Abstract: Quero demonstrar a involução: do homo sapiens ao homo zapienz
Poderia escrever sobre decisões judiciais recentes. Poderia mostrar que, aplicado o direito alemão (especialmente o artigo 339 do Código Penal[1]), autoridades brasileiras que aplicam e fiscalizam leis estariam em maus lençóis. Mas não é disso que quero falar. De que adiantaria? Poderia também escrever que parcialidade tem sido a regra, assim como o distorcer a lei (a Constituição Federal), a invenção de princípios e os usos estratégicos do Direito.
Apenas quero dizer, na linha do que venho denunciando há tantos anos, que talvez tenhamos chegado ao ápice. Embora a comunidade jurídica, camaleonicamente, tenha facilidade em se adaptar a qualquer ambiente, na contramão me permito insistir nas críticas a esse imaginário antiteórico que tomou conta da dogmática jurídica e da operacionalidade. Se o Direito deve, a partir de uma teoria acerca da legalidade constitucional, construir mecanismos que impeçam arbítrios e garantam as liberdades públicas, parece que fracassamos, embora autoridades digam que “as instituições funcionam normalmente”. A ver (sem h).
Um sintoma disso aparece como um paradoxo: quanto mais faculdades abrimos (já são quase 1,5 mil), mais a crise se acirra. Fazendo analogia, é como se a abertura de hospitais aumentasse o número de doentes.
A crise do ensino e da operacionalidade do Direito pode ser descrita de vários modos. Alunos e bacharéis deformados, muitos com dificuldade de juntar letrinhas. Leitura de textos de mais de quinze linhas causa pânico na malta.
O certo é que o modo como se disseminou a estandardização do Direito tem incrível relação e parecença com o novo modelo de mundo — e que agora domina a política também: a uatzapi-cracia, que engendrou um novo mito da caverna, esculpido em carrara ou cuspido e escarrado.
No mito da caverna de Platão: os homens, acorrentados, só “enxergavam” o mundo externo a partir das sombras que se projetavam na parede da caverna. Não sabiam que as sombras eram sombras. Um dia um deles saiu da caverna e viu a luz. Viu que as sombras eram só sombras refletidas. Quando voltou e contou tudo o que viu, foi apedrejado.
Como seria o novo mito da caverna? Em vez da caverna, um grupo de WhatsApp:

E há outra charge — genial como a anterior —, em que podemos ver a “publicidade” de um novo tipo de ensino universitário: a UNIZAP: nada de livros volumosos — aqui você aprende por memes! Bingo. Vejam que charge inteligente:

Bom, as vítimas desse novo “predadorismo” são (i) a democracia, porque a esfera pública fica colonizada por milhares e milhões de opiniões pessoais e, ainda por cima, falas e repasses de notícias falsas, e (ii) o ensino jurídico e a consequente operacionalidade. Há, assim, nitidamente, uma involução. Tenho referido, em inúmeras palestras e aulas, que um bom professor transforma as informações, que estão à disposição de qualquer néscio, rábula ou debiloide, em algum conhecimento. Com um pouco de esforço, o professor consegue fazer com que esse conhecimento se transforme em um saber; e, com mais esforço ainda, a partir do projeto-olheiras (ver aqui), transforma o saber em sabedoria.
Lamentavelmente, a pseudo pós-modernidade faz um caminho inverso, construindo néscios (que perdem a timidez porque não sabem que não sabem): (i) sabedorias são rebaixadas (simplificadas) a saberes, que são trucidadas e recortadas para serem meros conhecimentos e (ii) estes, com fatiamentos, mutilações, “emburrificações”, cuspidas epistêmicas e quejandos, transforma, finalmente, o conhecimento ainda existente em uma bolha (caverna) de meras informações.
É o homo sapiens ao avesso: o homo uatzapiens. Eis a ilustração da involução a que me refiro:

Bingo!
O resto é tudo autoexplicativo. Para quem sabe que as sombras são apenas sombras, é claro.
Post scriptum: o Direito e a história
No momento em que se pretende “criar” uma nova “Grundnorm”[2] (norma fundamental) tipo “ein-Jeep-mit-ein-Soldat-und-ein-Obergefreiter“ (um jipe com um soldado e um cabo) e se lê e vê gente formada em Direito dizendo as coisas que está dizendo — e até justificando esse tipo de arroubo (e coisas do gênero) — fico pensando em qual o percentual a área jurídica contribui(u) para o caos. Qual seria esse percentual? A ver.
