau de desinformação é tamanho, que não percebe que o tal candidato não dá uma palavra sobre reformar nada relacionado a militares, o que inclui polícias militares, que tem seus quadros CONCURSADOS...
Não é preciso dizer mais palavras alguma. É autoexplicativo.
"Genèvieve De Cler, acreditava em tudo. Inclusive que "Princípios são valores; moral deve corrigir o Direito; uma análise econômica deve derrotar qualquer regra jurídica, inclusive a Constituição; Kelsen foi um exegeta; Constituição não serve para nada; estudar é para trouxas; escrever de forma sofisticada é besteira; a escola sem partido é pop; Frota deve ser ministro da cultura; Felipe Melo ministro do esporte; o que vale é a prática (sic) e a teoria não serve para nada; é legal dizer estultices e asneiras desde que sejam estultices “sinceras”; livros bons no Direito são os resumos e resumões; bandido bom é bandido morto; direitos humanos só são para humanos direitos; defensores de direitos humanos são bandidólatras; Ferrajoli é comunista; garantismo é marxismo; se os presídios estão cheios, sempre cabe mais um, porque-presídios-são-como-coração-de-mãe ; é certo que escravos negros não vieram da África e são, junto com os índios, indolentes e/ou preguiçosos; por óbvio, cotas são desnecessárias e índios têm terra demais; cuidar do meio ambiente atravanca o progresso; ECA é um lixo, a Constituição é comunista, todos devem poder usar armas... e quejandos".
Genèvieve De Cler terminou em cinzas...lá em Sobibor, na Polônia.
"Genèvieve De Cler, acreditava em tudo. Inclusive que "Princípios são valores; moral deve corrigir o Direito; uma análise econômica deve derrotar qualquer regra jurídica, inclusive a Constituição; Kelsen foi um exegeta; Constituição não serve para nada; estudar é para trouxas; escrever de forma sofisticada é besteira; a escola sem partido é pop; Frota deve ser ministro da cultura; Felipe Melo ministro do esporte; o que vale é a prática (sic) e a teoria não serve para nada; é legal dizer estultices e asneiras desde que sejam estultices “sinceras”; livros bons no Direito são os resumos e resumões; bandido bom é bandido morto; direitos humanos só são para humanos direitos; defensores de direitos humanos são bandidólatras; Ferrajoli é comunista; garantismo é marxismo; se os presídios estão cheios, sempre cabe mais um, porque-presídios-são-como-coração-de-mãe ; é certo que escravos negros não vieram da África e são, junto com os índios, indolentes e/ou preguiçosos; por óbvio, cotas são desnecessárias e índios têm terra demais; cuidar do meio ambiente atravanca o progresso; ECA é um lixo, a Constituição é comunista, todos devem poder usar armas... e quejandos".
Genèvieve De Cler terminou em cinzas...lá em Sobibor, na Polônia.
Infelizmente há membros do judiciários e do Ministério Público que defendem essa barbárie também. Muitas dessas pessoas teve formação adequada, não são crias de cursinhos. Contudo, a possibilidade de fama instantânea produz decisões teratológicas. O sujeito toma uma decisão, fazendo uma mal fadada interpretação, segundo sua possibilidade de sair na mídia, e se der errado, convoca-se a população, a que está ativa na internet e ameaça o Dr. Lênio).
Lembro que a primeira (e única) vez que vi Dr Lênio foi em uma palestra na Faculdade de Direito de Franca em 2010. Era meu primeiro ano e tudo era muito novo pra mim, não havia qualquer clima de ódio, era possível debates civilizados. Em algum momento nos perdemos. Arrisco-me a dizer que foi no momento em que os conselhos permitiram que membros pintassem e bordassem sem qualquer tipo de punição (CNJ e CNMP). E se houvesse uma voz ativa nas primeiras ilegalidades? Na condução coercitiva sem recusa ou na entrega de áudios ao Jornal Nacional.
Já vejo vários de ódio tendo sido o texto publicado há pouco tempo. O Dr. Lênio sempre acerta..
Leonardo, você se identifica como "Estagiário-Criminal". Como você ODEIA bandidos, é estagiário do Ministério Público? Ou o escritório de advocacia para o qual trabalha perde todas as ações, de propósito, afim de que os bandidos que (não) defendem sejam presos?!
Você disse tudo que muitos querem dizer, Lênio! Por vezes me deparo com situações onde à tona vêm discussões políticas e, eleitores de outros partidos também têm adotado a postura violeta para defender suas ideias. Acho que virou um mal de todos os brasileiros! Em um comentário a respeito de uma entrevista de determinado candidato para uma determinada emissora de TV, totalmente imparcial, apenas com intuito de demonstrar aos seguidores que a postura daqueles entrevistadores, que mais pareciam promotores de justiça em uma audiência criminal, onde o acusado (candidato) à sua frente tivera cometido um crime de grande comoção social, deveriam adotar uma postura menos agressiva, tive como resposta, uma ameaça de receber UM TIRO NA CARA, e, não foi de um eleitor do Bolsonaro, o que é ainda mais assustador. Pois bem, acredito que o provo brasileiro está descrente e alienado, portanto, as propostas que vêm com a ideia de mudar aquilo específico que uma parte da sociedade quer, já está de bom tamanho. Não importa o que diz a Constituição Federal, tampouco quais os rumos o país irá tomar á partir daí. Por isso, fujamos para as colinas!
Não me recordo de ter dito que odeio bandidos, deve ser porque eu simplesmente não disse isso. Me identifico pelo meu nome, não apelido ou sigla, apenas aparece estagiário criminal porque preenchi equivocadamente ao formulário. O que fizeste é injúria me chamar assim pelo título do comentário, não pense que não vou registrar e tentar identificá-lo. O que falei de tão ofensivo? posso me retratar, sou humilde. Ah, devo confessar que pensei que tu fosse bandido e por pensar que te odeio, tentou me ofender.
Bear Grylls, ex servidor das Forças Especiais Britânicas, é protagonista de um seriado muito interessante de técnicas de sobrevivência nos lugares mais inóspitos. Do Alasca à Savana Africana. Lênio Streck, o Bear Grylls brasileiro, enfrenta vários desafios no cenário jurídico-político brasileiro. Assim como Grylls, Streck tem que enfrentar os predadores mais mortais, sendo que por aqui, os mais mortais de todos têm sido a ignorância, a burrice sistêmica e o espírito de autodestruição do povo brasileiro (incluindo a destruição da cultura). Os ataques a Lênio Grylls (se me permite) não é outra coisa senão a prova de que a nação brasileira está em uma perplexa crise moral, despida do mínimo de respeito intelectual. Lênio não precisa de dinheiro de política para sobreviver. É conceituado, escritor de obras importantes, aposentado. As observações em face de Bolsonaro são observações objetivas. E mais, são observações comprovadas, basta assistir aos vídeos. As provas bastam para consolar das agressões e ameaças. Formamos uma legião de analfabetos exatamente para não saber o que fazer com as instituições. Não se resolverá o problema do país no tapa. Romper com as bases que se fundam o Estado não é tão simples assim. Portanto, Lênio, eu creio que você tem uma missão muito além do que possas imaginar. É o guardião da Tribo de Judá do direito brasileiro. Aqui na CONJUR tem sido muito mais atuante e operante na defesa da Constituição Federal do que todo um Supremo Tribunal Federal. Não nego que 50% do pensamento de Bolsonaro me agrada, v. g., o respeito à família, aproximação com os EUA, proteção e valorização das reservas naturais, segurança pública. Não obstante, há declarações absurdas, fora do contexto social atual que de forma alguma poderia ser tolerado.
Em 2003, após a posse, algumas pessoas ligadas à política diziam - em tom de piada - que não sabiam como Lula tinha sido eleito, porque ninguém (admitia!) havia votado nele. Os eleitores votaram, mas votaram com vergonha.
O interessante agora é que, salvo engano, o número de pessoas que admite votar em Bolsonaro é grande, é explícito.
O Lulismo foi envergonhado. O Bolsonarismo é orgulhoso e explícito.
Vá entender o nosso Povo...
(*) O colunista Lênio agora revelou-se legítimo intolerante. Só admite ou respeita quem com ele concorde. Há no texto três palavras "ódio" e uma sequência de menções raivosas aos que pensam contrariamente a ele. Triste.
(**) Verdade, não tem professor para tanta demanda. Mas tem bastante faculdade aberta para atender a política pública instituída. Sorte de quem tem ProUni, porque NÃO aprender e ainda sair devendo FIES é dose! Pai Ciro (o que limpará o nome do SPC) será a única solução..
De fazer autocrítica e uma crítica séria e fundamentada ao impasse democrático que o mau uso e deturpação dos instrumentos legais provocou nesse País.
Imaginem se dependesse do colunista o "controle de constitucionalidade" das candidaturas... (Não dizem que ele almeja uma cadeira no STF?) Em algum tempo, haveria um só partido, o dele.
P.S. Candidato que apoia, abertamente, ditaduras em outros países poderia concorrer aqui?
Parabéns professor e pesquisador Lênio pela coragem, lucidez e invejável cultura jurídica, e brindar a todos com mais um excelente texto/reflexão sobre nossa realidade. Precisamos de mais Lênios para afastar a barbárie e cada vez mais fortalecer o Estado Democrático de Direito com todas as garantias, diversidades e pluralidade que marcam uma sociedade avançada e evoluída.
Parabéns professor e pesquisador Lênio pela coragem, lucidez e invejável cultura jurídica, e brindar a todos com mais um excelente texto/reflexão sobre nossa realidade. Precisamos de mais Lênios para afastar a barbárie e cada vez mais fortalecer o Estado Democrático de Direito com todas as garantias, diversidades e pluralidade que marcam uma sociedade avançada e evoluída.
Professor Lênio, volte para o magistério doutrinário, a quem eu tenho o maior apreço. Divirjo, mais uma vez, por encontrar nítido viés ideológico em suas colunas.
Precisamos ter mais apreço pelo constitucionalismo clássico à luz de Locke e de Montesquieu, sabemos que o poder político encontra-se limitado em um sistema de freios e contrapesos, ou check and balances.
É uma sandice sem tamanho, acreditar que, como já li e ouvi de determinado candidato pedetista, que o Presidente da República tem poderes imperiais nos 6 primeiros meses de mandato.
A soberania popular tem de ser respeitada, saia às ruas e veja se encontra-se satisfeito com a segurança pública, que é um dever do Estado. Ali o senhor se lembrará de Hobbes ou de Brizola?
Enfim, temos que ter maior apreço pelas nossas instituições. A Política não é o Direito e vice-versa. O político fala para o povo e não para gravatinhas. Nós temos STF, MP, TCU, CGU, PF, Itamaraty, Câmara, Senado, o diabo, para controlar o poder político. E é bom que seja assim, pois esses são os órgãos competentes, não é a mídia, nem os seus colunistas.
Pô professor, escrever isso tudo para relatar o óbvio? Que vivemos em um país onde grande maioria dos que formalmente estudaram direito constitucional querem rasgar a constituição? Isso aí todo mundo já sabia, o que a gente quer ver é o circo pegar fogo entre o senhor e o min. Eros.
Responde a coluna dele! -ago-31/eros-grau-resposta-artigo-streck -jeronimo-franco-neto
https://www.conjur.com.br/2018
Os elogios ao professor Streck já se tornaram repetitivos, mas nunca desnecessários. Mas na minha singela opinião, o professor a fim de defender ponto de vista que se pretende ser constitucionalista, chama boa parte da população brasileira, segundo pesquisas, de pessoas degeneradas mentalmente, como também reclama da liberdade de expressão dos intitulados ópios mentais, como se existisse reserva constitucional de que o direito previsto no Art. 5º, inciso IV, da Carta Magna, era somente a quem não fosse "julgado" como ópio mental. É nesse toar que chegamos aonde estamos, numa sociedade polarizada a extremos. Há alguns que dizem que esquerdas são também ópios mentais, que acobertam bandidos e dizem que se roubar e trabalhar, está tudo certo. Minha opinião? É possível defender um ponto de vista sem que para isso apele ao discurso de que quem não concorde é burro. Penso que hoje na sociedade brasileira, o problema não é a grande quantidade de pessoas com escassez mental (coxinhas e/ou mortadelas), mas sim discursos de ódio proferidos a "esquerda e a direita" que cada vez mais separam uma nação, fator aliado com, aí sim, escassez de bons políticos - se é que em algum dia já houve. Obrigando aos brasileiros optarem pelo "sujo ou pelo mal lavado". Mas não reflita bem! Pois, a depender do ponto de vista, você poderá ser visto como um burro ou como alguém que possua um alta QI. Isso mesmo! Tudo pela sua opção política.
Praticamente tudo pelo qual a sociedade vem evoluindo encontra barreiras nas ideias de Bolsonaro. Bolsonaro e' contra as minorias, contras as garantias do cidadão, contra os direitos humanos, contra a igualdade homem e mulher, a favor da violência e por fim e discriminador , em síntese e uma infinidades de ideias contrarias ao processo civilizatório. Sao absurdos contra a felicidade e o bem estar da sociedade. Neste prisma, como posso aceitar as ideias postas a mim por um eleitor de Bolsonaro. Sao inadmissíveis. Nao posso defender e nem aceitar que defendam a violência, tem que me indignar com isso. E meu dever como cristo e cidadão, e ate mesmo pela minha condição humana. Será que Cristo estava errado?(" Quem pela espada combate, pela espada cara'), acredito que nao. E CF/88 também estaria ("homens e mulheres são iguais perante a lei"). Será que o tao sonhado direito a felicidade proclamado no Iluminismo nao pertence a todos, gays, índios, afrodescendentes, mulheres, marginalizados, condenados? Será Bolsonaro uma especie de deus, um novo deus. ? Que se acha no direito de decidir o melhor para o ser humano. Em síntese, e uma pobre alma, semelhante a Igreja Universal que aponta soluções fáceis para os dramas humanos, em troca do dizimo ( e que dizimo), Bolsonaro vende ilusões em troca do poder. Será o maior estelionato eleitoral na politica. Uma falácia, uma grande enganacao. Uma verdadeira ilusão ao povo brasileiro. Que sem saber distinguir o joio do trigo, acabara envenenado com a erva daninha.
Por onde será que Lenio andava quando Lula ameaçou censurar a imprensa; quando elogiou Hitler e outros ditadores; quando aplaudiu Marilena Chaui e o seu clássico “EU ODEIO A CLASSE MÉDIA”, quando Mauro Iasi prometeu a todos que discordam do marxismo: “um bom paredão, uma boa espingarda, e uma boa cova”; quando Guilherme Boulos asseverou botar fogo no Brasil; quando o presidente da CUT apregoou: temos que ir para as ruas entrincheirados com armas nas mãos; quando Lula nos ameaçou com “o exército do Stédile”, etc. etc. etc.
Muitas autoridades (Sérgio Moro, Dalagnol,...) atletas (Ana Paula do vôlei), personalidades e inúmeras pessoas sem expressão na mídia, veem recebendo ameaças de todos os tipos de marxistas irados, sem que nada disso, ao que parece, tenha despertado no Lenio o interesse de escrever uma frase.
Mas agora mexeram com ele, mexeram com gente importante, esses “idiotas que ganharam voz com as redes sociais”, segundo seu “parça” Umberto Eco, que também não é marxista, é um liberal com certeza, tiveram o topete de ameaçar o Lenio. O mais sapiente dos jurisconsultos brasileiros. Acredita-se inclusive que tenha sido aspirante a uma vaga no STF no governo do PT, mas que, por razões alheias a sua vontade, não aconteceu. Seu cavalo acabou por passar encilhado e ele não montou. Que pena. Que perda lastimável para a cultura jurídica tupiniquim.
por um momento pensei que era o 'conversa afiada' (o do racista)
assim não dá...
jurista comenta política. economista (Mirian Suíno) comenta justiça. Azevedo, é fantoche de um grupo de aDEvogados.
o povo acebolado fica perdido deste jeito.
nestas horas, me salva o netflix.
espero que o conjur publique meu comentário antes do desfile de amanhã.
paz e bem!
Essa violência que assolou o Brasil, é fruto desses néscios que não sabem escrever rebuscado, que não usam citações em língua estrangeira, que não usam fábulas, parábolas, a mitologia grega, egípcia, figuras de linguagem diversas, etc., para se expressarem bonito, e só dizem coisas que para nada se aproveita.
Esse “idiotas que ganharam voz”, descritos por Umberto Eco, agora deram para afrontar os demiurgos. Os donos da verdade. Não é democrático permitir que esses idiotas se expressem. Só quem deve se expressar publicamente são as deidades, que sabem escrever rebuscado e são realmente inteligentes e conhecedores da verdade.
Vejam que são tão idiotas, que criticam até o garantismo penal do idolatrado Ferrajoli. Não bastasse isso, dizem que ele é marxista, quando de fato todo mundo sabe que Luigi é um liberal de carteirinha, grande fã de Ludwig von Mises, não se afina em nada com Carl Marx ou qualquer um que lhe tenha sucedido.
A obra de Ferrajoli, ou, a sua influência em Terra Brasilis precisa ser festejada. Graças a ela, temos apenas uns 63 mil homicídios por ano, um imensurável número de roubos, furtos, estupros... Crimes esses praticados na sua grande maioria por uma galera muito bem formada, que se encontra na faixa-etária dos 16 aos 22 anos, que nasceu lá pelo governo de Fernando Henrique e foi muito bem educada e assistida no governo Lulo/Dilmista.
Ninguém dessa galera anda armado, por óbvio, pois afinal temos o Estatuto do Desarmamento, imposto democraticamente por Lula, contrariando a vontade da população, colhida em consulta popular...
E, "eçe bilete, é verdade", podem crer.
Parabéns novamente professor pelo excelente artigo. Realmente vivemos tempos tenebrosos neste país. Mas fiquemos tranquilos, o candidato ´´melhor jairseacostumando´´, irá resolvermos as mazelas desta pobre nação em um piscar de olhos. Os problemas existentes desde 1822, serão resolvidos em 4 anos por esse digno candidato! Aconselho a termos aulas de direito, moral e cidadania com este senhor travestido como o salvador da pátria. Inclusive, deixemos de lado os ensinamento do saudoso Rui Barbosa (Que é um nada perto do ´´mito´).
Salvo engano, a maior prova da crise do ensino jurídico encontra-se aqui mesmo nos comentários. Isso mesmo. Em um desses comentário o leitor intitula-se um grande admirador do trabalho do professor Lenio Streck sem, contudo - ao que parece - ter compreendido a teoria desenvolvida pelo professor. Isso porque, as críticas do professor são direcionadas aos pontos dos discursos - sofismas - do candidato que "ferem de morte" a Constituição. Ora, no Constitucionalismo Contemporâneo política e direito se interseccionam em pontos da Constituição. Todavia, ao falar que o Lenio escolhe um determinado ponto de vista "político" demonstra uma incompreensão da sua vasta obra. A defesa foi em prol da Constituição. Nós, juristas, devemos - mais que todos - fugir do senso comum, sendo o senso incomum. Assim, quixotescamente, saio em defesa - sempre - da Constituição.
Parece que a polícia estará ocupada investigando um crime que ocorreu de verdade.
Salvo engano, a maior prova da crise do ensino jurídico encontra-se aqui mesmo nos comentários. Isso mesmo. Em um desses comentário o leitor intitula-se um grande admirador do trabalho do professor Lenio Streck sem, contudo - ao que parece - ter compreendido a teoria desenvolvida pelo professor. Isso porque, as críticas do professor são direcionadas aos pontos dos discursos - sofismas - do candidato que "ferem de morte" a Constituição. Ora, no Constitucionalismo Contemporâneo política e direito se interseccionam em pontos da Constituição. Todavia, ao falar que o Lenio defende um ponto de vista "político" demonstra uma incompreensão da sua vasta obra. A defesa foi em prol da Constituição. Nós, juristas, devemos - mais que todos - fugir do senso comum, sendo o senso incomum. Assim, quixotescamente, sigo defendendo - sempre - a Constituição.
Brayan C. Muhlen (Advogado Autônomo), assustador mesmo é um político condenado por corrupção em duas instâncias, e por unanimidade, liderar as pesquisas de intenções de votos. Ainda mais depois de tudo o que já se sabe do partido dele.