Cartas para a Coluna.
[1] § 339 Rechtsbeugung. Ein Richter, ein anderer Amtsträger oder ein Schiedsrichter, welcher sich bei der Leitung oder Entscheidung einer Rechtssache zugunsten oder zum Nachteil einer Partei einer Beugung des Rechts schuldig macht, wird mit Freiheitsstrafe von einem Jahr bis zu fünf Jahren bestraft. A tradução do dispositivo acima está neste belo texto do André Karam Trindade.
[2] Como o nível de cultura jurídica da comunidade jurídica, sempre é bom explicar que Grundnorm (norma fundamental) não significa Constituição. Entre no Google e pesquise. Certa vez vi uma petição de ADI em que o ilustre causídico dizia: …e, com fundamento do artigo x, inciso y, da Constituição (Grundnorm)… e grifou em nota o livro de Kelsen. Nada como demonstrar “erru-dicção”. Bom, de grão em grão chegamos ao atual estágio do Direito, em que não mais se ensina Direito, mas, sim, aquilo que o professor pensa que o Direito é. Ou seja: nada ou quase nada. O Direito foi transformado em uma mera ferramenta, um instrumento. Lembro sempre do diálogo das árvores ao verem um machado ingressando na floresta: “- não se preocupem, o cabo é dos nossos”. E a árvore mais velha respondeu: “ – É verdade. Mas a lâmina, não”!

Não arrisco um número, mas sei que o percentual dos culpados é altíssimo.
O Prof. Streck está fora dessa. Poderá, pois, dormir tranquilo (se assim deixarem).
“Ein-Jeep-OHNE-ein-Soldat-und-ein-Oberge freiter“. Segundo o deputado mais votado da História brasileira, nem um jipe seria necessário para fechar o Poder Judiciário, mas apenas um cabo e um soldado a pé mesmo, "sem querer desmerecer o cabo e o soldado", como ressaltou o nobre deputado.
Felizmente temos juízes como o Ministro Celso de Mello. Infelizmente, no entanto, está predominando no Judiciário o autoritarismo. Citem-se: os processos na República de Curitiba, o ativismo judicial generalizado (usurpando poderes do Legislativo e do Executivo) e o bizarro episódio do juiz de JEF que ia mandar o Exército recolher urnas eletrônicas na véspera do primeiro turno.
Não à toa, ao falar da hipótese do STF ser fechado por um cabo e um soldado "sem desmerecê-los", Eduardo Bolsonaro elogiou o juiz ícone do autoritarismo da República curitibana por ter "peitado" um desembargador (curiosamente, o mesmo deputado, num ato falho, disse algo como "Moro tem que ficar preso... perdão! Lula tem que ficar preso").
A prisão de Lula, autorizada pelo STF após ameaça do Comandante do Exército, que fez o placar mudar contra o petista (esperava-se que a Ministra Rosa votasse contra a prisão), foi a gota d'água: o STF rasgou uma cláusula pétrea da Constituição (art. 5º, LVII) para ratificar o processo político de prisão do candidato favorito nas eleições presidenciais, que preso sequer poderia fazer campanha. Essa prisão política do candidato favorito significa que a eleição presidencial de 2018 não foi muito democrática, para usar um eufemismo. Na verdade, já vivemos um misto de autoritarismo com democracia e nessa eleição predominou o primeiro.
Agora, o Judiciário está colhendo o que plantou: antes de 1º de janeiro, já está sob fogo intenso do bolsonarismo, inclusive a Ministra Rosa Weber, agredida até mesmo com palavras de baixo calão. Possivelmente a primeira campanha política de um novo governo bolsonarista será aumentar o número de integrantes do STF, para poder dominá-lo. A marcha do autoritarismo deu meia-volta... e dirige-se contra o Judiciário.
A liberdade, a igualdade ,a fraternidade e o direito a ignorância. Não há dúvidas que a popularização dos ensinos de faculdade geraram um efeito curioso, trazer uma centelha de conhecimento para pessoas fadadas ao 1° e 2° grau. Sim, essas feras estavam sob o cabresto da condenação a ignorância, milhões de pessoas trabalhadoras ávidas e fadadas a ouvirem o que o Dr . iria dizer. Com a popularização do ensino superior, caro articulista, houve um fenômeno libertador, igualitário e fraterno para estes compatriotas. A popularização esta figura mitológica em nosso ideário, tem direção e sentido gravitacional. Um médico da USP ou um médico da Uninada são médicos, mesmo que foemado a base de youtubers, mestres wikipedia e zappers. Este, último cidadão, que estava fadado a falar sobre sexualidade alheia e problemas domésticos, agora está na linha de igualdade com que podem opinar. Lógico que o estudante da USP ou talvez um procurador aposentado vão se contorcer em suas poltronas com esta mudança na ordem evolutiva e estes desatinos do destino. É inegável que esta facilidade das Uninadas em formar iguais,livres e fraternos cidadãos no que se refere propagar opiniões traria um ônus, uma estática cognitiva, um ruído nas comunicações. O preço de aumentar em 10% o conhecimento de 90% da população é a queda vertiginosa, o achatamento de 90% do conhecimento dos 10% da população. Ou seja, a música the trees, da banda canadense Rush, baseada nos argumentos alegóricos de Ayn Rand, contava os riscos sa igualdade para ver a luz solar. Há de se convir que , os machados, a internet e as uninadas nos brindaram com a constatação do Humberto Eco. A trilogia lírica revolucionària francesa também tem seus reflexos adversos e inesperados. Como é bela.
O Cristianismo é a Ciência da evolução humana, segundo a qual, depois de Jesus, que em si significou a microevolução e antecipou a macroevolução da Vida, a humanidade passaria, após a Vida pela Razão ou Logos (Jesus e seus primeiros seguidores), por uma inversão de valores, a vida carnal-material do corpo ou do dinheiro, que significa o tempo do anticristo que vivemos em sua plenitude.
Nesse sentido, a Norma Fundamental Cristã está na Constituição, pela evolução jurídica, sendo a dignidade humana, que exige o amor a Deus (O Judaico-Cristão-Muçulmano) e ao próximo, o maior mandamento, o que tem muito pouco ou nada a ver com "direitos" (vontades irracionais) LGBT e aborto, comportamentos que afrontam a Vida e a dignidade humana. E dessa ação inconsciente, como afirma Jung, o resultado é a ação inconsciente oposta de "involução", que de certo modo está na direção certa, apesar do excesso violento, que terá um limite pela ação consciente da Humanidade.
Portanto, não se preocupem, depois do fundo do poço, o Céu é o limite evolutivo, como profetizado, depois que o mundo jurídico entender que não há dignidade humana sem Cristo.
www.holonomia.com
O que me parece mais assustador é a quase completa alienação do povo e de boa parte dos próprios operadores do direito em relação à situação do mundo do jurídico e judiciário no Brasil. Um problema, para ser contornado, inicialmente precisa ser detidamente identificado, dimensionado. A etapa seguinte é buscar soluções, que podem ser fáceis ou extremamente complexas. Nós, no entanto, em que pese os esforços do prof. Lenio e de vários outros estudiosos, ainda não passamos da fase da identificação do problema... Até que essa fase seja superada, para que tenha início a fase de busca de soluções, teremos certamente muitos e muitos anos de paradoxos e perplexidades.
Os tais 'Juízes para a Democracia' seriam resultado dessa "pseudo pós-modernidade"?
Apesar de votar em quem o Professor abomina (assim parece), acho que Lênio é imprescindível para o Brasil.
Questão de coerência. Sempre fui contra o pensamento único (que pairou sobre nosso país por mais de década).
O senhor abrilhantará - sempre - a Democracia em geral e o Direito em particular.
E, tenho certeza, não surgirá Jipe nenhum em lugar algum.
Inclusive, cabe lembrar que frase similar foi dita por Janio Quadros, durante entrevista em 1985, quando indagado sobre os eventos de 25 de agosto de 1961. E ecoa nos meios políticos, como anedota, até hoje.
Repito sua fala:
"Pensei em fechar o Congresso e ter me-iam bastado um cabo e dois soldados"
O país passa por momentos de histeria.
Até nazismo veio para nossos trópicos, guindado pela Fake Suástica da menina e pelas fakes suásticas em igrejas. Todas ações desmascaradas pela polícia.
Espero que tudo se pacifique.
E que, com o tempo, a estranha história de Adélio Bispo e o ataque terrorista venha à tona.
A sociedade merece.