A pretexto de defender a Constituição, o colunista, com pontos de vista um tanto subjetivos (ao contrário do que disse um comentarista), quer determinar quem pode ou não pode ser candidato. O sujeito já seria "inconstitucional" a priori. (A Constituição estabelece que o ECA é inalterável, por acaso?) Talvez até o Amoêdo, aquele privatista demoníaco, devesse ser interditado.
Desnecessário dizer que um certo partido de esquerda afronta nosso Estado de Direito dia sim outro também, mas o colunista não vê maiores problemas nisso.
Como um mero estudante de terceiro período, me falta o devido conhecimento para compreender toda a magnitude do trabalho do professor Lenio. No entanto, no que se refere às suas críticas ao ensino jurídico, constato (com muita tristeza) a cada aula ou conversas com colegas de curso que o douto tem imensa razão nas suas análises sobre tal tema.
Nesse sentido, aulas (na maioria) são ministradas não para desenvolver o raciocínio jurídico, mas, sim, como preparatórias para concurso público. Alguns colegas (pseudoprofessores estão inclusos), acometidos por uma verborragia com pitadas dos mais variados tipos de preconceitos, bolsam discursos de ódio, bolsam um (des)conhecimento de teorias jurídicas, aplaudem decisões aberrantes do judiciário e continuam a bolsar tantas outras (des)informações.
Espero não perder a fé no Direito e que os nobres colegas possam restabelecer o pensamento reflexivo.
Acompanho há algum tempo a coluna e nunca acessei os artigos com o interesse de ver o articulista se digladiando com comentaristas.
Vejo o lado positivo de suas críticas e as inconsistências, em especial no tocante à legislação trabalhista e a forma que é empregada. Nada mais natural dentro do debate democrático.
Essa crítica ao EAD remete aos tempos áureos das poucas faculdades de direito, em que sobrava honra na catédra e ilustres semi deuses compartilhavam o seu iluminado saber.
Naquela época, eles não foram suficientes para construir um arcabouço legal e uma cultura institucional que valorizasse as normas - não as transformando um sumário de pretensões. Grande e louvável ensino.
A casa abandonada de leis foi ocupada. Nada se faz para retomar sua antiga glória, se é que já houve uma. A lei da política agora é a luta na lama, e não se limpa só empurrando ela para os cantos.
Essa coluna merece um debate qualificado e o articulista sabe perfeitamente como o fazer.
Professor Streck, o Sr. vem fazendo um belo trabalho pelas letras jurídicas e pela democracia no Brasil. Não desanime.
Esse pessoal autoritário da extrema direita quer ganhar no grito. Vão ficar querendo, porque se esquecem que os democratas também têm voz.
Seja feita a sua vontade, Streck ! A esquerda deu o primeiro tiro ! As imagens do atentado mostram, pelo menos, três pessoas envolvidas, bem organizadas, tudo muito bem premeditado. Sabe quantos "Bolsonaros" existem no Brasil agora ?
Diante de campanha política em favor do ódio, da violência, machismo, homofobia... evidente que resultará aumento da violência no Brasil, tão claro como dois mais dois são quatro. Se o candidato que leva adiante essa política for eleito, então, estaremos bem encrencados, tanto pelo seu governo como pelo significado em si da eleição do candidato que levantava aquelas bandeiras. Fundo do poço.
Não poderia imaginar, contudo, que tão cedo a violência fruto dessa campanha se manifestasse e muito menos que atingiria o próprio Bolsonaro. Sorte dele que é apenas candidato e não Presidente, porque se fosse Presidente e candidato possivelmente teria tombado em razão de tiros.
Dizem que Freud explica e parece que naquela frase citada pelo Professor Streck ele já previa coisa semelhante.
Também pecou o deputado ao usar o nome de Nosso Senhor para legitimar política anti-cristã. Não se deve brincar com coisa séria, muito menos com a mais séria de todas.
Espero que o candidato se recupere logo e completamente desse atentado à democracia e que repense sua política.
Caro Dr. ,
O Sr. não perdeu. É que o juridiquês, os gabinetes dos togados, os livros, as poesias, as belas escritas, as poderosas canetadas ( ou pesadas assinaturas digitais ), as teorias jurídicas, as regras infindáveis e carregadas de atalhos só conhecidos pelos magnânimos "entendidos", tem "algo de distante" da realidade cotidiana. Até para esse seleto grupo de intelectuais, existe outra realidade - a do intelecto puro. O discurso é lindo. A prática é desempenhada por "crus" cotidianamente. E que, até por lidarem com a frequente aspereza da realidade, pela ausência da delicadeza das palavras, pelo não recebimento de polpudos honorários por serviços prestados (que só existem para os extremamente graduados). Curiosa a comparação de pessoas "humanas" com os "desumanos" animais : leões, antas... pelo tanto que já ouvi nesse "mundo jurídico", é comum tratar os inferiores como espécies do "andar de baixo" da cadeia alimentar... Perder ou ganhar é resultado de disputa. Quando se coloca no ringue lutadores com pesos diferentes, luvas diferentes, árbitros viciados, não podemos falar em ganhadores ou perdedores. Não, o Sr. não perdeu. Dificilmente sua vida irá mudar com este ou aquele presidente. Talvez seu maior medo ( e a de muitos "operadores do direito" ) seria perder a fonte inesgotável que sustenta privilégios : a complexidade do Direito cujo desate de nós só cabe ao topo da cadeia alimentar. Mas isso é um "achismo" de uma anta do andar de baixo, certo ?
Prezado Professor, a quem de antemão me desculpo por todos os anos que considerei chato, ranzinza e preciosista, confesso que o erro estava em mim e na vala comum que me encontrava.
Atravessamos uma crise grave e sem precedentes no país... Uma crise onde a doutrina do choque parece ser uma regra de uso livre, uma forma de impor as ideias truculentas e abjetas sem espaço p/ contestações. São tempos onde os Bolsominions, que seguem seu Líder, o inominável, agridem com medo de ver suas ideias frágeis derreter ao sinal de argumentos. A violência virou cortesia sobretudo após o golpe de 2016!
Virou briga de facção. As pessoas estão se deixando levar pelo canto da sereia, estão entorpecidas com discurso do assistente do Pinochet, o primeiro ministro Paulo Guedes, estão capturadas pela política imposta pelas grandes corporações que desejam desmontar o Estado e refundar nossa sociedade. O irracionais estão bem agrupados, estão por toda parte, a internet lhes prestou significativo favor: os agrupou. Frota, Kim, Mamãe Falei e outros youtubers (seja lá o que for isso) são responsáveis pelas mensagens verdadeiras e uníssona. Tem um tal de Nando Moura que fatura muito vendendo canalhice aos incautos... Surgiu um 'filosofo' cujos trabalhos acadêmicos que lhe conferiu títulos ele mesmo avaliou e laureou... Afinal, Olavo tem razão! Perdemos... Bolsonaro é o retrato do que nos tornamos, do nosso apodrecimento, da nossa falta de educação e boa formação. A TV teve sua cota de culpa, afinal foi fio condutor da nossa derrocada.
Temo pelo próximo ano. Temo pelo por vir... afinal, quem não está junto está contra, é comunista e merece ser fuzilado, segundo gritou o Mito dias atrás.
Deus tenha piedade de nós e que isso seja somente um pesadelo. Que o povo acorde!
Sempre respeitei os contrários, voto em Bolsonaro para quebrar um sistema que falhou miseravelmente (basta sair às ruas).Um sistema que não foi criado por ele. Não penso - de forma alguma - do jeito que descrevem os eleitores do Capitão.
Fui criado em ambiente acolhedor, sempre respeitei o próximo (seja ele ou ela quem for), a vida privada das pessoas jamais me interessou, acredito na lei e na ordem....etc.
E vejo que quem sempre fala que o Capitão prega a violência, são aqueles que procuram rotular de todos os jeitos quem pensa diferente.
E vão rotulando, rotulando, desconstruindo, desconstruindo....até que um impressionável, dirigido por outra pessoas, resolve "fazer justiça?! com a própria faca", atacando o candidato. Por pouco não o matou.E a história do criminoso (que não fez sozinho o ato)vai se descortinando estranha, confusa e mal contada.
E, suposto pobre coitado, logo já tem 4 advogados e todo um sistema para tratar de transformar fatos em narrativas.
Acho que o brasileiro, no fundo, cansou disso.
De ser refém de quem quer o pensamento único, por melhor que esse pensamento seja.De quem prefere narrativas em vez de fatos.
As pessoas, certas ou não, cansam.
Feliz dia da Pátria a todos!
Vagner Freitas/CUT
"Iremos para a rua entrincheirados com armas na mão" [se derrubarem a Presidente Dilma]
Mauro Iasi/PCB
"Um bom paredão, uma boa espingarda, uma boa bala, uma boa pá e uma boa cova"
Guilherme Boulos/MTST
"Não haverá paz. Este país vai ser incendiado por greves, por ocupações, mobilizações, travamentos"
Aristides dos Santos/CONTAG
"Vamos ocupar os seus gabinetes e também as propriedades deles, se derrubarem a presidente Dilma"
Nos últimos meses -
Incêndio em quartel no RS
Explosão na USIMINAS
Explosão na Refinaria de Paulínia
Incêndios em várias prefeituras e câmaras de vereadores no interior
Incêndio no Tribunal de Justiça - TO
Incêndio no Museu Nacional
Incêndio em biblioteca no Maranhão
*** As imagens mais recentes do atentado a Bolsonaro mostram que, quando estava sendo carregado pelos seguranças para ser levado ao hospital, um homem aproximou-se e deu um soco em sua barriga para agravar o ferimento.
DEPOIS DE BOLSONARO -
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Sobre comentários da coluna anterior, não sei por qual razão Lênio acha absurda a sugestão de leitura do livro do Cel. Brilhante Ustra, "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça". Se Lênio está tão disposto a criticar e acusar o Coronel Ustra, por que não conhecer a obra, a sua versão dos fatos? E a liberdade de expressão e informação? A obra deve ser debatida à luz de seu conteúdo, para pelo menos poder ser feita uma crítica fundamentada, racional e justa. Lênio não vai além de expressar um nojinho infantil do Cel. Ustra, como se tudo o que se refere ao Cel. fosse algo abjeto. Pelo menos leia o livro antes, Lênio.