Sem sombra de dúvida, a melhor criação desse século XXI tão turbulento é a internet e suas redes sociais. São uma fonte de informação de magnitude e documentação digitalizada de livros e obras de arte a que muitos não teriam acesso, pois estão em bibliotecas e museus em outros países. Filmes antigos que não são mais exibidos nem nas salas de cinema (já escassas), nem na televisão. Idem, músicas maravilhosas de todas as décadas do século passado, nas versões originais como, por exemplo, as orquestras de Glenn Miller ou apresentações "ao vivo" do Beatles, Chuck Berry, The Jackson Five. As gerações mais jovens de hoje e do futuro muito aprenderão e terão momentos de alegria e distração. Ainda outro dia, encontrei inúmeros vídeos de aulas de meu professor de Introdução à Ciência do Direito, o Mestre Tércio Sampaio Ferraz Jr., no youtube. E muitos outros mestres sérios e dedicados postam vídeos de aulas de excelente conteúdo. Streck, você continua a criticar tudo e todos e tem a compulsão de escrever a palavra "néscios" em todos os seus artigos. Torrou a minha paciência. Não comento mais seus artigos sofismáticos. Fui!
O que se tem mais ouvido falar ultimamente é na tal democracia. Pois, bem, como é que se pode exigir tal coisa (democracia) se essa mesma nunca existiu? Não tem como acabar com algo (democracia) se já nasceu fadada ao fracasso! A democracia no Brasil está lá escrita, outorgada, manifesta na constituição, mas, te pergunto: e no cotididiano desde a CRFB/1988, onde essa tal democracia foi parar? A melhor resposta seria, não sei! Mais, concerteza ela não se encontra no Brasil! Com menos de 5 anos de constituição, o Brasil já passava por um processo de impeachment e, em 30 anos já somam dois! A velha desculpa de que a nossa constituição está em constante evolução já não cola, é inverídica, falsa, pois a verdade é que infelizmente ela fracassou, e fracassou não pelo cumprimento dela, mas sim, pelos seus pressupostos a efetiva-las (leia-se o Executivo, Legislativo e o Judiciário), e o que se vê nos dias de hoje nada mais é o resultado de anos de descumprimento da Carta Magna, e o resultado está aí para todos verem! Temos países como Singapura, Croácia entre outros com praticamente o mesmo tempo da nossa constituição e não há esses estragos monumentais que ocorrem no Brasil. Não faço parte de nenhuma ideologia partidária, e muito menos irei votar no partido de nº 13, mas, como disse a alguns conhecidos que o impeachment da Dilma iria trazer transtornos incontestáveis para o país, independente de o Brasil atravessassasse a pior crise econômica, que existem milhões de desempregados, que derrepente a dilma era uma incompetente mesmo, mas o desgaste institucional gerado pela forma e pelo objeto de como ocorrera o impeachment, o Brasil não poderia estar de outro jeito como está agora!
“KEIN-Jeep-NUR-ein-Soldat-und-ein-Oberge freiter“.
Para praticar o Alemão, o que é ainda mais importante diante da volta do "Brasil, ame-o ou deixe-o!". Espero que ainda haja vagas para "Flüchtlinge" na Alemanha.
Insisto em advertir, que o dr. Streck está desvirtuando o objeto da Conjur. Hoje, começa um texto ,reiterando a tese (que concordo), de que se está abusando dos princípios em detrimento das normas escritas. Porém, a seguir contamina o raciocínio com a bobagem proferida pelo filho do Bolsonaro, indicativo que sua intenção era política.
Continue. A Doutora colabora à discussão das ideias.
Quando o deputado do PT Wadih Damous (ex-presidente da OAB/RJ) e José Dirceu (ex-ministro do governo PT), entre outros, disseram que o STF deveria ser extinto, não si viu tanta indignação, nota de ministros, editoriais em jornais, etc. O que faz crer que o PT e/ou a esquerda podem fechar uma instituição constitucional.
É bem por aí, mesmo. Os "eminentes democratizadores do ensino" se indignam quando um biltre "condenado a ouvir funk" aprende em poucas horas ou até mesmo em minutos o que eles levaram anos para entender.
Realmente é esse o pensamento. Clamam o tempo todo pela disseminação do conhecimento. Mas quando este "chega a quem não deve", ah, aí eles não gostam porque fere a vaidade e ameaça seus ganhos, já que ganham concorrentes em potencial.
Há tempos o Professor Lênio vem combatendo o ativismo judicial, o "drible da vaca hermenêutico", a "loteria jurisprudencial" e outros fenômenos pelos quais o autoritarismo se manifestou no Judiciário. Agora, tamos lascados mesmo. Mas obrigado por sua luta, Professor.
A Constituição de 1988 substituiu um regime ditatorial por uma democracia. Esta, recentemente, foi enfraquecida por ataques do Poder Judiciário.
O Executivo e o Legislativo também são grandes culpados pelo enfraquecimento e perda de legitimidade do regime democrático: os eleitos a partir de 1988 sempre deram as costas ao povo, governaram apenas por interesses privados (v. discursos pró "minha família" no impeachment de 2016), contra o interesse público e não cumpriram a Constituição especialmente no que tange à promoção dos direitos sociais, cismando em, contra ela, defender um neoliberalismo que vem destruindo os serviços públicos. Onde estão a segurança, a saúde, a edução previstas na CF? Ficaram só na letra da lei mesmo.
O partido que sempre sustentou a bandeira da ética, o PT, também traiu o povo.
Na falta de segurança, saúde, educação e outros direitos, em meio à corrupção generalizada, a manipulação fascistoide fez o resto do trabalho, que foi fácil: culpar a democracia e propor uma ditadura em seu lugar. O povo, coitado, está embarcando nessa onda, sem ver que o que nos falta é mais democracia, é que o povo tenha reais oportunidades de participar do poder e eleger pessoas que efetivamente o representem. A luta anticorrupção era importante para esse fim, por reduzir a possibilidade de caixa 2 para eleições dos corruptos de sempre; mas, ao invés, tal luta fez-se desrespeitando o Estado de Direito e apenas levou à eleição dos mesmos tipos de mandatários e de representantes do autoritarismo (o PSL fez a segunda maior bancada na Câmara e tem o candidato favorito à Presidência).
Mas, democratas, nunca esmoreçamos: lutemos sempre por mais democracia, tanto no próximo domingo como depois. VIVA A DEMOCRACIA! DITADURA NUNCA MAIS!
"Plínio Salgado (São Bento do Sapucaí, 22 de janeiro de 1895 — São Paulo, 8 de dezembro de 1975) foi um político, escritor, jornalista e teólogo brasileiro que fundou e liderou a Ação Integralista Brasileira (AIB), partido de extrema-direita inspirado nos princípios do movimento fascista italiano.
Inicialmente um adepto da ditadura de Getúlio Vargas, foi mais tarde preso e obrigado a se exilar em Portugal, acusado de promover levantes contra o governo. Após retornar ao Brasil, lançou o Partido de Representação Popular (PRP), sendo eleito para representar o Paraná na Câmara dos Deputados em 1958 e reeleito em 1962, desta vez para representar São Paulo. Foi também candidato à presidência da República no pleito de 1955, obtendo 8,28% dos votos. Após o Golpe de Estado de 1964, que acabou por extinguir os partidos políticos, se juntou à Aliança Renovadora Nacional (Arena), obtendo mais dois mandatos na Câmara. Se aposentou da vida política em 1974, apenas um ano antes de sua morte. Foi membro da Academia Paulista de Letras, tendo também fundado alguns jornais (fonte Wikipédia).
Não há como não achar fascinante um cidadão que escreve sobre "Bolsonazismo". Foi isso que escreveu na coluna anterior do Prof. Lênio.
Expressa a clara vontade de sobrepor narrativas à fatos.
Chegou a se referir a um ex-combatente (pessoa que lutou na WW2, Coréia e Vietnã) como um "Vovô que chegou e abriu a porta do julgamento para o réu fugir".
Fascinante.
Um camarada que deve ter, no máximo, se arriscado na vida andando de roda gigante, debochando de uma forma tosca e infantil (como sua fantasia sobre o "Bolsonazismo"), e criando um réu inexistente, de um julgamento que só existe em sua(dele) mente fantasiosa.
E ainda fala de "vovô", com certo ar debochado, como se envelhecer fizesse alguém perder a capacidade de ser tudo o que foi, saber tudo o que sabe e usar sua existência (e experiência de vida) para alertar os mais jovens.
Quem não morrer jovem envelhecerá também. Não é maldição. É um fato da vida que algumas mentes infantis procuram deixar de lado.