É desonesta também a generalização acerca dos bacharéis que defendem Bolsonaro. Não vejo a candidato defender o fim dos direitos humanos, mas sim corrigir um claro viés ideológico na sua aplicação. Não defende e nunca defendeu armas para todos, apenas que as pessoas que cumpram os requisitos legais possam possuir armas de fogo sem depender o juízo discricionário da autoridade policial. E quem defende o fim do ECA (ou sua substituição) tem todo o direito, desde que observado o devido processo legislativo.
Quanto às declarações de Bolsonaro sobre gays, muitas delas realmente mostraram destempero do deputado, que já se retratou (várias vezes) por tais declarações. Mas não há nenhum tipo de incitação à violência nas (infelizes) declarações. Muitas pessoas, no seu íntimo, podem preferir ter um filho gay ou morto do que ter um filho como Jair Bolsonaro. E todos são livres para pensar como quiser. Portanto, as declarações são fortes e radicais. Mas daí concluir que o candidato é fascista? Então, qualquer pessoa que não for simpática à causa gay defende o fascismo, Lênio? Que maniqueísmo chinfrim.
O autor, como toda a militância esquerdista, alterou totalmente o sentido da palavra “fascismo”. Sem adentramos a fundo na discussão, as características do fascismo o põe claramente à esquerda do espectro político. Basta lembrar a característica de estatização total, governo antidemocrático, anti liberal, antiburguesia, uso de novilíngua, criação de conselhos de trabalhadores e participação nos lucros da indústria.
Aliás, é bom lembrar que o fascismo levou a cabo intensa campanha de desarmamento da população. Lênio, pelo visto, está mais perdido do que cego em tiroteio.
E, por falar em Arnaldo Jabor, outro dia ele disse enfurecido no Jornal da Globo que dá para ver nos comícios de Trump que seus apoiadores são débeis mentais só de olhar a cara deles. Mas ele pode dizer isso sem ser chamado de fascista, né Lênio?
As observações de Lênio sobre Bolsonaro nada têm de objetivas. É puro (res)sentimento pessoal.
O expediente é sempre o mesmo, buscar declarações do deputado em programas sensacionalistas e em acaloradas discussões dando-as sempre o pior e mais absurdo sentido possível.
Sugiro aos que se sentem indignados com as declarações polêmicas de Bolsonaro que se pronunciem com idêntico rigor sobre as falas de Lula e cia. Lula já disse, em entrevista à revista Playboy (1979), que admirava Mao Tse-Tung e, pasmem, Hitler. Em 2009, ao lado do primeiro ministro britânico, disse que a crise é causada por gente branca de olho azul. Disse em discurso que o povo nordestino é feio e que se vê a diferença quando visita o sul do país. Disse que Pelotas é um pólo exportador de veados. Que as militantes do PT têm grêlo duro. Que seu prédio estava cercado de “peão” para bater nos coxinhas que aparecessem. Ou, pior, que ainda vai mandar prender os responsáveis pela Laja Jato. Gleisi Hoffmann disse que para prender Lula iriam ter que matar muita gente.Tudo registrado ou gravado. É só procurar. Cadê a indignação? Cadê a perplexidade?
Quem é incoerente não pode ser levado a sério. Indignação seletiva e relativização de critérios e valores conforme o sujeito da crítica é coisa de pilantra, de desonesto. E nós vamos tirar do comando do país esse tipo de gente, que já nos causou mal o bastante.
Não é discurso de ódio. Não é intolerância. É fato. É direito legítimo do povo brasileiro.
Dia 7 é 17. Bolsonaro Presidente do Brasil.
E se as falas de Bolsonaro desagradam alguns, por mais absurdas que possam ser, isso deveria gerar quando muito um grande pesar, indignação, perplexidade, mas nunca ódio.
Quem vê ódio no discurso de Bolsonaro certamente não sabe lhe dar com aquilo que discorda, portanto rotula tudo o que lhe contraria como discurso de ódio. O ódio não está nas falas do candidato, mas na reação desmedida e exagerada daqueles que não aceitam as idéias do candidato e que o mesmo se expresse livremente. É a aplicação da velha máxima, “acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é.”
A propósito, reparem que nas manifestações dos apoiadores de Bolsonaro nunca houve vandalismo ou violência. Ao contrário das manifestações dos militantes de esquerda, que fazem bloqueio de ruas, queimam pneus, depredam o patrimônio público, entram em confronto com a polícia e agridem as pessoas, como fizeram com um sujeito que quase morreu agredido em frente ao instituto Lula.
Vejam o que os militantes de esquerda estão dizendo nas redes sociais sobre o atentado contra Bolsonaro.
Mas quem prega o ódio é a direita... Vale lembrar novamente: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é.”
Na verdade, o patrulhamento de idéias é só o primeiro degrau na escala de violência política que a esquerda prega. É o que Lênio vem fazendo. Quem discorda dele é apenas mais um idiota a quem a internet deu voz, um Janjão.
Pelo visto não é só o ódio que campeia frouxo, professor Lênio. A arrogância e hipocrisia também.
Não desanime, professor. Até um dia desses eu tinha uma visão deturpada do Direito e o senhor me fez abrir os olhos.
Conforme informações veiculadas no canal patriota "Dom Werneck", no youtube, o atentado a Bolsonaro evidenciou informações que os serviços de inteligência brasileiro e americano já vinham detectando sobre a ocorrência de ataques terroristas (já ocorreram incêndios em diversos prédios públicos em todo o país), que seriam "avisos" da esquerda de que Lula tem que ser solto e concorrer às eleições para "ser eleito pela urna eletrônica", pois a esquerda não tem a menor intenção de deixar o poder por uma derrota nas eleições, principalmente depois de todo o investimento bilionário que a China fez no Brasil. Está iminente um ataque coordenado aos polos petroquímicos de todo o Brasil para causar uma tragédia que irá matar milhares de pessoas e destruir grandes áreas. O quadro é tenebroso e descrito por Helena Vasconcelos, especialista em segurança de petroquímica. Vejam no vídeo OUDPwH8EY
" 07/09 - Gravíssimo Momento Crítico no País ! Intervenção e Reação ! "
https://www.youtube.com/watch?v=oa
Gente, não dá pra ver os fatos do bolsonarismo e "interpretá-los" ao contrário como fizeram com o art. 5º, LVII, da CF. Não fiquem mal-acostumados. O cara sempre foi de extrema direita, defensor da tortura e da ditadura militar, dedicou o impeachment a Ustra, é homófobo, evidente inimigo das mulheres, recentemente falou no Acre que os petistas deviam ser fuzilados. Acordem ou parem de alterar a verdade! Não há o que teorizar, o que inventar... são os fatos simplesmente. Se vocês não querem ver, tudo bem. Mas é feio ficar inventando fraseologias e discursos tortos para contrariar os fatos. Se querem votar no cara, tudo bem, agora enganar os outros para que eles votem é antidemocrático. E é perda de tempo para vocês mesmos. Vejam o exemplo do nazi-fascismo: usaram a mesma estratégia e acabaram muito mal, não sem antes levarem à morte cerca de 60 milhões de pessoas. Não queiramos isso para o nosso país. Além do mais, como apoiar um candidato que tem postura anti-Estado democrático de Direito? Que pobres pessoas sem estudo apoiem uma tragédia dessas, é compreensível, mas é muito estranho que pessoas formadas em Direito embarquem na mesma furada. Ah!, só para esclarecer o título deste comentário: inspira-se em 1984, de George Orwell: para lembrar que as técnicas de propaganda do bolsonarismo são muito velhas e batidas. Todo mundo já viu esse filme na primeira metade do Século XX e Orwell as registrou para sempre, logo após a barbárie da 2a Guerra, na sua obra prima, na qual aprendemos que, apesar do que diga a propaganda, devemos manter a serenidade e defender o direito de ver que 2 + 2 são 4! Principalmente enquanto ainda vivemos numa democracia e se quisermos continuar vivendo.
Chamo atenção aos comentários do "Eududu e Observador". Após sua leitura chegamos a algumas conclusões: (i) o país foi tomado por uma onda de ignorância irreversível, (ii) aqueles que lutaram pela democracia, pelo Direito, pelos direitos humanos, perderam! (iii) o Brasil ruma para um momento sombrio nunca antes visto, de intolerância, ignorância, desrespeito, burrice. As causas desse cenário são muitas, e antigas/históricas: a elite brasileira sempre foi segregadora, intolerante e preconceituosa. Fazem parte dessa elite os juízes, promotores, procuradores e operadores do Direito que apenas aguardavam o momento propício para revelar seu ódio de classe e seus sentimentos obscuros: o cenário pós-golpe foi a brecha que encontraram. O ensino jurídico, carente de formação humanística, transformou os novos advogados em reprodutores das ideias da elite. O sistema de seleção dos membros do Judiciário privilegiam a "facilidade": resumos, esquematizados, bizurados dão a tônica dos concursos. Reflexão? Nunca, jamais! Já assisti vídeo de um juiz federal que dizia que se leu muito leu uns 40 livros em toda a sua vida! E ele incentivava: "não percam tempo lendo obras que não caem em concursos! Então, querido Lênio, me solidarizo com sua angústia. O Brasil, hoje em dia, não merece ter um Lênio Streck discutindo sobre Direito. Eu, em seu lugar, me mudaria do país até que fosse restabelecida a democracia por aqui. O problema é que você correria o risco de nunca mais retornar! Mas, Lênio, deixe que esses comentaristas, pretensos "juristas" que citei acima, bem como tantos outros aqui que têm as mesmas ideias, refestelem-se no arbítrio, nos abusos e nas ilegalidades que ainda estão por vir. Um dia eles ainda serão as vítimas.
Lembrei-me que um amigo meu, bem jovem, estudioso, preocupado com os rumos do país, formado em Direito e com mestrado em Filosofia, desistiu de atuar na advocacia. Ou melhor, desistiu do Direito. Desistiu de fazer concursos para juiz. Ele, legalista, bom caráter, preocupado com as desigualdades sociais, não suportaria, segundo ele, conviver com seus pares, em sua maioria cheios de arrogância, punitivistas, elitistas e despreocupados com as mazelas das populações marginalizadas. Ele diz que todos os dias se angustia, se espanta e se entristece com os rumos do país e do Direito, principalmente quando vê maus exemplos no próprio STF, STJ, sem falar na condução da Lava Jato, cujos abusos já são tão conhecidos (mas nunca repreendidos). Ele, então, resolveu, diante desse ambiente que parece irreversível, ser auditor fiscal, inteligente que é! Perdemos um grande jurista, um futuro juiz, e ganhamos um auditor fiscal. Lembrando Rui Barbosa, que disse que um dia teríamos vergonha de dizer que somos honestos, digo: "um dia teremos vergonha de seguir as leis". Parece que esse dia chegou!
A meu ver, o Brasil não tem salvação!
Somos "cidadãos" servos. Escravos dos que querem avassalar o mundo, e com as próprias vítimas aplaudindo e legitimando o processo.
Só nos resta tentar sobreviver no caos (que progressivamente se instala), e fazer do inferno o nosso lar, enquanto caminhamos para a autodestruição.
Legalidade Constitucional = um ser do mal.
Como ninguém pode fugir dos efeitos da história, amanhã, quando for vítima da ilegalidade e do abuso, não chore. Afinal, sentirá na pele a sua própria doutrina em ação.
Com todo respeito, Dr. Marcelo.
Seu escrito, historicamente, remete mais ao Comunismo do que a qualquer outra forma de governo, por mais má vontade que se tenha com Bolsonaro.
Recentemente, a Venezuela experimentou exatamente o que diz um trecho do que o senhor escreveu:
" Escravos dos que querem avassalar o mundo, e com as próprias vítimas aplaudindo e legitimando o processo."
Só trocaria "mundo" por "país". Até porque faz parte de certos segmentos da esquerda se utilizar de amplificações para tornar sua mensagem mais avassaladora e cooptar impressionáveis.
O país adernou com aqueles que acusam outros pelo que fizeram e ainda fazem.
Dois episódios são marcantes na mesma semana.
Simbólicos.
Nossa História queimou sob os cuidados dos que vivem falando em cultura.
E um político foi esfaqueado por um criminoso que, segundo tudo indica, se sente amparado por uma ideologia que prega a paz, contanto que todos pensem da mesma maneira. Caso contrário, é o que nós vimos nas cenas.
Para completar, ratificando como o país virou de cabeça para baixo, não sei quantos notam que um líder político atacado - covardemente - não gerou baderna entre seus seguidores.Nada aconteceu.Em nenhuma cidade. Ninguém foi na ONU (e acho que deveriam).Ninguém quebrou nada. Prenderam o facínora e o entregaram à Justiça.
Como seria se uma pessoa, supostamente simpática ao candidato esfaqueado, tivesse atacado um político de esquerda?
Quem não é cínico sabe a resposta.
E é este Brasil cínico que cansou grande parte da população.
Mudemos.
Nos últimos dois dias, de norte a sul do País, a campanha de Bolsonaro foi assumida de forma espontânea e organizada por seus eleitores, que estão conquistando muitos simpatizantes. São carreatas em várias cidades do interior e das capitais, são coreografias instantâneas durante o tempo de fechamento de sinal de trânsito, são apoios na internet e ainda veremos muito mais do que a criatividade e improvisação do brasileiro for capaz de produzir. A esquerda acabou. É o fim do marxismo-gramscismo cultural. Raízes.
Como um mero estudante de terceiro período, me falta o devido conhecimento para compreender toda a magnitude do trabalho do professor Lenio. No entanto, no que se refere às suas críticas ao ensino jurídico, constato (com muita tristeza) a cada aula ou conversas com colegas de curso que o douto tem imensa razão nas suas análises sobre tal tema.
Nesse sentido, aulas (na maioria) são ministradas não para desenvolver o raciocínio jurídico, mas, sim, como preparatórias para concurso público. Alguns colegas (pseudoprofessores estão inclusos), acometidos por uma verborragia com pitadas dos mais variados tipos de preconceitos, bolsam discursos de ódio, bolsam um (des)conhecimento de teorias jurídicas, aplaudem decisões aberrantes do judiciário e continuam a bolsar tantas outras (des)informações.
Espero não perder a fé no Direito e que os nobres colegas possam restabelecer o pensamento reflexivo, saindo do senso comum jurídico.
"Como ninguém pode fugir dos efeitos da história, amanhã, quando for vítima da ilegalidade e do abuso, não chore. Afinal, sentirá na pele a sua própria doutrina em ação.". - Disse mais ou menos isso a um colega. A História tem versões, que não se anulam, mas se complementam e nos dão fissão mais ampla. Precisamos olhar o retrovisor, sim! O problema de eventual "aperto" de autoridade está nos agentes de menor escalão, no guarda de esquina. Faz tempo que não consigo ler o colunista Lênio focado no "jurídico"; talvez a literatura dele tenha deixado de ser jurídica... Apesar disso, considero que o Brasil precise de um freio de arrumação, todavia não julgo Bolsonaro capaz para a tarefa de profissional da política. Vi entrevistas com Generais: Eduardo Villas Boas, Heleno e o vice Mourão. Pessoas muitíssimo preparadas, mas não habilitadas ao trabalho político. A Democracia é civil, e os militares nos são necessários na sua função primária. Bolsonaro lembra-me o militar Newton Cruz (a quem interessar, rapidamente o google). Acrescento: os militares que apoiam o Capitão buscam melhoria das condições de trabalho, ALÉM de privilégios exclusivos. Serão a nova "casta", mas armada.
De minha parte: no campo do Direito ProUni e FIES generalizado são as causas do aprofundamento da crise no ensino jurídico. O colunista Lênio enxerga o problema, mas não diz sobre os responsáveis. Óbvio!
E para encerrar: Bolsonaro acabará com a Advocacia, nos termos em que hoje ela está posta. Está ruim? Vai acabar de vez. Para quem dirige, sobrará o UBER.
Onde está "fissão", leia "visão". Considere corrigidos os outros erros.
Complemento: Bolsonaro acabará de vez com a pequena Advocacia, tal como pretendia, por exemplo, Eduardo Cunha.
Os grandes, os requisitados, os advogados tipo "bico" (aposentados de outras carreiras) não serão afetados. Os pequenos não resistirão.
Dois professores da Universidade de Harvard, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt – analisam no livro "Como as Democracias Morrem", como foi possível a eleição do Senhor Donald Trump nos USA.
Aqui no Brasil o notável jurista Lenio Luiz Streck preocupa-se com as diatribes do Senhor Jair Messias Bolsonaro, antecipando-se a uma situação que ocorreu nos USA. Em seus artigos, com mensagens subliminares de alerta, Lenio tenta penetrar nos neurônios dos advogados, profissionais que restritos aos seus "mundinhos do ser e do dever ser", constituem a "quinta coluna" do totalitarismo, que pretende resgatar mentes e corações da nação brasileira. Aliás, outro professor, Bolívar Lamounier, demonstrou como o pensamento dos advogados regrediu, e colabora ao definhamento de um regime que procura ressaltar a tolerância, tendo eleito o cidadão, como centro de convergência dos interesses do Estado.
O ponto em comum entre os professores da Universidade de Harvard e o pensador Lenio, é que ambos são defensores da Democracia. Porém, o maior jurista brasileiro os supera, porque precipita as consequências de quem defende a sua restrição, provocando o seu definitivo esquecimento.
Diante dos comentários, todos "cheios de lugares comuns", mais uma vez indico aos senhores advogados a obra "Compreender Direito - Como o senso comum pode nos enganar"volume 2, de autoria do próprio Streck.
Dois professores da Universidade de Harvard, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt – analisam no livro "Como as Democracias Morrem", como foi possível a eleição do Senhor Donald Trump nos USA.
Aqui no Brasil o notável jurista Lenio Luiz Streck preocupa-se com as diatribes do Senhor Jair Messias Bolsonaro, antecipando-se a uma situação que ocorreu nos USA. Em seus artigos, com mensagens subliminares de alerta, Lenio tenta penetrar nos neurônios dos advogados, profissionais que restritos aos seus "mundinhos do ser e do dever ser", constituem a "quinta coluna" do totalitarismo, que pretende resgatar mentes e corações da nação brasileira. Aliás, outro professor, Bolívar Lamounier, demonstrou como o pensamento dos advogados regrediu, e colabora ao definhamento de um regime que procura ressaltar a tolerância, tendo eleito o cidadão, como centro de convergência dos interesses do Estado.
O ponto em comum entre os professores da Universidade de Harvard e o pensador Lenio, é que ambos são defensores da Democracia. Porém, o maior jurista brasileiro os supera, porque precipita as consequências de quem defende a sua restrição, provocando o seu definitivo esquecimento.
Diante dos comentários, todos "cheios de lugares comuns", mais uma vez indico aos senhores advogados a obra "Compreender Direito - Como o senso comum pode nos enganar"volume 2, de autoria do próprio Streck.
Os brasileiros não têm uma visão geopolítica presente em suas observações e conclusões. Enxergam algumas árvores e não a floresta. Há muito mais envolvido nessa eleição do que a maioria até se acostumou a criticar. Para o comentarista que disse que os militares que apoiam Bolsonaro almejam melhoria nas condições de trabalho, almejam ser a "nova casta", saiba que está cometendo uma grande injustiça. Fosse assim, nesses trinta anos já teriam "se arrumado". Oportunidades não faltaram, tenha certeza. Os militares, em sua grande maioria, são disciplinados e eficientes, durante trinta anos viram funcionários de gabinete de Senador ganhar três vezes mais do que general, viram seu orçamento ser reduzido a cada ano, de modo a neutralizar a força armada. A quem interessa isso ? Aos governantes que estão cedendo o País para outros exércitos. Os profissionais das carreiras jurídicas, sobretudo os "microadvogados" não têm o que temer com um governo de índole militar. A descentralização sempre foi a tônica.
Só para lembrar!
Tenho profundo conhecimento em crédito bancário (aposentado com 25 anos nas carteiras de crédito do B. Brasil). Quando a "caixa preta" do BNDES for aberta, o rombo exposto, aí sim iremos ver o quanto se emprestou sem garantias, a quantidade de créditos podres e a real competência dessa administração que passou de Anjo Gabriel e Lúcifer. Não importa quem venha. Há que se mudar, urgente! Só para lembrar: em administração, se uma equipe (brasileiros) ainda não está madura, tem que ser conduzida e preparada para conseguir caminhar por conta própria. Pergunta: Será que a equipe (brasileiros) está preparada para caminhar por conta própria?
Militares ficaram 21 anos no poder e nunca foram casta. Nunca. Saíram piores do que chegaram, inclusive.