Enfim. Se esses são os sábios que estão a criticar os néscios.... Não é à toa que continuamos sem Nobel.
Alguns seguidores querem ser engraçados e ter sua verve, Professor Lênio.
Só conseguem ser uma farsa caricata e bocó.
Sds
... não comento nem leio mais.
E dentro em breve a coluna chamar-se-à "Queria ser ministro do STF".
O comentarista SMJ (Procurador Federal) faz elogios - justos - ao ministro Celso de Mello, aquele mesmo juiz que foi desqualificado pelos petistas quando de sua sentença no caso de mensalão. Mas sabemos que é assim mesmo: para os petistas, um juiz só respeita a Constituição quando sua decisão lhes é favorável.
Lula, o "verdadeiro" candidato, ao que tudo indica, perdeu.
"Como se não bastasse o “provavelmente”, referindo-se à existência de crimes cometidos por petistas, Haddad ainda tentou delimitar o escopo das roubalheiras, limitando-as a “financiamento de caixa 2 e o enriquecimento, que é ainda mais grave”. No entanto, a lista de crimes do petismo vai muito além disso: só no mensalão, houve peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha; na Lava Jato, até o momento, há condenações por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Mas o truque de Haddad não consiste apenas em reduzir a lista de artigos do Código Penal que os petistas desrespeitam: trata-se de algo bem mais sórdido, de uma estratégia para que não se perceba a gravidade dos esquemas de corrupção petistas".
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/ editoriais/haddad-esconde-os-crimes-do-p t-eath3gqstm5856uoschlrcmr8/?utm_source= gazetadopovo&utm_medium=link-materia&utm _campaign=bom-dia
Copyright © 2018, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.
As pessoas de modo geral aderiram ao uso intenso da internet e das redes sociais sem realizar um juízo crítico sobre seu impacto na sua vida e na sua liberdade. A internet, além do volume de informações disponíveis, deu a possibilidade imensa de qualquer pessoa se expor e se expressar.
E muitos começam a agir com se a internet tivesse mais importância do que o mundo real.
E nessa ânsia de se expressar e de existir nas redes sociais, a aparência, as crenças e opiniões pessoais substituem os argumentos em qualquer discussão. Não existe verdade nem razão, as redes sociais são território de uma guerra de egos e paixões.
A internet e as redes sociais causam problemas no pensamento que só agora começam e ser melhor estudados. E todos estão sujeitos a esses problemas, inclusive Lênio Streck, com sua crítica aos néscios das redes e do zap.
Um desses problemas é o “viés de confirmação”, que é a tendência de acolher informações que apóiem suas crenças e rejeitar as informações que as contradigam. Outro é a “ilusão de profundidade explicativa”, que faz as pessoas acreditarem que sabem muito mais do que realmente sabem.
Já se estuda a idéia da “bolha epistêmica”, que ocorre porque usuários das redes tendem a se reunir em comunidades de interesses e afinidades, intensificando o “viés de confirmação”, a segregação e a polarização. Assim, excluem os discordantes. Também se estuda a “câmara de eco”, na qual os discordantes são intensamente desacreditados. Na bolha epistêmica, os contrários não são ouvidos. Na câmara de eco, são desconstruídos.
E, como disse, basta estar conectado para ser vítima desses fenômenos modernos.
Creio que a melhor solução seja dar menos importância às redes sociais. As pessoas levam muito a sério o que ocorre na internet.
Melhor coluna do mundo é aqui.
Streck, grande mestre, melhor opção para ser ministro do STF.
Cinquenta e cinco milhões de néscios, sandeus e equivocados votaram NELE. Brevemente, se arrependerão.
Quando "ELE" verificar que a vida política não é como ele quer, que o cumprimento de suas promessas depende de forte diálogo com outros poderes da república, com o Congresso, com a maioria, com a minoria, ele usará o "BIG STICK" junto com a inata violência que lhe é peculiar, aliada ao sarcasmo, modelado pela religião.
O IDEÓLOGO (Outros), já conhecemos bastante o petismo. faz todo sentido não o querermos de volta. Torça para seu País, não distorça contra ele.
Seja mais democrático. E educado.
É preciso ter perdido quase que completamente o juízo moral para condenar quem não votou, neste 2018, no representante do petismo. O truque - óbvio - é pintar como um fascista o adversário. Que desfaçatez!
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login