São os que menos ganham dentro do funcionalismo, se for feita paridade com grau de dificuldade dos concursos, dedicação, horas trabalhadas etc.
Um piloto de caça, com formação complexa, de nível superior, tendo sob responsabilidade equipamento que custa milhões de dólares aos pagadores de impostos, ganha menos que cargos como ascensorista , motorista etc do Congresso Nacional. E não houve revolução por isso.
Como seria se o mesmo ocorresse no Judiciário?
E não sei de onde o senhor tirou a idéia de que com Bolsonaro a advocacia deixará de existir.
É a falácia do espantalho à pleno vapor.
O país se tornou um país viciado em narrativas. A prisão cognitiva causada por uma ideologia que predominou por muitos anos (alternando com sua versão mais "punhos de renda") fez muito mal à sociedade.
Basta ver que um candidato foi esfaqueado e logo surgem narrativas querendo minimizar, menoscabar o fato.
Imagine se o Ex-Presidente Lula sofresse algo igual.
E ninguém da campanha do candidato esfaqueado provocou tumultos, quebradeiras etc, limitando-se a entregar o criminoso à Justiça.
Mas nosso país está de ponta cabeça.
Os mesmos que colocaram o país nesta tempestade sem fim são os que se apresentam como solução ideal.
Não tem como dar certo.
Com todo respeito, não faz sentido a comparação de Bolsonaro com Gen. Newton Cruz. Bolsonaro saiu cedo do quartel para a política, está no seu sétimo mandato de deputado federal, eleito conforme as regras da democracia.
Bolsonaro, em seu plano de governo não faz alusão a uma nova constituinte e não defende qualquer tipo de ruptura institucional. Se houver “aperto de autoridade”, como o senhor se refere, certamente será dentro da legalidade.
Por que eu deveria crer que Bolsonaro é uma ameaça a ordem jurídica e a democracia se nada que tenha externado aponta para isso, ao passo que outros candidatos que apoiam abertamente a ditadura de Maduro na Venezuela e Ortega na Nicarágua, que promovem atentados contra a propriedade privada, que prometem indulto ao ex presidente condenado, não são considerados uma ameaça?
Não creio que os militares apoiem Bolsonaro em busca de privilégios, até porque nunca apoiaram Bolsonaro declaradamente, de forma unâmime, e isso não vem ocorrendo agora. Aliás, os militares (mormente os da União) são os funcionários públicos que menos privilégios têm no país, ganham os menores salários e são os que menos reclamam e nunca chantagearam o governo. Ao contrário de TODOS os outros que podem ser, inclusive, sindicalizados.
Julgo ser preconceituosa a aversão de militares na política. Vemos juízes, promotores, policiais e funcionários públicos de todos os poderes e níveis se candidatando e não se cogita que estejam em busca de privilégios para as respectivas carreiras.
Por fim, creio que o colega se referiu a Eduardo Cunha por ele ter defendido o fim do exame de ordem. Mas, que eu saiba, Bolsonaro nunca falou em acabar com o exame de ordem.
Por tudo isso, seria interessante o senhor esclarecer seu comentário, se possível.
Caro Observador.. (Economista): "É a falácia do espantalho à pleno vapor.". Não! A informação que lhe chega é a que lhe interessa. Compreensível. Mas há outras verdades que não anulam aquelas já existentes. De outro lado, há até empreendedores dos concursos ensinando a pais de jovens sobre quão bom são os concursos militares. Veja: expressamente destacam que: a) na idade apropriada, a juventude não quer nada com nada, logo há pouquíssima concorrência; b) sistema de ensino do tipo "pensão completa"; c) estabilidade e vitaliciedade; d) sistema de saúde própria. Muito justo!(?) Depende sob qual o olhar... Uma dúvida: supondo que um militar tenha ingressado em 1988 nas FFAA, em quantas guerras/combates/missões 100% do nosso efetivo foi empregado?
Eududu (Advogado Autônomo): pesquise; achará!
Em vez de "estabilidade e vitaliciedade", leia-se estabilidade.
Ideologicamente, não concordo com Reinaldo Azevedo, mas sou testemunha das pauladas diárias sofridas por ele, por defender o Estado de Direito.
Ao levantar sua voz contra os erros grotescos (intencionais?) e perseguições em curso contra alguns políticos, será PERANTE A HISTÓRIA, (Jornalistas como R.A. e Juristas com Lenio), lembrados como únicas vozes a denunciar os desmandos!!
Observador,
Acredito que fale em comunismo como sinônimo de esquerda ou de pautas sociais, pois, em outros termos, não estou conseguindo compreender o significado.
Democracia liberal, mesmo que entre nós seja um subtipo, é a nossa realidade. A ilustre desconhecida chamada Constituição já definiu que o Estado não deve ser agente econômico, salvos algumas exceções. Livre iniciativa, livre concorrência, propriedade privada dos bens de produção, estado regulador (e não agente econômica), inovação, competitividade, incentivos/fomento ao desenvolvimento, etc., existe algo diferente disso?
Os problemas da distribuição de renda (para os ricos, subvenções, subsídios (BNDES) juros altos e outras coisas; classe média: universidades “gratuitas”, concursos públicos sem paridade de renda com o equivalente da iniciativa privada; para os pobres, outros programas), e problemas de protecionismo das empresas nacionais, falta de infraestrutura, atraso educacional, etc., são, a meu ver, problemas históricos da nossa sociedade mesmo. Há representantes para todos no Congresso. Bancada da bala, dos ruralistas, dos evangélicos, etc. Todos estão lá porque tem alguma representatividade, por um lado, e pela falta de democracia nos partidos, por outro.
E sobre o caso Bolsonaro, como sabemos, há muitos homicídios por ano no Brasil. Alguns geram revolta, e uma manifestação em massa, outros (a maioria) geram apenas estatísticas. Da mesma forma, há quem pergunte: e o panelaço por isso, ou por aquilo, por que não fazem?
A reação social é relativamente imprevisível, e depende muito (ou quase totalmente) da atuação da mídia em pautar o assunto e de sua eficácia comunicativa.
Lenio na esfera Jurídica e Reinaldo Azevedo no Jornalismo, são umas das poucas vozes a se levantar contra os absurdos destes tempos.....
A história reserva para alguns o anonimato e para outros a referencia
Dr. Eduardo^
Talvez esse trecho do seu escrito sirva mais para o senhor do que para mim. Talvez:
" A informação que lhe chega é a que lhe interessa. Compreensível. Mas há outras verdades que não anulam aquelas já existentes."
Dr. Marcelo.
Não falei sobre comunismo.
Mas refletirei sobre o que escreveu. Há muitos pontos que convergimos, apesar dos caminhos diferentes para conclusões.
Peço que faça o mesmo com meus escritos.
E concordamos claramente em um ponto.
Nossos problemas são históricos.
De uns anos para cá, porém, nossa violência piorou muito e nossos problemas agudizaram como nunca, antes, nesse país.
Museu queimando nossa História e um atentado ao candidato que está na frente, são mais do que um símbolo.
São uma amostra do nosso país onde o discurso e a prática não combina.
Para lembrar. Já cuspiram em Bolsonaro.Já o atacaram com ovos. Já o esfaquearam.
Já quebraram cidades , patrimônio público etc, quando contrariados.
Esses são os que pregam a paz. Que se dizem justos.
Por muito menos, Watergate revolucionou a política americana.
Vamos ver o resultado desse grave caso em nosso país.
Alguns pretendem controlar narrativas, mas sabem que pouco conseguirão. Pelo que está aparecendo, há muitos fatos a serem descortinados e muitas dúvidas a esclarecer.
Assistiu-se por anos, em silêncio (ou ao som da MPB), um movimento político-ideológico de inclinação totalitária estender seus tentáculos para dentro da máquina pública e da sociedade civil organizada. Bastou que surgisse - por efeito rebote, diga-se - um movimento contrário para que a intelligentsia brasileira começasse a chamar esse movimento de ‘fascismo’, que seria... capitaneado pelo candidato-capitão, atribuindo-lhe a semeadura do tal “discurso de ódio” que agora grassa por aí.
Mas o jornalista Ruy Fabiano ajuda os esquecidos a lembrar quando e por meio de quem esse tipo de discurso começou:
“Tal ambiente, no entanto, o precede em décadas. Começa com o advento do PT e de seu ideário de luta de classes, a partir de 1980, e chega ao paroxismo com a tomada do poder federal pelo partido, a partir de 2003. Tudo isso está muito bem documentado”. oblat/esquerda-gerou-o-ambiente-de-odio/
“São incontáveis (e não cabem neste espaço) os episódios que atestam esse pioneirismo. Remontam a um tempo em que Bolsonaro era um ilustre desconhecido – ou conhecido apenas nos círculos do baixo clero do Congresso”.
“O seu protagonismo político começa exatamente quando foca sua atuação parlamentar no enfrentamento à bancada mais radical da esquerda. Pode-se, portanto, classificá-lo como personagem meramente reativo dentro de um quadro que já estava instalado”.
Texto na íntegra em:
https://veja.abril.com.br/blog/n
P.S. O Reinaldo Azevedo conhece bem, na própria pele, do problema tratado pelo Ruy Fabiano.
Só estou discordando do colega. E só estou divergindo sobre opções. Um jornalista hoje citou algo relevante e sobre o quê pensei na sexta-feira: pode ser que a "facada" tenha resultado eleitoral positivo. Mas pode ser que o povo também reflita contrariamente sobre o ocorrido. Um presidente constantemente perseguido por lunáticos? Um presidente que age com o fígado? Quando um não quer, dois não brigam.
Não precisamos.
De toda a forma, a maioria decide. Ele é muito bom, mas pra mim não serve. Só isso.
E quanto ao Professor Lênio, apesar de discordar de algumas teses, sei que se fará cada vez mais necessário ao país.
Pois grandes tribunos são caros a qualquer nação que se pense civilizada.
Para mim, o Professor é um grande brasileiro.
E o pensamento único, mesmo aquele que nos agrade, jamais deve ser bem-vindo por quem se quer democrata e/ou civilizado.
Deixe eu te dizer uma coisa, não tente traçar perfis pessoais dos comentaristas ou dos eleitores do Bolsonaro, porque o senhor já mostrou ser péssimo nisso.
Vou responder seu discurso, que é o padrão de sempre quando se quer atacar Bolsonaro e seus eleitores.
Não sou da elite e, se fosse, não haveria problema nisso. Aqui debatemos idéias e não as condições pessoais dos comentaristas. Convivo e sempre convivi com todo tipo de gente. Nasci e cresci sendo educado para respeitar PESSOAS. Por isso, não faz sentido para mim que hoje venham pregar sobre o respeito ao negro, o respeito às mulheres, o respeito aos gays, o respeito aos deficientes... isso é enrolação. Ensinar respeito e igualdade não pode ser feito apartando grupos. Isso é a mais clara forma de discriminação.
Não venha o sr. e sua turma querer dar lições para o resto do mundo. Quem é minimamente educado não precisa de lições cansativas e redundantes. É disso que a maioria do povo está cheia. Se acha que todos que apoiam Bolsonaro são racistas, autoritários ou preconceituosos etc e que o senhor e sua turma estão aptos a dar lições para todos eles, sugiro ir se tratar. Principalmente cuidar de seus próprios preconceitos e defeitos, sem projetá-los nos outros.
A vida é complexa, não se resume em uma luta entre o bem e o mal. Não faça parte dos presunçosos, que se acham detentores do monopólio da razão, das virtudes e das boas intenções.
Concentre-se nas idéias. Não nas pessoas (ainda mais se nem as conhece).
E veja os comentários. A maioria das críticas a Bolsonaro e seus apoiadores é de uma pobreza argumentativa evidente. Na maioria das vezes, são comentários que transparecem a arrogância dos que se acham superiores, mas não conseguem ir além dos rótulos e da generalização.
Observador,
Neste nosso projeto de uma sociedade descentralizada, sem valores que sejam universalmente compartilhados, com pluralidade cultural e religiosa, global, com múltiplos interesses públicos, uma pessoa (seja herói, seja iluminado), não pode, sozinha, ter a última palavra acima de milhões de pessoas.
“No interior de uma comunidade democrática, cujos cidadãos concebem reciprocamente direitos iguais uns aos outros, não sobra espaço para que uma autoridade determine unilateralmente as fronteiras do que deve ser tolerado”. (Jürgen Habermas).
Sobre a tolerância/intolerância, como há liberdades (expressão, consciência, crença, etc.) e igualdade, então há igual cidadania. Com essa cidadania igual, e liberdade, há espaço para uma cultura plural, para a legitimidade da diferença e para a defesa de múltiplos interesses.
Tolerar, assim, é reconhecer essa cidadania, admitir que outro possa pensar e agir diferente. Admissão da diferença. Tolerar, porém, não significa ser indiferente à perspectiva do outro. O que se respeita é a liberdade do outro. Admitindo a diferença, devemos, então, nos abster de querer impor aos outros a nossa convicção.
Assim, uma coisa é tolerar a diferença, admitir a diferença e a igual cidadania, outra coisa é tolerar o intolerável. O tolerante tolera a diferença, mas não tolera o intolerante (aquele que não aceita e não admite a diferença). Não podemos tolerar o intolerável, sob pena de destruir a própria tolerância, a liberdade e a igual cidadania.
Não devemos tolerar, por exemplo, o racismo, o nazismo, a exploração de crianças, etc., e nem tolerar que deseja impor à força bruta (à margem da legalidade) as suas convicções, e isso mesmo quando defendemos a mesma conclusão, pois não há espaço para tal, como disse Habermas.
Como sempre, brilhante escrito.
Nada a acrescentar.
Fui criado assim.
O Sr. Eududu também me definiu, ao se descrever.
Tive uma educação de respeito ao próximo. Na Força Aérea, éramos todos iguais. Azuis. Não havia nenhuma diferença de tratamento. Só o mérito prevalece nas FFAAs. Ninguém será piloto de caça porque é filho de alguém, parente de alguém, por ser do grupo X ou Y...etc
Será porque tem condições e mérito para isso.
Simples assim.
Quanto aos candidatos. Bolsonaro representa um personagem. Foi, durante muito tempo, o Exército de um homem só.
Não sejamos cínicos. Ele fez parte de um Congresso Nacional completamente ideologizado.Por anos.
Um Congresso contra o que ele representava (ser militar).
Criou este personagem para abrir caminho.Falou duro.É um sobrevivente.
Todos sabem que não é misógino ou fascista. Isso é uma caricatura da imprensa.
Quando foi agredido por uma mulher , uma parlamentar que o chamou de torturador e estuprador, reagiu duramente. Mas estava defendendo as mulheres. Uma menina tinha sido estuprada, morta de um jeito que não poderia descrever aqui , de tão brutal que foi, tendo visto seu namorado ser morto dias antes.
Banalizam o terror neste país e quem sai como "fascista" é quem defende as vítimas.
Enquanto isso, ninguém observa o Candidato Ciro Gomes, por exemplo. Que tem várias declarações duras (encontráveis na web), inclusive dizendo que receberia membros do Judiciário à bala (Bolsonaro nunca deu declaração assim, por ex.) mas como tem ligações com a ideologia dominante, fica por isso mesmo.
O projeto de governo do Bolsonaro é de abertura. Já o do Ciro é estatizante. Um projeto estatizante com alguém que não admite ser contrariado, se transforma em que?
A História aponta
https://www.youtube.com/ watch?v=o3TR7
https://www.youtube.com/watch?v=aNJZw90E Bg4
https://www.youtube.com/wat ch?v=TA6HBT4L8TA
https://www.yo utube.com/watch?v=_dW1hNT6F7g
M as é isso. Somos o país das narrativas.
Os fatos...ora, os fatos.
Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força.
TÍTULO V
Da Defesa do Estado e Das Instituições Democráticas
CAPÍTULO II
DAS FORÇAS ARMADAS
Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.
É como a Constituição institui as Forças Armadas. Portanto, o candidato que sempre defendeu a ditadura de 64, bem como seu vice, defendem a instauração de uma ditadura militar agora também (e é provável que o tentem após a derrota nas urnas) e atentam contra as próprias forças armadas, que existem para defender a ordem democrática e não para subvertê-la, implantar ditadura militar, perseguir, torturar e matar opositores. É um acinte às forças armadas atribuir-lhes papel tão vil e que lhe retira a dignidade.
Vale lembrar parte de comentário anterior, já que querem continuar a fazer pensar contra a realidade:
Gente, não dá pra ver os fatos do bolsonarismo e "interpretá-los" ao contrário como fizeram com o art. 5º, LVII, da CF. Não fiquem mal-acostumados. O cara sempre foi de extrema direita, defensor da tortura e da ditadura militar, dedicou o impeachment a Ustra, é homófobo, evidente inimigo das mulheres, recentemente falou no Acre que os petistas deviam ser fuzilados. Acordem ou parem de alterar a verdade! Não há o que teorizar, o que inventar... são os fatos simplesmente.
"Nunca esteve tão atual, mormente para confirmar a frase de Umberto Eco, de que as redes sociais acordaram os idiotas ou algo como “os idiotas perderam a timidez”."
Por que há, entre os intelectuais, essa mania de desprezar a opinião do 'homem médio'? Quantas vezes os sábios e membros da intelligentsia não estiveram do lado errado da história, dando subterfúgio intelectual para bárbaros?
Por isso gosto tanto de Chesterton, afinal, louco não é quem perde a razão, e sim quem não admite perdê-la. Lênio, seja menos arrogante.
Então quer dizer que se alguém, de alguma forma, defende os governos militares está defendendo a volta do regime de exceção? O senhor está apelando para o mesmo maniqueísmo chinfrim de Lênio.
Todo o programa de governo de Bolsonaro se funda na preservação da ordem constitucional, coisa que ele sempre defendeu. O senhor leu o plano de governo de Bolsonaro?
Há inclusive um movimento civil de pessoas que defendem a intervenção militar (e tem o direito, como tem aqueles que pregam uma revolução socialista) e Bolsonaro nunca se juntou a eles.
Bolsonaro nunca defendeu intervenção militar, mas não foge do assunto, ao contrário dos outros candidatos. Não sejamos crianças, ele está comprometido com a ordem democrática, mas não pode deixar de falar de situações hipotéticas. Falar de intervenção em casos excepcionais é outra coisa. Casos excepcionais exigem respostas excepcionais. Como ocorreu em 1964. Creio que estamos livres de algo do tipo, ao mesmo por enquanto.
Bolsonaro nunca incitou os militares a interferirem em questões políticas, embora os poderes constituídos tenham se valido deles por várias vezes. Nunca tentou se aproveitar disso, promover insurgência ou quebra da hierarquia, como os esquerdistas faziam antes de 1964.
Ele dedicou o impeachment ao Ustra! Mas o sr. esperava que ele dedicasse seu voto aos assassinos comunistas como Lamarca e Carlos Marighella, que são constantemente homenageados pela esquerda? O senhor sabe dos crimes da ALN? Ou os da VPR, de Lamarca? O senhor já leu o livro do Cel. Ustra? Certamente seu preconceito o impediu de ler a obra. Então sugiro outro livro que conta a mesma história, “Combate nas Trevas”- A Esquerda Brasileira: das ilusões perdidas a luta armada, de Jacob Gorender (sabe quem é?). Leia-o.
...
... Leia e me diga quem são os mocinhos e quem são os bandidos da história.
Perdoe-me a franqueza, mas sua pobreza argumentativa é tanta que precisou transcrever o típico discurso padrão dos esquerdistas, cheio de rótulos e julgamentos subjetivos. “Defensor da tortura, homofóbico e inimigo das mulheres”. Que ridículo!
Olha, ninguém precisa estudar em universidade federal ou ser de esquerda para ser contrário à tortura, à discriminação contra homossexuais e mulheres, ao racismo... basta ser educado desde de criança que se deve respeitar as PESSOAS.
De igual modo, todos os bacharéis, comprometidos que estão com a defesa da Constituição, sabem que tortura, homofobia, machismo, racismo e outras formas de discriminação são vedadas pela Constituição. Todos aprenderam sobre direitos humanos, sobre direitos e garantias fundamentais.
Então, por que ficar chovendo no molhado? O pessoal da esquerda acha que inventou a roda?
Portanto, o pessoal que acha que o debate nacional deve se resumir em dizer, repetidamente (e a exaustão), que se é contra o racismo, que se é contra o machismo, que se é contra a homofobia, que se é contra a discriminação, etc, deveriam voltar para o primário e simular uma eleição por lá. Logo surgiram candidatos trazendo para a campanha política a luta contra a maldade, contra a covardia, contra a babaquice e todos ficariam divagando sobre quem realmente quer o melhor para o mundo.
Deixem de ser infantis! Ficar falando e questionando indefinidamente sobre racismo, machismo, homofobia e outros temas da agenda esquerdista parece pauta de escolinha primária.
Quanto ao que o deputado disse no Acre, é óbvio que falou em fuzilar os petistas em sentido figurado. Ou o senhor nunca ouviu falar em "figuras de linguagem"?
...
... Concluindo, seja mais honesto consigo mesmo. Ou então condene da mesma forma as candidaturas que defendem abertamente assassinos e ditaduras de esquerda (que matam, prendem e torturam opositores), condene as falas de Lula incitando a violência de seus apoiadores (que foram várias), ameaçando a ordem constitucional com o exército de Stédile, dizendo que vai prender os responsáveis por sua prisão. Critique o candidato que disse que receberia o juiz Moro à bala. O outro que invade propriedade. Fale da senadora que disse que se Lula fosse preso iria haver morte. Do membro do PCB que pregou em discurso a morte dos opositores.
Tudo isso é de conhecimento público e pode ser conferido na internet. Mas, certamente, o senhor não deve ter visto nada de grave nisso.
Grave mesmo é o Bolsonaro imitar armas com as mãos...
Mas 2 + 2= 4. Entendam isso e evitem tentar convencer os outros do contrário. E vão sonhando que os democratas vão se calar...
Desconheço Democratas que rotulam os divergentes.
É só ler seu próprio escrito sobre os militares.
E digo o mesmo ao senhor.
Vão sonhando que iremos nos calar.
Boa tarde Sr. Lênio e seus leitores com eu,
Sugiro o link do filme "1984" de George Orwell (versão britânica de 1956), é legendado em português, https://www.youtube.com/watch?v=c4wuwEIQ afg
O "Duplipensar" de Orwell é usado muito em todo o mundo, em especial no Brasil 2018 ( acho até que a Globo se apropriou do simbolo do "olho que tudo vê" que aparece nos filmes já feitos até hoje sobre o livro dele, e seu líder máximo, o " Big Brother"...
E temos até a futura possível guerra da "Britânia" contra a "Eurásia" em andamento ( pelo menos o Putin e os chineses estão se precavendo fazendo exercícios conjuntos este mês, a operação "Vostok 2018".
Os comentários de quem assistiu o filme dá mais pistas de semelhanças com a situação do nosso país e do nosso mundo atual :
Jean Valjean
2 anos atrás
"...As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por ser oprimidas. Com efeito, se não lhes permite ter padrões de comparação - nem ao menos se dão conta de que são oprimidas. "
1984 - George Orwell
Caro Lenio, parabéns pelo texto. Inteligente e mordaz. Vivemos, infelizmente, a época dos Janjões.
Valha!
O senhor fica repetindo que 2+2=4 porque deve ser a única coisa lógica que ainda consegue entender. Na verdade, o senhor está insuscetível à persuasão racional.
Está claro que ficar reverberando rótulos e distorcendo as falas do Bolsonaro é prática deliberada de seus opositores. Atitude baixa e desonesta.
A verdade é que querem, com rótulos e mentiras, não só denegrir a imagem de Bolsonaro, mas fugir de um debate sério e honesto, além de incitar e justificar a violência contra o candidato e seus eleitores.
Observe, Observador, é o "Eududu" que não está apenas rotulando, mas xingando!
Meus caros, distorcer fatos não é tentar "persuadir racionalmente" alguém, é mera manipulação e propaganda enganosa.
Vocês partidários do B. deveriam conhecê-lo de longa data, como muitos brasileiros conhecem. Não é de agora seu discurso de ódio, a homofobia, defesa de ditadura e machismo. Há mais de 20 anos que vejo os disparates daquele senhor como deputado federal, mas nunca, nem no pior pesadelo sonhei que um dia ele seria candidato à Presidência... pior, nunca tive o pesadelo da possibilidade de volta de uma ditadura militar, que é o que autoritarismo realmente quer, especialmente porque o tal candidato não será eleito devido à grande rejeição que tem.
Aliás, bom observar que todo mundo já está ligado que o discurso autoritário contra as urnas eletrônicas deve se unir ao do atentado contra o "redentor" para após a derrota eleitoral tentar um golpe. Então, o fator surpresa nessa manobra não existe. Só pra registrar.
Abraços, viva a democracia e ditadura nunca mais!!!
O comentarista SMJ (Procurador Federal) falou em protesto pós-eleição. Por acaso lia agora o último artigo do Demétrio Magnoli na Folha, intitulado “Existem três teses sobre legitimidade da eleição sem Lula”, que trata exatamente do assunto, mas, digamos, com outro ponto de vista. br/colunas/demetriomagnoli/2018/09/exist em-tres-teses-sobre-legitimidade-da-elei cao-sem-lula.shtml
Ele, Magnoli, sobre o que seria a terceira tese: "Em caso de vitória, o povo terá “corrigido” o desvio iniciado com o impeachment, derrotando o “golpe” e salvando a democracia. Já em caso de derrota, o desejo do povo de recolocar Lula no Planalto terá sido frustrado pela artimanha golpista do veto à candidatura. Restará, então, a via da resistência, convocada por meio da denúncia da ilegitimidade do presidente eleito".
Na íntegra:
https://www1.folha.uol.com.
Se eu realmente o rotulei ou o xinguei, minhas sinceras desculpas. Mas, pelo tom de seus comentários, o senhor não deveria ser tão sensível assim...
Parece que, na falta de argumentos, o senhor agora apelou para a vitimização. Mas, pelo seu discurso, isso já era esperado, nada a estranhar.
Impressionante o quanto o senhor diz conhecer Bolsonaro. Mais do que qualquer um! Coisa que vai além da atividade parlamentar. O senhor deve conhecer o candidato em sua intimidade. Por isso quer falar por ele.
E, me perdoe a observação, mas o senhor continua vacilando. O discurso autoritário contra as urnas eletrônicas? Pugnar pelo cumprimento de uma Lei aprovada pelo congresso é discurso autoritário? E ainda acusa os outros de distorcer fatos, manipulação e propaganda enganosa. Ausência total de senso crítico.
E, depois do senhor ter revelado sua premonição, certamente irão refazer o plano de golpe. O senhor é realmente muito esperto, acabou com o fator surpresa.
Não vou mais falar de Bolsonaro para não desagradar o senhor. Até porque é só chegar na urna e Jair votando. Mas, atenção para o horário. É até às 17h. 17, não esqueça.
Abraços.
Interessante como o senhor cria cenários, da sua própria mente, para justificar suas narrativas posteriores.
E ainda são imperativos categóricos.
Jogue na mega sena.
É melhor.
Interessante a democracia dos que falam nela sempre desconstruindo os divergentes.
Fico com Thomas Sowell que, no Brasil, poucos apreciam ou conhecem.
"Freedom means nothing if it does not mean the freedom to do what other people don't like."
O senhor prega, sutilmente, a Democracia dos que pensam da mesma forma.
Isso é tudo.
Menos democracia.
Abraços.
A meu ver (e isto é um fato passível de constatação empírica), grande parte dos brasileiros se identificam com o abuso de poder. É como um ato de reconhecimento: o cidadão (alguns diriam: “de bem”) se reconhece naquele que abusou do poder. É como olhar-se no espelho, e, assim, legitimam tal coisa.
Exemplo: O Brasil é o país que mais faz linchamentos no mundo, e isso conta com o apoio popular, tanto que os linchamentos não são chamados de assassinatos, lesões corporais, etc., mas de “Justiça Popular”, “Justiça do Povo”. Apoiando isso, apoiam fácil também a violação do devido processo legal. Não é à toa que tantos aplaudam todos os tipos de ilegalidades, desde que a decisão agrade, e sintam um profundo ódio pela Constituição. Legalidade ou ilegalidade se tornou um dado secundário e sem importância (não é mais o ser do direito). O que importa é a decisão agradar.
Certamente devem ter as suas razões para pensar assim (não falo de relativismo, digo que algo antecede, algo foi transmitido para gerar esse agir e pensar), mas eu estou lado oposto.
Por isso, Lenio Streck, grande mestre, é o meu herói.
Não acredite em tudo que o senhor lê aqui.
Tais dados sobre linchamentos são irreais. Aqui, pouquíssimos crimes são elucidados. E a maior parte dos chamados justiçamentos não é feita pelo povo, sim pelos criminosos nas comunidades encravadas em territórios que o Estado perdeu para o crime (mesmo Estado que nada faz e fez desde 88, deixando domínio de território na mão de facínoras).
A impunidade mudou a face do nosso país. Criminosos de toda espécie ficam à vontade. É cotidiano a Polícia prender pessoas com 20, 25 e até 30 passagens pelo sistema, respondendo em liberdade por crimes diversos, inclusive homicídios.
Não sei se o senhor é uma pessoa viajada.
Eu, pela minha profissão, conheço - praticamente - o mundo todo.
Falar do povo brasileiro desconhecendo países Africanos, a Índia, e outros situados no Oriente Médio e Ásia, demonstra apenas desconhecimento sobre o comportamento humano em diversos países/regiões mundo afora.
Nossa violência é fruto da impunidade.
Combata a impunidade que o crime diminui.
Quanto ao Prof. Lênio.
Não preciso concordar com ele para afirmar que é um grande brasileiro.
Se não existisse, teria que ser inventado.
Abraços
Leio sempre sua coluna - quase sempre, a bem da verdade, pois às vezes suas reflexões me trazem mais melancolia frente ao status quo que parece mais trágico a cada dia -, no entanto, apenas hoje realizei minha inscrição na Conjur para poder comentar pois senti uma necessidade fisiológica em fazê-lo. Dito isto, prossigo:
Essa coluna sintetizou meu sentimento atual acerca das discussões jurídicas travadas com colegas: desânimo e leve desespero...
É o caos! Os néscios se reproduzem por mitose. Deus nos socorra!!! O que fazer? Resistir. Resistir. Resistir.
No mais, sua existência para o Direito brasileiro nunca se fez tão necessária. Resista!
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